Nova Exposição: "Musas", na Mundo Moinho
Em 2012, tive a oportunidade de mostrar meu trabalho numa exposição modesta, mas que rendeu muitos frutos e teve ótima recepção. As Catrinas se mostraram excelentes cartões de visitas e, de lá pra cá, já produzi muitas outras peças e diversas inspirações surgem na minha prancheta a cada ano.
Agora, chegou a vez de reunir 30 musas que compõem o meu universo criativo, dentre elas Catrinas, piratas, feiticeiras e outras mulheres, em mais uma parceria com a Mundo Moinho Casa das Artes.
Musas é uma compilação de trabalhos pessoais e comissionados, da primeira Sugar Skull, de 2011, até A Face Oculta, última ilustração separada para este ano. A abertura acabou ficando para o dia 14 de outubro, meu aniversário de 30 anos!!! Será às 20h, na Mundo Moinho (Avenida Rheingantz, 105A, ao lado da Anhanguera) e já preparei um coquetel todo especial, ao estilo "gostosuras ou travessuras", como na exposição anterior. Acho que foi um dos pontos fortes, porque vi as pessoas se tornarem crianças novamente, diante dos docinhos rsrsrsrs.
Então, se você é de Rio Grande e região e quiser me presentear com a sua presença, ficarei muito feliz em recebê-lx. Todas as peças expostas serão prints lindos e em alta qualidade e estarão à venda. Também levarei postais e alguns caderninhos que comecei a produzir artesanalmente. Mais próximo ao evento divulgo preços e formas de pagamento.
Mas não é só isso! Ainda em outubro abrirei um novo curso de desenho, desta vez em nível básico, com aulas ministradas também na Mundo Moinho. Semana que vem libero mais informações sobre inscrições e ementa.
Quero agradecer a confiança da Andréia e do Bruno, da Mundo Moinho, e também o apoio de cada um que me acompanha e incentiva. :*
Abraços,
Lidiane :-)
Garota campestre
O trabalho de hoje surgiu mais como uma brincadeira no meu bloco de papel kraft do que como algo sério. Queria tentar fazer um rosto menos longilíneo e testar alguns "modelos" de olhos que tenho treinado, daí surgiu a figura campestre que mostrarei a seguir. Acima, com o cabelo pronto (utilizei lápis 3B Mars Lumograph, da Staedtler).
Aproveitei que estava lendo uma notícia sobre a moda das tatuagens metálicas e incorporei o acessório no pescoço nu da figura. As gotas me lembram coxinhas :D
Na hora de colorir a tiara de flores, decidi usar essa mini aquarela que ganhei há uns dois anos da minha baiana mais linda, Narinha (**muita saudade**), e incrivelmente o papel não enrugou tanto quanto eu achava. Percebi que meu problema com aquarela chama-se preguiça.
Finalizei as flores com lápis de cor comum, só para dar um acabamento na linha do grafite. E o resultado final ficou assim:
Estou adorando trabalhar com este papel kraft da Canson (linha de sketchbooks XL) pois, apesar de ser fininho, ele se comporta muito bem com tinta, caneta, lápis e aquarela (materiais que testei até o momento).
Abraços,
Lidiane :-)
[Blogagem coletiva] #stopthebeautymadness na vida e na arte
Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais.
Relutei bastante em escolher os temas propostos este mês no Rotaroots porque achei que nenhum se encaixava à temática do blog (já aconteceu outras vezes, mas acabo mudando de opinião). A inspiração só veio mesmo depois de ler o discurso feminista da Emma Watson, a opinião da Giza Souza sobre o Desafio Sem Make e este post da Lola, além de um desabafo da Melina sobre corpo alheio que, infelizmente, ela tirou do ar (antes que digam qualquer coisa, entendi perfeitamente o que ela quis passar).
Relutei bastante em escolher os temas propostos este mês no Rotaroots porque achei que nenhum se encaixava à temática do blog (já aconteceu outras vezes, mas acabo mudando de opinião). A inspiração só veio mesmo depois de ler o discurso feminista da Emma Watson, a opinião da Giza Souza sobre o Desafio Sem Make e este post da Lola, além de um desabafo da Melina sobre corpo alheio que, infelizmente, ela tirou do ar (antes que digam qualquer coisa, entendi perfeitamente o que ela quis passar).
Em 2012, juntamente com o querido Jeronimo Sanz, fiz uma série chamada Quatro Elementos e a última ilustração gerou alguns comentários capciosos. Sem terem sido indagadas sobre, algumas pessoas vieram até mim dizer que a figura tinha ficado feia e nariguda. Confesso que foi ali que acendi o sinal vermelho para muitas questões envolvendo minha arte. Gostaria de saber porque uma mulher com nariz fora do padrão não pode ser representada?
Sempre - desde as priscas eras da faculdade - recebi acusações por desenhar mulheres com "cara de boneca". Teve muita gente dizendo que nada do que eu desenhava valia a pena, pois qualquer um fazia. Isso me gerou um trauma de anos e uma difícil recuperação, do traço e da confiança.
Aos poucos, fui transformando minha maneira de ver a arte e as questões de gênero. O primeiro contato veio nas aulas de História da Arte (beijo, Ivana!), através dos trabalhos do grupo Guerrilla Girls. A Olímpia delas é emblemática:
Naquela época tudo era incipiente e eu estava mais para absorver o máximo de informação do que refletir sobre. Isso só aconteceu anos depois. O que tudo isso tem a ver com minha arte hoje e com a proposta do Stop the Beauty Madness, tema especial da blogagem de setembro, é que padrões de beleza existem desde os tempos mais remotos e nós, mulheres, estamos sujeitas a eles - infelizmente - na vida real e na arte.
Das mulheres com "cara de boneca" até a busca por identidade na minha arte, tenho feito um longo percurso. Posso ter começado através de estereótipos sim, como muitas outras meninas, mas o que desejo e me esforço é para colocar a figura feminina como protagonista de minhas obras. Escolher outras formas de representar essa mulher, em todos os seus matizes (branca, negra, magra, gorda, loira, ruiva, índia, cis, hétero, gay, trans*...) é algo que tem sido construído no meu repertório, com a ajuda de grupos como o Selfless Portraits das Mina, retratos comissionados de gurias reais e vontade de aprender. E isso precisa partir de mim, não de alguém disposto a apontar o dedo para o que faço, deliberadamente.
Então, convido a todxs que chegaram até aqui a parar de criticar absurdamente a arte feita por mulheres, já que os padrões seguidos há muito tempo são ditados por uma sociedade machista e patriarcal, que nos mede, nos pesa e diz o quanto valemos. Que decide se entraremos em museus como telas, meras passantes ou produtoras de arte. Essa desconstrução virá de nós, para nós. E cada uma, no seu tempo, encontrará espaço para fazer mulheres com todas as caras e corpos. De boneca ou não.
E antes que alguém venha aqui dizer "ai, mas teu texto está contraditório, porque se te diziam para parar de fazer mulher com 'cara de boneca' e tu acabou chegando a essa conclusão, eles estavam certos...", pare, agora. Porque 99,9% daquelas pessoas que me diziam isso, o faziam no intuito de que eu parasse de desenhar do meu jeito, para fazê-lo do jeito delas. Aí reside o x da questão, pois novamente é um padrão que se estabelece. E decidir como representarei minhas mulheres diz respeito a mim e às minhas referências. Daí a importância da desconstrução interna desses estereótipos impostos desde sempre. Ok?! ;)
Abraços,
Lidiane :-)
Aos poucos, fui transformando minha maneira de ver a arte e as questões de gênero. O primeiro contato veio nas aulas de História da Arte (beijo, Ivana!), através dos trabalhos do grupo Guerrilla Girls. A Olímpia delas é emblemática:
Naquela época tudo era incipiente e eu estava mais para absorver o máximo de informação do que refletir sobre. Isso só aconteceu anos depois. O que tudo isso tem a ver com minha arte hoje e com a proposta do Stop the Beauty Madness, tema especial da blogagem de setembro, é que padrões de beleza existem desde os tempos mais remotos e nós, mulheres, estamos sujeitas a eles - infelizmente - na vida real e na arte.
Das mulheres com "cara de boneca" até a busca por identidade na minha arte, tenho feito um longo percurso. Posso ter começado através de estereótipos sim, como muitas outras meninas, mas o que desejo e me esforço é para colocar a figura feminina como protagonista de minhas obras. Escolher outras formas de representar essa mulher, em todos os seus matizes (branca, negra, magra, gorda, loira, ruiva, índia, cis, hétero, gay, trans*...) é algo que tem sido construído no meu repertório, com a ajuda de grupos como o Selfless Portraits das Mina, retratos comissionados de gurias reais e vontade de aprender. E isso precisa partir de mim, não de alguém disposto a apontar o dedo para o que faço, deliberadamente.
Então, convido a todxs que chegaram até aqui a parar de criticar absurdamente a arte feita por mulheres, já que os padrões seguidos há muito tempo são ditados por uma sociedade machista e patriarcal, que nos mede, nos pesa e diz o quanto valemos. Que decide se entraremos em museus como telas, meras passantes ou produtoras de arte. Essa desconstrução virá de nós, para nós. E cada uma, no seu tempo, encontrará espaço para fazer mulheres com todas as caras e corpos. De boneca ou não.
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| Vai ter mulher de todo tipo e, se reclamar, vai ter mais. |
Abraços,
Lidiane :-)
Leilani Joy e seu processo criativo
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| Fonte: Leilani Joy |
Eu cresci profissionalmente com opiniões bastante antagônicas a respeito do uso de referências, com professores a favor e outros contra mas, ao assistir os vídeos da Leilani, consegui perceber que o importante é o melhor para mim, o que me deixa confortável e me dá suporte suficiente para executar um trabalho, de acordo com tudo o que pensei.
Com ela, aprendi a fazer thumbnails (miniaturas) para testar posições/expressões, a fazer teste de cores, a criar um painel semântico, a me debruçar sobre os esboços e ver o que funcionava ou não. Enfim, recomendo fortemente que você assista e se inspire com as pinturas e a performance da Leilani.
Abraços,
Lidiane :-)
Sketchbookinho
Registro feito no meu sketchbookinho, foi o primeiro rabisco feito por lá, mas não cheguei a mostrá-lo inteirinho. Fiz numa época bem difícil, com muito chorume escorrendo no feed. Porém, parece que os ânimos se acalmaram, e tenho visto ótimas iniciativas brotando via Facebook. E é assim que tem que ser, minha gente. Precisamos usar as redes sociais a nosso favor positivamente, e não para disseminar ódio e preconceitos.
Falando em Face, ontem minha página chegou às 1000 curtidas e estou muito, mas muito feliz. Fiquei igualmente feliz com os primeiros 10, 100 likes, e acredito estar colhendo os frutos de um trabalho feito com todo amor. Sempre que penso numa postagem, quero que ela não só seja lida e compartilhada, mas que quem a viu sinta-se tocado e motivado a produzir belezuras em sua vida. Muito obrigada, de todo coração, a cada pessoa do outro lado da tela, que gosta e acompanha o que faço.
Abraços,
Lidiane :-)
#ilustraday setembro: musas
Ilustraday é um projeto criado pela Camila Rech para reunir várias ilustradoras da blogosfera, que publicam todo dia 15 de cada mês ilustras relacionadas a um tema. O deste mês é musas.
Como eu fui adicionada ao grupo pela Ju hoje de manhã (obrigada, sua linda!), tive que pensar rápido em quem desenhar. Primeiro veio a musa-mor Jolie, mas a Chell já havia feito sua homenagem diva, então busquei inspiração numa personagem que amo e que é muito musa, para mim:
Dra. Pamela Lillian Isley, aka Hera Venenosa. Não me demorei demais nos detalhes, para conseguir postar no dia, mas mesmo assim curti o resultado. Acho que preciso me desafiar mais em relação ao tempo, geralmente demoro dias para fazer uma ilustração.
Acima, o esboço ultra rápido/sujo/amassado. Material utilizado: canetinhas de várias espessuras, caneta gel e lápis de cor. Mês que vem, prometo caprichar na ilustra. Para conferir outros trabalhos, acesse a página do Ilustraday no Facebook.
Abraços,
Lidiane :-)
Blog Day Rotaroots 2014!
Quando comecei a blogar, em 2010 (sim, sou novinha nessas coisas), uma das primeiras ações coletivas das quais participei foi o Blog Day, comemorado todo dia 31/08. Já não lembro como cheguei ao site do projeto, que nem existe mais, mas vi ali uma boa oportunidade para compartilhar os espaços de outros desenhistas e também blogs aleatórios que eu acompanhava.
Este ano, a equipe do Rotaroots decidiu reviver os bons tempos em que a blogosfera comemorava sua data máxima, trazendo de volta não só as postagens coletivas, como também uma página especial, com diversos depoimentos de blogueiros demonstrando o amor que sentem por seus diários virtuais.
A ideia é que hoje, dia 31/08/14, cada participante compartilhe 15 blogs queridos, divididos em três categorias: blogs que não saem do meu feed; blogs que conheci no Rotaroots e blogs para sair da rotina. Tomei a liberdade de escolher, para o primeiro item, somente blogs de ilustração/ artes visuais. Vamos lá (blogs em ordem alfabética)!
5 blogs que não saem do meu feed:
- Aurora da Minha Vida: para poesias visuais
- Fada Mariposa: para arte com magia
- Juliana Rabelo: para delicadezas
- Nanda Correa: para as garotas mais bonitas
- Thaís Fernanda Tattoo: para tatuadxs
- Fada Mariposa: para arte com magia
- Juliana Rabelo: para delicadezas
- Nanda Correa: para as garotas mais bonitas
- Thaís Fernanda Tattoo: para tatuadxs
5 blogs que eu conheci no Rotaroots:
- Não Provoque: para viajar
- Pequenina Vanilla: para bonitezas
- Sernaiotto: para se organizar
- Teoria Criativa: para os posts mais completos
- Uai, Babi: para opiniões sinceras
- Pequenina Vanilla: para bonitezas
- Sernaiotto: para se organizar
- Teoria Criativa: para os posts mais completos
- Uai, Babi: para opiniões sinceras
5 blogs para sair da rotina:
- Aline Valek: para quem curte ótimos textos
- Escreva Lola Escreva: para conhecer sobre feminismo(s)
- I Need a Guide: para se inspirar
- Linda Hallberg: para babar nas makes
- Momentum Saga: para fãs de ficção científica
- Escreva Lola Escreva: para conhecer sobre feminismo(s)
- I Need a Guide: para se inspirar
- Linda Hallberg: para babar nas makes
- Momentum Saga: para fãs de ficção científica
*** Bônus Canais Literários ***
- Ainda MininaMá: para curtir quadrinhos
- Garota It: para literatura jovem
- O Batom de Clarice: para gostar de ler os clássicos
- Psycho Books: para novas resenhas toda a semana
[Inspiração] Sketchbooks de Charmaine Olivia
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| Os sketchbooks de Charmaine. As imagens do foram retiradas do Instagram e do Tumblr da artista. |
Não é de hoje que acompanho o trabalho da artista plástica norte-americana Charmaine Olivia. Além de estilosa, o traço dela me lembra muito Picasso, com desconstruções e reconstruções da figura humana bastante interessantes. No seu Instagram, é possível acompanhar um pouco do processo criativo de cada trabalho, e ter uma dimensão das referências, suportes e materiais utilizados por Charmaine. Não raro, vemos a artista trocar elementos de lugar, substituindo olhos por bocas e "sujando" áreas do rosto. É este aspecto inacabado que domina seus sketchbooks.
Selecionei alguns desses esboços, para vocês terem uma ideia do que anda me inspirando ultimamente. Como tenho me forçado a sair da zona de conforto, e cada vez mais esse exercício tem me dado fôlego para deixar o traço fluir, olhar para os desenhos de Charmaine me faz querer seguir este caminho e me desprender cada vez mais do "certinho".
Curta o trabalho de Charmaine Olivia:
Abraços,
Lidiane :-)
Seleção de vídeos: como fazer uma galáxia/ nebulosa em aquarela
Já perdi a conta de quantos acessos diários tem este post, no qual mostro um vídeo ensinando a colorir uma galáxia em aquarela. Um dos resultados de busca mais repetidos do blog também tem a ver com o tema. Por isso, resolvi fazer uma compilação de videos, para ajudar quem deseja sua arte com o tão sonhado efeito galáxia/nebulosa:
Espero que essa seleção tenha ajudado quem procura por inspiração na hora de desenhar uma galáxia. Uma última dica: procure pelo termo how to paint a galaxy/nebula, que os resultados são mais precisos.
Abraços,
Lidiane :-)
A Face Oculta (Balloon Tattoo)
Em tempos de internet, é comum nos depararmos com cada vez mais imagens de momentos felizes, quase que ensaiados previamente: viagens, selfies, jantares. Mas será que todo mundo mostra a sua verdadeira face o tempo todo? Ou nós temos uma face oculta, que não se expõe na rede? Prefiro acreditar na segunda opção. E complemento dizendo que ter uma face oculta não quer dizer a pessoa é falsa ou dissimulada com seus amigos virtuais, apenas que mantém uma parte de si fora dos olhares curiosos que nos cercam.
Tenho o esboço dessa ilustração desde o ano passado (novidade!), mas resolvi repaginá-lo dia desses. Usei uma foto como referência, por isso as proporções estão um pouco diferentes dos últimos trabalhos. Segui a mesma linha de Infinite, numa massa espessa de cabelos negros feitos com tinta acrílica. A seguir, trabalhei o grafite (lápis Mars Lumograph 4B) em todo o restante da figura, com apenas alguns detalhes de lápis de cor e caneta nos olhos, e deixei a cor toda na tatuagem de balão, feita com lápis aquarelável e caneta nanquim. Peguei várias referências no Pinterest e quase surtei de tantas imagens lindas. E a textura do papel deu um toque interessante.
Mas por que o nome? Porque quando comecei a cobrir o rosto, procurei trabalhar o efeito de luz e sombra com mais intensidade. A austeridade da figura contrasta com a alegria das cores da tattoo, o que reforça a ideia da face oculta, que não é mostrada. Nova marca registrada detected: terceiro olho em formato de meia lua.
Abraços,
Lidiane :-)
Selfless Portraits das Minas
Foi no maravilhoso site Think Olga que descobri uma iniciativa de empoderamento das mulheres no meio da ilustração: é o Selfless Portraits das Minas, grupo no Facebook que incentiva a produção gráfica feminina e a interação entre as participantes, que são divididas semanalmente em duplas, que se desenham (mas nada impede de uma guria escolher outra do grupo, aleatoriamente, para desenhar).
Nessas minhas poucas semanas no projeto, já desenhei duas gurias fantásticas: a Emanuelly e a Gabriela, já fui desenhada pela Gabriela também, conheci várias ilustradoras fodas e confesso que o grupo consome 90% do meu tempo no Facebook, já que o feed anda um mar de chorume sem fim.
Mas o grupo não serve apenas como network, muitos debates e reflexões surgem a todo momento, e o que chamou minha atenção foi que, quase sempre, as meninas publicavam seus trabalhos com a seguinte legenda (e suas derivadas): "fiquei com medo de não estar bom".
Por que as mulheres sentem tanto medo de expor seus trabalhos artísticos? Por que esse fantasma da reprovação alheia sempre tem que cair sobre nós? Num grupo como o Selfless Portraits das Minas, a intenção não é nivelar os desenhos a partir de um parâmetro (geralmente, equivocado, utilizado somente por quem considera como "arte" o que está exposto no Louvre), tampouco instituir o sistema das artes a ferro e fogo. Estamos ali por uma arte feminista e livre de medo e julgamento. Estamos para somar e incentivar a produção artística umas das outras, buscando articulações fora dos espaços tradicionais.
Sim, vai ter feminismo no blog. E se reclamar, vai ter dois!
Nem preciso comentar que empoderamento nada tem a ver com jogar confete gratuitamente. Quando uma ilustradora posta uma imagem, ela é encorajada a continuar. E é no contínuo aprendizado que aperfeiçoamos a nossa arte. Estar nesse meio tão rico tem me ajudado num exercício que considero fundamental: parar de apontar o dedinho, mais ainda se for para uma colega. Todas têm seu espaço, sua vez e sua voz.
Recomendo fortemente para todas as gurias que estão lendo este post agora e querem interagir com um grupo cheio de amor e troca de experiências, que solicite para participar do Selfless Portraits das Minas. Achou legal mas não é seu tipo de atividade? Indica para uma amiga! Compartilhe na sua turma de escola, faculdade, trabalho...
Abraços,
Lidiane :-)
Recomendo fortemente para todas as gurias que estão lendo este post agora e querem interagir com um grupo cheio de amor e troca de experiências, que solicite para participar do Selfless Portraits das Minas. Achou legal mas não é seu tipo de atividade? Indica para uma amiga! Compartilhe na sua turma de escola, faculdade, trabalho...
Abraços,
Lidiane :-)
Fauno
Fauno é uma ilustração na qual comecei a trabalhar sem um modelo pré-definido. Como em alguns dos últimos trabalhos, a ideia de fazer um ser mágico da floresta surgiu naturalmente, primeiro pensei nos chifres e depois decidi como seriam os demais elementos. Acho que foi minha leitura d'A Senhora da Magia que contribuiu para que eu embarcasse para uma terra encantada e deixasse esse bichinho vir à tona.
Somente quando eu já estava com o cabelo pronto, fui parar para pensar em todas as referências de fauno que eu tinha e me surpreendi, por lembrar somente do personagem do filme O Labirinto do Fauno e das Crônicas de Nárnia. Talvez por isso minha figura careça de elementos mais sólidos. Mesmo assim, gostei da delicadeza do rosto, do focinho e da expressão facial como um todo. Os cabelos curtinhos com a franja também foram um recurso para ressaltar os chifres e fugir do meu padrão cabelão. Para completar, sardas e orelhas pontudas.
Para esta ilustração utilizei as canetas nanquim de sempre, Posca dourada, marcadores Magic Color e um conjunto de lápis bem diferente que comprei recentemente, da Royal & Langnickel. Nunca havia testado nada da marca, mas me arrisquei numa latinha para aquarela com lápis HB, 2B, 4B, dois lápis grafite aquareláveis, pincel e limpa-tipo. Gostei bastante da precisão dos lápis sobre o papel Layout 180g da Canson.
Tenho dado preferência por mostrar detalhes, ao invés do passo-a-passo da ilustra, por dois motivos: o primeiro, é que posto quase tudo no Instagram e ainda faço um apanhado geral toda semana no blog. Segundo, porque acabo me dispersando a cada clique, procurando uma luz adequada, além de ter que tratar todas as imagens, posteriormente. Mas nada impede que volte a fazer isso, um dia.
Abraços,
Lidiane :-)
Como andam as metas para 2014?
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| Um pequeno projetinho. |
Infinite
Pense numa pessoa feliz por ter feito uma boa ilustração, digitalizado e tratado a imagem, feito upload na loxinha e que, depois disso tudo, PERDEU todos os arquivos em alta resolução. Sim, esta pessoa sou eu. Consegui este feito incrível, com a ajuda do meu computador maluquinho, que remove arquivos sem minha permissão. Mas, são coisas que acontecem e nada impede de eu digitalizar o original novamente, um dia.
A ilustração de hoje veio naquela maré que, seguidamente, tem batido nas minhas praias: a inspiração instantânea. Rabisco feito, já fui colocando as ideias no papel sem muita dificuldade.
Infinite é uma ilustração que fala sobre o onírico. Os cabelos representam o céu noturno coberto por estrelas, numa alusão às múltiplas possibilidades de realização dos nossos sonhos. Os detalhes em azul ecoam nas palavras de Pedrosa (2010): "a mais profunda das cores, o olhar o penetra, sem encontrar obstáculo e se perde no infinito. É a própria cor do infinito e dos mistérios da alma". (Da cor à cor inexistente, p. 126) Vamos aos detalhes?
Pela primeira vez, utilizei o bloco de papel kraft da Canson, linha XL 90g, apesar de fininho, segurou bem a tinta acrílica sem enrugar muito. Para os detalhes do cabelo/céu, usei caneta gel prata e caneta Posca dourada (estou amando). O restante foi feito com caneta nanquim, lápis grafite e lápis de cor aquarelável. Prevejo muito amor daqui por diante com esse bloco fantástico (reparem nos detalhes da textura). Ah, também foi a primeira vez que usei o scanner novo, muito amor por essa imagem 1000 vezes melhor.
Para ler: Da cor à cor inexistente, de Israel Pedrosa
Para ouvir: We are all conected, Symphony of Science
Abraços e bons sonhos (dormindo ou acordado),
Lidiane :-)
Resenha: Marcadores Magic Color Série Ouro
O Antonio e eu temos uma sistemática muito funcional em relação a presentes: oferecemos um valor x para o outro gastar no que ele bem entender. Utilizei meu "vale" do dia dos namorados para comprar vários materiais artísticos que estava precisando (gente, eu não tinha uma régua de 30 cm decente, pode isso?) e experimentar novidades. E uma delas é este kit de 12 marcadores da Magic Color Série Ouro.
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| |--- 10 cm ---| |
A primeira coisa que chamou atenção foi o preço: eles são relativamente baratos se comparados aos marcadores de outras marcas, por se tratar de uma linha profissional. Depois, a separação das cores nas embalagens também me deixou curiosa (tem várias cartelas de cores intermediárias, neutras e cinzas, além de estojos completos). O meu kit é o de Cores Intermediárias I.
Assim que abri a embalagem, senti aquele cheirão de álcool, típico desse tipo de caneta. A ponta é bem resistente e a pigmentação no papel é boa. A intensidade da cor na ponta é exatamente igual a que é transferida para a superfície (no caso, utilizei um papel branco). Logo que passei a primeira camada, a tinta pareceu ser bem molhada, mas em questão de instantes já estava seca. Um cuidado a ser tomado para quem curte fazer degradé. Vamos ver o que o fabricante tem a dizer sobre o produto?
Possui ponta chanfrada japonesa com fio penteado de traçado de alta definição, sua grande diferença junto aos outros marcadores é que seu pigmento é a base de álcool e permanente.
Acima, a paleta que fiz com os respectivos nomes das cores. Coloquei um coração ao lado das que mais gostei e, para uma primeira impressão, gostei muito da cor no papel. É intensa, diferente, fiel à embalagem e com um acabamento acetinado super bonito. Depois dessa pequena amostra, testei o lilás na Sugar Skull VII e gostei do resultado, apesar de ter ficado um pouco manchado. Creio que o papel texturizado não ajudou. Fiquei curiosa para testar as outras cores (são 60 ao total), principalmente a branca, para superfícies escuras.
Ponto negativo: o cheiro forte de
Veja também minha opinião sobre as canetinhas Visaquarelle, da Bic.
Abraços,
Lidiane :-)
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