Talassa 🧜 #mermay 04
E o meu MerMay 2018 chegou ao fim! Assim como no ano passado, curti e aprendi muito com esse desafio, além de ficar extremamente feliz com os resultados que consegui alcançar, principalmente por ter me dedicado a produzir toda a semana e reorganizar minha vida para dar conta das atividades da escola (em fim de trimestre) e todo o resto, sem enlouquecer.
O que me deixou mais feliz foi saber que eu posso me organizar para fazer de tudo um pouco, com qualidade, sem precisar abandonar as coisas pelo caminho. Também adorei ver o movimento pela internet, com várias artistas optando por não fazer o desafio de 31 dias, mas apenas algumas ilustras, de acordo com seu tempo e vontade. Acho que desafios de desenho servem justamente pra isso: para incorporar esses temas na nossa rotina, porém sem pressão, seguindo nosso fluxo natural.
A primeira sereia do desafio foi a Delphine, seguida por Naia, Muriel e, agora, Talassa. Todos esses nomes retirei de um blog que sugeria nomes de sereias, não foi nada tão especial quanto em 2017, mas mesmo assim são nomes que emprestam personalidade e estilo para cada ilustração.
Para a última ilustra quis muito fazer um cenário que não fosse abstrato, até mesmo porque a foto que busquei para a referência era de uma modelo na praia. Então, recorri aos meus estudos de dois anos atrás, do curso de aquarela da Sabrina, e decidi pintar o fundo de maneira digna. Para fazer a cor da areia, misturei ocre, burnt umber e cinza payne.
Em seguida, foram camadas e mais camadas de azuis (da prússia, cerúleo) para fazer o horizonte, que poderia ter ficado melhor, mas achei bem digno, visto que nunca mais fiz uma paisagem. Complementei com algumas pedras com algas, e toda a finalização foi com lápis de cor e caneta branca para os pontos de luz. O resultado:
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Moulin DuRoy grana fina, 300g, 100% algodão;
- Aquarelas Maimeri, Winsor & Newton e Van Gogh;
- Lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
- Multiliner Staedtler;
- Caneta gel Sakura branca e Pentel dourada e prata para os detalhes.
Lembrando que sempre fixo meus trabalhos com verniz fosco da Acrilex.
As sereias que mais curti fazer foram justamente a primeira (Delphine) e a última (Talassa). Acredito que não esperava bons resultados com nenhuma delas, e acabei me surpreendendo. Espero que quem me acompanhou até aqui tenha curtido o desafio e se motivado a participar também. Quem quiser conferir todas as ilustras em ordem, é só acessar o álbum do MerMay lá no meu Behance. Deixe nos comentários qual foi sua preferida! 🧜
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Muriel 🧜 #mermay 03
O MerMay 2018 está se aproximando do final, hoje trago a penúltima sereia que preparei para o desafio deste ano. Eu já havia experimentado esse estilo de cauda espiralado, como uma serpente, com a Melusina, em 2017, e gostei bastante. Sem dúvidas, a referência master para esse tipo de trabalho é a Jacquelin DeLeon e suas sereias sedutoras e multicoloridas. Porém, cabe ressaltar que inspiração é diferente de plágio; você pode se inspirar em vários artistas para compor seu estilo, mas plagiar o coleguinha é crime.
Dessa vez o processo foi ainda mais simplificado, sem marcação prévia de valores. Quis ver como me sairia dedicando menos tempo ao acabamento de uma ilustração, me preocupando menos com os detalhes, e fiquei satisfeita em poder entregar algo com tudo o que sei, porém sem tantos preciosismos. O resultado:
Materiais utilizados
- papel para aquarela Moulin DuRoy grana fina, 300g;
- aquarelas Maimeri e Cotman;
- Lápis de cor Polycolor;
- Canetas Copic e Posca para os detalhes.

Na próxima segunda-feira tem a última sereia do Mermay por aqui e, ao longo da semana, vou postando os processos da quarta ilustra pelo Instagram.
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Naia 🧜 #mermay 02
A segunda produção para o Mermay 2018 é uma sereia de cauda laranja, cor que geralmente não uso nas minhas ilustrações. Mas como na semana passada trabalhei as cores com meus alunos, resolvi usar o contraste das complementares para elaborar minha paleta. Também segui com o propósito de fazer barbatanas diferentes e optar pelas figuras submersas.
O ritual é praticamente o mesmo para todas as pinturas: marcação de valores, longas aguadas para as áreas maiores, lápis de cor para os detalhes. Dessa vez, usei todas as minhas aquarelas, e não só as da Maimeri (embora o laranja seja dela). Neutralizei ele um pouco com alizarin crimson, para não ficar tão gritante. No final, acabou lembrando uma carpa. O resultado:
Materiais utilizados
- papel para aquarela Moulin DuRoy grana fina, 300g;
- aquarelas Maimeri e Cotman;
- lápis grafite Lyra 2B;
- Lápis de cor Staedtler e SuperSoft;
- Canetas Copic e Posca para os detalhes.
Na próxima segunda-feira tem mais Mermay por aqui e, ao longo da semana, vou postando os processos da terceira ilustra pelo Instagram.
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Delphine 🧜 #mermay 01
Finalmente chegou o momento de começar minha expedição pelo Mermay 2018! Para quem não sabe do que estou falando, vá até o post do ano passado, no qual explico sobre a origem desse projeto, que consiste em desenhar uma sereia por dia, durante o mês de maio. Como não conseguirei seguir à risca o desafio, me propus a ilustrar uma sereia por semana, assim como também fiz ano passado.
Decidi aquarelar todas as sereias dessa vez, para unir treino de anatomia com o de pintura. Acredito que todos esses projetos mensais são excelentes oportunidades para exercitar nossos conhecimentos. Também aproveitei para testar as aquarelas da Maimeri, que comprei há pouco tempo.
Tenho uma pasta no Pinterest só com referências de sereias, e preferi utilizar aquelas nas quais as modelos estão submersas. Também tenho pesquisado formatos de barbatanas de peixes, para sair daquele formato de cauda "Ariel". Vou tentar deixar as figuras mais fluidas, evitando a dobra do joelho (como diria o Hiro, sereia não tem joelho).
Marquei todos os valores com um lápis de cor da Stabilo 3B (esse lápis começou a ser vendido recentemente aqui no Brasil, o meu comprei há 8 anos atrás, no Uruguai) e depois segui os passos de sempre com a aquarela. Só que, dessa vez, estava testando as da linha Venezia, da marca italiana Maimeri. Comprei um estojo lindo de 12 cores para afogar as mágoas (sabe quando a gente se joga numa compra meio às cegas? Então...) e fiquei com muito medo de ter desperdiçado uma quantia considerável de dinheiro, mas felizmente fui surpreendida positivamente.
A consistência das aquarelas Venezia (linha estudante da Maimeri) é bem parecida com as da Sennelier, um pouco menos espessa, mas mais encorpada do que a Van Gogh. As cores são muito vibrantes, e o estojo alterna bem entre as opacas e as translúcidas. Os azuis e verdes misturaram muito bem entre si para criar o tom do mar, bem como os marrons e ocres para a pele. O único porém é o tubo de aquarela preta, totalmente dispensável, mas que acabei utilizando nos cabelos, mesmo assim, já que estava testando.
As aquarelas da linha Venezia que comprei vêm num estojo plástico super resistente, com 12 tubos de 15ml cada, ou seja, é aquarela que não acaba mais. A cartela de cores é bem versátil, eu só trocaria o preto pelo payne's grey e o laranja por um dioxazine, aí sim ficaria perfeita. O resultado:
Materiais utilizados
- papel para aquarela Moulin DuRoy grana fina, 300g;
- aquarelas Maimeri;
- lápis grafite Stabilo Othelo 3B;
- Lápis de cor Polycolor;
- Canetas Copic, Sakura e Pentel para os detalhes.
Na próxima segunda-feira tem mais Mermay por aqui e, ao longo da semana, vou postando os processos da segunda ilustra pelo Instagram (se possível).
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Retratinho
A ilustra de hoje é especial porque finalmente fiz as pazes com meu scanner novo, entendi sua sistemática e como melhorar a imagem (graças à dicona do Mateus Cena, obrigada!) e também por ter conseguido um resultado satisfatório com os lápis SuperSoft da Faber-Castell. Minhas primeiras experiências com eles foram mais ou menos, mas agora, no papel Bristol, eu vi que dá pra fazer algo bem bacana.
Estou tentando desenhar tanto quanto posso, na maioria das vezes são estudos e rascunhos semanais, mas a finalização tem demorado um pouco mais, pois preciso do famigerado tempo, que anda escasso. São aulas para planejar, ministrar, e meu emprego antigo, que retomarei pós-feriadão. Enfim, a vida está se ajustando beeeem aos poucos, e estou tentando lidar com a ansiedade junto.
Uma notícia boa é que vai ter Mermay, assim como ano passado! Vou fazer uma ilustra por semana, totalizando quatro trabalhos, que serão postados às segundas-feiras. Para esse ano, pretendo utilizar aquarela, e já aproveitar para testar as bisnagas da marca italiana Maimeri, que adquiri após ver boas reviews. Reveja minha participação no projeto aqui.
Não fiz muitas imagens do processo desse retratinho, só o que coloquei no Instagram, mesmo. Tentei focar em finalizar no menor tempo possível. Como já disse acima, trabalhei com papel Bristol, que é ultra acetinado e branco, muito bom para marcadores e para lápis de cor. Fiz todo o processo da pele com os lápis da Faber, do mesmo jeito que uso aquarela, e o cabelo e a roupa foram finalizados com marcadores. O resultado:
Materiais utilizados
- Papel Canson Bristol;
- Lápis grafite Lyra 2B;
- Lápis de cor SuperSoft Faber-Castell;
- Multilinner e marcadores Copic;
- Spray fixador para segurar o trabalho e ajustes no Photoshop.
Achei o lápis bastante confortável para trabalhar com este tipo de papel, e como já havia reforçado anteriormente, a paleta de cores é neutra e muito bonita, nunca tinha visto algo assim se tratando de material escolar. Vi que a Faber lançou o estojo com 36 (ou 48) cores, mas não faço questão de comprar pois, apesar de ser um bom lápis, ainda assim não é profissional, e a relação custo/benefício acaba não compensando.
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