The category is: Krampus
- Criei meu logotipo, baseado naquilo que acredito e dá sentido à minha arte;
- Participei de uma feira, desenhando ao vivo e superando o medo que eu tinha de me expor;
- Vendi meus trabalhos;
- Li muitos livros sobre arte;
- Transformei livros lidos em ilustrações;
- Ilustrei nove mulheres rio-grandinas notáveis, num material que virou referência para a rede municipal de ensino;
- Ilustrei a capa dos cadernos dos kits escolares (e recebi os parabéns da prefeita por isso!);
- Tive minha 1° exposição individual na Galeria Breche da Escola de Belas Artes Heitor de Lemos, um reconhecimento pelo meu trabalho que me emocionou muito;
- Passei no doutorado, depois de 14 anos afastada da academia;
- Fui trabalhar na Secretaria de Educação - e tenho feito muitas ilustrações por lá;
- Comprei meu iPad e comecei a ilustrar no Procreate;
- Consegui fazer dois projetos de desenho do início ao fim nos meses de outubro e novembro.
Minha opinião sobre os livros para colorir, 10 anos depois
Há dez anos atrás Jardim Secreto virava uma frebre mundial, com milhares de exemplares vendidos. Na época, diversas pessoas tomaram conta do YouTube e do Instagram, as principais redes sociais naquele momento, ensinando como colorir os livros para colorir, mostrando canetinhas diversas (as mais famosas eram as Copic e as Chameleon, que mudavam de cor conforme eram pressionadas) e ensinando as técnicas "corretas" para cobrir peles, paisagens, flores, dentre outros.
Os livros para colorir causaram um alvoroço e, depois de Jardim Secreto, a autora Johanna Basford lançou uma leva de outros títulos explorando mundos mágicos (exceto sobre Halloween pois, segundo ela, não se sentiria confortável em desenhar coisas assustadoras para compor um livro). Também vieram na esteira desse sucesso muitos títulos semelhantes, de mandalas a gatos psicodélicos, passando por obras de arte para colorir e oceanos cheios de tesouros.
Livros para colorir de artistas que recomendo
Não são de colorir, mas inspiram a criar
Linda Nochlin e "Por que não houve grandes mulheres artistas?"
![]() |
| Salomé com a cabeça de São João Batista, Artemisia Gentileschi. 1610-15. |
a ingênua ideia de que arte é a expressão individual de uma experiência emocional, a tradução da vida pessoal em termos visuais. A arte quase sempre não é isso; a grande arte nunca o é. O fazer arte envolve uma forma própria e coerente de linguagem, mais ou menos dependente ou livre de convenções, esquemas ou noções temporalmente definidos que precisam ser aprendidos ou trabalhados através do ensino ou de um período longo de experimentação individual. A linguagem da arte, materialmente incorporada em tinta, linha sobre tela ou papel, na pedra, ou barro, plástico ou metal nunca é uma história dramática ou um sussurro confidencial. (p. 7)
Não há dúvida, por exemplo, que o jovem Picasso tenha, aos quinze anos (e, em apenas um dia) passado em todos os exames admissionais para a Academia de Arte de Barcelona e, mais tarde, para a de Madri, uma grande demonstração de proeza, já que a maioria dos candidatos precisava de um mês para tal. Porém, gostaria de saber mais sobre histórias semelhantes de candidatos precoces que não alcançaram nada mais além da mediocridade ou o próprio fracasso. Estes são casos que não interessam aos historiadores da arte, estudar com mais detalhes, por exemplo, o papel protagonizado pelo pai de Picasso, professor de arte, na sua precocidade pictórica. E se Picasso tivesse nascido menina? Teria o senhor Ruiz prestado tamanha atenção ou estimulado a mesma ambição de sucesso na pequena Pablita? (p. 17-8)
Como tem sido participar de feiras (uma reflexão)
Background
voltando para o presente
a reação do público
Conclusão (por enquanto)
Modos de ver, de John Berger
Pense num livro que oferece uma visão totalmente disruptiva sobre arte e suas relações com a publicidade e com o capitalismo? Modos de ver é um livro originado a partir da série homônima de 1972. Embora mais de 50 anos separem o lançamento da obra da minha leitura, esse é um daqueles livros atemporais, e que merecem ser relidos de tempos em tempos. Custei a trazer uma impressão aqui, pois foi muito difícil colocar em palavras o tanto que esse livro me impactou, e o quanto eu ansiava por um texto tão incisivo e ao mesmo tempo tão irreverente.
Lá em junho do ano passado eu já tinha publicado um texto reflexivo sobre arte, IA e lifestyle, sobre o que o público espera ver de um artista na internet - não os seus métodos, ou os seus materiais, mas sim a aesthetic da sua vida e quanto isso agrega de valor ao ser consumido. E alguns meses mais tarde, ao ler John Berger, senti que minha linha de pensamento tinha algum fundamento. Vou colocar abaixo a sinopse da editora e em seguida minhas partes favoritas:
Nestes ensaios clássicos baseados na série televisiva inglesa Modos de ver, exibida em 1972, John Berger revoluciona a crítica de arte ao apontar as estruturas de poder presentes no processo de criação de imagens. Se hoje, cinquenta anos após a escrita deste livro, ainda é preciso reforçar que “uma imagem é a recriação ou a reprodução de uma visão” — ou, como afirma Djaimilia Pereira de Almeida em seu prefácio, que devemos encarar “a visão enquanto vivificação e a observação da arte como paralela à observação da vida” —, a leitura de Berger, essencial em tempos de propagandas por toda parte, se faz mais urgente do que nunca.
O primeiro texto parte da pintura a óleo, técnica consagrada pela arte europeia. Após a reprodutibilidade técnica, tornou-se possível ver trabalhos a óleo fora dos castelos, igrejas e residências privadas a que se destinaram um dia, e, isolados de seu contexto original, eles circulam pelo mundo sem serem de fato compreendidos. Quando se instituiu que eram obras de arte, esses trabalhos passaram a ser interpretados — e mistificados — segundo pressupostos como beleza, verdade e genialidade, os quais eram ditados pelo modo de ver específico de uma minoria social no poder.Em outro ensaio, John Berger aborda a representação da mulher na arte ocidental, apreendendo de que maneiras na tradição do nu o corpo feminino se tornou objeto a serviço do olhar masculino. Com perspicácia, o autor afirma que o protagonista de um nu jamais é mostrado: ele é o espectador diante do quadro, para quem as “figuras assumem a sua nudação”. Berger esmiúça, ainda, as naturezas-mortas, que em seu auge expunham objetos extorquidos por feitorias escravocratas. E não se priva de olhar para o impacto da publicidade no século 20, expondo como ela se vale da tradição artística para explorar os impulsos consumistas de quem a observa.Coletivo, emancipatório e com toda a vitalidade da insurreição social dos anos 1970, Modos de ver é um tratado contra o sequestro do olhar pela imagem na sociedade capitalista e um alerta para a linguagem não verbal.
A reprodutibilidade técnica
A arte do passado não existe mais da forma como existia. A sua autoridade está perdida. Em seu lugar, há uma linguagem de imagens. O que importa, agora, é saber quem utiliza essa linguagem e para quais fins. Isso envolve questões de direitos autorais de reprodução, controle de gráficas e editoras de arte, a totalidade da política de programação de galerias e museus de arte públicos. (...) Um povo ou uma classe alienada de seu próprio passado tem muito menos liberdade para fazer escolhas e agir como povo ou como classe que outros capazes de encontrar seu lugar na história. É por essa razão - e só por ela - que toda a arte do passado se tornou agora uma questão política. (p. 46)
Sobre nudez e nudação
A pintura a óleo
A pintura a óleo teve sobre as aparências o mesmo efeito que o capitalismo teve sobre as relações sociais. Reduziu tudo ao padrão nivelador dos objetos. Tudo se tornou permutável porque tudo se tornou mercadoria. Toda realidade era medida mecanicamente por sua materialidade. (p. 101)
Imagens publicitárias
A publicidade tem sempre em vista o futuro consumidor. Oferece-lhe uma imagem de si mesmo tornada atraente pelo produto ou pela oportunidade que ela procura ven-der. A imagem o induz a invejar a si mesmo tal como ele poderia vir a ser. No entanto, o que torna invejável essa "pessoa que ele poderia vir a ser"? A inveja alheia. A publicidade não tem a ver com os objetos, e sim com as relações sociais. Não é o prazer que ela promete, e sim a felicidade: a felicidade tal como vista do ex-terior, pelos outros. O glamour é a felicidade de ser invejado. (p. 150)
Arte e IA, público e lifestyle
Quase quarentando e (ainda) blogando
![]() |
| Uma jovem prestes a criar um blog, com seus longos cabelos. À esquerda, embaixo, meu orientador Victor Hugo. Turma de 2009 do Mestrado em Educação Ambiental da FURG. |
14 anos. Essa é a idade de um adolescente do 9º ano, que está às portas do Ensino Médio. Quando esse estudante estava nascendo, eu digitei pela primeira vez no blogspot desenharehpreciso. E os motivos de clicar em publicar logo após definir meu user nada tinham a ver necessariamente com desenho. Eu precisava qualificar meu projeto de dissertação, havia rompido com meu orientador original e tinha sido acolhida por outro orientador, o professor Victor Hugo, falecido há quase dois anos. O Victor sempre me falava que não havia motivos pra sofrer, que as coisas não precisavam ser um sofrimento. 14 anos mais tarde e talvez eu ainda não leve esse conselho dele como deveria.
14 anos separam aquela Lidiane jovem, de 25 anos, que precisava escrever um projeto de mestrado, que recém estava começando a falar no MSN com um cara apresentado por uma amiga, e que usava um espaço que ela não sabia mexer muito bem, pois tinha chegado atrasada nesse rolê de blog (a infância e adolescência humildes não permitiram ela ter um computador até entrar na faculdade), postando desenhos escaneados numa qualidade minúscula, sem muito o que dizer sobre, e quando dizia, numa linguagem acadêmica e meio truncada.
14 anos é uma vida, tantas redes sociais surgiram e se foram, o Orkut virou acervo de museu, o TikTok já é oficialmente uma rede de pessoas de meia idade, e os jovens postam suas fotos no VSCO, aquele mesmo que a gente usava pra colocar efeito bokeh nas fotos do Tumblr. Todas, eu disse todas as pessoas que eu seguia em 2010 tomaram outros rumos na vida. Eu mesma já estou há mais de meia década dando aula. Mas todas as postagens eu lembro como se tivessem sido escritas ontem.
Entrar aqui sempre é uma cápsula do tempo: eu volto ao passado, registro o presente e projeto o futuro. Às vezes dá a sensação de permanecer parada no mesmo lugar. Por que ainda faço isso? Ainda tem sentido? Precisa fazer? E pra quem?
Ontem mesmo, conversando com uma amiga, ela falou sobre essa mulher moderna, quase quarentona, mas que continua ligada nas coisas. Eu sou essa mulher. Sempre que um estudante fala sora, mas tu sabe tal coisa? (geralmente um meme) eu me sinto ofendida, afinal eu ainda sou jovem. Uma jovem de meia idade! Não cite a magia profunda para mim, eu estava lá quando ela foi criada...
Então é sempre nesse misto de sentimentos, que vão se intensificando com o passar do tempo, com as tendências sendo reeditadas, com coisas indo e vindo, com as intermitências do tempo, que sigo por aqui. Postando meus trabalhos, falando coisas que talvez só façam sentido pra mim, e que talvez não cheguem a um número considerável de pessoas. Eu estou deixando cada vez mais as redes sociais, pra mim é um alívio não me manter informada sobre coisas que vão me deixar péssima. Diminuí meu número de redes para 3 e os serviços de streaming são basicamente pra ouvir música e ver vídeos para me distrair enquanto faço faxina na casa ou desenho. Eu sou uma jovem de meia idade, mas estou envelhecendo, e o blog vem cumprindo sua função de fazer minha presença na web sem me preocupar muito em voltar no dia seguinte.
Estarei aqui para a festa de debutante desse espaço, com direito a vestido e bolo? Não sei, mas enquanto eu estiver aqui, sigo postando meu trabalho, as coisas que fazem sentido pra mim, criando minha própria bolha e vivendo a máxima dos pinguins de Madagascar: sorria e acene.
A vida não precisa ser esse sofrimento todo.
Sobre frustração e se definir artista
![]() |
| Foto de Artiom Vallat na Unsplash |
Esse texto ressoa alguns sentimentos que estão latentes desde 2022 e que eu já havia começado a escrever no início do ano passado, mas que não publiquei. Aproveitando que hoje é um dia portal e Deipnon, vou jogar essas reflexões para o universo, para que encontrem vez e voz em outros corações e mentes.
Blogar é envelhecer?
![]() |
| Foto de Marissa Lewis na Unsplash |
Blogs que leio e amo
- Momentum Saga
- Melina Souza
- Mulher Vitrola
- Hello Lolla
- Valkirias
- Delirium Nerd (colaborei lá por um tempo)
- Aline Valek
- Zine Marítimas
13 lições em 13 anos 💜
![]() |
| Quem estava por aqui nessa época? Print resgatado do web archive. |
![]() |
| Primeiro banner oficial do blog, e banner que fiz em 2012. Nessa época, ilustrei muitos banners para outras pessoas. |
- aprendi a tirar meu trabalho de pastas e gavetas e mostrá-lo ao mundo, mesmo na época em que ele não era bom o suficiente para ser apreciado. Isso me deu coragem;
- entendi que precisaria lidar com as críticas, que não daria pra me esconder atrás de um sorriso amarelo, e que precisaria separar o que era construtivo e para o meu bem, daquilo que era o puro suco do chorume que só uma caixa de comentários raiz poderia proporcionar;
- acabei criando uma comunidade de pessoas dispostas a me acompanhar e a trocar suas experiências comigo, a se fortalecer a partir da arte e buscar melhorar, e isso me fez ver que o conhecimento se torna melhor quando compartilhado, e que ele não está restrito à academia ou um artigo publicado em revista com qualis A: ele pode estar na atenção e disponibilidade de alguém que tirou um tempo do seu dia pra dizer o quando você evoluiu do ponto x ao z. Houve uma época que consegui listar mais de 300 artistas mulheres no meu blogroll, para se ter uma ideia;
- aprendi a lidar com os trolls e vi como tem gente com tempo ocioso suficiente a ponto de criar vários perfis fake para dar unlike em série nos seus vídeos, e até mesmo só acompanhar a sua vida. E que o melhor remédio é não dar palco pra esse povo, que eles somem rapidinho;
- se hoje eu consigo chegar diante de uma turma com 30 adolescentes e falar a plenos pulmões, foi porque tive que aprender a ser comunicativa aqui e me mostrar sem medo. No começo eu era só uma assinatura nas postagens, hoje sou alguém que vai usar suas experiências para se comunicar com o público e comunicar suas intenções;
- percebi a seriedade em compartilhar o conhecimento que adquiri lá na construção da comunidade, e que a minha opinião poderia ser muito útil ou causar um efeito devastador em alguém. Foi por isso que parei tanto de fazer resenhas de materiais isoladamente, só para mostrá-los e causar a impressão de que aquilo precisaria ser comprado. Hoje prefiro falar o que uso dentro de um contexto e do que funciona para mim, e que isso pode ser diferente para os outros. Vez ou outra publico compras, mas deixo isso para a rede social das dancinhas;
- estudei a fundo as leis e direitos que falam sobre autoria, fui plagiada tantas vezes que fica difícil contabilizar, e o mais curioso é que muitas vezes o plagiador é uma pessoa com perfil acolhedor, que parece ser mais um admirador do seu trabalho, pra ganhar sua confiança e te confundir quando o plágio acontecer. Hoje sou muito mais atenta a copyright e copyleft, principalmente com a IA e as NFTs dominando o mercado de arte;
- aprendi a vender meu peixe, a diferenciar preço de valor e briguei muito, muito mesmo, para que a arte fosse reconhecida como o trabalho que é, pelo menos entre meus pares. Fui muito mal interpretada por isso, chamada de mercenária por perguntar se pagariam por um serviço, de reclamona por achar absurdo que um quadro deveria dividir espaço com uma goteira, e de ingrata quando questionei o que era arte para um grupo, se era só o belo decorativo, ou também o que nos incomoda e desacomoda. Hoje estou muito mais paz e amor por questões de saúde, já tive minha cota de briga pra essa vida. Respondi tantas vezes a pergunta “como faço pra ter uma loja virtual?” Que já perdi as contas;
- comecei a mexer em html e coisas básicas de programação para poder fazer ajustes pequenos de layout, e ajudei tantas pessoas a criar seu próprio blog com isso! E foi essa curiosidade de saber como a página funcionava por dentro que sempre fez eu me manter curiosa a respeito de tecnologias, embora eu não entenda nada além de abrir e fechar tag. Devo muito, muito mesmo, à Elaine Gaspareto, pessoa incrível que a todos ajudava com seus tutoriais, e que infelizmente foi mais uma vítima da Covid em nosso país;
- entendi que ser criativa é pesquisar e explorar sempre, que tudo muda o tempo todo e precisamos estar atentos ao que acontece à nossa volta. Seja pesquisar tendências de cores, redes sociais do momento, materiais, softwares, leituras… o mundo é fluido e o artista precisa entender isso;
- aprendi através do exemplo dos outros, para o bem e para o mal. Como lá no início tudo era mato, eu ia vendo o que os outros faziam e pensava se aquilo funcionaria pra mim ou não. Foi assim que descobri as lojas virtuais, os concursos de estampa, as publicações, como precificar commissions, dentre outros;
- experimentei várias formas de financiamento coletivo e descobri que não é o modelo ideal para mim, pois me senti muito cobrada pelos patronos a produzir, a estar sempre alegre e receptiva, mesmo quando me falavam coisas que me machucavam ou quando simplesmente não pagavam o boleto do apoio. Todo meu respeito a quem usa essa modalidade de renda, tento ser uma patrona que respeita os limites do artista que ajudo;
- por último, o poder da rede. Hoje em dia, ter uma persona online está muito ligado à fama, aos números, ao engajamento. Mas com o blog aprendi sobre o poder de várias pessoas se mobilizando em torno de algo. Seja uma blogagem coletiva sobre livros, um projeto fotográfico, o follow friday (compartilhar perfis e blogs amigos toda sexta-feira), e o boca a boca virtual: se eu trabalho com retratos, mas o cliente quer personagens, posso indicar quem faça, e sempre sou retribuída. E os clientes chegam porque conhecem não só o meu trabalho, mas a minha escrita e minha ética. E tudo isso vem desse organismo vivo e em eterno movimento que é a rede, a autonomia compartilhada que uma amiga querida cunhou para a sua tese.
![]() |
| Mais banners de épocas distintas, quando eu ainda colocava uma linha explicando o que fazia, e quando passei a usar somente o meu nome, até chegar à assinatura "crua"como é hoje em dia. |
Uma casa virtual AINDA é importante 🏡
![]() |
| Photo by Vidar Nordli-Mathisen on Unsplash |




















