Hades para o #Desafio2Minds
Desde que entrei no grupo ainda não havia participado de nenhum dos Desafios 2Minds, mas o tema de fevereiro é mitologia, um assunto que sempre me interessa. Para quem não sabe como funciona, todo mês é proposto um tema e, a cada semana, um novo desafio a respeito dele é liberado (mostrei esse e outros grupos legais aqui).
Para a primeira semana, era preciso ilustrar um dos deuses do panteão grego com seu gênero trocado. Ou seja: Apolo como mulher, Afrodite como homem, e assim por diante. Escolhi Hades, deus do mundo inferior, porque é um dos mitos que mais gosto. Tenho vários livros que contam sua história, desde HQs até séries new adult me julguem.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, Hades não é um deus ruim, nem tem semelhança com o diabo ou coisa parecida. Ele é o guardião do submundo e governa ao lado de sua rainha, Perséfone. O rapto da deusa é uma das histórias mais controversas da mitologia, e existem várias versões sobre como ocorreu. Há uma intensa ligação entre vida e morte, as estações do ano e o poder que emana da terra e essas duas divindades. Sugiro ler a graphic novel de George O'Connor Hades: o senhor dos mortos, que é muito bem desenhada e escrita, além de trazer uma série de curiosidades.
A minha Hades é uma deusa poderosa, que adora fazer um carão para impor respeito. O elmo da invisibilidade dado pelos Ciclopes foi substituído por uma tiara e seu bidente transformou-se numa tatuagem. O brinco com um crânio lembra as duas maiores riquezas do seu reino: almas e pedras preciosas. Por não se expor à luz do sol, a deusa tem a pele pálida, levemente azulada, e longos cabelos escuros e etéreos. Toda a imagem é bem etérea, na verdade, como se pudesse desvanecer a qualquer momento.
Materiais utilizados
- Papel Arches grain fin 300g;
- Aquarelas Van Gogh e Cotman W&N;
- Pincéis Arches;
- Lápis Staedtler Mars Lumograph 4B;
- Esfuminho.
A grande sacada do desafio é conseguir interpretar o briefing proposto num curto espaço de tempo, geralmente saindo da nossa zona de conforto. Por isso, reduzi ainda mais o número de materiais para essa ilustração. Foi bem difícil contar com apenas um lápis e três cores de aquarela, mas o curso que estou fazendo com a DIVA Sabrina Eras tem me ajudado bastante a superar minha insegurança com a tinta.
Logo depois desse desafio, fui presenteada com um artblock, que me fez pisar no freio e voltar para o grafite e para os estudos. Até apaguei vários posts que estavam agendados, pois refleti que as coisas não estavam indo por um bom caminho. Também vou tirar dez dias de férias, e como não deixei nada preparado, talvez voltarei só no final do mês com o Projeto Ilustra. Mas sigo ativa no Instagram e no Facebook!
Inté! :*
Links bacanas #7
Links bacanas é uma tag permanente aqui do blog, na qual faço uma pequena lista de sites, blogs e outras coisas interessantes que encontro na web.
Ando numa vibe de divulgação de outros artistas, porque acredito que é extremamente necessário apoiar e fomentar o trabalho de quem faz. Nem sempre podemos comprar um produto ou fazer um trabalho personalizado/curso com aquela pessoa, mas se teve uma coisa que aprendi durante esse tempo na internet é que se formarmos uma rede de colaboração, as coisas boas chegam até nós.
Por isso, fiz mais uma lista de sete ilustradoras, dessa vez que possuem lojas no Colab55, com produtos e artes lindas e exclusivas. Vem ver:
O Colab55 aceita todos os cartões de crédito e parcela suas compras em até 12x, através do PagSeguro. É um site muito confiável e os produtos têm excelente qualidade. Tem muitas outras artistas legais, explore o site e marque as suas favoritas.
Três livros sobre criatividade
Desde que fiz a resenha de Grande Magia, recebi muitos pedidos para indicar outras obras que tratam sobre criatividade, e que tenham um caráter mais acadêmico. Como falei naquele post, o livro da Elisabeth Gilbert não tinha a pretensão de ser um bastião da pesquisa científica, mas sim levar ao público leigo a experiência da autora sobre o assunto. Passado esse primeiro contato, existem muitos títulos que vão a fundo na questão e merecem ser lidos. Separei três que estão no meu acervo e me acompanham há mais de uma década:
Criatividade e processos de criação, Fayga Ostrower: para quem não conhece, a Fayga é uma artista visual que dedicou boa parte de sua carreira à escrita sobre o processo criativo. Sua vasta bibliografia é utilizada até hoje, destacando-se: A Sensibilidade do Intelecto, Universos da Arte, A Grandeza Humana e Criatividade e Processos de Criação. Neste livro, a autora volta sua atenção para o fazer poético e em como o meio no qual o artista está inserido interfere na sua formação. Traça uma espécie de fio condutor, que nos faz compreender as etapas que envolvem a criação, tais como: o insight, o mergulho na própria obra, o afastamento e o contexto do trabalho produzido com o seu entorno. Obra obrigatória para qualquer estudante de artes, mesmo que já tenham sido lançados outros mil livros mais atualizados.
Formar implica em transformar. Todo processo de elaboração e desenvolvimento abrange um processo dinâmico de transformação, em que a matéria, que orienta a ação criativa, é transformada pela mesma ação. (p. 51)
Filosofia da criação, Marly Meira: este livro é um pouco controverso para alguns professores. Há quem ache a Marly Meira uma daquelas autoras megalomaníacas, que escrevem a respeito de tudo e não se aprofundam em nada, mas eu discordo. Essa obra é referência de consulta até hoje e eu não hesito em indicá-la para qualquer pessoa, principalmente licenciados que trabalham com crianças e adolescentes. O trabalho do professor-criador muitas vezes não é levado a sério, isso quando há o entendimento que o arte/educador também é artista. Esse profissional, muitas vezes marginalizado, vai encontrar refúgio nas questões abordadas pela autora, que eu considero uma expansão do pensamento da Fayga. Além de pontuar as etapas do processo criativo, este livro é cheio de referências a outros artistas, filósofos e pensadores de várias áreas do conhecimento. E quem não é professor também pode ler sem medo, pois vai encontrar muito suporte teórico para suas ações.
Certos saberes, habilidades, sensibilidades só se formam criadoramente quando feitos como experimentos em arte. Esse conhecimento difere dos demais por depender de um esclarecimento que vem do pensamento em imagens e sua relação com as formas plásticas que são plasmadas por gestos poéticos e por experiências estéticas, simultaneamente. (p. 89)
Cartas a Théo, Vincent Van Gogh: este é um livro de fôlego, pois não é tarefa fácil entrar na mente de um dos maiores gênios da humanidade e descobrir suas angústias, percepções e como a doença foi tomando sua vida e interferindo diretamente no resultado da sua arte. Poucas vezes podemos ler um relato tão sincero sobre criatividade, como neste compilado de cartas que Van Gogh trocou com seu irmão e apoiador Théo. Ao longo das páginas, é possível ver um artista extremamente comprometido com sua visão de mundo e preocupado em transpor para a tela aquilo que estava na sua (perturbada) cabeça. É um daqueles livros para ler aos poucos e tentar absorver o máximo de informação.
As ideias para trabalhar me vêm em abundância, e isto faz com que, mesmo estando isolado, eu não tenha tempo para pensar ou sentir, estou feito uma locomotiva de criar. (p. 260)
[Bônus] Vincent, Barbara Stok: se você se interessou pela vida de Van Gogh, mas deseja começar por uma leitura mais leve, sugiro esta graphic novel lindíssima, que conta a história do artista de maneira sensível e ainda traz excertos de cartas que ajudam a explicar várias de suas obras primas.
Espero ter ajudado mais um pouquinho quem deseja se aventurar pelo mundo das leituras. Esses são somente três títulos da minha biblioteca particular, mas existem outros tantos que eu sequer conheço ou dos quais li apenas um capítulo ou trecho, então minha dica é: procure outras obras através de livrarias físicas e virtuais, ou então na sua escola ou faculdade. Além disso, anote autores utilizados como referência e corra atrás de outras leituras. Muitas vezes um texto serve como fio condutor para novas experiências, por isso, sempre é bom buscar mais informações e conhecimento.
Tag: 7 coisas
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| Imagem by Florian Klauer, via. |
7 coisas para fazer antes de morrer
- ter estabilidade financeira
- ter minha casa
- viajar para os lugares que sempre sonhei
- adotar vários gatinhos
- ilustrar muitos livros
- aprender a cantar/tocar um instrumento
- aprender a andar de bicicleta
7 coisas que eu mais falo
- Né
- Bah!
- Não sei o quê
- Gente...
- Tô com sono
- Tô com fome
- Tô cansada
7 coisas que eu faço bem
- desenhar
- organizar coisas
- limpar
- escrever
- plano de aula
- listas
- cuidar dos meus bens materiais e imateriais
7 coisas que eu não faço bem
- socializar
- agir naturalmente
- andar de bicicleta
- cantar/tocar
- operações matemáticas
- esportes
- cozinhar
7 coisas que me encantam
- gatinhos
- material artístico
- silêncio
- literatura
- dormir com barulho de chuva
- ir ao cinema
- gentileza
7 coisas que eu não gosto
- baratas
- festas
- carne vermelha
- visitas
- umbiguismo
- chorume de rede social
- séries (a maioria delas)
7 indicações
- Ana Blue
- Bia Reys
- Cruella
- Isabella Pessoa
- Juliana Rabelo
- Juliana Fiorese
- Lila
Minhas inspirações - fevereiro
Minhas inspirações é uma tag permanente aqui do blog, na qual todo mês mostro três artistas, cujo trabalho admiro e merece ser compartilhado.
Vou aproveitar que fevereiro é o mês do carnaval (não curto a data, mas o feriado é muito amor), para mostrar três artistas que usam muito colorido e brilho em seus trabalhos. Eu sou de lua em relação ao uso da cor, tem momentos em que acho fundamental, noutros penso que só atrapalha. Mas essas ilustras são excelentes referências de estudo para quem tem medo de se jogar. As imagens estão no perfil do Instagram dos artistas, aproveite para segui-los!
Vou aproveitar que fevereiro é o mês do carnaval (não curto a data, mas o feriado é muito amor), para mostrar três artistas que usam muito colorido e brilho em seus trabalhos. Eu sou de lua em relação ao uso da cor, tem momentos em que acho fundamental, noutros penso que só atrapalha. Mas essas ilustras são excelentes referências de estudo para quem tem medo de se jogar. As imagens estão no perfil do Instagram dos artistas, aproveite para segui-los!
Uma foto publicada por the art of hieu (@kelogsloops) em
Rieu é um artista que vive na Austrália e pinta aquarelas extremamente delicadas, com muitas manchas, respingos e efeitos de galáxia. A delicadeza das figuras me encanta, pois não sou uma pessoa de mão leve, meus traços muitas vezes são brutos e ver essa fluidez é um ótimo contraponto.
Uma foto publicada por C✨T (@lifeless_satellite) em
Esta é uma artista da qual não sei muita coisa, nem mesmo o seu nome verdadeiro. Mas suas galáxias despertaram minha admiração logo no primeiro clique. Utilizando lápis, tintas e folhas de ouro, é impossível não se impressionar com o efeito realista e, ao mesmo tempo, onírico das figuras.
Uma foto publicada por Caroline Lights 木漏れ日 (@lightsinthewoods) em
A Caroline Lights trabalha com as famosas aquarelas líquidas da Dr. Ph. Martins (não são vendidas no Brasil), com seus frascos que me lembram homeopatia. Acho as embalagens tão bonitas, dão a impressão de um processo alquímico, mágico e poderoso. Além, é claro, da qualidade do pigmento. Suas garotas com cabelos de galáxia são mais uma boa referência para quem gosta do efeito.
Neste mês vou participar dos desafios propostos lá no grupo 2Minds, pois o tema é Mitologia Grega e eu simplesmente A-M-O!!! Então vai rolar postagem toda a semana com a ilustração e explicação do processo.
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