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02/08/2019

Aula de Artes: um pouco do que rolou no 1º semestre


Entramos em agosto e percebi que ainda não tinha feito um resumo do que rolou no meu primeiro semestre docente de 2019. Ano passado, recebi um feedback tão positivo com minhas postagens, que se transformaram em categoria permanente aqui no blog - sala de aula.

Este ano troquei de escola, estou ministrando aulas no meu amado CAIC, onde fiz estágio, que conta com uma sala de artes para trabalhar com as turmas (o que facilita muito o desenvolvimento de atividades com tinta, sucata, materiais alternativos, pois não preciso ficar carregando essas coisas o tempo todo, escola afora). Tenho feito coisas muito legais, que nunca imaginei possíveis, e estou muito feliz na profissão. As fotos a seguir são um resumo do que publiquei nas redes sociais, mas tem muito mais coisa que simplesmente não consegui fotografar.


As primeiras atividades envolveram muita tinta e o reconhecimento do nosso principal instrumento de trabalho: a mão! O registro de nossas mãos é algo que nos acompanha desde o tempo das cavernas, então nada melhor do que iniciar o ano marcando nossa passagem pelo mundo gráfico.


As bailarinas de Degas e o teatro de sombras foram atividades desenvolvidas com os 4ºs e 3ºs anos, respectivamente. 


Tarsila do Amaral é a artista mais celebrada pelas turmas. Temos uma reprodução enorme do Abaporu na sala de artes e, graças à professora Suzi Barros, que trabalhou o tema brasilidade ano passado, praticamente todos os estudantes conhecem as obras de Tarsila. Na segunda foto, o trabalho criativo de um aluno do 2º ano a partir do livro Tarsila e o papagaio Juvenal.


Visitamos a exposição Interfaces: um sentido visual a partir do toque, do artista André Barbachan, no Espaço Incomum do Campus Carreiros da FURG e até fomos notícia no site da universidade.


Sempre trabalho a questão da diversidade e luto pelo fim do estereótipo da "cor de pele". Os gizes de cera Uniafro são sucesso entre as turmas, os alunos ficam procurando o giz que mais se assemelha ao seu tom de pele, e é um processo lindo ver as crianças se descobrindo e se sentindo contempladas.


Magritte falou que ceci n'est pas une pipe, em sua obra A traição das imagens e, aqui, as turmas do 4º expandiram a ideia em inusitadas releituras.


Também produzimos nossas próprias tintas naturais, com pigmentos como argila, cúrcuma, curry e vários temperinhos que encontramos na cozinha. Essa atividade só foi possível graças ao atendimento da professora Vivian Paulitsch e da estudante Lara Freitas, do curso de Artes Visuais da FURG.


O 2º ano fez desenhos gigantes no papel, aproveitando o espaço da sala para deitar, brincar e se divertir. Momentos lúdicos que tornam as aulas mais interessantes, principalmente para os pequenos.


Os desafios da internet também estão presentes nas aulas e, na época do Mermay, surgiram muitas sereias. Na primeira foto, o trabalho da Emilly, que costuma levar um pequeno sketchbook para as aulas e, nele, faz todo o rascunho do projeto, antes de colocar no papel. É uma atitude que partiu dela, confesso que o coração não aguenta de tão quentinho que fica ao ver isso.


Também trabalhamos arte aborígene e pintamos pedras em pontilhismo, lembrando os grafismos do tempo do sonho.


Por fim, a obra Menino com lagartixas, de Lasar Segall, ganhou uma releitura utilizando folhas de árvore e gramíneas. Fiz muitas outras atividades, como tangram, pirâmides do Egito, cartazes, quebra-cabeças, até mesmo um livro, mas muita coisa fica de fora, pois não dá tempo de registrar. 

Dar aulas é algo que me motiva a pesquisar coisas novas, estou sempre de olho no Pinterest, no Portal do Professor e no site da Nova Escola, mas a grande maioria das ideias vêm da conversa e da troca com as colegas, que buscam integrar as ações, a fim de possibilitar uma experiência de aprendizagem mais ampla para as turmas.

Para ver mais postagens como esta e outras dicas, é só acessar a categoria sala de aula.

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