Tag: 7 coisas
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| Imagem by Florian Klauer, via. |
7 coisas para fazer antes de morrer
- ter estabilidade financeira
- ter minha casa
- viajar para os lugares que sempre sonhei
- adotar vários gatinhos
- ilustrar muitos livros
- aprender a cantar/tocar um instrumento
- aprender a andar de bicicleta
7 coisas que eu mais falo
- Né
- Bah!
- Não sei o quê
- Gente...
- Tô com sono
- Tô com fome
- Tô cansada
7 coisas que eu faço bem
- desenhar
- organizar coisas
- limpar
- escrever
- plano de aula
- listas
- cuidar dos meus bens materiais e imateriais
7 coisas que eu não faço bem
- socializar
- agir naturalmente
- andar de bicicleta
- cantar/tocar
- operações matemáticas
- esportes
- cozinhar
7 coisas que me encantam
- gatinhos
- material artístico
- silêncio
- literatura
- dormir com barulho de chuva
- ir ao cinema
- gentileza
7 coisas que eu não gosto
- baratas
- festas
- carne vermelha
- visitas
- umbiguismo
- chorume de rede social
- séries (a maioria delas)
7 indicações
- Ana Blue
- Bia Reys
- Cruella
- Isabella Pessoa
- Juliana Rabelo
- Juliana Fiorese
- Lila
Minhas inspirações - fevereiro
Minhas inspirações é uma tag permanente aqui do blog, na qual todo mês mostro três artistas, cujo trabalho admiro e merece ser compartilhado.
Vou aproveitar que fevereiro é o mês do carnaval (não curto a data, mas o feriado é muito amor), para mostrar três artistas que usam muito colorido e brilho em seus trabalhos. Eu sou de lua em relação ao uso da cor, tem momentos em que acho fundamental, noutros penso que só atrapalha. Mas essas ilustras são excelentes referências de estudo para quem tem medo de se jogar. As imagens estão no perfil do Instagram dos artistas, aproveite para segui-los!
Vou aproveitar que fevereiro é o mês do carnaval (não curto a data, mas o feriado é muito amor), para mostrar três artistas que usam muito colorido e brilho em seus trabalhos. Eu sou de lua em relação ao uso da cor, tem momentos em que acho fundamental, noutros penso que só atrapalha. Mas essas ilustras são excelentes referências de estudo para quem tem medo de se jogar. As imagens estão no perfil do Instagram dos artistas, aproveite para segui-los!
Uma foto publicada por the art of hieu (@kelogsloops) em
Rieu é um artista que vive na Austrália e pinta aquarelas extremamente delicadas, com muitas manchas, respingos e efeitos de galáxia. A delicadeza das figuras me encanta, pois não sou uma pessoa de mão leve, meus traços muitas vezes são brutos e ver essa fluidez é um ótimo contraponto.
Uma foto publicada por C✨T (@lifeless_satellite) em
Esta é uma artista da qual não sei muita coisa, nem mesmo o seu nome verdadeiro. Mas suas galáxias despertaram minha admiração logo no primeiro clique. Utilizando lápis, tintas e folhas de ouro, é impossível não se impressionar com o efeito realista e, ao mesmo tempo, onírico das figuras.
Uma foto publicada por Caroline Lights 木漏れ日 (@lightsinthewoods) em
A Caroline Lights trabalha com as famosas aquarelas líquidas da Dr. Ph. Martins (não são vendidas no Brasil), com seus frascos que me lembram homeopatia. Acho as embalagens tão bonitas, dão a impressão de um processo alquímico, mágico e poderoso. Além, é claro, da qualidade do pigmento. Suas garotas com cabelos de galáxia são mais uma boa referência para quem gosta do efeito.
Neste mês vou participar dos desafios propostos lá no grupo 2Minds, pois o tema é Mitologia Grega e eu simplesmente A-M-O!!! Então vai rolar postagem toda a semana com a ilustração e explicação do processo.
Projeto Ilustra: hora do chá
O Projeto Ilustra foi proposto pela Ana Blue, do blog 9dades a Solta. Somos um grupo de 16 artistas que postará em seus blogs, sempre no último dia do mês, o tema mais votado entre nós. O limite máximo de ilustras é de cinco por participante, dependendo do tempo de cada uma.
O tema escolhido para janeiro foi Hora do Chá, e ficamos livres para criar de acordo com as técnicas e materiais que mais utilizamos. Também tivemos licença poética para brincar com o tema e explorar suas possibilidades.
Resolvi dar um acabamento mais polido aos últimos estudos que tenho realizado, trabalhando principalmente com as hachuras proporcionadas pela caneta esferográfica e texturas da aquarela e do lápis grafite. Um pouco do processo:
Materiais utilizados:
- Papel para aquarela Montval 300g;
- Aquarelas Van Gogh e Koh-I-Noor;
- Pincel para aquarela com reservatório Pentel;
- Esferográfica preta;
- Lápis de cor aquarelável Staedtler Karat;
- Lápis grafite Bruynzeel 5B;
- Multiliner Copic 0.8;
- Posca branca.
Utilizei, também, uma imagem como referência, mais pela posição da xícara do que pelo restante, que foi totalmente modificado. O resultado final:
Pode parecer que usei muita coisa, mas o "grosso" dessa ilustração foi esferográfica, multiliner e aquarela. O resto dos materiais foi direcionado aos detalhes, para dar profundidade e contraste.
No próximo mês já temos um encontro marcado, sempre no último dia (não esqueça que fevereiro é de 29), com o tema escolhido pelo grupo e uma série de ilustrações legais para conhecer e visitar.
Seis metas para 2016
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| Foto by Greg Rakozy, via. |
1- Desapego: sempre penso na metáfora da gaveta quando começo a me sentir mal. Se as nossas gavetas (e caixas, armários, estantes...) estão bagunçadas e cheias de quinquilharias, isso nada mais é do que um reflexo das nossas vidas. Então, é preciso limpar, selecionar, jogar fora, organizar. Por isso desapegar se tornou tão importante. Doei muitos materiais artísticos não usados, vendi livros e enchi sacolas de roupas e sapatos. Isso me fez ficar bem mais leve, mas ainda tem muita coisa para a qual olho e me incomodo. Por isso, pretendo continuar no desapego em 2016.
2- Estudo: uma das melhores coisas que pude fazer foi voltar a estudar. Comprei livros, me inscrevi em cursos e me debrucei sobre o básico novamente. Vi aonde estavam minhas dificuldades e tentei encará-las como um aprendizado importante. Para 2016, vou estabelecer um cronograma de estudos, assim não me disperso. Também sinto que é o momento de falar sobre a minha dissertação. Depois de cinco anos, finalmente me sinto confortável para mostrar o que estudei e porque considero esse projeto importante.
3- Profissionalização: já preparei meu novo orçamento, contrato, modelo de briefing, dentre outros documentos, tudo com base no Curso Carreira de Ilustrador, que faço com a Clau Souza. Ainda não posso abrir um MEI, mas tenho procurado métodos para oferecer um serviço cada vez mais profissional. Também quero abrir uma caixa postal, para facilitar o envio e recebimento de cartinhas e, quem sabe, comprar equipamento para impressão dos meus próprios prints.
4- Compartilhamento: voltei com meu canal no YouTube, que já tem um bom número de visualizações, e pretendo continuar fazendo resenhas, tutoriais e dando dicas, pois não concordo com conhecimento encarcerado, precisamos compartilhar coisas boas, para que elas retornem para nós. Também estou num grupo maravilhoso de ilustradoras, e isso me dá uma energia muito grande para continuar as pesquisas para fazer conteúdos cada vez mais legais.
5- Recusa: quero aprender a dizer cada vez mais nãos para o que me incomoda e, principalmente, para pessoas tóxicas, que só querem sugar minha energia e tirar vantagem. Já passei por situações que pareciam uma ótima oportunidade de contatos e de dinheiro, e só me decepcionei. Então, quero riscar isso da minha vida esse ano.
6- Aceitação: isso tem a ver com autossabotagem. Eu custo a reconhecer meus acertos e tenho um pensamento negativo para as coisas que faço. Já penso em todas as possibilidades de um projeto dar errado, antes mesmo de começá-lo. Preciso acreditar que sou capaz e aceitar mais o fato de que minhas limitações não são uma pedra, mas um impulso para que eu melhore. Aceitar que erro, sim, mas também acerto, e não que vá jogar confete toda hora, mas comemorar as pequenas vitórias dá um gás e tanto para novas conquistas.
Essas são as minhas metas para 2016, me conta nos comentários quais são as suas! Aproveita para dizer o que achou do template novo do blog, que agora está responsivo. Ainda preciso fazer alguns ajustes, mas em breve estará tudo padronizado.
Essas são as minhas metas para 2016, me conta nos comentários quais são as suas! Aproveita para dizer o que achou do template novo do blog, que agora está responsivo. Ainda preciso fazer alguns ajustes, mas em breve estará tudo padronizado.
Resenha: O que é qualidade em ilustração
Dentre os últimos investimentos que fiz em literatura técnica, está O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil - com a palavra o ilustrador, organizado pela Ieda de Oliveira. Fiz uma série de anotações durante a leitura (prometi um diário no Snapchat e falhei miseravelmente), porém, apesar de trazer discussões importantes, senti que a publicação não me conquistou. Vou explicar o motivo para esta opinião.
O livro traz sete artigos, escritos por Rui de Oliveira, Odilon Moraes, Renato Alarcão, Cristina Biazetto, Ciça Fittipaldi, Marcelo Ribeiro e Marilda Castanha. Também conta com depoimentos de ilustradores, respondendo a questão-título: "O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil?". Apesar dos nomes de peso, da relevância dos temas e do projeto gráfico muito bem pensado, ao final da leitura tive a sensação de mais do mesmo, como se eu não tivesse lido nenhuma novidade sobre o que foi posto. ¯\_(ツ)_/¯
O primeiro artigo, Breve histórico da ilustração no livro infantil e juvenil, de Rui de Oliveira, foi o que mais me deixou incomodada, por ser um texto de 36 páginas cheio de referências masculinas, enquanto as duas mulheres ilustradoras citadas ocupam apenas um parágrafo. Por mais que não tenha sido a intenção do autor (e eu realmente acredito nisso), já não dá pra deixar passar esse tipo de coisa. É muito desanimador, ainda mais depois da polêmica do Prêmio de Angoulême.
Adiante, O projeto gráfico do livro infantil e juvenil, escrito por Odilon Moraes, traz uma experiência mais pessoal do autor, seguido por As diferentes técnicas de ilustração, talvez o texto mais esperado do livro, mas que me desapontou um pouco também. Não pela sua qualidade, afinal o Alarcão é um dos melhores ilustradores brasileiros da atualidade, mas por me deixar com aquela sensação de já ter lido algo parecido na Revista Ilustrar.
As cores na ilustração do livro infantil e juvenil, da Cristina Biazetto e O que é uma imagem narrativa, da Ciça Fittipaldi foram os artigos que mais gostei, primeiramente, por sentir um alívio ao ler duas mulheres com trabalhos que admiro muito, e também por conter um arcabouço teórico-prático muito consistente, com várias explicações sobre o processo de construção da narrativa visual.
A relação entre o texto e a imagem, de Marcelo Ribeiro e A linguagem visual no livro sem texto, da Marilda Castanha, fecham a proposta do livro, mas de novo senti aquele grande ¯\_(ツ)_/¯. Claro que é uma opinião muito pessoal, baseada na minha leitura e na minha vivência (não comecei a ler texto acadêmico ontem, não). Não vi unidade nos textos, algo comum se você pega esse tipo de publicação, escrita por vários autores. Nem é meu objetivo desmerecer o trabalho de ninguém, acho válido ter cada vez mais discussões sobre o tema, colocadas cientificamente e não só em sites na internet.
Dentre os depoimentos, destaco um trecho da fala da Thais Linhares, a respeito da influência cultural na obra de um ilustrador. Ela diz: "observe como ele [o ilustrador] representa as figuras femininas e terá pistas se ele nasceu antes ou depois do movimento de emancipação das mulheres." Por isso que o seu papo furado não cola comigo, senhor Milo Manara...
Mesmo assim, o livro foi de grande valia para me ajudar na concepção de um trabalho futuro, e serviu para esclarecer algumas ideias que estavam bastante obscuras na minha mente como, por exemplo, o limite entre literalidade e licença poética na ilustração de uma história, seja ela destinada ao público infantil ou adulto.
Adiante, O projeto gráfico do livro infantil e juvenil, escrito por Odilon Moraes, traz uma experiência mais pessoal do autor, seguido por As diferentes técnicas de ilustração, talvez o texto mais esperado do livro, mas que me desapontou um pouco também. Não pela sua qualidade, afinal o Alarcão é um dos melhores ilustradores brasileiros da atualidade, mas por me deixar com aquela sensação de já ter lido algo parecido na Revista Ilustrar.
As cores na ilustração do livro infantil e juvenil, da Cristina Biazetto e O que é uma imagem narrativa, da Ciça Fittipaldi foram os artigos que mais gostei, primeiramente, por sentir um alívio ao ler duas mulheres com trabalhos que admiro muito, e também por conter um arcabouço teórico-prático muito consistente, com várias explicações sobre o processo de construção da narrativa visual.
A relação entre o texto e a imagem, de Marcelo Ribeiro e A linguagem visual no livro sem texto, da Marilda Castanha, fecham a proposta do livro, mas de novo senti aquele grande ¯\_(ツ)_/¯. Claro que é uma opinião muito pessoal, baseada na minha leitura e na minha vivência (não comecei a ler texto acadêmico ontem, não). Não vi unidade nos textos, algo comum se você pega esse tipo de publicação, escrita por vários autores. Nem é meu objetivo desmerecer o trabalho de ninguém, acho válido ter cada vez mais discussões sobre o tema, colocadas cientificamente e não só em sites na internet.
Dentre os depoimentos, destaco um trecho da fala da Thais Linhares, a respeito da influência cultural na obra de um ilustrador. Ela diz: "observe como ele [o ilustrador] representa as figuras femininas e terá pistas se ele nasceu antes ou depois do movimento de emancipação das mulheres." Por isso que o seu papo furado não cola comigo, senhor Milo Manara...
Mesmo assim, o livro foi de grande valia para me ajudar na concepção de um trabalho futuro, e serviu para esclarecer algumas ideias que estavam bastante obscuras na minha mente como, por exemplo, o limite entre literalidade e licença poética na ilustração de uma história, seja ela destinada ao público infantil ou adulto.
Na minha modesta opinião, o livro leva três estrelas. ✩✩✩
Esse exemplar consegui comprar na livraria da minha cidade, acredito que não seja difícil encontrar em lojas virtuais. Mas só invista nele se você realmente deseja se aprofundar no tema da ilustração editorial.
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