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Galaxy Dancer

Tive a honra de ser convidada pela minha amiga Isabella Pessoa para compor seu projeto Ink Dancers , que entrará em breve para financiam...

16/07/2018


Para compensar a bad vibe do último post (consegui resolver o assunto, mas não sem muito estresse envolvido), quero falar sobre alguns livros que estão me ajudando muito no planejamento das aulas de artes. Ministrar aula para crianças demanda disposição para oferecer atividades lúdicas, que elas sintam prazer em realizar. Por isso, investi em alguns títulos que trazem ideias e recursos, além do conteúdo propriamente dito. É claro que, na maioria das vezes, a realidade da escola pública oferece limitações, principalmente em relação a materiais mais caros, mas tudo é adaptável. 

300 Propostas de Artes Visuais

O título já entrega o que o livro oferece: são 300 atividades envolvendo desenho, pintura, colagem, sucata, escultura, dentre outros. Como disse anteriormente, tem coisas que não se aplicam à realidade da escola pública, é preciso adaptar. Mas o importante é ter uma fonte confiável para buscar essas propostas, principalmente quando queremos tocar num assunto e não sabemos muito bem como conduzir. Por exemplo, quando trabalhei Idade Média, usei uma das atividade de desenho para introduzir o que era díptico e tríptico.


A História da Arte

Um livro que me acompanha desde a faculdade, e que vale o investimento (esta é a versão pocket, mais barata). O Gombrich ainda é um dos autores de maior prestígio no que diz respeito à história da arte, por isso, sempre estudo os capítulos referentes à aula que vou ministrar antes de dar qualquer informação para os estudantes. Um bom título sobre história da arte auxilia não só no planejamento das aulas, como também no projeto pedagógico anual e em projetos menores, que podem ser desenvolvidos ao longo dos semestres.

História Ilustrada da Arte

Este calhamaço foi adquirido por causa das imagens. Aula de artes sem imagens não dá! As crianças sentem curiosidade sobre a textura, tamanho das obras, querem saber mais sobre os artistas. Embora eu retire muita imagem da internet e apresente na mídia virtual, o livro tem uma fisicalidade que faz diferença na compreensão do que está sendo mostrado. Também traz algumas curiosidades sobre artistas e períodos.

Arte para Crianças

Meus alunos simplesmente amam esse livro. Ele tem um formato maior e cada período/obra de arte traz um contexto muito interessante, repleto de curiosidades. Também há pequenas imagens mostrando a proporção das obras em relação às crianças, e isso é muito interessante para usar em aula, ajuda no sentido de dimensão espacial. Dá ênfase para a arte produzida fora da Europa e pelos povos originários, o que já é uma vantagem em relação a outros títulos semelhantes.

Meu Livro de Artes

A proposta deste é bastante semelhante ao anterior, com a diferença que traz várias atividades que podem ser aplicadas com as crianças. Já fiz algumas delas como, por exemplo, as máscaras africanas. Novamente, vai do professor adaptar o conteúdo à sua realidade. Se não dá pra fazer com o material indicado no livro, procure na sua escola algo equivalente ou teste maneiras novas de realizar a tarefa. O legal deste título são as releituras, que podem servir como recurso lúdico para as crianças entenderem as obras.

O que um livro precisa ter para ser um bom suporte no planejamento das aulas?


  • Informações confiáveis. Tem muita coisa esquisita, pra dizer o mínimo, em várias coleções pedagógicas e também em sites. Referência é tudo;
  • Inclusão da arte produzida por mulheres, afinal, estamos em 2018;
  • Se afastar do eurocentrismo e trazer obras e atividades relacionadas aos povos originários das Américas, da Ásia, da Oceania e da África. Isso também é o mínimo que um livro de artes deve oferecer em 2018.
  • Sobre arte brasileira, existem ótimos títulos da Katia Canton voltados especificamente para crianças, que falarei mais adiante.

Lembrando que todas as informações deste post são baseadas na minha experiência docente, que não é a única, nem a certa, nem a errada. É apenas uma experiência, dentre tantas outras. Se você também tem alguma sugestão de livro, pode deixar nos comentários.

Photo by Alisa Anton on Unsplash
01/07/2018


Eu não queria ter que vir aqui, neste domingo de sol, para fazer um desabafo tão triste, mas como este é meu blog, meu espaço querido, que continuará existindo independentemente de rede social, me obrigo a deixar o registro: estou exausta.

Hoje à tarde abri meu computador com intuito de pagar alguns boletos (#prioridades) e aproveitei para fazer a checagem semanal de páginas que estão usando algum trabalho meu indevidamente. Sim, eu faço isso quase sempre. É a única maneira que encontrei de me precaver contra possíveis plágios. Toda semana reservo uns minutos para checar páginas que estão na minha "lista negra" (uma série de espaços que já publicaram trabalhos meus sem os créditos) e também colocar meu nome no Google e ver as pesquisas recentes. Parece algo extremamente bobo, mas já peguei muita gente na mentira só com essa ação simples. Só que hoje, ao colocar meu nome nas pesquisas recentes do Google, apareceu um link ativo da Urban Arts.

Em 2015, após uma mudança nos termos de uso do site, que passou a exigir exclusividade em cima das obras, resolvi encerrar minha conta nesta loja virtual, visto que vendia relativamente pouco. Entrei em contato por e-mail e Facebook, sendo atendida muito solicitamente neste último. Fechei minha loja, agradeci a oportunidade e dei a questão como acabada. Mas hoje, o link da loja reapareceu, como que por magia, não só ativo mas com seis trabalhos que eu já havia retirado de lá sendo vendidos, sem meu consentimento.

Uma loja online, que diz apoiar artistas, lucrando em cima deles na maior cara de pau. Imediatamente comecei a mandar mensagens por todos os canais possíveis, tirei prints das conversas lá de 2015 sobre o encerramento do espaço, e publicizei nas minhas redes sociais todo o descontentamento e indignação que a questão trouxe.

Novamente digo: estou exausta. Porque não é a primeira vez e, infelizmente, não vai ser a última que alguém vai querer lucrar em cima da minha arte e da arte de outras pessoas. Estou exausta de ter que entrar em contato e ameaçar com processo toda vez que uma página ou loja faz algo de errado comigo, justamente porque essa responsabilidade não é minha. Ética e respeito deveriam ser coisas sagradas, não deveríamos nos preocupar com isso.

Estou exausta de receber mensagens em tom blasé de "nós não sabíamos que a arte era sua", "achamos a imagem sem os créditos", "você deveria se proteger mais".

Você deveria se proteger mais...

Empurrar para cima do artista (algo que acontece muito frequentemente com mulheres, vejam só) a responsabilidade de terceiros terem ética é assinar um atestado de que é culpa nossa se nossos trabalhos forem roubados. É culpa nossa se quisermos ter visibilidade, se quisermos viver dignamente dos frutos dos nossos sonhos, do nosso trabalho. Por que artista bom tem que passar fome, não é? Tem que viver na invisibilidade, aceitando as poucas migalhas que jogam para ele...

Estou exausta de ver domingos arruinados, de gastar tempo, energia e dinheiro arrumando a lambança alheia, de ter que me explicar 500 vezes sobre porque divulgo e como divulgo o que faço. Eu não tenho solução, eu não sei o que fazer. Só vim aqui desabafar, mesmo.

Quem quiser me ajudar a expor o acontecido com a Urban Arts e resolver pelo menos este problema o mais rápido possível, pode compartilhar meu post no Facebook e também no Twitter, e deixar um recado no Instagram da loja. Ajuda muito. Assim que tiver resolvido tudo, dou um retorno para vocês.

Atualização 04/07/2018: ontem a equipe da Urban Arts (depois de pedir para que eu aguardasse por dois dias) entrou em contato para esclarecer a questão. Disseram que houve um problema na plataforma devido a uma atualização, com as artes em formato ímã, e que por isso as minhas voltaram para o site. Nenhuma foi comercializada, segundo eles. As artes já foram retiradas do ar. Porém, fiz questão de pontuar duas coisas fundamentais: a primeira é que a UA deveria, em tese, ter retirado todas as minhas artes da sua base de dados em 2015, quando encerrei meu espaço. Esse problema no site demonstrou que eles ainda estão de posse dos arquivos e pode fazer o que bem entender com eles, a qualquer momento. Isso é errado. A segunda é que o link permanece ativo com meu nome, mesmo não tendo arte nenhuma. É uma loja "vazia". Ou seja, quem me procura pelo Google cai nesse link e gera tráfego para a UA, e não para minha loja oficial ou meu site. E isso também é erradíssimo. Falei que vou continuar monitorando e insisti para que retirem minhas artes de sua base de dados na amizade, e para que deletem aquele link maldito, para não ficar gerando tráfego no meu nome. Dificilmente vou conseguir alguma coisa sem uma carteirada judicial, mas é o que temos. Agradeço todas as pessoas que compartilharam e se solidarizaram com a minha situação.

Atualização 05/07/2018: este tweet

Photo by Oscar Keys on Unsplash.
18/06/2018


Deusa Beyoncé lançou clipe novo totalmente gravado no Museu do Louvre e isso é motivo mais do que suficiente para que eu traga a terceira parte do post sobre clipes musicais com referências na história da arte (veja aqui a parte 1 e aqui a parte 2).

Apes**t, The Carters

O álbum surpresa da Bey e do Jay Z veio acompanhado desse clipe maravilhoso, para o qual o casal simplesmente fechou o Louvre para gravação (#poder). Tem muita análise quadro a quadro rolando pela internet, e o que posso dizer, dentro da minha experiência no estudo da história da arte, é a importância de dois artistas negros usarem um espaço historicamente  branco/colonizador para contar sua história e dar protagonismo a um elenco também negro. Beyoncé da Samotrácia é ♥

Somebody That I Use To Know, Gotye ft. Kimbra

Esse clipe ficou de fora das outras seleções por incompetência minha, mesmo. A obra foi dirigida por Natasha Pincus e a body art que cobre os artistas via stop motion é de autoria de Emma Hack.

Dusty My Shoulders Off, Jane Zang

Certamente você já deve ter visto um gif desse clipe rolando pelo Facebook, sem saber que se tratava da cantora chinesa Jane Zang. Nele, é possível ver referências a várias obras que ganham vida, de Van Gogh a Dalí.

Do The Evolution, Pearl Jam

Um dos clipes mais clássicos da banda grunge é também uma obra-prima da animação, dirigido por Kevin Altieri e Todd McFarlane. Envolveu o trabalho de mais de cem (eu disse c-e-m) ilustradores, que tiveram em torno de um mês para finalizar as artes do clipe.

Viva La Vida, Coldplay

O clipe usa como pano de fundo o quadro A Liberdade Guiando o Povo, de Eugéne Delacroix. O próprio nome da canção foi extraído de uma obra da mexicana Frida Kahlo.

Scream, Michael Jackson ft. Janet Jackson

Um dos clipes mais caros da história da música, a colaboração futurista entre os irmãos Jackson se passa em uma nave espacial, na qual Michael visualiza e quebra algumas obras referentes a diversos períodos artísticos.

Blood, Sweat & Tears, BTS

Por fim, a banda que é sensação entre todas as minhas amigas ilustradoras tem um clipe que além de se passar em um museu, traz algumas referências a pinturas famosas e escolas artísticas.

***
Espero que tenham curtido minhas indicações, assim que eu recolher mais referências, volto para uma 4ª edição do post.

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17/06/2018


Tive a honra de ser convidada pela minha amiga Isabella Pessoa para compor seu projeto Ink Dancers, que entrará em breve para financiamento coletivo no Catarse. Ink Dancers foi o tema que a Bella escolheu para o Inktober do ano passado, e todas as bailarinas maravilhosas que ela criou podem ser conferidas lá no Instagram. Uma delas, inclusive, é em minha homenagem e eu não poderia ter ficado mais feliz com isso.

Há três anos atrás eu já havia produzido uma bailarina, para uma escola de dança, com um cabelo de galáxia bem expressivo, e resolvi retomar o tema, só que dessa vez todo o corpo da bailarina foi coberto de estrelas e nebulosas. Deixei apenas as sapatilhas douradas em evidência.

Materiais utilizados

- Papel para aquarela Arches satinado 300g;
- Aquarelas Sennelier e Cotman;
- Guache dourado Talens;
- Canetas Pentel e Posca douradas e brancas.

Espero que a Bella tenha curtido o resultado e já estou louca para ver o artbook pronto! Assim que tiver detalhes do projeto volto aqui para divulgar, lembrando que sua ajuda é muito importante para que os sonhos dos seus artistas preferidos se tornem realidade. E para conferir o trabalho lindo da Bella e encomendar uma ilustra personalizada, é só segui-la em @bellapessoa.

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13/06/2018


Disclaimer: Neste post vou preservar as identidades dos estudantes por motivos éticos, apresentando imagens que não mostrem seus rostos.

Sempre que posto alguma foto referente à escola nas minhas redes sociais, vem uma leva de pessoas perguntar como tem sido a experiência docente, e também deixar recados muito carinhosos, que certamente fazem a diferença no meu dia-a-dia de pessoa ansiosa, que acha sempre que está indo pelo caminho errado.

Trabalhar com crianças pequenas tem sido extremamente diferente de tudo o que já vivi (e olha que tenho bastante história pra contar). Elas são muito receptivas à arte e descobrir coisas novas, sejam materiais, lugares, conceitos, e também muito antenadas no que acontece nas plataformas virtuais, nos super heróis e músicas do momento. Por isso, tento sempre integrar as atividades com o cotidiano delas, sem deixar de apresentar coisas novas e histórias das regiões do mundo que estamos estudando.

Minha base de trabalho é a história da arte pois, a partir dela, é possível contemplar os objetivos de aprendizagem disponibilizados para as escolas, e também oferecer repertório visual diversificado, abrindo bastante margem para as atividades gráfico-plásticas. Tento sempre focar no desenho, que é minha área nativa, pois uma das coisas não tão legais que notei logo no início é que as crianças têm desenhado pouco. 


Uma das primeiras atividades que fiz foi a produção de um retrato e um autorretrato (acima), não só para trabalhar observação e imaginação, como também para despertar o respeito pelas diferenças e pelo espaço dos colegas. Antes de entrar no estudo da história da arte propriamente dito, fiz uma introdução de conceitos básicos como memorização, dimensão espacial, sentido de direção e também elementos básicos da linguagem visual. 



Nas imagens anteriores, alguns trabalhos sobre pintura rupestre, desenvolvidos pelas turmas de 1º ano. A foto que abre esse post é da aula sobre máscaras africanas, que fiz com o 3º ano. A turma confeccionou máscaras em papel kraft, recortes de revistas, barbantes, lã e lantejoulas.


Aqui, eu no Dia Nacional do Livro Infantil, representado a Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo hahaha. Foi um dia muito divertido, várias professoras encarnaram personagens de Monteiro Lobato, e eu pude me realizar ao entrar com a trilha sonora da sensacional Cássia Eller! Acho que as crianças passaram uma semana me chamando de Cuca hehehe...

Eu vou criar uma categoria específica para assuntos relacionados ao ensino de Artes, chamada Sala de Aula. Por enquanto, queria só matar a curiosidade de quem sempre pergunta pelas aulas, mas aos poucos quero sistematizar postagens de ajuda, como planos de aula e atividades para quem ministra aulas para Educação Infantil e Anos Iniciais. Tem muito material bom para os Anos Finais e Ensino Médio, mas senti bastante dificuldade em relação aos pequenos, por isso, quero usar minha experiência para montar um pequeno repositório para ajudar outros(as) professores(as).

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