Inktober 2016 | Semana 04
E chegou ao fim o Inktober 2016! Ao contrário do ano passado, quando terminei exausta e sem saber para onde correr, meu nível de organização permitiu uma semana de folga, e só me preocupei em postar os desenhos nos horários estabelecidos. Muitos fatores foram determinantes para que eu conseguisse chegar até o final: dedicação ao desafio (deixei outras coisas de lado para poder desenhar); não me apegar a um tema (só busquei imagens de referência); fazer o que era possível, e não o que eu idealizava como perfeito; escolher prioridades; desenhar por prazer, e não por cobrança.
Como uma pessoa que se cobra o tempo inteiro, tenho aprendido, nos últimos meses, que só é possível fazer as coisas que estão ao meu alcance, uma de cada vez. Acredito que o Inktober sinalizou isso muito bem. Aprendi a ter um foco muito mais seletivo e entender, de uma vez por todas, que os outros e seus erros ou acertos não podem ser meus parâmetros. Quem me acompanha sabe que essa é minha eterna batalha, e que vitórias assim contam muito. Mas chega de conversa, vamos aos desenhos dos dias 23 a 31 de outubro:
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| 23/10 |
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| 24/10 |
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| 30/10 |
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| 31/10 |
Nos últimos dias mudei o cenário das fotos, e pude mostrar um pouco das minhas cartas de tarô. Esse deck chama-se Tarô Illuminati, possui 78 cartas divididas entre arcanos maiores, arcanos menores e cartas de corte, e acompanha um livro que ensina a jogar. Encontrei facilmente numa livraria física, pela internet é possível ver detalhes em vários sites.
Para recapitular o que produzi nas semanas anteriores, basta clicar aqui, aqui e aqui. Gostaria de agradecer a todos que deixaram comentários e mensagens de apoio durante esse mês, significou muito para mim e ajudou de várias maneiras a me dar forças para continuar.
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| Clique para ampliar |
Inktober 2016 | Semana 03
E o Inktober 2016 está chegando ao final. A próxima semana será também a última do desafio, e estou tão tranquila que mal consigo acreditar que tudo deu certo, até o momento, e consegui cumprir meu cronograma. Falarei sobre essa experiência na última postagem, que será na segunda-feira, 31 de outubro, ao invés de sábado. Fique ligado! Enquanto isso, aqui está o resumo de 16 a 22/10:
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| 16/10 |
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| 17/10 |
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| 18/10 |
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| 19/10 |
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| 20/10 |
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| 21/10 |
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| 22/10 |
Inktober 2016 | Semana 02
A segunda semana de Inktober passou voando e foi bastante especial para mim, por causa do meu aniversário, na sexta. É claro que eu precisava desenhar uma Catrina para comemorar a data hehe. Tem muita gente me perguntando duas coisas, e vou aproveitar esse post para tirar essas dúvidas.
A primeira é: como estou conseguindo seguir o desafio sem falhar um dia, e a resposta é que, desde o ano passado, eu me adianto e produzo dois, três trabalhos numa única vez. Muita gente faz isso para se organizar quanto às postagens nas redes sociais. A segunda é: o que tem dentro da caixinha rosa que aparece em todas as fotos? Na realidade, é um adereço da minha Monster High Skelita Calaveras, uma mala de viagem em formato de caixão, e não tem nada dentro, não.
Já vou aproveitar para responder a uma terceira pergunta: sim, este mês aqui no blog terá só Inktober, mesmo. Eu não conseguiria fazer outros posts com a mesma qualidade que prezo, por isso, me detive aos resumos semanais do desafio. Então, vamos à segunda semana!
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| 09/10 |
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| 10/10 |
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| 11/10 |
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| 12/10 |
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| ♥ 14/10 ♥ |
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| 15/10 |
Inktober 2016 | Semana 01
A primeira semana do Inktober já passou e eu estou adorando ver o trabalho de vários artistas. Senti que esse ano o pessoal se puxou, embarcou nas listas e desafios e tem feito coisas maravilhosas. Em compensação, vi algumas cópias por aí também... #estamosdeolho. Enfim, esse é o resumo da minha participação entre os dias 01 e 08 de outubro:
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| 01/10 |
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| 02/10 |
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| 03/10 |
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| 04/10 |
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| 05/10 |
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| 06/10 |
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| 07/10 |
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| 08/10 |
Os materiais utilizados foram os mesmos que falei neste post. Vou manter esse ritmo de trabalho até o final do desafio. Quem quiser acompanhar tudo em tempo real, é só me seguir no Instagram, Facebook, Twitter e Tumblr. Os posts saem simultaneamente nessas redes, sempre a partir das 18h. Por aqui, o resumo semanal é aos sábados.
Vai ter Inktober!
Sim, vai ter Inktober! Já separei um Moleskine especialmente para o desafio (foi presente de uma professora muito querida e sempre tive dó de usar) e, apesar de não seguir nenhuma lista pronta, coletei algumas imagens de referência pra não me perder ao longo do caminho.
Meu tema de sempre será, óbvio, as mulheres, e elas aparecerão, ao longo dos dias de outubro, bem poderosas, trevosas e cheias de atitude. Trabalharei, basicamente, com meus marcadores Copic, Posca e Faber-Castell. Não usarei aquarela, pois as páginas do sketchbook não suportam água.
Os posts sairão sempre em torno de 18h simultaneamente no Instagram, Facebook, Twitter e Tumblr e, aqui no blog, farei um compilado semanal todo o sábado, com as produções do período. Lá no Delirium Nerd expliquei um pouco sobre como funciona o Inktober, para quem quiser participar.
Thomasin 🎃 Em clima de Halloween
Outubro mexe comigo, já falei diversas vezes e, talvez, seja a proximidade dele que, ao invés de me jogar para o inferno astral, esteja me ajudando a setorizar mais a vida. Por exemplo: consigo ver com mais clareza meus estudos, voltei a escrever, a produzir e, principalmente, a me motivar. Entendo que, para chegar no "lá", é preciso um "aqui", e ele só vai se construir se eu parar de reclamar e fazer alguma coisa concreta (créditos para o Antonio).
Tenho estudado fundamentos, lido e aplicado esse conhecimento aos materiais que eu utilizava com mais frequência antes do curso da Sabrina, que está com vagas abertas para o último módulo. Interessados podem mandar um e-mail para samesjc@gmail.com. Um dos meus materiais preferidos sempre foi o lápis de cor mas, como toda boa megalomaníaca, eu comprava estojos de 49875483975 cores e queria usar todas de uma vez. O resultado era um carnaval, no pior sentido. Hoje tenho consciência disso. Plena.
Entender os valores, reduzir o número de materiais, a paleta de cores e trabalhar em camadas foi o desafio que me propus para essa ilustra. Eu tinha, no mínimo, 70 lápis à minha disposição, mas trabalhei com uns 8, no total. E três canetas. Foi fácil? FOI! Por quê? POR CAUSA DOS FUNDAMENTOS! Quando você entende o que está fazendo, fica tudo muito mais claro. E é tão incrível esse processo de descoberta. Não que eu não entendesse o que fazia antes, mas eu não conseguia destravar, não ia pra frente, nem pro lado, mas muitas vezes para trás. Mentoria é tudo na vida, e já desenvolvi uma nova datação: Antes de Sabrina e Depois de Sabrina (AS/DS).
Entender os valores, reduzir o número de materiais, a paleta de cores e trabalhar em camadas foi o desafio que me propus para essa ilustra. Eu tinha, no mínimo, 70 lápis à minha disposição, mas trabalhei com uns 8, no total. E três canetas. Foi fácil? FOI! Por quê? POR CAUSA DOS FUNDAMENTOS! Quando você entende o que está fazendo, fica tudo muito mais claro. E é tão incrível esse processo de descoberta. Não que eu não entendesse o que fazia antes, mas eu não conseguia destravar, não ia pra frente, nem pro lado, mas muitas vezes para trás. Mentoria é tudo na vida, e já desenvolvi uma nova datação: Antes de Sabrina e Depois de Sabrina (AS/DS).
Como de costume, usei uma foto para referência, só que desta vez procurei prestar muito mais atenção nas áreas de luz e sombra, ser fiel a isso (não quer dizer ser idêntico). Comecei toda a marcação com o lápis lilás e, quando joguei o ocre por cima, a cor saltou. Depois trabalhei com um bege rosado e marrom caramelo, e fui construindo camadas de cor, da mesma maneira que se constrói as camadas de transparência na aquarela.
Conforme eu colocava os detalhes dos olhos e definia as áreas mais claras, fazia a correção onde precisava. A pressão que coloquei no lápis foi mínima, justamente para poder construir esse rosto com volume. Se eu tivesse pesado a mão logo no início, dificilmente conseguiria alterar ou inserir mais um pouco de cor. Essa leveza na primeira camada ficou bem evidente com o cabelo. Geralmente, eu começo pela marcação do fio, mais escuro, e abro luz com o traço. Para essa ilustra, fiz uma base amarela que, conforme era adicionado marrom, ficou luminosa de maneira mais natural.
Conforme eu colocava os detalhes dos olhos e definia as áreas mais claras, fazia a correção onde precisava. A pressão que coloquei no lápis foi mínima, justamente para poder construir esse rosto com volume. Se eu tivesse pesado a mão logo no início, dificilmente conseguiria alterar ou inserir mais um pouco de cor. Essa leveza na primeira camada ficou bem evidente com o cabelo. Geralmente, eu começo pela marcação do fio, mais escuro, e abro luz com o traço. Para essa ilustra, fiz uma base amarela que, conforme era adicionado marrom, ficou luminosa de maneira mais natural.
O truque que uso para saber se os valores estão corretos é tirar uma foto em preto e branco. Se falta valor, vai ficar tudo no mesmo tom. Se o contraste aparecer, é porque estou no caminho certo. Mais uma vez, repito: se você aprende os fundamentos, é capaz de trabalhar com qualquer material. Tudo o que coloquei em prática usando lápis de cor, aprendi com aquarela, algo totalmente diferente.
Assim que eu finalizei a figura nua, achei que mesmo com todos os valores corretos, estava faltando algo pra dar mais contraste àquela pele tão perfeitinha. Foi aí que coloquei algumas sardas e fios de cabelo soltos, e tudo já ficou com outra cara. Mesmo assim, ainda faltava algo. Foi daí que tive a ideia arriscada de contrastar pesado, no caso, com a blusa e coleirinha pretas. De repente, a mocinha com cara de inocente ficou gótica, deusa, louca e feiticeira. Gosto assim!
Materiais utilizados
- Papel Canson Layout 180g;
- Lápis de cor Polycolor;
- Marcadores Copic.
Resolvi batizá-la de Thomasin por causa do filme A Bruxa (amo!) e colocá-la no header do blog e na loja, porque fiquei bem contente, apesar dos mixed feelings recorrentes em relação a tudo o que faço. Já estou no clima de Halloween, me segura que vai ter Inktober trevoso também. E para acompanhar meus trabalhos, é só acessar:
No meu feed - ago/set 2016 | @lidydutra
Essa é mais uma tentativa de juntar meu feed do Instagram e outras redes sociais aqui no blog e comentar, com um pouco mais de profundidade, as coisas que faço por aí e que, não necessariamente, resultam em projetos ou ilustras finalizadas. São estudos, compartilhamentos, querências, dentre outros assuntos que - acredito - merecem um registro "definitivo".
A imagem que abre essa postagem é a primeira folha do meu sketchbook para aquarela da Papel Pitanga, marca da querida Isabella Pessoa. Tenho usado ele direto nos meus estudos, e a ilustra foi baseada numa foto da Chelsea Flower Crowns, com supervisão do meu chororô pela própria Bella, que ficou dando dicas para desentortar olhos, abaixar valores, etc.
A Mary Cagnin teve seu projeto Black Silence, uma HQ de ficção científica, totalmente financiado pelo Catarse e eu sou uma das orgulhosas apoiadoras. Essa é a minha fanart da Comandante Ubuntu, personagem principal da história.
Dois estudos baseados em Alphonse Mucha. Tenho um livro da Editora Criativo com vários sketches de figura feminina desse artista, ótimos para aprender gestual, expressões, caimento do tecido no corpo, além de enriquecer o repertório visual. Estudar os mestres e mestras do passado é tão importante quanto seguir aquele ilustrador maneiro no Insta, até mesmo porque as pessoas que admiramos hoje também buscam as suas referências no ontem. Detalhe para o nariz com calombinho muito amor.
Um dos primeiros testes desse estudo aqui, sobre valores, que não deu certo. Ficou péssimo, de verdade. Além de não conseguir deixar a pele com um tom natural (exagerei no dioxazine e no vermelho), ainda errei feio, errei rude no uso do marcador branco para abrir luz. Mas valeu o aprendizado, depois consegui chegar no resultado pretendido.
Aqui são duas imagens publicadas no Tumblr, amor verdadeiro, amor eterno no quesito qualidade da foto. A primeira, é uma citação que norteou toda a pesquisa de mestrado, e que sempre retorna para minha vida nesses momentos de questionamento do que faço. Acho linda, poética e verdadeira. Já a segunda é a capa do livro Sketching from the imagination, auto-presente que me dei. É um compilado maravilhoso de esboços de vários artistas, com comentários a respeito dos estudos e do ato de cultivar um sketchbook. Tenho degustado aos poucos, pretendo falar dele algum dia por aqui. Consegui retomar o ritmo de leitura após A Arte de Pedir, da Amanda Palmer (que também ganhará resenha).
Mais estudos de aquarela. Ainda sobre valores, fiz um desenho despretensioso somente com sépia, que saiu melhor e mais fresco do que todos os trabalhos finalizados dos últimos quatro anos hahaha. Gostei tanto que insisti na figura (tenho curtido muito fazer o mesmo tema de várias maneiras) e finalmente consegui utilizar dioxazine na pele sem ficar uma cor esquisita. O segredo é "sujar" a cor pura, até chegar num cinza ótico (Santa Sabrina!). Faltou valor, mas é um começo, minha maior frustração é não conseguir trazer para a figura humana tudo o que tenho aprendido em aquarela. Mas agora, vai... Posso mostrar outras imagens do processo, se for de interesse da audiência.
Por fim, uma grata surpresa que tive semana passada. A Laís, do canal Turch3se, me entrevistou por e-mail, e o resultado é o vídeo acima. Fiquei muito feliz com todo o carinho que ela colocou em sua fala e na produção do material. Significa muito para mim ser lembrada assim, pelo trabalho que semeio na internet há mais de seis anos, e ver que encorajo e inspiro outras pessoas. É uma responsabilidade enorme, que não dou conta, mas também uma alegria infinita.
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