Resenha: lápis de cor Polycolor

06/08/15


Promessa é dívida, e estou pagando todas através dos posts do BEDA - e adorando escrever todo o dia e conhecer outros blogs que fazem parte do projeto. E hoje trago a resenha dos lápis Polycolor, que tenho usado ultimamente e chamaram bastante atenção nessa ilustração aqui.

Polycolor é a linha de lápis de cor comum da Koh-I-Noor. Por comum, entenda-se não aquarelável. Segundo a marca, são utilizados óleos especiais na composição das minas dos lápis, porém, não encontrei dados adicionais sobre esses óleos, o que me deixou um pouco preocupada, não pela toxicidade (são atóxicos), mas porque podem ser de procedência animal, o que não é uma atitude ecologicamente correta.

Ainda de acordo com a fabricante, é essa composição que confere traços firmes e precisos, sem necessitar de muitas camadas de cores para conseguir o efeito desejado. São lápis que, conforme a pressão aplicada, servem tanto para cobrir grandes áreas como para fazer pequenos detalhes.


Tenho quatro embalagens temáticas desses lápis, que são: Portrait (Retrato), Landscape (Paisagem), Browns (Marrons) e Greys (Cinzas). Não são as cores convencionais que vemos em estojos comuns, elas têm funções bastante específicas:


Portrait (24 cores): especial para retratos, como o nome sugere. Apesar de quase metade ser de rosinhas, dá pra fazer muitas tonalidades de pele diferentes, principalmente usando os marrons. Recentemente descobri o roxo e estou louca para testar efeitos de cor com o azul e o verde também.


Landscape (24 cores): para paisagens tanto terrestres quanto marinhas, os azuis são belíssimos. Notem que as cores vão se repetindo de uma embalagem para a outra, mas não vejo problema nisso, pois é sempre bom ter alguns lápis na reserva.


Browns e Greys (12 cores cada): para quem gosta de trabalhos monocromáticos, estes são ideais. A caixa com marrons é a que mais repete cores, e uma curiosidade sobre todas as quatro é que não há lápis preto. É possível viver sem ele, minha gente! 


Vamos falar de propriedades mais técnicas: a mina é muito macia mas, ainda assim, resistente. Não é necessário apontar o lápis diversas vezes (recomendo os apontadores da Derwent, pois têm o diâmetro maior do que os comuns). Mesmo assim, em climas muito úmidos, a consistência fica um pouco pastosa, por isso é bom ter cuidado.

A mistura entre as cores também é uma das maiores qualidades desses lápis, mesmo os tons mais díspares interagem muito bem. Já testei tanto em papel liso quanto em texturizado, tanto em branco quanto em kraft e aprovei em todos.


Aqui os swatches das cores (clique na imagem para ampliar). As que estão com o pontinho rosa são as repetidas. A foto está sem filtro, tirando os tons mais claros de cinza, dá para perceber que as cores são, em sua maioria, bastante vibrantes. 

Pontos positivos
- textura de lápis aquarelável;
- qualidade da mina e da embalagem;
- gama e intensidade das cores;
- cores misturam bem entre si;
- ideal tanto para grandes áreas quanto para detalhes;
- caixas temáticas.

Pontos negativos
- não aquarelam (para quem curte esse efeito);
- preço maior do que as marcas nacionais;
- disponível apenas em lojas que vendem material profissional.

Nota geral
4,5 estrelas para esses lápis, se eu pudesse comprá-los na papelaria da esquina, seria um sonho!

Onde encontrar
É possível encontrar os lápis Polycolor em várias lojas virtuais, recomendo a Koralle e o Submarino (não possuo parceria com nenhuma delas, logo, é só uma indicação). Eles também são vendidos em embalagens com cores convencionais.

Semana que vem trago mais uma resenha, dessa vez sobre papéis!

Abraços,
Lidiane :-)