abrir menu

Aloe Vera 🌿

Mais uma garota botânica, a primeira de 2019. Já aviso que na semana que vem retomo a rotina de aulas, dessa vez numa nova escola e, por...

14/02/2019


Mais uma garota botânica, a primeira de 2019. Já aviso que na semana que vem retomo a rotina de aulas, dessa vez numa nova escola e, por isso, o ritmo de produção artística e postagens deverá cair. Mas até lá vou tentar deixar alguns conteúdos legais por aqui.

A Série Botânicas é uma das mais queridas, pois tem uma continuidade e um ritmo de produção muito bons. Quando tenho vontade de rabiscar algo, ou uma plantinha aparece na minha cabeça, anoto e deixo a ideia - literalmente - florir, no tempo que f(l)or.

A planta da vez é a aloe vera, conhecida também como babosa. Ano passado comprei o livro Florilegium, que traz várias ilustrações botânicas, e as aloes me chamaram atenção, por me remeter à infância e ao famoso CREME PARA CABELO DO POTÃO DE BABOSA! Quem nunca, né?



A primeira tentativa de pintar essa ilustra foi um desastre. O dia estava péssimo, só passava tragédia na TV, e isso me afetou. Como resultado, a tinta manchou e ficou pastosa, deixando o aspecto da pele horrível. Por isso, joguei tudo fora sem remorso e comecei novamente, nesse papel da Hahnemühle que é um desafio, por ser torchon (rugoso). Mas fui na coragem, e todas as inspirações nas cores mexicanas e na minha sempre amada Sylvia Ji deram certo. 

Materiais utilizados



Como já disse lá em cima, semana que vem retomo minha rotina docente, e uma das metas para esse ano é levar muitos trabalhos de artistas nacionais para meus alunos. Mulheres que, assim como eu, usam a internet como plataforma de divulgação, e que construíram uma carreira no mundo da ilustração. Espero poder levar isso tudo, com todo carinho, e ajudar a espalhar ainda mais arte por aí.

Ah! E ainda está rolando o desafio #drawthisinyourstyle. Estou postando todas as artes neste álbum do Facebook. Tem coisas lindas, de artistas que admiro demais. Me sinto honrada. 

Conheça meu portfólio profissional
04/02/2019


Sempre que tem post de ilustração aqui no blog, me preocupo em colocar uma lista com todos os materiais que utilizei, pois é uma dúvida super válida de quem vai ver esse tipo de conteúdo. Outros dois posts mostram meus materiais favoritos e minhas aquarelas e pincéis favoritos. Como ambos já têm um tempinho, resolvi dar uma atualizada geral.

Neste post não vou incluir papéis favoritos, pois este é outro assunto, quero detalhar cada papel utilizado, fotografar suas texturas, quais são melhores para lápis, marcador, aquarela, por isso, vai levar um pouco mais de tempo. Aguardem e não desistam de mim!


As aquarelas que sempre uso nas minhas ilustrações são: Cotman, Sennelier, Rembrandt, Van Gogh e Venezia. Não uso outras, até mesmo porque quero gastar algumas dessas para investir num estojo da Lukas. Aliás, estou esperando muitos dos meus materiais acabarem para comprar outros, evitando assim o acúmulo e a angústia de não poder testar como quero. Todas essas tintas estão misturadas nas minhas paletas, às vezes nem sei direito qual estou usando.


Os pincéis são os materiais com a mudança mais visível. Tenho muitos, que fui acumulando ao longo da faculdade, outros comprei para testar, mas desde que descobri os sintéticos da Keramik (marca nacional que mais se aproxima aos da Escoda), minha vida mudou para melhor. São baratos, têm um formato de cerda que permite armazenar uma quantidade boa de tinta, são bons para detalhes e também para cobrir grandes áreas e, o melhor, não usam pelo animal. Da esquerda para direita, meus pincéis favoritos são:

  • Linha 411 (cabo marrom): nº 4, 6 e 8. Cortei os cabos pois são muito longos.
  • Linha 220 (cabo preto): nº 4 e 6.
  • Linha 413 (cabo azul escuro): nº 8. Cortei o cabo pois é muito longo.
  • Linha 311 (cabo azul claro): nº 4, 6 e 8. Cabos no tamanho ideal, na minha opinião.
  • Linha 235S (cabo florido): nº 14. Pincel chato para umedecer áreas médias.
  • Linha 2500 (hake): nº 5. Pincel chato e macio para umedecer grandes áreas.

Percebam que existe uma diferença entre as numerações das linhas. Enquanto o nº 8 da 311 é bem gorducho, o mesmo da 413 é tão fino quanto o nº 4 da linha 411. Embora eu quase sempre compre material "no escuro", através de lojas online, recomendo que sempre vejam ao vivo o tipo e o formato ideais para seus trabalhos façam o que digo, não façam o que faço.

Em tempo: como armazeno pincéis? Sempre deixo-os secar na horizontal, para não estragar a madeira do cabo, e guardo numa caneca, assim como lápis e caneta, sem muito mistério.


As canetas multiliner, ou de nanquim descartável, são a minha perdição, tenho uma caneca cheia delas, com pontas que variam de 0.05 a 0.8, com cores do cinza claro ao sépia. E eu uso absolutamente todas elas. Por isso deixei de registrar qual marca e numeração usei numa ilustração, pois na hora de passar aqui para o blog, nem lembro mais. Mas vou listar aqui a marca e a ponta de todas elas:

  • Staedtler Pigment Liner (preta): 0.1, 0.2, 0.3, 0.5, 0.8;
  • Copic Multiliner (sépia): 0.05, 0.1, 0.5;
  • Uni Pin Fine Line (preta): 0.3;
  • Pigma Micron (preta): 0.05, 0.1, 0.5, 0.8, brush;
  • Copic Multiliner (preta): 0.5, 0.8, brush s, brush m;
  • Copic Multiliner SP (preta): 0.5;
  • Derwent Graphik (sépia): 0.3;
  • Uni Pin Fine Line (light grey): 0.5;
  • Uni Pin Fine Line (dark grey): 0.5.


Já as canetas que uso para detalhes compreendem um conjunto à parte das multiliners, é praticamente um balaio de gato. São canetas à base de nanquim, em gel, porosas e as famosas Poscas. Geralmente, as uso para cobrir grandes áreas de preto (cabelos, principalmente), fazer line art mais grossinha, abrir luz e aplicações metalizadas.

  • Brush Pen Pentel (preta);
  • Sakura Pigma FB (preta);
  • Pentel Sign Pen (preta);
  • Gellyroll Sakura 08 (branca);
  • Posca PC-5M (dourada);
  • Posca PC-3M (branca);
  • Pentel Slicci 08 (dourada e prateada).


Lápis grafite é, sem dúvida, um dos materiais que mais uso e tenho curiosidade em testar, embora tenha minhas duas marcas favoritas: Staedtler (linha Mars Lumograph) e Lyra (linha ArtDesign). Não vou especificar cada graduação que tenho, pois nas minhas coisas é possível encontrar os lápis técnicos de mina super dura, até os artísticos bem macios. As graduações que uso com mais frequência são: 2B, 4B e 6B. Tanto é que tenho estoque de algumas delas.

Na foto acima, estão os lápis de todas as marcas que tenho. Alguns vêm em estojos com 24 unidades, outros comprei isoladamente. São eles: Stabilo Othelo, Koh-I-Noor Hardtmuth, Staedtler Mars Lumograph, Derwent Graphic, Lyra ArtDesign, Royal & Langnickel, Conté à Paris, Sakura Bruynzeel.

Gosto de lápis macios, com mina escura e que, quando bem apontados, deslizem no papel sem esfarelar e esfumem bem. E isso, os meus dois preferidos fazem de maneira maravilhosa, por isso os recomendo.


Os periféricos são aqueles materiais que, sem eles, não tem desenho, mas que raramente são listados. Não despertam tanta curiosidade quanto as aquarelas, por exemplo, mas fazem grande diferença no resultado final de um trabalho. Eu gosto de usar um esfuminho, que é esse rolinho de papel prensado, ideal para esfumar o grafite. Ele tem uma numeração, mas geralmente uso um fininho para detalhes e um maiorzinho para áreas mais amplas. Também sempre tenho à mão uma borracha Mono Zero, da Tombow, a minha é a 2.3, que uso para correções e abrir luz. É possível comprar o refil separadamente. Ainda uso uma lapiseira Pentel 0.9, para as linhas gerais, e também uma borracha preta Pentel, que não esfarela, e um apontador Derwent com dois diâmetros diferentes.

Dica: para limpar a ponta do esfuminho, retirando o excesso de grafite e ajudando a dar uma aparada, mantendo o formato original, uso uma lixa de unha comum.


Por fim, os lápis de cor. Como praticamente todos os meus trabalhos são uma grande salada em técnica mista, sempre dou os retoques finais na aquarela, reforçando valores ou chegando ao tom desejado, com lápis de cor. Os meus preferidos são os da linha Polycolor, da Koh-I-Noor. É uma linha intermediária com preço ok, não-aquarelável, vendida em estojos ou individualmente. As minas são macias, entregam bastante cor, e se mantêm firmes, sem precisar apontar toda hora. Sei que tem muitos lápis profissionais excelentes, mas me acostumei muito bem a essa linha e não penso em substituí-la tão cedo. Acima, meu estojo com cores próprias para retrato, tenho outro para paisagens e mais alguns com cores selecionadas.



Essa é a minha lista atualizada de materiais favoritos, mas antes de encerrar o post, gostaria de pontuar duas coisas importantes:

1. O que funciona para mim, pode não funcionar para você. Portanto, antes de sair comprando um material (e longe de mim querer incentivar o consumismo desenfreado, tudo o que tenho foi comprado ao longo de ANOS), pesquise o tipo de material que gosta, quais as técnicas são predominantes no seu trabalho e que tipo de material você gostaria de testar/ técnica que você quer arriscar. Tudo isso é importante para evitar investimento em algo que vai ficar parado na gaveta. Por exemplo, eu não trabalho com tinta a óleo e não tenho interesse, então não há motivos para comprar um tubo. Em compensação, sempre tive curiosidade de testar pastel oleoso, por isso, pesquisei uma marca intermediária boa para começar a estudar.

2. O material não faz o artista. Ter coisas boas é excelente para você não ficar passando perrengue na hora de trabalhar. É muito melhor investir num papel com gramatura boa para desenho do que comprar folha sulfite escolar. O mesmo vale para o restante. Porém, tem muita gente que trabalha super bem com materiais escolares, e que se tiver algo super profissional nas mãos vai decolar, e também tem muita gente que ostenta coisas importadas e caras, mas não investe em estudo. Então, procure sempre o equilíbrio entre o que você quer e o que o seu bolso permite e nunca, jamais deixe de investir em estudos. Seja tutorial no YouTube, livros ou cursos, o importante é saber o que fazer com os materiais que você dispõe. E é claro que, com o tempo, você vai sentir cada vez mais necessidade de se profissionalizar e adquirir coisas de qualidade. Mas tenha em mente que essa qualidade não pode ser só material.

Acho que era isso, como disse lá no começo, ainda nesta década faço um post com meus papéis favoritos. Não desistam de mim!

Conheça meu portfólio profissional
02/02/2019


Hoje é dia de Iemanjá (Nossa Senhora dos Navegantes, para os católicos), feriado aqui em Rio Grande. Já teve festa e fiz meus pedidos na beira da praia do Cassino, que tem uma linda escultura da orixá, feita pelo artista Érico Gobbi.

Há dois anos atrás eu já tinha feito uma aquarela em homenagem à Iemanjá. Esse ano pesquisei alguns elementos das religiões de matriz africana, como o adé (paramento de cabeça, uma espécie de coroa com franjas, que encobrem o rosto do médium), e também na literatura sobre divindades femininas, para deixar a minha representação mais completa. 


Um dos elementos mais ligados a Iemanjá são as oferendas relacionadas à beleza: perfumes, espelhinhos, jóias. É comum ver esses objetos nos barcos durante os festejos. Por isso, coloquei minha figura dentro da moldura de um espelho, adornado por conchas, búzios e pérolas. Para o cabelo, fiz uma mistura de nanquim com aquarela e médium shine, e eu não tinha ideia de que o resultado ficaria assim, tão bonito.


Para colorir a pele negra com aquarela, fiz as marcações de valores com dioxazine e azul ultramar, e fui construindo camadas de tons terrosos, tomando cuidado para que uma camada secasse bem antes de iniciar a outra, para não manchar. O vestido e o adé foram pintados com aquarela também.


Eu não queria simplesmente colocar as franjas na frente do rosto sem dar detalhes para ele. Por isso, fiz como em qualquer outra ilustração e, depois de pronto, comecei a construir as franjas com a caneta prateada. Num primeiro momento, achei que as franjas cobririam o rosto de qualquer jeito, e todo o trabalho que tive iria sumir. Mas assim que completei um dos lados, vi que ficaria harmonioso. O resultado final:

Materiais utilizados

  • Papel Moulin DuRoy 300g grana fina;
  • Naquim e aquarela;
  • Lápis de cor Polycolor;
  • Multiliner
  • Canetas dourada, prateada e branca para os detalhes.


Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?

Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
Maria, Dona Iemanjá...


Conheça meu portfólio profissional
30/01/2019


Não é de hoje minha admiração pela deusa Hécate, a Senhora das Encruzilhadas. Desde uma experiência muito importante - e de estudos que tenho feito, a vontade de retratar essa entidade é recorrente. Em 2016, desenhei um retrato que fez muito sucesso e até entrou para minha última exposição individual e, desde então, fiquei com aquela imagem tríplice na cabeça, como se Hécate sempre aparecesse para mim daquele jeito.

Por isso, não considero essa ilustração uma releitura daquela de três anos atrás, um #drawthisagain. É mais um retrato da mesma divindade, na mesma posição que eu acredito que ela se materializa para mim. Dessa vez, trabalhei com a aquarela e acrescentei as duas tochas, símbolos de Hécate.



O processo é sempre o mesmo para todas as pinturas. Assim como em 2016, não usei referência fotográfica para a ilustração, deixei a imagem se apresentar da maneira mais natural possível. Dei especial atenção para a anciã, pois preciso melhorar muito meu traço quando faço pessoas mais velhas. 

Optei por usar tons de roxo e azul marinho e atribuir às figuras pequenos elementos que as identificassem: a virgem usa uma guirlanda de flores; a mãe usa uma coroa; a anciã usa um manto, além da lua tríplice e das já mencionadas tochas. As cores dos cabelos também remetem a cada uma das faces da deusa. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel Hahnemuhle Expression 300g;
  • Aquarelas Van Gogh e Cotman;
  • Pincéis Keramik;
  • Multiliner Staedtler;
  • Canetas douradas Posca e Pentel.

Nos próximos dias vou elaborar um post com uma lista atualizada de todos os materiais que uso, em substituição a um mais antigo aqui do blog.


Recentemente, adquiri o livro Todas as Deusas do Mundo, de Claudiney Prieto (influência da Karina Beraldo) e pude ampliar meus conhecimentos sobre Hécate. A deusa possui inúmeros títulos, dentre eles, Phosphorus, que significa aquela que tem a luz. Nessa representação, ela traz a tocha. Como tenho buscado iluminação para resolver uma série de questões na vida, acredito que este título vai ao encontro do caminho a seguir.

Para fechar, do Oráculo da Deusa:

Sento-me no negrume da noite da Lua Nova
com meus cães
na encruzilhada
para onde convergem três caminhos
o lugar da escolha
Todos os caminhos levam à encruzilhada
e todos são desejáveis
mas apenas um você pode percorrer
apenas você pode escolher
a escolha cria finais
e todo início vem de um final
na encruzilhada
Qual você escolherá?
Qual caminho percorrerá?
Qual?
Embora a escolha seja sua
eis aqui um segredo que partilho com você
O caminho a escolher é adentrar o vazio
O caminho a escolher é deixar morrer
O caminho a escolher é voar livre

Conheça meu portfólio profissional
16/01/2019


No início do ano preparei uma listinha de metas artísticas para 2019, que deixei lá nos destaques do Instagram (assim que for concluindo, atualizo), e logo a primeira é: refazer um desenho antigo. Ano passado, muita gente participou da #drawthisagain, que propunha refazer um trabalho de algum tempo atrás, com os olhos e a técnica de hoje. Novamente fiquei só olhando, mas coloquei como uma das prioridades imediatas.

Eu já fiz muitos trabalhos dos quais me orgulho bastante, mas sei que tem coisas de seis anos atrás que não foram bem executadas. Eram boas ideias, mas a minha técnica não acompanhava a mente. Pretendo refazer vários trabalhos, inclusive minha primeira Catrina, mas para esse momento, escolhi este aqui:
Não é uma ilustra tão antiga assim, é de 2017, num esquenta que fiz para o MerMay daquele ano. Na época, trabalhei com um papel asqueroso, que não recomendo para ninguém (Mixed Media, da Canson), com uma textura que dificultou muito chegar ao resultado que eu queria. Dá pra ver o processo de criação aqui. Agora, refiz tudo no meu amado Arches grana fina, e o resultado saiu bem diferente.



Modifiquei toda a paleta de cores, formato da barbatana e também acrescentei outro personagem na história. Notei que a tendência dos meus trabalhos tem sido jogar sépia na paleta neutralizar o máximo que posso, dificilmente uso cor pura. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel Arches 300g;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis Keramik;
  • Guache Talens;
  • Lápis de cor Polycolor;
  • Multiliner Pentel e Staedtler.


Olhando lado-a-lado as duas produções, gostei de ver que a sereia não está mais anoréxica, que a cauda está proporcional, assim como os elementos que adicionei ajudaram a criar uma narrativa mais lúdica (olha o trabalho com crianças aparecendo aqui). Antes era uma ilustração sobre uma sereia dentro de uma xícara, agora é sobre uma sereia e um passarinho e o quanto o espectador pode viajar nisso.

Quem gostou desse draw this again e quiser fazer a sua versão, corre lá no meu Instagram e participe da #drawthisinyourstyle. Siga as regras descritas no post com essa ilustra, que terei o maior prazer em ver o resultado do seu trabalho, a partir do meu.

Veja aqui todas as ilustras produzidas para o desafio!


Conheça meu portfólio profissional