Inspiração: Cabelos
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| Joana Pedrosa |
Olá pessoal!
Hoje resolvi deixar uma inspiração muito legal para o final de semana: cabelos! Eu, particularmente, adoro desenhá-los: lisos, longos, crespos, esvoaçantes ou curtos, emoldurando o rosto das minhas figuras. Gosto do efeito que uma boa construção dos fios dá à composição.
E como tudo relacionado ao desenho, é importante praticar e conhecer nosso objeto de estudo, seja através de fotos, observando as pessoas na rua, ou até mesmo nossa própria cabeleira. E na hora de colocar no papel, um imenso leque de possibilidades se abre. Trouxe algumas imagens, de artistas que aprecio, e como eles resolvem graficamente o que cada tipo de cabelo tem a oferecer:
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| Sarah Joncas e Laura Laine |
Longos e Cacheados: os cabelos longos talvez sejam os mais fáceis para quem está começando a praticar. O interessante é deixá-los esvoaçantes, com movimento, para não "chapar" a figura e deixar com aquele aspecto de Monalisa. Já os cacheados ganham ares sofisticados com as mechas bem delineadas, efeitos de luz, sombra e volume definidos.
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| Xiaoxi (Nancy) Zhang e Chrissy Lau |
Médios e Curtos: observem como o cabelo emoldura o rosto da primeira figura, conferindo um aspecto elegante e dinâmico. Já o curtinho dá um toque de modernidade e descontração. Em ambos os casos, as mechas laterais indicam movimento.
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| Hayden Williams e Raquel Carrero |
Crespos e Lisos: Cabelos crespos ou afros são um exercício para a mão e, através deles, vários conceitos podem ser trabalhados - textura, volume, proporção, luz e sombra. A ilustração de Hayden Williams é uma prova disso. Já o liso com volume de Raquel Carrero nos mostra as várias possibilidades do grafite e também foge do efeito "chapado" que pode ocorrer nessa situação.
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| Juliana Rabelo, Liz Clements e Fernanda Guedes |
Alguns artistas preferem representar o cabelo como uma massa de cor (sem os fios aparentes), no caso da ilustração de Juliana Rabelo. Outros, porém, gostam do efeito "fio a fio", como na segunda imagem. É interessante também brincar com penteados: coques, rabos de cavalo e tranças, como a trabalhada por Fernanda Guedes.
Acima, alguns dos cabelos que gostei de trabalhar. Pretendo estudar melhor os crespos e voltar a colorir os fios. Lembro de uma época em que treinava todo o dia, sobrepondo os tons até conseguir o efeito desejado. No momento, estou com um esboço bastante interessante em mãos e quero dar o merecido acabamento aos fios.
Espero ter inspirado quem passa por aqui!
Abraços,
Lidiane :-)
[WIP] Suspiro Sincrético #03
E chegou o frio! Hora de trabalhar por chocolate quente, de rabiscar enrolada no cobertor, mas sem parar a produção jamais. Fiquei na dúvida sobre o resultado dessa ilustra, vou pensar se a coloco no livro ou não.
Abraços,
Lidiane :-)
Livro: Amigos Imaginários, de Fernanda Guedes
Olá pessoal!
Há quatro anos acompanho o trabalho da ilustradora Fernanda Guedes. Ela é, sem dúvida, uma grande inspiração para mim, tanto quanto profissional, como quanto blogueira, embora ela tenha desativado seu blog lindo e vencedor do Prêmio Top Blog #snif.
Em 2010, a Fernanda transformou uma série de ilustrações muito legais no livro Amigos Imaginários, lançado pela Editora DBA. É uma publicação única, misto de livro de artista e crônicas, e um dos raros casos nacionais com capa dura e jacket (sobrecapa). O formato dele lembra o próprio sketchbook que a ilustradora usou para fazer seu trabalho. Na foto abaixo, fiz uma comparação do Amigos com meu Moleskine 9 x 14 cm para vocês terem uma ideia do tamanho:
"Algumas pessoas colecionam selos. Outras, cachimbos, bengalas, corujas... eu gosto de pensar que sou uma colecionadora de gente." (Fernanda Guedes)
Cada página do livro conta a história de um amigo imaginário: um desenho, acompanhado por uma crônica. São rostos inspirados em fotos retiradas de sites como The Facehunter e The Sartorialist, que Fernanda adapta ao seu estilo único de traços finos e curvas sinuosas. O projeto gráfico também encanta: as crônicas são manuscritas pela própria ilustradora, o que nos dá a sensação de folhear um diário íntimo, rico em detalhes sobre a vida de cada uma daquelas pessoas.
Minha amiga imaginária favorita é a Elizaveta. A história dela e seus olhos marcantes me encantam muito. Mas confesso que reli o livro umas três vezes até eleger meus favoritos, pois todos são excelentes! Como fui uma pessoa com vários amigos imaginários, que me ajudaram a desenvolver a criatividade e excelentes histórias, acho louvável um projeto como este, uma verdadeira aula sobre processo criativo. Vou deixar o link para o vídeo no qual a Fernanda folheia os sketchbooks que deram origem ao livro:
Abraços,
Lidiane :-)
[Repost] A mão
Quando o dia das mães começa a se aproximar, é certo que uma postagem aqui do blog vai para o topo das mais acessadas. É A mão, feita em 19 de agosto de 2010. Resolvi compartilhar um cartão que fiz ainda no jardim de infância, pois no dia 20 seria a qualificação do meu projeto de dissertação e o tal cartãozinho foi o estopim para várias ideias que desenvolvi durante a pesquisa. Olhem ele aí, completinho:
Resolvi trazê-lo novamente para compartilhar um pouco do que pesquisei e as (in)conclusões tiradas a partir dessa imagem tão significativa. Vocês repararam que voltei a falar de pesquisa? Quem sabe eu me anime, né? Então, abaixo, vou transcrever o trecho que vem em seguida da mãozinha, na minha dissertação.
Imprimir a marca da mão em uma superfície,
assim como nas cavernas de Santa Cruz, pode ser considerado um ato inaugural,
como pontua Derdyk (1994, p. 158): “(...) na medida em que assinala a
existência do homem como ser pensante, sabedor de si mesmo. Este gesto também
está presente nas descobertas da criança, quando ela consegue relacionar o ato
de pintar a mão com o de carimbar esta sobre algum suporte.”
Essa citação da autora, escrita em 1994, pode ser ilustrada por uma situação que ocorreu comigo na mesma época, durante o jardim de infância e que foi uma das responsáveis pela escolha do tema da dissertação, bem como uma série de outros fatores que me fizeram retornar ao desenho, e que está em estreita relação com o desejo atávico do ser humano de imprimir sua marca na natureza.
Em 1991, quando estava na pré-escola, a professora pediu uma tarefa recorrente até hoje nas classes: a confecção de um cartão comemorativo. O cartão em questão era para o dia das mães, e consistia em uma folha de papel A4 dobrada ao meio, com uma frase de parabéns, e a mão da criança como ilustração frontal. Na parte interna do cartão, a professora pediu para que cada uma assinasse, para mostrar às mães que as crianças já eram capazes de escrever o próprio nome.
Este cartão tão simples, que talvez por afeição ou qualquer outro motivo não foi descartado pela minha mãe, se tornou um dos principais pontos de referência da pesquisa. Ao perguntar para ela se havia guardado algum desenho da época de escola, a fim de reunir um corpus para ser analisado, me deparo com
a imagem impressa desta mão tão pequena e significativa, e imediatamente
lembro-me das pinturas rupestres e das imagens de Altamira, Lascaux e Santa
Cruz, e da importância delas para a história da humanidade.
Para a minha história e para desvendar a
necessidade que sinto em desenhar, nenhuma outra imagem poderia ser tão
significativa como a mão impressa no papel, o ato inaugural de deixar uma marca
no mundo e me reencontrar com todas essas questões 20 anos depois da confecção
deste cartão.*
Me emocionei agora, durante muito tempo fiquei receosa de rever o que tinha escrito, mas hoje sinto muito orgulho de tudo que fiz, pois me reconectei com algo que hoje é minha profissão e ainda tive a sorte de saber que a oficina que ministrei foi replicada com grupos de professores. Muito amor.
Abraços,
Lidiane :-)
[WIP] Suspiro Sincrético #02
Assim como fiz para o Poetas de Pijama, não vou mostrar as ilustras do Suspiro Sincrético finalizadas até que o livro seja lançado. Vou liberar alguns drops, como este e o primeiro. Mas, para quem está curioso, duas ilustrações já são conhecidas: Dedicação e Vem serão aproveitadas.
Abraços,
Lidiane :-)
6 on 6 Project - Maio
Mês passado, através do grupo Two Bee no Facebook, cinco meninas e eu tivemos a iniciativa de criar um projeto 6 on 6, similar ao que outros blogs já fazem. A ideia tomou forma rapidinho e hoje apresento meus primeiros resultados desse novo trabalho.
Durante seis meses, todo dia 6 de cada mês, as seis postarão seis fotos. A intenção é de que o tema seja livre mas, para este primeiro, a Bruna sugeriu algo ligado ao nosso cotidiano, para nos conhecermos melhor. E aqui está a minha contribuição.
1. Minha modelo favorita, a Vida, guardiã dos meus livros; 2. Canetas coloridas, que uso tanto para desenhar, quanto para escrever. Aliás, tenho escrito bastante ultimamente; 3. Uma ilustração do Suspiro Sincrético em andamento; 4. Eu ia colocar minha leitura do momento, mas esse texto publicado na Revista Gloss de abril me arrebatou; 5. Caderninhos novos, fazem parte da linha de papelaria da Antix; 6. Por fim, meus lenços da dança do ventre, estou louca para voltar a praticar, sinto saudades.
Gostou do 6 on 6? Então, vejam também os posts da Bruna, Carol, Elisabete, Pauliane e Talita.
Abraços,
Lidiane :-)
Abraços,
Lidiane :-)
Papelaria Antix
Olá pessoal!
Novidade zero que amo/sou rata de papelaria. Assumo meu descontrole com papeis, canetas e livros. E ultimamente não tenho freado meu impulso por esses itens. Daí entrei no site da marca Antix para ver umas fotos de roupas e acessórios para uma ilustração (juro) e, pimba! Me deparei com esse kit coisa mais linda à venda. O resultado vocês já sabem...
Antes de falar do conteúdo em si, alguns detalhes muito fofos chamaram minha atenção: a caixa do Sedex veio toda decorada com uma fita adesiva rendada e um adesivo vintage com meu nome e endereço. Logo que abri a embalagem, um perfume delicioso tomou conta da sala e olhem que mimo: a nota fiscal estava dentro de um envelope lacrado com adesivo e um cartão da marca. Mais carinho impossível.
Cada item do kit veio embalado individualmente, e todos eles unidos por uma fita verde com cartãozinho. Os produtos são: um caderno tipo Moleskine com elástico, fitilho e folhas pautadas (e no verso esses gatinhos músicos lindos de viver); um bloco imantado + um ímã recortado e um mousepad que serve como bloco de notas - as folhas são destacáveis.
Além da beleza da papelaria, fiquei encantada com todo o cuidado da marca com o consumidor. Meu quarto ainda está com o cheirinho gostoso dos papeis. Resumindo: amei de paixão! Mais caderninhos para a coleção...
Abraços,
Lidiane :-)
Obs.: Estes produtos foram adquiridos por mim e publicados por livre e espontânea vontade. Não tenho parceria de publicidade com esta marca, nem com qualquer outra citada aqui no blog.
[WIP] Suspiro Sincrético #01
Ilustrações do Suspiro Sincrético a todo vapor. Para quem está chegando agora e ainda não sabe, Suspiro Sincrético é o livro das minhas amigas escritoras Mitcheia e Tamiris, que me convidaram para ilustrar suas poesias. É um desafio - são 30 poemas -, mas ao mesmo tempo uma grande honra.
Abraços,
Lidiane :-)
Inspiração: Design Seeds
Olá pessoal!
Vocês sabem que sou uma andarilha virtual e, nessas minhas pesquisas, descobri um projeto apaixonante, chamado Design Seeds (seeds = sementes, em inglês). Ele foi criado em 2009 pela designer Jessica Colaluca, ano em que largou a carreira nas grandes empresas e passou a trabalhar por conta própria. O projeto nada mais é do que o blog de Jessica onde, diariamente, ela posta imagens inspiradoras acompanhadas de uma incrível paleta de cores (e seus respectivos códigos). Com isso, ela pretende não só inspirar as pessoas, como também ajudar na criação de blogs, sites e projetos de design.
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| Fonte: Design Seeds |
No blog, é possível navegar tanto através dos posts diários, como também por categoria (estações do ano, natureza, vintage...) e por escala RGB. As combinações propostas por Jessica não só demonstram seu conhecimento sobre cores, como também sua percepção aguçada diante de uma única imagem. É um excelente exercício para desconstruir estereótipos do tipo "a maçã é vermelha", pois a designer prova por a+b tudo o que a cena tem a oferecer.
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| Fonte: Design Seeds |
Vejam só essa linda imagem e paleta retiradas da categoria Sea. Notem que ela ajuda a superar a velha ideia de que elementos e cores ligados ao mar precisam ser verde água, azul turquesa, areia, etc. Para mim, Design Seeds não só inspira e aguça minha criatividade, como também me ajuda quando preciso apresentar uma proposta a um cliente e justificar a escolha de certas paletas.
E para quem gosta de cores, visite também o site Color Scheme, excelente para construção de blogs e sites (fiz toda a paleta desse cantinho lá).
Abraços,
Lidiane :-)
Working
Tenho rabiscado bastante e espero que todas essas artes, depois de finalizadas, possam fazer parte do livro Suspiro Sincrético. Leio muito os poemas da Tamiris e da Mitcheia para tentar "casar" texto e imagem, mas em algumas ilustras estou tomando a liberdade de viajar e ver o resultado só depois de colocar lado a lado com a poesia. Esse exercício tem lembrado a série de Elementais que fiz ano passado com o Jeronimo, sempre era uma boa surpresa.
Abraços,
Lidiane :-)
Estojo Mars Lumograph da Staedtler
Oi gente!
Já tinha ouvido falar muito bem dos lápis artísticos da Staedtler, mas nunca havia os experimentado. Só ficava cobiçando um lápis azulzinho para chamar de meu (como nesse vídeo da Amanda Mocci, vejam o tamanho que fica o lápis ao final do trabalho). Mês passado consegui um bom preço numa latinha com seis Mars Lumograph e resolvi comprar para ver se realmente são tudo isso de bom que falam.
Primeiramente, adoro latinhas. Além de bonitas, são práticas para transportar, deixam os lápis arrumados, sem perigo de quebra e dá para reabastecer assim que o conteúdo acaba, e essa ainda tem dobradiças. Gostei também da graduação dos lápis: HB, 2B, 4B, 6B, 7B, 8B. É uma gama muito boa e permite vários tipos de trabalhos. Pegando o vídeo da Amanda Mocci como exemplo, vejam que ela faz as linhas iniciais com um lápis fininho e depois, com outro mais resistente, porém macio, dá início aos detalhes de olhos e cabelo para, enfim, fazer o preenchimento com provavelmente um 6B ou 7B.
A mina é muito macia, mesmo no HB, notei que ele não risca o papel de maneira grosseira, há uma certa leveza no traço, diferente dos da Koh-I-Noor e da Derwent que, até então, eram os mais macios que eu havia experimentado. A intensidade da cor também se destaca, são muito escuros, dá para conseguir aquele efeito pretão do grafite sem muito esforço. Adorei, adorei!
Aqui, meu último trabalho em detalhes, para exemplificar o que estou falando. Dessa vez, comecei as linhas com o 2B (fiquei receosa em usar o HB) e já notei uma grande diferença. Todo o restante foi feito com o 4B, olhem só no detalhe da trança que o papel não deformou. Os olhos também ficaram com um acabamento muito bom e a mina super preta ajudou na hora de esfumar. O frizz do cabelo foi feito com o 2B e um pouco de preenchimento com 6B, mas não achei necessário usar acima disso, pois os lápis ajudaram bastante no acabamento final da ilustra.
Valeu o investimento na latinha, agora vou procurar os lápis avulsos, principalmente o 4B, pois já vi que será o mais utilizado de todos. Também quero adquirir um apontador e uma borracha da linha artística da Staedtler (porque da escolar, sem condições).
Abraços,
Lidiane :-)
Freckles
Olá pessoal!
Estou muito feliz em poder postar uma ilustra inédita essa semana. Quando fiz Retórica, estava numa maré baixa de produção, que é normal acontecer, mas eu nunca gosto de passar por isso. Demorei para finalizar, depois procurei ler, escrever, ver coisas pela internet, mas nada adiantava. Parecia que a crise criativa já havia se instalado e, nesse meio tempo, comprei uns lápis novos para ver se me animava. E não é que esse incentivo funcionou? Desencantei o Paperblanks e pus a mão na massa nessa simpática menina com o cabelo trançado e sardas no rosto.
A arte fluiu como há muito tempo não acontecia. Me senti viva trabalhando nos detalhes que mais gosto: cabelos e olhos. Tentei não me afobar, fiz tudo com calma, no tempo certo, ponderando, tomando decisões e estudando o espaço do papel, a interação entre o lápis e a textura da folha, perdida nos meus devaneios. Curti muito!!!
Junto com o retorno da criatividade, veio a vontade de voltar a dar aulas de desenho, principalmente para quem não tem contato com a linguagem, pois é uma surpresa atrás da outra. Já montei um "plano de aula mental" e estou estudando lugares, datas, quem sabe vem um curso de desenho por aí?
Semana que vem, vou falar um pouquinho mais sobre os lápis que utilizei e mostrar alguns detalhes dessa arte. Na primeira imagem do post e nas prints, tratei no Photoshop e deixei tudo num tom vermelho, pois acredito que sardas combinam com uma garota ruiva. Já a imagem acima é a que mais gosto, dentre todas que fiz durante o processo.
Abraços,
Lidiane :-)
Maria Sibylla Merian
Olá pessoal!
Já abriram o Google hoje? Se sim, devem ter notado o lindo doodle feito de insetos e plantas. Trata-se de uma homenagem a uma mulher pioneira em todos os sentidos: Maria Sibylla Merian.
Maria Sibylla Merian (1647-1717) foi uma naturalista e ilustradora científica alemã. Seus estudos detalhados sobre insetos foram importantes para o desenvolvimento da entomologia. Com influências artísticas na família (pai e padrasto), publicou em 1675 sua primeira obra, com ilustrações de flores. Em 1678, publica novo trabalho, no qual detalha o ciclo de metamorfose das borboletas.
Aos 52 anos de idade, após separar-se do marido, parte para uma viagem ao Suriname, então colônia holandesa. Além de retratar ricamente a fauna e flora locais, fez uma dura crítica ao tratamento dado a nativos e escravos. De volta à Europa, começa seu mais importante livro, Metamorfose dos Insetos do Suriname, publicado em 1705. Maria Sibylla morreu em 1717, vítima de um derrame.
Seu trabalho permaneceu desconhecido por um longo tempo, tanto pelos tabus relacionados à mulher, quanto pela ousadia de suas pesquisas. Eu descobri as ilustrações de Maria Sibylla na graduação e me encantei pela riqueza de detalhes e, principalmente, pelo teor artístico contido nelas. Não são simples desenhos de plantas e insetos: são composições, preocupadas com a disposição dos elementos, as cores, o preenchimento do espaço no papel. É uma aula de ilustração e tanto!
Seu trabalho permaneceu desconhecido por um longo tempo, tanto pelos tabus relacionados à mulher, quanto pela ousadia de suas pesquisas. Eu descobri as ilustrações de Maria Sibylla na graduação e me encantei pela riqueza de detalhes e, principalmente, pelo teor artístico contido nelas. Não são simples desenhos de plantas e insetos: são composições, preocupadas com a disposição dos elementos, as cores, o preenchimento do espaço no papel. É uma aula de ilustração e tanto!
Fonte: Rainha Vermelha
Três Anos de Blog
Olá pessoal!!!
Esta semana
o blog completou três aninhos de vida (não lembro a data certa, pois apaguei o
post, mas tenho quase certeza de que é hoje mesmo)! Vocês não sabem o quanto
isso me deixa feliz e honrada por estar aqui até hoje.
Dia desses,
me deparei olhando as primeiras postagens, lá de 2010 e chorei - sim, eu sou
uma manteigona sem solução - porque vi o quanto me transformei. Nos primeiros
posts nem me apresentava, não assinava, não conversava! Só postava uma foto em
tamanho minúsculo e ia embora. Quando aparecia um comentário, até me espantava
hehehe. Com o tempo, aprendi a conversar com quem está do outro lado, a trocar
vivências e também conheci pessoas fantásticas que talvez nunca tivesse a
oportunidade de dizer olá, como este que digo todas as vezes que inicio um post
novo. O que
começou muito timidamente tomou contornos que eu não imaginava. Aquela produção
bem pequena, feita entre uma aula e outra, nas férias, sem compromisso, virou
minha profissão, de verdade.
Tive a
oportunidade de pesquisar coisas novas, conhecer outros espaços, opinar,
receber críticas e sugestões, e isso levei para a vida e espero que continue
assim. Ainda tenho uma ideia bastante "romântica" de blog, como um diário virtual e, mais do que isso, como meu portfólio, um espaço só meu e que não está a venda. Acompanho pessoas maravilhosas, que acreditam no que fazem, e
firmei parcerias de trabalho com muitas delas, mais um motivo de orgulho e de
agradecimento por cada um que me acompanha.
Até o
fechamento desse post, havia mais de 70 mil acessos. É nada perto de um grande
blog de moda, por exemplo, mas para
mim é sensacional e só tenho a agradecer.
Obrigada a
tod@s, de coração! Que venham mais três, e mais três, e mais três...
Abraços,
Lidiane :-)Inspiração: Nouf Art
Nouf AlNuaimi é uma ilustradora autodidata, que vive em Dubai. Ela utiliza uma tablet e Photoshop para criar suas moças cheias de estilo e expressividade. Seus trabalhos são muito populares no Instagram (aliás, foi nessa rede que a conheci e passei a segui-la).
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| Fotos: Nouf AlNuaimi |
Os rostos desenhados por Nouf são delicados, às vezes com um quê de tristeza, em outras, com um forte apelo fashion. Mas, sem dúvida, o ponto alto de suas produções é o olhar das figuras. Ela consegue uma iluminação incrível, parece que os olhos cintilam de tanto brilho.
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| Fotos: Nouf AlNuaimi |
Nouf é super humilde e querida com os seguidores, não cansa de dizer que ainda está aprendendo, compartilha a evolução do seu traço e fica agradecida a cada novo admirador que surge (hoje, são mais de 44 mil). Quem quiser curtir mais o talento dessa jovem ilustradora, é só acompanhar seu Instagram (dá para ver pelo Webstagram).
Abraços,
Lidiane :-)
Inspiração: Galáxias
Veja aqui o tutorial de efeito galáxia com aquarela!
Peguei carona no tutorial da última postagem e busquei inspiração em outras coisas com a temática galáxia. Até um painel no Pinterest criei, e estou trabalhando em alguns desenhos, tentando aprimorar a técnica do vídeo. Compartilho minha pesquisa (as fontes das imagens estão nas legendas):
Peguei carona no tutorial da última postagem e busquei inspiração em outras coisas com a temática galáxia. Até um painel no Pinterest criei, e estou trabalhando em alguns desenhos, tentando aprimorar a técnica do vídeo. Compartilho minha pesquisa (as fontes das imagens estão nas legendas):
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| Foto 1 | Foto 2 | Foto 3 |
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| Foto 1 | Foto 2 | Foto 3 |
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| Artes lindas da ilustradora Jallena Love |
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| Foto 1 | Foto 2 | Foto 3 |
A Via-Láctea
A minhoca, que não era maior do que um dedo mindinho, comia corações de pássaros. Seu pai era o melhor caçador da aldeia dos mosetenes.
A minhoca crescia. De repente, teve o tamanho de um braço. Cada vez exigia mais corações. O caçador passava o dia inteiro na selva, matando para seu filho.
Quando a serpente não cabia mais na choça, a selva tinha ficado vazia de pássaros. O pai, flecha certeira, ofereceu-lhe corações de jaguar.
A serpente devorava e crescia. Já não havia jaguares na selva.
- Quero corações de humanos - disse a serpente.
O caçador deixou sem gente a sua aldeia e as comarcas vizinhas até que um dia, em uma aldeia distante, o surpreenderam no galho de uma árvore e o mataram.
Acossada pela fome e pela saudade, a serpente foi buscá-lo.
Enroscou seu corpo em torno da aldeia culpada, para que ninguém pudesse escapar. Os homens lançaram todas as suas flechas contra aquele anel gigante que os havia sitiado.
Ninguém se salvou. A serpente resgatou o corpo de seu pai e cresceu para o alto.
E lá se vê, ondulante, eriçada de flechas luminosas, atravessando a noite.
Eduardo Galeano
Memória do Fogo, v. 1 - Os Nascimentos
Abraços e bom final de semana,
Lidiane :-)
Galáxia em Aquarela
Encontrei esse tutorial no YouTube, diretamente do canal Crafts N' Stuff, e achei lindo demais e digno de compartilhar. O vídeo ensina a fazer uma galáxia em aquarela. Até sal é utilizado para dar efeitos diferentes. Todos os materiais estão discriminados na legenda, é bem fácil acompanhar, apesar de estar em inglês. Acabei lembrando de um curso de técnicas líquidas com nanquim, que fiz em meados de 2005 abafa. Quem sabe um dia eu ensine aqui no blog.
Lindo, não é mesmo? Vou tentar aplicar a um desenho, depois mostro o resultado aqui. Pensei também em fazer um post com inspirações de galáxias, já que elas estão presentes em muitos trabalhos de arte ultimamente.
Abraços,
Lidiane :-)
Retórica
Olá pessoal!
A ilustração de hoje é resultado de mais uma parceria com a Adriane Dias Bueno. Ela já havia escrito um lindo texto, baseado em Awake (leia aqui), e agora eu retribuo o carinho com minha versão para o seu poema Retórica:
Retórica
Cansada..
de esperar a retórica passagem das horas
inconformismo que não se amolda a nada
e, no entanto, é preciso gritar para
apaziguar a dor destes olhos insones.
O relógio marca o compasso apressado
dos homens que vivem o trabalho
e os livros já não me trazem mais
aquela sensação desconhecida de que
eu deixei de ser parte de algo maior
e ingressei no rol dos mínimos.
O relógio é um atroz mecanismo
que atinge lobos e formigas mesmo quando
estes desejam apenas caminhar e esquecer...
no máximo aquecer seus corpos peludos ou pequenos.
E eu queria apenas falar de nada
mas a teima da mente acaba sempre
me levando a tecer comentários fragmentados
sobre coisas invisíveis ou insignificantes.
de esperar a retórica passagem das horas
inconformismo que não se amolda a nada
e, no entanto, é preciso gritar para
apaziguar a dor destes olhos insones.
O relógio marca o compasso apressado
dos homens que vivem o trabalho
e os livros já não me trazem mais
aquela sensação desconhecida de que
eu deixei de ser parte de algo maior
e ingressei no rol dos mínimos.
O relógio é um atroz mecanismo
que atinge lobos e formigas mesmo quando
estes desejam apenas caminhar e esquecer...
no máximo aquecer seus corpos peludos ou pequenos.
E eu queria apenas falar de nada
mas a teima da mente acaba sempre
me levando a tecer comentários fragmentados
sobre coisas invisíveis ou insignificantes.
Adriane Dias Bueno
A atmosfera é pesada: há muitas estampas, os negros cabelos da jovem, suas mãos sujas (será de sangue? será de tinta?) e sua maquiagem carregada em tons de vermelho - a dor destes olhos insones -, que escorre pela face. O relógio - um atroz mecanismo - e seu ponteiro em espiral, marca o fluxo do tempo que teima em fazer a protagonista entrar num eterno divagar sobre sua existência.
Foi muito intenso fazer este trabalho. Tanto que demorei mais do que imaginava. Em parte pela carga emocional do próprio poema e da ilustra, em outra por momentos que passei e que, para aqueles que me conhecem, estão visíveis em cada traço. Considero Retórica um de meus trabalhos mais autorais, mais viscerais, e agradeço imensamente a Adriane, por dar o estopim dessa catarse necessária.
Abraços,
Lidiane :-)
Adorei: Selfless Portraits
Para participar, você vai até a página do aplicativo no Facebook, carrega sua imagem de perfil e, na mesma hora, aparecerá a foto de outra pessoa (provavelmente alguém que você nunca viu na vida). Você pode baixar a imagem e começar a desenhar. Já a sua foto... com certeza foi parar nas mãos de alguém do outro lado do globo terrestre. Você faz o desenho do seu modelo e posta. Aparecerá a foto original e sua obra de arte ao lado, que ficará na galeria e poderá ser compartilhada entre seus contatos.
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| Brennen por Lidiane. Fonte: Selfless Portraits |
Acima, o meu primeiro modelo e seu respectivo retrato. Achei o chapéu super original e optei por um desenho bem simplesinho, com cor somente no acessório. Espero que ele tenha gostado. Porém, não recebi meu desenho de volta nessa primeira vez #chateada. Daí, resolvi submeter novamente:
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| Tássia por Lidiane. Fonte: Selfless Portraits |
E dessa segunda vez, novamente, não visualizei meu retrato! Acho que ninguém quis me desenhar, o que me levou a pensar que você corre o risco de retratar alguém e simplesmente ficar no vácuo hahaha. Mesmo assim, adorei participar. É uma ótima válvula de escape, é terapêutico.
UPDATE: Recebi agora há pouco (22h do dia 27/03) meu primeiro retrato! Foi feito pelo Robert, dos EUA. Eu fiquei com cara de má hehehe. Mas adorei o tom "galáxia" que ele utilizou (vocês perceberam que ando tendenciosa com as tais galáxias). Tardou, mas veio, agora tenho um Selfless Portrait para chamar de meu.
E aqui, meu segundo retrato, feito pela Sarah, também dos EUA. Recebi dia 03 de abril. Me senti a própria Angelina Jolie, com esse bocão hehehehe. Estou super feliz com meus dois Portraits.
Abraços,
Lidiane :-)
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