The category is: Krampus
- Criei meu logotipo, baseado naquilo que acredito e dá sentido à minha arte;
- Participei de uma feira, desenhando ao vivo e superando o medo que eu tinha de me expor;
- Vendi meus trabalhos;
- Li muitos livros sobre arte;
- Transformei livros lidos em ilustrações;
- Ilustrei nove mulheres rio-grandinas notáveis, num material que virou referência para a rede municipal de ensino;
- Ilustrei a capa dos cadernos dos kits escolares (e recebi os parabéns da prefeita por isso!);
- Tive minha 1° exposição individual na Galeria Breche da Escola de Belas Artes Heitor de Lemos, um reconhecimento pelo meu trabalho que me emocionou muito;
- Passei no doutorado, depois de 14 anos afastada da academia;
- Fui trabalhar na Secretaria de Educação - e tenho feito muitas ilustrações por lá;
- Comprei meu iPad e comecei a ilustrar no Procreate;
- Consegui fazer dois projetos de desenho do início ao fim nos meses de outubro e novembro.
Hekatembro: uma Hekate por domingo em novembro
Assim como o Lidytober no mês passado, também resolvi fazer um pequeno desafio em novembro, que coloquei o nome de Hekatembro: uma Hekate por domingo. A ideia foi bem simples: escolhi alguns epítetos da Deusa com os quais tenho afinidade e, todo o domingo, publiquei uma ilustração digital com o tema referente.
Além de abranger duas datas importantes do calendário hekatino (16/11 - Noite de Hekate e 30/11 - Hekate das Encruzilhadas), foi uma maneira de estudar um pouco mais as ferramentas digitais, testar pincéis e melhorar gradualmente no Procreate, a passos muito lentos, mas aproveitando a jornada.
O alcance no Instagram está péssimo, e os meus trabalhos quase não são entregues para quem me segue. Então sigo insistindo em constituir meu portfólio aqui no blog, pois consigo ter um panorama da evolução do meu traço e no que preciso melhorar.
Recentemente, o Pinterest também se tornou um lugar hostil, ao rotular automaticamente várias artes minhas como modificadas por IA. Entrei em contato com o suporte, mas preferi excluir os pins e, sinceramente, não tenho mais vontade de usar a plataforma, embora o retorno sempre tenha sido bom.
E mesmo tirando todos os percalços causados pelas próprias redes, acho que muito do sentido de comunidade que existia na internet (e, mais precisamente, na parte artística) se perdeu, as pessoas passam o feed desinteressadamente e infinitamente, procurando algo que não se sabe ao certo. Tudo tem virado uma grande performance, não há mais muito espaço para a contemplação, para o processo, para o estudo, tudo vem acompanhado de uma etiqueta redirecionando a uma loja onde se pode adquirir o que está sendo mostrado. E isso cansa.
Também estou cansada da vida, de modo geral (final de ano e velhice realmente não combinam), e resolvi parar de aceitar encomendas, indefinidamente. Sinto falta das lojas virtuais, pelo menos meu trabalho estava ali na renda passiva, mas também não consigo visualizar um lugar que possa dar conta de uma comissão justa, um frete justo e produtos com uma qualidade justa. Vamos às Deusas?

