Mulher Jovem 🌼
Em fevereiro desse ano comecei a esboçar uma série sobre a ciclicidade da mulher, partindo pela representação da mulher jovem e passando pela adulta/mãe, pela mãe e pela filha, pela anciã e, finalmente, pela representação de todas elas, numa composição harmônica. E tem sido tão gostoso pesquisar sobre cada uma dessas fases da vida, principalmente porque estou me detendo na anciã. E agora estou entregando o primeiro trabalho dessa série, que gostaria muito de ver em formato de exposição, assim que concluir.
Foi o meu retorno para a aquarela, depois de alguns meses trabalhando somente com grafite e lápis de cor. E foi como se eu nunca tivesse parado de pintar, porque a tinta fluiu tranquilamente pelo papel. Talvez o fato de ter definido uma paleta pessoal para utilizar nas minhas ilustras tenha ajudado bastante, pois não gasto tempo e energia pensando no esquema de cores. Além disso, trabalho com um círculo cromático em mãos, e também com thumbnails ou marcações na folha de rascunho, que ajudam a visualizar o que combina mais com a proposta inicial que tenho em mente.
As folhagens lembram o boldo, mas não foi intencional (talvez por ter um pé gigante de boldo, essa imagem fique no meu subconsciente), o intuito era mostrar uma natureza frondosa e em plena floração, e uma mulher que está recém florindo também. O resultado:
Materiais utilizados
- Papel para aquarela 100% algodão Hahnemühle;
- Minhas tintas e pincéis de sempre;
- Lápis de cor aquarelável Albrecht Dürer;
- Marcadores Pentel e Derwent.
Certo dia, Perséfone folgava nas campinas de Nisa com as filhas de Oceano. Estava na companhia de Atena e de Ártemis, mas sua mãe, Deméter, não estava com elas. Perséfone foi atraída por um magnífico narciso. Enquanto o contemplava, o solo se abriu e Hades, o deus do Mundo Inferior, apareceu em sua carruagem, tomou-a nos braços e a levou para ser sua noiva. De muito longe, Deméter ouviu os queixosos gritos da donzela. Uma profunda melancolia tomou conta de seu coração e ela, jogando sobre os ombros um véu sombrio, voou como ave sobre mares e terras procurando a sua Kore, a sua filha. - A deusa tríplice: em busca do feminino arquetípico, Adam Mclean.
13 de agosto 🌕
O 13 de agosto é dedicado à deusa Hécate (ou Hekate) e vem sendo celebrado cada vez mais, no Brasil e no mundo, por devotos dessa divindade que me fascina há um bom tempo. Meu primeiro contato foi em torno de 2014 e, desde então, venho recolhendo informações, livros para estudo e também fazendo minhas interpretações de Hécate. Tenho um altar em casa e, no seu centro, está ela, guiando os meus caminhos e tirando o mal da minha vida.
Recentemente, a série Sandman, da Netflix, apresentou uma versão da deusa, misturada às parcas da mitologia grega, e foi uma forma de chamar atenção para quem é ligado em cultura pop. Fazendo um gancho com a minha ilustração anterior, o feitiço usado pelas irmãs Owens no filme Da magia à sedução para trazer o namorado de Gillian de volta à vida, é voltado para Hécate. E sobre a obra do Neil Gaiman e o aspecto tríplice de várias personagens dele, tem um episódio do podcast We can be readers no qual a Su e eu discutimos o maravilhoso livro O oceano no fim do caminho. Fica a recomendação.
Ainda nas recomendações de podcast, temos o Caverna de Hekate, da Marcia C. Silva, escritora e devota de Hécate, sempre com informações embasadas em livros e estudos coerentes, trazendo informações relevantes e com fontes (diferente de muitas páginas que usam as vozes da cabeça para falar sobre mitologia). E foi no episódio Celebrando o 13 de agosto que a Marcia esclarece um pouco sobre a origem da data, e sua falta de fontes históricas, e também recomenda celebrar a deusa entre os dias 13 a 15, em especial o dia 14, dedicado à Hekate Kourotrophos, a guardiã das crianças. Vou deixar o episódio linkado aqui, pois vale muito a pena ouvir:
Materiais utilizados
- Papel Concept Hahnemühle;
- Lápis grafite Lyra e Stabilo Othello 2B;
- Marcadores nanquim e metálicos Staedtler e Pentel;
- Finalização digital no Photoshop.
Irmãs Owens 🌙
"Meu bem, quando vai entender que ser normal não é necessariamente uma qualidade?"
Materiais utilizados
- Papel para desenho 180g;
- Lápis de cor super soft Faber-Castell e Staedtler;
- Canetas metálicas e nanquim Staedtler.











