Minha opinião sobre os livros para colorir, 10 anos depois
Há dez anos atrás Jardim Secreto virava uma frebre mundial, com milhares de exemplares vendidos. Na época, diversas pessoas tomaram conta do YouTube e do Instagram, as principais redes sociais naquele momento, ensinando como colorir os livros para colorir, mostrando canetinhas diversas (as mais famosas eram as Copic e as Chameleon, que mudavam de cor conforme eram pressionadas) e ensinando as técnicas "corretas" para cobrir peles, paisagens, flores, dentre outros.
Os livros para colorir causaram um alvoroço e, depois de Jardim Secreto, a autora Johanna Basford lançou uma leva de outros títulos explorando mundos mágicos (exceto sobre Halloween pois, segundo ela, não se sentiria confortável em desenhar coisas assustadoras para compor um livro). Também vieram na esteira desse sucesso muitos títulos semelhantes, de mandalas a gatos psicodélicos, passando por obras de arte para colorir e oceanos cheios de tesouros.
Livros para colorir de artistas que recomendo
Não são de colorir, mas inspiram a criar
Linda Nochlin e "Por que não houve grandes mulheres artistas?"
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| Salomé com a cabeça de São João Batista, Artemisia Gentileschi. 1610-15. |
a ingênua ideia de que arte é a expressão individual de uma experiência emocional, a tradução da vida pessoal em termos visuais. A arte quase sempre não é isso; a grande arte nunca o é. O fazer arte envolve uma forma própria e coerente de linguagem, mais ou menos dependente ou livre de convenções, esquemas ou noções temporalmente definidos que precisam ser aprendidos ou trabalhados através do ensino ou de um período longo de experimentação individual. A linguagem da arte, materialmente incorporada em tinta, linha sobre tela ou papel, na pedra, ou barro, plástico ou metal nunca é uma história dramática ou um sussurro confidencial. (p. 7)
Não há dúvida, por exemplo, que o jovem Picasso tenha, aos quinze anos (e, em apenas um dia) passado em todos os exames admissionais para a Academia de Arte de Barcelona e, mais tarde, para a de Madri, uma grande demonstração de proeza, já que a maioria dos candidatos precisava de um mês para tal. Porém, gostaria de saber mais sobre histórias semelhantes de candidatos precoces que não alcançaram nada mais além da mediocridade ou o próprio fracasso. Estes são casos que não interessam aos historiadores da arte, estudar com mais detalhes, por exemplo, o papel protagonizado pelo pai de Picasso, professor de arte, na sua precocidade pictórica. E se Picasso tivesse nascido menina? Teria o senhor Ruiz prestado tamanha atenção ou estimulado a mesma ambição de sucesso na pequena Pablita? (p. 17-8)
Modos de ver, de John Berger
Pense num livro que oferece uma visão totalmente disruptiva sobre arte e suas relações com a publicidade e com o capitalismo? Modos de ver é um livro originado a partir da série homônima de 1972. Embora mais de 50 anos separem o lançamento da obra da minha leitura, esse é um daqueles livros atemporais, e que merecem ser relidos de tempos em tempos. Custei a trazer uma impressão aqui, pois foi muito difícil colocar em palavras o tanto que esse livro me impactou, e o quanto eu ansiava por um texto tão incisivo e ao mesmo tempo tão irreverente.
Lá em junho do ano passado eu já tinha publicado um texto reflexivo sobre arte, IA e lifestyle, sobre o que o público espera ver de um artista na internet - não os seus métodos, ou os seus materiais, mas sim a aesthetic da sua vida e quanto isso agrega de valor ao ser consumido. E alguns meses mais tarde, ao ler John Berger, senti que minha linha de pensamento tinha algum fundamento. Vou colocar abaixo a sinopse da editora e em seguida minhas partes favoritas:
Nestes ensaios clássicos baseados na série televisiva inglesa Modos de ver, exibida em 1972, John Berger revoluciona a crítica de arte ao apontar as estruturas de poder presentes no processo de criação de imagens. Se hoje, cinquenta anos após a escrita deste livro, ainda é preciso reforçar que “uma imagem é a recriação ou a reprodução de uma visão” — ou, como afirma Djaimilia Pereira de Almeida em seu prefácio, que devemos encarar “a visão enquanto vivificação e a observação da arte como paralela à observação da vida” —, a leitura de Berger, essencial em tempos de propagandas por toda parte, se faz mais urgente do que nunca.
O primeiro texto parte da pintura a óleo, técnica consagrada pela arte europeia. Após a reprodutibilidade técnica, tornou-se possível ver trabalhos a óleo fora dos castelos, igrejas e residências privadas a que se destinaram um dia, e, isolados de seu contexto original, eles circulam pelo mundo sem serem de fato compreendidos. Quando se instituiu que eram obras de arte, esses trabalhos passaram a ser interpretados — e mistificados — segundo pressupostos como beleza, verdade e genialidade, os quais eram ditados pelo modo de ver específico de uma minoria social no poder.Em outro ensaio, John Berger aborda a representação da mulher na arte ocidental, apreendendo de que maneiras na tradição do nu o corpo feminino se tornou objeto a serviço do olhar masculino. Com perspicácia, o autor afirma que o protagonista de um nu jamais é mostrado: ele é o espectador diante do quadro, para quem as “figuras assumem a sua nudação”. Berger esmiúça, ainda, as naturezas-mortas, que em seu auge expunham objetos extorquidos por feitorias escravocratas. E não se priva de olhar para o impacto da publicidade no século 20, expondo como ela se vale da tradição artística para explorar os impulsos consumistas de quem a observa.Coletivo, emancipatório e com toda a vitalidade da insurreição social dos anos 1970, Modos de ver é um tratado contra o sequestro do olhar pela imagem na sociedade capitalista e um alerta para a linguagem não verbal.
A reprodutibilidade técnica
A arte do passado não existe mais da forma como existia. A sua autoridade está perdida. Em seu lugar, há uma linguagem de imagens. O que importa, agora, é saber quem utiliza essa linguagem e para quais fins. Isso envolve questões de direitos autorais de reprodução, controle de gráficas e editoras de arte, a totalidade da política de programação de galerias e museus de arte públicos. (...) Um povo ou uma classe alienada de seu próprio passado tem muito menos liberdade para fazer escolhas e agir como povo ou como classe que outros capazes de encontrar seu lugar na história. É por essa razão - e só por ela - que toda a arte do passado se tornou agora uma questão política. (p. 46)
Sobre nudez e nudação
A pintura a óleo
A pintura a óleo teve sobre as aparências o mesmo efeito que o capitalismo teve sobre as relações sociais. Reduziu tudo ao padrão nivelador dos objetos. Tudo se tornou permutável porque tudo se tornou mercadoria. Toda realidade era medida mecanicamente por sua materialidade. (p. 101)
Imagens publicitárias
A publicidade tem sempre em vista o futuro consumidor. Oferece-lhe uma imagem de si mesmo tornada atraente pelo produto ou pela oportunidade que ela procura ven-der. A imagem o induz a invejar a si mesmo tal como ele poderia vir a ser. No entanto, o que torna invejável essa "pessoa que ele poderia vir a ser"? A inveja alheia. A publicidade não tem a ver com os objetos, e sim com as relações sociais. Não é o prazer que ela promete, e sim a felicidade: a felicidade tal como vista do ex-terior, pelos outros. O glamour é a felicidade de ser invejado. (p. 150)
Como Ser Artista, Jerry Saltz
Cada obra de arte é uma paisagem cultural do artista, feita de suas memórias, dos momentos que passou trabalhando, de suas esperanças, energias e neuroses, da época em que vive e de suas ambições. Das coisas que são envolventes, misteriosas, significativas, resistentes ao tempo. p. 19Recentemente eu estava olhando uma série de tediosas fotografias de nuvens em preto e branco quando um galerista se aproximou para me informar que "Essas são imagens de nuvens sobre a cidade de Ferguson, no Missouri. Elas falam sobre protestos e violência policial". Eu me irritei. "Não falam, não! São apenas imagens de nuvens que não têm nada a ver com nada. Não são nem interessantes como fotografia!" Uma obra de arte não pode depender de explicações. O sentido tem que estar ali, no trabalho. Como disse Frank Stella: "Não existem boas ideias para pinturas, existem apenas boas pinturas". A pintura se torna a ideia. p. 59-60A perfeição não existe. Nada nunca está verdadeiramente perfeito; sempre é possível fazer mais. Que pena! Está tão bom quanto pode estar neste momento e provavelmente isso é mais do que suficiente. O próximo trabalho será melhor, ou diferente, ou mais a sua cara. Não se prenda a um superprojeto para sempre. Por enquanto, faça algo, aprenda algo ou siga em frente. Caso contrário, afundará até a cintura na areia movediça do perfeccionismo. p. 73Não posso pegar leve nesta próxima parte: algumas pessoas são mais bem relacionadas que outras. Elas vão conseguir doze apoiadores mais rápido. O mundo da arte está cheio de gente privilegiada. É injusto e é desigual. Especialmente para mulheres e artistas que foram racializados, assim como para aqueles acima dos quarenta. O caminho é mais difícil para esses artistas. Todos nós precisamos mudar isso. p. 110Na maior parte das vezes, as características do seu trabalho que mais incomodam as pessoas são precisamente as que precisam ser cultivadas, levadas tão ao extremo do eixo do vício que acabam se tornando virtudes. p. 123
Arte e Medo
Disclaimer: O Rio Grande do Sul está em estado de calamidade pública, devido às enchentes que atingiram quase 90% das cidades. O site AJUDA-RS tem uma lista atualizada de locais para doação, vaquinhas confiáveis, pessoas e animais encontrados, abrigos e voluntariado. Ajude o RS doando, compartilhando e apoiando os gaúchos. Apoie artistas, editoras, agentes culturais que foram atingidos pelas enchentes. Se não puder doar, mande uma mensagem para aquela pessoa que mora no RS, certamente sua preocupação faz diferença nessa hora. Eu estou bem, a salvo, mas a minha cidade também precisa de ajuda. Para ajudar Rio Grande, em específico, recomendo seguir o perfil SOS Rio Grande.
...as únicas pessoas que vão se importar com seu trabalho são aquelas que se importam pessoalmente com você. Aquelas próximas o bastante para saber que fazê-lo é essencial para o seu bem-estar. Elas sempre irão se importar com o seu trabalho, se não por ser excepcional, por ser seu... (p. 19)
Na verdade, uma das poucas certezas sobre a cena artística contemporânea é que alguém, que não é você, está decidindo qual arte - e quais artistas - faz parte dela. São tempos difíceis para a modéstia, a artesania e a ternura. (p. 78)
Quem leciona já conhece o padrão. Ao final da semana escolar, o sujeito tem pouca energia sobrando para qualquer atividade artística mais exigente do que preparar argila ou limpar pincéis. Ao final do semestre, dar atenção aos trabalhos inacabados (e aos relacionamentos desgastados) pode muito bem ser mais urgente do que criar qualquer arte nova. Existe um risco real (e com exemplos abundantes) de que um artista que leciona descambe para algo muito menor: um professor que costumava fazer arte. (p. 88)
O Ato Criativo: uma forma de ser
O Ato Criativo: uma forma de ser, é um livro escrito pelo produtor musical Rick Rubin. Descobri esse título através das minhas pesquisas pela Amazon e só depois fiquei sabendo do hype em outras redes sociais. Rubin é produtor de um dos meus álbuns favoritos, o autointitulado da banda Audioslave, de 2002. E também do Vol. 3: (The Subliminal Verses), do Slipknot, de 2004.
A obra é uma mistura de Roube como um artista & conselhos de vida do autor e, apesar de algumas passagens inspiradoras, como um todo, achei o livro bem mais do mesmo, com aquela vibe espiritual de boutique, vinda de gente privilegiada, que já conquistou uma posição de destaque em seu nicho e agora prega coisas como: tire cinco minutos do seu dia para meditar e você verá um milagre acontecer em sua vida.
O livro é dividido em capítulos curtos, nos quais Rubin fala sobre a fonte para inspiração, a constância no trabalho criativo, o sentido da obra de arte para o artista e para o espectador, alternando com pequenos poemas, que oferecem para os leitores um lembrete do por quê se dedicar à criação e como podemos vencer nosso próprios demônios para enfrentar seja a folha em branco, a primeira nota de uma música ou os movimentos num palco.
Viver como um artista é uma prática.
Você se engaja nela
ou não
Não faz sentido dizer que você não é bom nisso.
É como dizer "Não sou bom em ser monge".
Você vive como um monge ou não.
Tendemos a pensar na obra do artista
como o produto.
A obra real do artista
é um modo de estar no mundo.
(p. 37)
Dentre os capítulos que mais gostei está Hábitos, no qual o autor traz uma lista de pensamentos e hábitos não propícios ao trabalho, dentre eles culpar os outros pelas interferências no seu processo e não se sentir bom o bastante. Também gostei de Sucesso, no qual Rubin fala que essa medida está entre artista e obra; no quanto o artista está pronto para deixar sua criação ir, e não baseado em sucesso popular, que depende de um conjunto de fatores e alinhamentos (muito necessário em tempos de redes sociais).
Mas o tom geral do livro é bem ligado com espiritualidade, e não há nada de errado com isso, o problema é aquele que falei lá no começo: é o de uma pessoa privilegiada, que pode se dar ao luxo de sair para fazer uma trilha para se reconectar com sua criatividade, por exemplo. E sabemos que essa não é a realidade da grande maioria dos artistas, que estão numa luta diária para pagar as contas.
O Ato Criativo custa R$ 59,90 e não vou impedir ninguém de gastar esse valor, caso queira realmente ler esta obra, mas deixo registrado aqui que existem muitos livros mais densos, com mais lastro teórico e até com vivências artísticas mais próximas da realidade de muitos criadores. Para uma lista com várias indicações que já resenhei aqui no blog, vá até a seção FAQ ou procure pela tag LIVROS.
Van Gogh: a salvação pela pintura 🌻
Não tenho pretensão de fazer uma resenha completa, apenas a indicação de uma obra que me fez passar dias pensando em suas proposições. Sinopse:
A obra crítica de Rodrigo Naves caminha em tensão permanente entre as noções de forma e história. Seu livro A forma difícil, lançado originalmente em 1996, é um marco na interpretação da arte brasileira. A partir de leituras minuciosas das obras de Guignard, Volpi, Debret e Amilcar de Castro, Rodrigo discute a dificuldade de emancipação da forma moderna na arte brasileira. Em seus ensaios, a análise da materialidade específica de cada trabalho é sempre o ponto de partida. Não é diferente nesta poderosa interpretação da obra de Van Gogh. Atento à fatura expressiva das icônicas telas do artista holandês, Rodrigo procura entendê-las à luz da ideia de salvação, profundamente enraizada na formação protestante do pintor (seu pai era pastor de orientação calvinista e ele próprio foi pastor assistente). As consequências críticas do argumento são inúmeras ― e contribuem para uma imagem mais nuançada da trajetória do artista, refém de incontáveis estereótipos associados à genialidade e à loucura. O Van Gogh que surge destas páginas não é apenas o gênio instável e atormentado, mas um artista consciente dos mínimos aspectos de seu ofício, ao qual se via ligado como a uma predestinação religiosa. A liberdade de referências típica dos mais prendados ensaístas, o rigor da análise formal ― devedor de exigentes leituras de estética ―, a limpidez do estilo, a originalidade dos pontos de vista, a assertividade das opiniões, o espírito de provocação, todos esses predicados da influente obra de Rodrigo Naves se fazem presentes neste ensaio. Como nos quadros do pintor holandês, vaza luz das páginas deste livro. E ela nos ajuda a enxergar com mais nitidez os enigmas do mundo lá fora.
Que quer dizer desenhar? Como se consegue fazê-lo? É a ação de abrir passagem através de um muro de ferro, que parece interpor-se entre o que se sente e o que é possível realizar. Que fazer para atravessar esse muro, porque não adianta bater fortemente sobre ele; para conseguir, é preciso corrê-lo lenta e pacientemente com uma lima, esta é a minha opinião. (p. 28)
Livro: Color Harmony For Artists (Ana Victoria Calderón) 🎨
*Nenhum desses links foi patrocinado, as indicações foram feitas unicamente com o intuito de informar e complementar o conteúdo do post.
Pequeno Guia de Incríveis Artistas Mulheres
Sinopse: Como o título entrega, trata-se de um trabalho artístico corajoso: admite, desde o princípio, o equívoco de uma história que escolheu celebrar os homens artistas em detrimento de suas companheiras. Que relegou o brilhantismo delas e de suas obras às celas de manicômios, salas de estar, camas. Que transformou mulheres fortes em vítimas de abuso, artistas competentes em belas acompanhantes para eventos sociais. E então o olhar de Beatriz pousa sobre elas. É que é tempo ainda - é sempre - de lhes fazer justiça.
“Todo esse meu trabalho partiu, na verdade, das fotos das artistas com os maridos. Comecei a interferir nessas imagens. Em muitas delas, fica claro que o importante ali é o marido. A mulher está sorrindo olhando para ele, ou ele está em maior destaque. E muitas são divulgadas com legendas como ‘Picasso e a amante’, ‘fulano e a esposa’”. Comecei a buscar inverter isso na própria imagem.” - Beatriz Calil, em entrevista ao NEXO.
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- "A raiz do machismo não se encontra isolada no mundo das artes; é um problema político e social que precisa seguir mudando" - para o Portal Geledés;
- "O guia das 'incríveis artistas vistas como menos importantes que os maridos'" - para o NEXO.
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A proposta deste é bastante semelhante ao anterior, com a diferença que traz várias atividades que podem ser aplicadas com as crianças. Já fiz algumas delas como, por exemplo, as máscaras africanas. Novamente, vai do professor adaptar o conteúdo à sua realidade. Se não dá pra fazer com o material indicado no livro, procure na sua escola algo equivalente ou teste maneiras novas de realizar a tarefa. O legal deste título são as releituras, que podem servir como recurso lúdico para as crianças entenderem as obras.O que um livro precisa ter para ser um bom suporte no planejamento das aulas?
- Informações confiáveis. Tem muita coisa esquisita, pra dizer o mínimo, em várias coleções pedagógicas e também em sites. Referência é tudo;
- Inclusão da arte produzida por mulheres, afinal, estamos em 2018;
- Se afastar do eurocentrismo e trazer obras e atividades relacionadas aos povos originários das Américas, da Ásia, da Oceania e da África. Isso também é o mínimo que um livro de artes deve oferecer em 2018.
- Sobre arte brasileira, existem ótimos títulos da Katia Canton voltados especificamente para crianças, que falarei mais adiante.
Estudando Brian Froud
Dentre esses rascunhos, resolvi pegar um deles, a Vervain Faerie, para fazer um estudo completo, prestando atenção na proporção, nos valores, e tentando me aproximar ao máximo das cores originais com aquarela e lápis de cor. O resultado:






































