Papéis que costumo usar
Recebo muitas solicitações via e-mail de pessoas que desejam indicações de vários materiais, e um dos mais pedidos é qual o tipo de papel que uso. Só de uns tempos para cá comecei a fazer uma listagem, ao final de cada post de ilustração, com todos os materiais utilizados, por isso hoje vou me deter nos papéis.
Não sou uma expert em papel, aprendi na faculdade e por tentativa e erro nos meus trabalhos. Também aprendo via internet, e se você chegou até aqui, não deixe de ler este post da Juliana Rabelo, que manja muito mais dos paranauês do que eu.
Basicamente, divido meus papeis em: para aquarela, para marcadores, para caneta multiliner, para grafite/lápis e para rascunho/transferência. Quero ibagens!
Para aquarela
Testei poucos papéis para aquarela até agora, porque não era uma técnica que eu dominava (e ainda não domino), por isso sentia medo de investir nesses itens, que geralmente são mais caros. O primeiro que utilizei e ainda utilizo foi o Canson da linha universitária, e o Fabriano (só fui descobrir que era da marca muitos anos depois).
Só esse ano resolvi investir mais, comprando um da linha Britannia da Hahnemühle, que tem uma das texturas mais lindas que já vi, um Arches grain satiné - hot pressed, que me agrada por ser liso e permitir detalhes mais delicados, e o papel que vem com o kit do livro Aquarela: o jeito fácil (recomento esta resenha, também da Ju Rabelo). Qual deles gosto mais? Para efeitos texturados, o da Hahnemühle. Para delicadezas, o Arches. Mas ainda quero testar outras marcas (alô marcas, mandemnudes amostras!!!)
Só esse ano resolvi investir mais, comprando um da linha Britannia da Hahnemühle, que tem uma das texturas mais lindas que já vi, um Arches grain satiné - hot pressed, que me agrada por ser liso e permitir detalhes mais delicados, e o papel que vem com o kit do livro Aquarela: o jeito fácil (recomento esta resenha, também da Ju Rabelo). Qual deles gosto mais? Para efeitos texturados, o da Hahnemühle. Para delicadezas, o Arches. Mas ainda quero testar outras marcas (alô marcas, mandem
Aqui os detalhes dos papéis, vejam que o Arches é quase liso, enquanto o Hahnemühle é bastante rugoso, ele também ressalta as cores da aquarela, deixando tudo com um aspecto mais vibrante. As gramaturas variam entre 180g (kit livro) e 300g (demais papéis).
Para marcadores, caneta e grafite/lápis
Para marcadores, gosto de usar o Canson Marker, que é uma linha técnica, mais liso e fino, porém resistente a marcadores tanto à base de água quanto álcool, além de ser mais barato e de qualidade excelente. Quando comprei minhas primeiras canetas Copic, aproveitei para testar o papel da marca, que só funciona com marcadores à base de álcool, do contrário, enruga e esfarela. Não achei uma aquisição tão boa assim, por ser limitada.
Já para esferográfica e multiliner, gosto do Layout 180g, também da linha técnica da Canson, pois possui boa gramatura, é bem liso e suporta caneta e marcador. Para trabalhos com grafite ou lápis de cor, dou preferência para o papel próprio para desenho, 200g, da linha universitária da Canson, tanto nas cores creme quanto branco.
Para rascunho/transferência & outros
Para marcadores, gosto de usar o Canson Marker, que é uma linha técnica, mais liso e fino, porém resistente a marcadores tanto à base de água quanto álcool, além de ser mais barato e de qualidade excelente. Quando comprei minhas primeiras canetas Copic, aproveitei para testar o papel da marca, que só funciona com marcadores à base de álcool, do contrário, enruga e esfarela. Não achei uma aquisição tão boa assim, por ser limitada.
Já para esferográfica e multiliner, gosto do Layout 180g, também da linha técnica da Canson, pois possui boa gramatura, é bem liso e suporta caneta e marcador. Para trabalhos com grafite ou lápis de cor, dou preferência para o papel próprio para desenho, 200g, da linha universitária da Canson, tanto nas cores creme quanto branco.
Para rascunho/transferência & outros
Para rascunhos, uso esse sketchbook laranja da Canson, com folhas 90g levemente amareladas. Também uso o kraft não só para esboço, mas para arte final. Porém, acho os dessa linha muito finos. E para desenhos descompromissados e testes, uso a linha escolar da Canson mesmo.
Meus sketchbooks possuem vários tipos de papel e espessura, e como servem para estudos não me sinto tão presa a um determinado tipo de folha, só sinto falta de um específico para aquarela e um kraft mais grosso. Na hora de transferir do sketchbook para o papel definitivo, uso o vegetal. Também já usei vários outros tipos de papel, como o vergê, casca de ovo, até mesmo a parte de trás dos blocos, feita em cartão que aguenta absolutamente tudo.
Para quem está começando, recomendo não ir com muita sede ao pote e comprar materiais caros. Invista nas linhas universitárias, que possuem boa qualidade e preço acessível e vá subindo o nível conforme sua segurança aumenta.
Lógico que a qualidade do material que você usa interfere no seu trabalho e até mesmo no valor final do serviço. Porém, se você não pode arcar com os custos desse investimento, certifique-se de que pelo menos o papel:
- seja acid-free (não amarela);
- tenha a gramatura correta para a técnica que você deseja utilizar;
- tenha a textura adequada e não interfira de maneira negativa no trabalho;
- mantenha as propriedades do material que você está utilizando (fixação dos pigmentos, manutenção de efeitos de cor, luz, etc).
Se vocês quiserem um post sobre gramatura ou outra especificidade, deixem um comentário. Também pretendo escrever sobre conservação e finalização com verniz, mas isso é assunto para uma próxima vez. :~
Abraços,
Lidiane :-)
Desafio #AGostoDoArtista 04
O quarto item do desafio #AGostoDoArtista é "eu gosto desse lugar". Só consegui pensar na minha cama (falta um gatinho ali!), e aproveitei para fazer uma homenagem à pintura Quarto em Arles, de Van Gogh.
Se você quiser participar da tag, vai lá no Instagram da Dessamore e veja os próximos itens da lista. São 15 dias de desenhos, pra ninguém ficar sem postar. E para acompanhar minhas postagens em primeira mão, me segue no Instagram e Snapchat (lidydutra).
Abraços,
Lidiane :-)
Na Prancheta #4
Minha prancheta está cheia de decalques. Como tenho rabiscado bastante nos sketchbooks, é mais fácil transferir para o papel vegetal e usar a mesa de luz para passar ao papel definitivo. Ainda não decidi se as mocinhas virarão aquarelas, ou grafites, ou lápis de cor... são muitas opções.
Geralmente essa é a fase menos feia, mas ainda bastante torta, dos meus trabalhos. E tá tudo bem ficar torto, viu gente? Depois se arruma, com calma.
Abraços,
Lidiane :-)
Desafio #AGostoDoArtista 03
O terceiro item do desafio #AGostoDoArtista é "eu gosto dessa música", e como eu já havia feito essa ilustração para o Ilustra Day de maio, acabei repetindo. É minha interpretação para Through Glass, do Stone Sour.
Se você quiser participar da tag, vai lá no Instagram da Dessamore e veja os próximos itens da lista. São 15 dias de desenhos, pra ninguém ficar sem postar. E para acompanhar minhas postagens em primeira mão, me segue no Instagram e Snapchat (lidydutra).
Abraços,
Lidiane :-)
Resenha: lápis de cor Polycolor
Promessa é dívida, e estou pagando todas através dos posts do BEDA - e adorando escrever todo o dia e conhecer outros blogs que fazem parte do projeto. E hoje trago a resenha dos lápis Polycolor, que tenho usado ultimamente e chamaram bastante atenção nessa ilustração aqui.
Polycolor é a linha de lápis de cor comum da Koh-I-Noor. Por comum, entenda-se não aquarelável. Segundo a marca, são utilizados óleos especiais na composição das minas dos lápis, porém, não encontrei dados adicionais sobre esses óleos, o que me deixou um pouco preocupada, não pela toxicidade (são atóxicos), mas porque podem ser de procedência animal, o que não é uma atitude ecologicamente correta.
Ainda de acordo com a fabricante, é essa composição que confere traços firmes e precisos, sem necessitar de muitas camadas de cores para conseguir o efeito desejado. São lápis que, conforme a pressão aplicada, servem tanto para cobrir grandes áreas como para fazer pequenos detalhes.
Tenho quatro embalagens temáticas desses lápis, que são: Portrait (Retrato), Landscape (Paisagem), Browns (Marrons) e Greys (Cinzas). Não são as cores convencionais que vemos em estojos comuns, elas têm funções bastante específicas:
Portrait (24 cores): especial para retratos, como o nome sugere. Apesar de quase metade ser de rosinhas, dá pra fazer muitas tonalidades de pele diferentes, principalmente usando os marrons. Recentemente descobri o roxo e estou louca para testar efeitos de cor com o azul e o verde também.
Landscape (24 cores): para paisagens tanto terrestres quanto marinhas, os azuis são belíssimos. Notem que as cores vão se repetindo de uma embalagem para a outra, mas não vejo problema nisso, pois é sempre bom ter alguns lápis na reserva.
Browns e Greys (12 cores cada): para quem gosta de trabalhos monocromáticos, estes são ideais. A caixa com marrons é a que mais repete cores, e uma curiosidade sobre todas as quatro é que não há lápis preto. É possível viver sem ele, minha gente!
Vamos falar de propriedades mais técnicas: a mina é muito macia mas, ainda assim, resistente. Não é necessário apontar o lápis diversas vezes (recomendo os apontadores da Derwent, pois têm o diâmetro maior do que os comuns). Mesmo assim, em climas muito úmidos, a consistência fica um pouco pastosa, por isso é bom ter cuidado.
A mistura entre as cores também é uma das maiores qualidades desses lápis, mesmo os tons mais díspares interagem muito bem. Já testei tanto em papel liso quanto em texturizado, tanto em branco quanto em kraft e aprovei em todos.
Aqui os swatches das cores (clique na imagem para ampliar). As que estão com o pontinho rosa são as repetidas. A foto está sem filtro, tirando os tons mais claros de cinza, dá para perceber que as cores são, em sua maioria, bastante vibrantes.
Pontos positivos
- textura de lápis aquarelável;
- qualidade da mina e da embalagem;
- gama e intensidade das cores;
- cores misturam bem entre si;
- ideal tanto para grandes áreas quanto para detalhes;
- caixas temáticas.
Pontos negativos
- não aquarelam (para quem curte esse efeito);
- preço maior do que as marcas nacionais;
- disponível apenas em lojas que vendem material profissional.
Nota geral
4,5 estrelas para esses lápis, se eu pudesse comprá-los na papelaria da esquina, seria um sonho!
Onde encontrar
É possível encontrar os lápis Polycolor em várias lojas virtuais, recomendo a Koralle e o Submarino (não possuo parceria com nenhuma delas, logo, é só uma indicação). Eles também são vendidos em embalagens com cores convencionais.
Semana que vem trago mais uma resenha, dessa vez sobre papéis!
Abraços,
Lidiane :-)
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