Hekate Phosphorus
Não é de hoje minha admiração pela deusa Hécate, a Senhora das Encruzilhadas. Desde uma experiência muito importante - e de estudos que tenho feito, a vontade de retratar essa entidade é recorrente. Em 2016, desenhei um retrato que fez muito sucesso e até entrou para minha última exposição individual e, desde então, fiquei com aquela imagem tríplice na cabeça, como se Hécate sempre aparecesse para mim daquele jeito.
Por isso, não considero essa ilustração uma releitura daquela de três anos atrás, um #drawthisagain. É mais um retrato da mesma divindade, na mesma posição que eu acredito que ela se materializa para mim. Dessa vez, trabalhei com a aquarela e acrescentei as duas tochas, símbolos de Hécate.
O processo é sempre o mesmo para todas as pinturas. Assim como em 2016, não usei referência fotográfica para a ilustração, deixei a imagem se apresentar da maneira mais natural possível. Dei especial atenção para a anciã, pois preciso melhorar muito meu traço quando faço pessoas mais velhas.
Optei por usar tons de roxo e azul marinho e atribuir às figuras pequenos elementos que as identificassem: a virgem usa uma guirlanda de flores; a mãe usa uma coroa; a anciã usa um manto, além da lua tríplice e das já mencionadas tochas. As cores dos cabelos também remetem a cada uma das faces da deusa. O resultado:
Materiais utilizados
- Papel Hahnemuhle Expression 300g;
- Aquarelas Van Gogh e Cotman;
- Pincéis Keramik;
- Multiliner Staedtler;
- Canetas douradas Posca e Pentel.
Nos próximos dias vou elaborar um post com uma lista atualizada de todos os materiais que uso, em substituição a um mais antigo aqui do blog.
Recentemente, adquiri o livro Todas as Deusas do Mundo, de Claudiney Prieto (influência da Karina Beraldo) e pude ampliar meus conhecimentos sobre Hécate. A deusa possui inúmeros títulos, dentre eles, Phosphorus, que significa aquela que tem a luz. Nessa representação, ela traz a tocha. Como tenho buscado iluminação para resolver uma série de questões na vida, acredito que este título vai ao encontro do caminho a seguir.
Para fechar, do Oráculo da Deusa:
Sento-me no negrume da noite da Lua Novacom meus cãesna encruzilhadapara onde convergem três caminhoso lugar da escolhaTodos os caminhos levam à encruzilhadae todos são desejáveismas apenas um você pode percorrerapenas você pode escolhera escolha cria finaise todo início vem de um finalna encruzilhadaQual você escolherá?Qual caminho percorrerá?Qual?Embora a escolha seja suaeis aqui um segredo que partilho com vocêO caminho a escolher é adentrar o vazioO caminho a escolher é deixar morrerO caminho a escolher é voar livre
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Cantoria 🧜🏻♀️🎼🐦
No início do ano preparei uma listinha de metas artísticas para 2019, que deixei lá nos destaques do Instagram (assim que for concluindo, atualizo), e logo a primeira é: refazer um desenho antigo. Ano passado, muita gente participou da #drawthisagain, que propunha refazer um trabalho de algum tempo atrás, com os olhos e a técnica de hoje. Novamente fiquei só olhando, mas coloquei como uma das prioridades imediatas.
Eu já fiz muitos trabalhos dos quais me orgulho bastante, mas sei que tem coisas de seis anos atrás que não foram bem executadas. Eram boas ideias, mas a minha técnica não acompanhava a mente. Pretendo refazer vários trabalhos, inclusive minha primeira Catrina, mas para esse momento, escolhi este aqui:
Não é uma ilustra tão antiga assim, é de 2017, num esquenta que fiz para o MerMay daquele ano. Na época, trabalhei com um papel asqueroso, que não recomendo para ninguém (Mixed Media, da Canson), com uma textura que dificultou muito chegar ao resultado que eu queria. Dá pra ver o processo de criação aqui. Agora, refiz tudo no meu amado Arches grana fina, e o resultado saiu bem diferente.
Modifiquei toda a paleta de cores, formato da barbatana e também acrescentei outro personagem na história. Notei que a tendência dos meus trabalhos tem sido jogar sépia na paleta neutralizar o máximo que posso, dificilmente uso cor pura. O resultado:
Materiais utilizados
- Papel Arches 300g;
- Aquarelas Van Gogh;
- Pincéis Keramik;
- Guache Talens;
- Lápis de cor Polycolor;
- Multiliner Pentel e Staedtler.
Olhando lado-a-lado as duas produções, gostei de ver que a sereia não está mais anoréxica, que a cauda está proporcional, assim como os elementos que adicionei ajudaram a criar uma narrativa mais lúdica (olha o trabalho com crianças aparecendo aqui). Antes era uma ilustração sobre uma sereia dentro de uma xícara, agora é sobre uma sereia e um passarinho e o quanto o espectador pode viajar nisso.
Quem gostou desse draw this again e quiser fazer a sua versão, corre lá no meu Instagram e participe da #drawthisinyourstyle. Siga as regras descritas no post com essa ilustra, que terei o maior prazer em ver o resultado do seu trabalho, a partir do meu.
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Veja aqui todas as ilustras produzidas para o desafio!
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2 trabalhos: draw this in your style
No final do ano passado e início deste, consegui embarcar na #drawthisinyourstyle, finalmente! Essa hashtag se espalhou pelo Instagram, em diferentes momentos, mas eu não consegui participar de nada, por causa do tempo. Ficava só olhando e desejando uma folga para me dedicar. Então, quando o recesso de festas chegou, desenhei no meu estilo uma ilustração da Juliana Fiorese e outra da Karina Beraldo, confiram:
Da Juliana eu fiz a personagem de sua HQ, Clara Carcosa. Adorei a atmosfera de horror e toda a pesquisa histórica que a Ju empreendeu nesse projeto, além das referências às grandes obras de terror e ao Slipknot. Para mim, a Clara se assemelha muito à personagem dos clipes de Vermillion, por isso, coloquei alguns trechos de pt. 2 na ilustração. Abaixo, a original:
Já da Karina fiz a ilustra que ela disponibilizou bem no finalzinho de 2018. Sou muito fã do trabalho dela, e o seu Inktober foi um dos mais bonitos que já acompanhei, estou louca que vire artbook. Dá para ver todas as deusas que ela desenhou aqui. Minha interpretação e, logo abaixo, o original:
Logo mais eu vou disponibilizar uma ilustração para que vocês façam o #drawthisinyourstyle. Será o redesenho de um trabalho antigo que, na época, não ficou como eu esperava.
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