O Jarro de Pandora
ele chamou essa mulher de Pandora porque todos os deuses que vivem no monte Olimpo lhe deram um dom, uma calamidade para os homens."
Materiais utilizados
- Papel Arches grana fina 300g;
- Aquarelas White Nights;
- Pincéis para aquarela sortidos;
- Lápis de cor Pentel;
- Marcadores Pentel para os detalhes.
Livros com releituras de mitos gregos que estão na minha lista
- Galateia, Madeline Miller; (lido 5★)
- Circe, Madeline Miller; (lido 5★)
- A Canção de Aquiles, Madeline Miller; (lido 5★)
- O Jarro de Pandora, Natalie Haynes; (lido 5★)
- Ariadne, Jennifer Saint; (LENDO)
- Clitemnestra, Constanza Casati;
- O Olhar Petrificante, Natalie Haynes;
- Mil Navios para Tróia, Natalie Haynes;
- Os Filhos de Jocasta, Natalie Haynes;
- Medeia, Rosie Hewlett.
Dama com um Gatinho
Esse projeto está guardado há muito tempo, muitos anos. Levei meses para terminar, parei na metade do caminho várias vezes, passei semanas sem nem tocar na prancheta e refiz várias partes que achava pouco acabadas ou com um acabamento insatisfatório.
Lição: ninguém morreu no processo, não fui engolida por nenhum algoritmo de rede social, não recebi intimação extra-judicial solicitando que mostrasse o processo criativo e a arte final em tempo real. Isso serve para lembrar que a arte precisa ser sempre nossa, da nossa vontade em primeiro lugar, o resto é resto.
Materiais utilizados
- Papel para aquarela 100% algodão Hahnemühle;
- Aquarelas White Nights;
- Pincéis Giotto;
- Lápis de cor aquarelável Albrecht Dürer;
- Marcadores Pentel e Derwent.
Dama com um Gatinho é, ao mesmo tempo, uma releitura da Dama com um Arminho, de Leonardo da Vinci, e uma homenagem aos meus felinos. Dá pra ver uma foto de cada aqui no meu Instagram.
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Desde o início do ano troquei o Photoshop pelo Gimp e pelo Photopea (ambos gratuitos), e a única coisa que não consegui fazer ainda é o photomerge para imagens maiores, que precisam ser digitalizadas em duas etapas. De resto, não sinto falta do programa da Adobe, cuja assinatura está cada vez mais cara. Quem tiver uma dica de como fazer esse processo de automatização num desses dois programas, aceito.
O Ano da Serpente 🐍
Hoje começa oficialmente o Ano da Serpente, no horóscopo chinês. Hoje também é o primeiro Deipnon do ano, segundo o calendário hekatino (algumas bruxas consideraram o dia de ontem), momento de purificação mensal dedicado a Hekate.
A serpente, no horóscopo chinês, é sinônimo de sabedoria, intelectualidade e perspicácia. A serpente também é um animal regido por Hekate, e aparece em sua simbologia nas mais diversas formas: enrolada em sua cintura, em seus cabelos ou numa das mãos da Deusa.
Para a autora Courtney Weber: "A imagem da serpente representa os poderes de Hécate no submundo. As serpentes sagradas são a marca de um espírito ctoniano (presente no submundo) (...) A imagem de Hécate segurando as serpentes também pode sugerir uma natureza protetora." (Hécate: origens, mitos, lendas e rituais da antiga deusa das encruzilhadas, p. 61)
Os epítetos ligados à serpente, de acordo com Márcia C. Silva, são: Drakaina (serpente-dragão); Ophioplokamos (com cachos encaracolados/ enrolados com serpentes); Oroboros (a que come a cauda); Speirodrakontozonos (rodeada por espirais de serpentes); Zonodrakontos (coberta de serpentes, entrelaçada com serpentes) (Bruxaria Hekatina, p. 91).
Ainda, nas religiões de matriz africana, as serpentes estão associadas aos Exus e Pombagiras, entidades da linha de esquerda (encruzilhadas, cemitérios e espaços liminares). E é na interseção de todas essas simbologias que concebi essa cigana/bruxa/Pombagira de olhar lânguido, oblíquo e dissimulado, com seus cabelos enrolados, suas rosas vermelhas e perpassada por uma serpente dourada de energia. É importante esclarecer que faço sempre uma pesquisa cuidadosa, com muito respeito e em conexão com o que acredito, não um trabalho qualquer para ganhar engajamento em cima da fé alheia.
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Harmony Hahnemühle;
- Aquarelas White Nights;
- Pincéis da Shein;
- Marcadores Nanquim Pentel;
- Marcador dourado Faber-Castell.
Até! 🐍
Pampa Encantado
Pampa Encantado é uma estampa autoral que criei em aquarela para a marca rio-grandina Pé de Corticeira. Eu já tinha feito outra ilustração para a Karine, para o aniversário da filha dela, um mapa mundi cheio de animais em cada continente, um trabalho que gosto demais. E dessa vez ela me chamou para criar uma estampa com elementos mágicos ligados a personagens e lugares típicos do Rio Grande do Sul.
Assim, nasceu uma fada corticeira, um gnomo gaudério tomando chimarrão, um sorro dorminhoco e um quero-quero, todos à sombra da corticeira, árvore nativa daqui.
Eu criei uma loja na plataforma Nuvem e estou tentando criar um subdomínio bonitinho, que converse com o domínio do blog, mas estou apanhando hehehe. Por enquanto, o endereço para acessar a loja é lidydutra.lojavirtualnuvem.com.br, mas se mudar eu atualizo nos demais espaços linkados aqui na página. Lá é possível encontrar postais, prints e originais.
Aquarelas botânicas
As aquarelas são: Crisântemo, Monstera, Espada-de-São-Jorge e Rosas. Agora, essa série está disponível por R$ 100,00 + frete. Quem se interessou, pode me mandar mensagem pelo Instagram, ou entrar em contato pelo e-mail lidiane@lidydutra.com. Envio para todo o Brasil.
Gaia
“Os gregos acreditavam que Gaia era a própria Terra. Sendo assim, cada pedra, árvore, rio é parte integrante do corpo da Deusa e por isso carregam parte de sua centelha divina e são sagrados. Mas Ela não era somente a personificação do planeta Terra. Gaia era também tudo o que incluiu o Universo, como a matéria e energia. (…) Gaia é considerada a grande provedora e nutridora da vida”. - Claudiney Prieto em Todas as Deusas do Mundo.
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| Sim, eu levei minha própria mesa para a feira. |
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| Esses e muitos outros registros desse dia no meu Instagram. |
Materiais utilizados
- Papel para aquarela 100% algodão Hahnemühle;
- Aquarelas White Nights;
- Lápis de cor Albrecht Dürer;
- Pincéis que comprei na Shein;
- Marcadores Derwent.
Aproveitando a ocasião do movimento que a Feira tem me trazido, criei um Instagram novo, chamado @thepaintermaiden, no qual vou dedicar, nesse primeiro momento, a ser meu espaço de loja virtual, e onde estarão para venda os prints e originais que levo para esses eventos. Quem quiser seguir, agradeço!
Florescer (e minha 1ª pintura ao vivo numa feira)
A primeira e única feira que eu havia participado foi há 9 anos atrás, no Festival Co.Mundo. Na época fiz uma oficina de desenhos para colorir (quem diria que estaria em alta novamente?) e levei alguns postais e originais para vender (não vendi nada). Desde então, tirei da cabeça essa ideia de participar de feiras. Fui a algumas depois disso, e enquanto acontecia minha exposição na Livraria Hippocampus, teve a primeira Feira Itinerante, com diversos expositores locais. Prestigiei o evento e falei que a exposição que rolava paralelamente era a minha. Algum tempo depois a Maria, da Pratas Florescer, me convidou para participar da segunda edição da Feira... pintando ao vivo.
Fiquei muito assustada com o convite, afinal, nunca pintei na frente de um público. Sou muito tímida em relação a isso, pois desenhar e pintar é algo muito íntimo para mim. Mas resolvi aceitar o convite e encarar o desafio. Arrumei minhas tintas, minhas ecobags, peguei minha cadeira ergonômica e arrastei o Antonio (apoio moral) no último dia 21, para participar da 2ª Feira Itinerante.
Me instalei num cantinho ensolarado da Pratas Florescer e comecei a pintar por volta das 16h. Levei o desenho pronto para não tomar tanto tempo, pois calculei uma média de 4 horas pintando. E acertei nesse ponto, pois levei 3 horas no total e minha lombar já estava gritando nos últimos momentos, pois não fiz pausas. Foi uma tarde muito gostosa, vi dança cigana, aula de yoga, conheci pessoas que buscam um estilo de vida mais conectado com a natureza, com a espiritualidade. Pintei a tarde toda, algo que não fazia há muito tempo. Me senti viva e bem!
Materiais utilizados
- Papel para aquarela 100% algodão Hahnemühle;
- Aquarelas White Nights;
- Lápis de cor Albrecht Dürer;
- Pincéis que comprei na Shein;
- Marcadores Derwent.
Nessa edição não levei nada para vender. Eu fui me vender, mostrar meu trabalho e criar conexões. Para uma próxima edição, já me organizei melhor e vou levar sim alguns prints das ilustrações que o público mais gostou de ver na exposição, além de continuar pintando ao vivo. E se você estiver pelo Cassino, fique ligado no meu Instagram, pois vou divulgar em primeira mão por lá!
Matrioska
E assim que comecei a pintar, não parei até terminar toda a base. Como está fazendo um clima muito quente, a tinta seca bem rápido, então para evitar manchas, as aguadas precisavam ser bem generosas - e ao mesmo tempo precisas, pois como já falei, não podia errar hehehehe. Foi um desafio e tanto! Depois de feito todo o fundo, passei uma segunda demão onde precisava e passei aos detalhes dos rostinhos e também os ornamentos, que fiz com caneta dourada.
Optamos também por fazer um sombreado no chão, para que a matrioska não ficasse "voando" no papel. Usei pouquíssimos recursos adicionais à tinta, apenas um lápis de cor para conferir profundidade em algumas partes do rosto e a caneta naquim para o contorno dos olhos e detalhes muito miúdos. De resto, confiei na tinta e confiei no processo.
Detalhe do ornamento, que é igual em todas as matrioskas, para evitar poluição visual. Abaixo, uma foto minha com o trabalho já finalizado para vocês terem uma ideia do tamanho do papel, bem diferente do que estou acostumada a trabalhar.
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Arches 100% algodão;
- Aquarelas Talens e White Nights;
- Guache Talens;
- Marcadores Derwent e Sakura para os detalhes;
- Lápis Koh-I-Noor para os detalhes;
- Pincéis sortidos;
- Spray fixador.
Acima, eu feliz com o resultado de um trabalho tão bonito e que adorei fazer. Agradeço à Rami por ter me indicado, à Gabi por confiar no meu trabalho, à outra Gabi, que gentilmente fez a ponte da entrega, e a todos que, de uma maneira ou de outra, continuam me apoiando para que, 14 anos depois, eu continue produzindo arte.
E se você quiser uma arte exclusiva, tradicional ou digital, para chamar de sua, estou com encomendas abertas. Todo o mês, abrirei quatro vagas na minha agenda para comissões de retratos e outros trabalhos que dialoguem com o meu estilo. Se você se interessou, basta mandar um e-mail para lidiane@lidydutra.com ou entrar em contato pelo direct do meu Instagram.
Ceto observa suas filhas
Ceto é a deusa grega associada ao perigos do mar, representando as baleias, tubarões e monstros marinhos. Gerou outros monstros conhecidos da mitologia, como a Equidna, Cilla e as Górgonas (dentre elas, está a Medusa).
Ceto associa-se à Hekate sob o epíteto Krataiis (forte, poderosa, rochosa), como mãe do monstro Cilla. No blog Singing for Her vocês podem encotrar uma explicação detalhada para essa associação.
Quando pensei nessa ilustração, me veio à mente, primeiramente, essa imagem de Ceto buscando suas filhas no mar profundo; imaginei essa mãe vigilante e atenta, procurando as filhas - vistas como monstros pela humanidade, mas ainda assim suas filhas. Também é uma referência aos tenomes, yokais japonses que possuem os olhos nas palmas das mãos (a inspiração mais famosa em um tenome é o Homem Pálido, do filme O Labirinto do Fauno), e também na Medusa de Caravaggio e sua expressão de assombro.
Tenho aproveitado as férias para voltar às origens do modo como pinto: marcando valores, fazendo primeiro a pele, depois acrescentando os detalhes... E para essa ilustra, o mar profundo também se confunde com o céu de tempestade. Acho que isso é um sinal para que eu volte a fazer mais galáxias. Um pouco do processo:
Materiais utilizados
- Papel para aquarela Strathmore;
- Aquarelas Whtite Nights;
- Pincéis da Shein;
- Lápis de cor Polycolor;
- Marcadores Pentel e Derwent para os detalhes.
A Deusa Tríplice
Há algum tempo atrás, encontrei uma linda foto que mostrava a comunhão entre as três idades da mulher - a jovem, a mãe e a anciã - e guardei a referência para depois. Passado algum tempo, fiz um esboço e deixei na minha já famosa pasta dos projetos, aqueles trabalhos que um dia verão a luz, mas que eu deixo marinando para pegá-los no tempo correto. Acredito que todas as ideias nascem e demoram certo tempo para se desenvolverem, é como a semente germinando na terra até se tornar árvore.
E chegou o momento dessa semente germinar. Hoje é um dia muito especial para uma libriana como eu, pois encerra-se um ciclo cármico de 14 anos! E nada melhor do que comemorar com uma aquarela com um forte simbolismo: o da Deusa Tríplice. É muito comum confundir a Deusa Tríplice com Hekate. Mas elas são diferentes.
Hekate tem um aspecto triplo por ter parte nos três domínios (celeste/ terreno/ ctônico). Além disso, ela rege espaços liminares, como a encruzilhada tripla (em formato de Y). Na mitologia romana, Hekate é chamada de Trivia. Já a Deusa Tríplice, geralmente cultuada na Wicca, está associada à lua e suas fases: donzela (nova/crescente), mãe (cheia) e anciã (minguante). Então essa representação que trago hoje é a da Deusa Tríplice, não de Hekate. Eu também já cometi esse engano quando comecei a trabalhar com a Deusa, por isso gosto de explicar.
Essa ilustração foi feita bem do meu jeito mais tradicional, começando marcando as áreas de sombra com lápis e depois com tinta cinza, indo para o colorido da pele, e cada uma das deusas tem uma tonalidade de pele diferente. Depois fui para os cabelos, mantos e retornei para detalhes finos com tinta. Só aí passei para o lápis de cor e as finalizações com marcadores que gosto de fazer.
Esse trabalho me apresentou o desafio da anciã. E estou cheia de projetos envolvendo anciãs. Mas elas exigem um cuidado que ainda é muito novo para mim. Cada linha, cada ruga, a expressão dos olhos, dos lábios, é bem diferente e não pode ficar caricato. Então ainda quero me aperfeiçoar bastante na representação de mulheres mais velhas, para que elas se enxerguem nos meus trabalhos. O resultado:
Materiais utilizados
- Papel Arches grana fina 300g;
- Aquarelas White Nights;
- Pincéis para aquarela sortidos;
- Lápis de cor Polycolor;
- Marcadores Pentel para os detalhes.

















































