Tattooed Girl 🌷

Por - 22.2.17


Mais uma mocinha nasceu na minha prancheta e, como já vem acontecendo há algum tempo, a gestação foi demorada, com longas pausas e sem cobranças, muito mais um exercício de colocar o que aprendi em prática e também controlar a ansiedade de outras esferas da vida. Tenho usado muito meu trabalho como terapia, nesse período de baixa das encomendas. Mas se você quiser uma ilustração personalizada, é só entrar em contato comigo através do e-mail lidiane@lidydutra.com.

Acredito que essa ilustração foi minha melhor performance na aquarela, até o momento. Tento sempre solucionar os problemas de contraste por valor e por cor com a própria tinta, e deixar o lápis de cor somente para detalhes finos. E esse foi o ponto em que tudo funcionou de maneira mais fluida. Como falei acima, o momento de desenhar e pintar tem sido meu ritual pessoal, no qual me dedico por inteiro à pesquisa, escolha da paleta, do suporte, da música ambiente. E isso é fundamental para quem trabalha, via de regra, com prazos, limitações e pressão.


Utilizei pela primeira vez o papel Moulin DuRoy grana fina, e estou só amor por ele. 💜 Aliás, papéis 100% algodão e grana fina são meu novo xodó, alguns dias atrás experimentei também o Canson Héritage, e na ilustra da Iemanjá já havia usado o da Arches. O melhor desses papéis, na minha modesta opinião, além da textura, é a granulação sutil da tinta, que dá um toque todo especial à pintura. 

Nas linhas básicas, trabalhei com lápis 2B e, para a base da aquarela, dioxazine e sépia, em substituição à mistura de burnt sienna e sombra queimada ou ocre que eu estava usando. Acho que isso ajudou a dar uma "esfriada" na composição, que me agradou bastante.


Como mais um exercício de desconstrução, deixei o cabelo todo branco, com leves toques de payne's gray. Qualquer cabelo mais elaborado ou colorido deixaria a figura pesada, ao invés de etérea, que era a proposta inicial. Além disso, praticamente todos os meus retratos trazem olhos expressivos, se eu começo a carregar em vários elementos, o espectador fica sem ter pra onde olhar.  Já a roupa é uma mistura de sap green e ultramar e vários restos de cinza óptico do godê. A tatuagem é uma mistura de vermelhos e amarelo.

Materiais utilizados
- Papel Canson Moulin DuRoy 300g, 100% algodão, grana fina;
- Lápis Koh-I-Noor 2B;
- Aquarelas Van Gogh;
- Pincéis Keramik linha 411;
- Multiliner Copic;
- Lápis de cor Caran D'Ache.

Vale lembrar que nenhuma digitalização vai ser fiel às cores do papel, e uma das coisas que aprendi com a Sabrina é que quanto mais sutil o tratamento da imagem, melhor para a aquarela. Detalhes:



Eu ando num relacionamento sério com a ilustração botânica (até comprei o livro da Sarah Simblet), por isso, quero investir mais em plantinhas e folhagens, para fazer cada vez mais desenhos convincentes. Essa ilustração já encontra-se no meu Studio, assim como várias outras artes. Deixe seu ❤ e, se possível, um comentário, pois isso ajuda muito nas visualizações.

Para acompanhar minhas produções em tempo real, me siga no Facebook, Instagram e Tumblr. Veja todos os meus trabalhos profissionais no Behance.

Abraços! 💖

Veja também

6 Comentários

  1. Esse azul com dourado me encanta muuuito!!! Sou apaixonada por ilustração botânica, não faço ainda mas amo admirar e descobrir mais sobre ela!!!
    Ficou lindo Lidy, e o resultado ficou bem fluido e delicado sim!
    Amei! Beijos =*

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Lay, obrigada! Eu estou juntando tudo o que posso sobre ilustração botânica, assim como já fiz com anatomia, pra me ajudar nos estudos. Mas esse livro da Sarah Simblet ainda é o melhor material que já consultei, muito bem detalhado (assim como todos os livros dela).
      Beijos :**

      Excluir
  2. Achei esse um dos olhares mais bonitos que você já criou! Parabéns! 😊💕

    ResponderExcluir
  3. A ilustração ficou muito bonita Lidy, Parabéns!

    ResponderExcluir

Muito obrigada pela visita e pelo comentário. Saiba mais sobre os termos de uso deste espaço clicando aqui.