Lidiane Dutra
  • Home
  • Sobre
  • _Sobre mim
  • _Currículo
  • Trabalhos
  • _Portfólio
  • _Encomendas
  • Blog
  • _Arquivo
  • _FAQ
  • Contato
Aquarela
Mostrando postagens com marcador Aquarela. Mostrar todas as postagens
Aquarela Featured Portfólio

O Jarro de Pandora


ele chamou essa mulher de Pandora porque todos os deuses que vivem no monte Olimpo lhe deram um dom, uma calamidade para os homens."

Essa ilustração surgiu após a leitura do maravilhoso O Jarro de Pandora: uma visão revolucionária e igualitária sobre a representação das mulheres na mitologia grega, da Natalie Haynes. Gostaria que ela tivesse ficado pronta a tempo da minha última exposição, mas tudo sempre ocorre no tempo que deve ocorrer.

Pandora é comumente descrita como a mulher que carrega uma caixa, na qual estão todos os males do mundo e, por descuido ou curiosidade ao abri-la, deixa-os escaparem, sobrando unicamente a esperança lá dentro. Esse mito sempre pareceu confuso para mim, pois eu não conseguia entender por que a esperança estaria dentro de uma caixa cheia de males...

Natalie Haynes vai a fundo no mito e traz alguns pontos que elucidam a história: Pandora foi criada pelos olimpianos em represália a Prometeu, que roubou o fogo dos deuses e os deu aos humanos. Ela é o kalon kakon, um belo mal, e é dada em presente a Epimeteu, irmão de Prometeu. Pandora carrega consigo um jarro (provavelmente um lebes nupcial) que, ao aberto, espalha as calamidades sobre os mortais.

A autora aponta também um provável erro de tradução: o termo elpis não significa exatamente esperança mas, talvez, expectativa. Já a representação da caixa no lugar do jarro aparece a partir do século XIX em fábulas e pinturas.


Munida de todas essas informações, comecei a pesquisar imagens de jarros antigos, vestimentas e detalhes de frisos gregos. Eu queria que Pandora fosse ela própria o jarro, o receptáculo de seus próprios quereres - e não dos males que afligem os "pobres homens". Por isso, os frisos se converteram em tatuagens. A roupa da cor do açafrão evoca às vestimentas gregas, mas não é fiel à elas.

O jarro não é no formato do lebes nupcial, mas sim algo que passa certa dificuldade em segurar e manejar, que precisa de um esforço para ser carregado. Mesmo assim, a expressão de Pandora é serena: ela olha para além da tela e coloca sua mão delicadamente dentro do jarro, quase como uma ameaça velada: se eu colocar minha mão aqui, você está ferrado! Pois aqui dentro está a minha essência...


Utilizei meus métodos de desenho e pintura, e foi muito difícil fazer com que tudo convesasse e convergisse para o que eu queria desde o começo. Foi também um processo arrastado, tive que lidar com muitas coisas acontecendo em paralelo, mas Pandora me convidava para abrir o jarro e assim concluí a ilustração.


Materiais utilizados

  • Papel Arches grana fina 300g;
  • Aquarelas White Nights;
  • Pincéis para aquarela sortidos;
  • Lápis de cor Pentel;
  • Marcadores Pentel para os detalhes.


O resultado final:


Livros com releituras de mitos gregos que estão na minha lista

  • Galateia, Madeline Miller; (lido 5★)
  • Circe, Madeline Miller; (lido 5★)
  • A Canção de Aquiles, Madeline Miller; (lido 5★)
  • O Jarro de Pandora, Natalie Haynes; (lido 5★)
  • Ariadne, Jennifer Saint; (LENDO)
  • Clitemnestra, Constanza Casati;
  • O Olhar Petrificante, Natalie Haynes;
  • Mil Navios para Tróia, Natalie Haynes;
  • Os Filhos de Jocasta, Natalie Haynes;
  • Medeia, Rosie Hewlett.
Leia mais →
Aquarela Featured Portfólio

Dama com um Gatinho


Esse projeto está guardado há muito tempo, muitos anos. Levei meses para terminar, parei na metade do caminho várias vezes, passei semanas sem nem tocar na prancheta e refiz várias partes que achava pouco acabadas ou com um acabamento insatisfatório. 


Lição: ninguém morreu no processo, não fui engolida por nenhum algoritmo de rede social, não recebi intimação extra-judicial solicitando que mostrasse o processo criativo e a arte final em tempo real. Isso serve para lembrar que a arte precisa ser sempre nossa, da nossa vontade em primeiro lugar, o resto é resto.



O processo é aquele documentado desde sempre, também.


Materiais utilizados

  • Papel para aquarela 100% algodão Hahnemühle;
  • Aquarelas White Nights;
  • Pincéis Giotto;
  • Lápis de cor aquarelável Albrecht Dürer;
  • Marcadores Pentel e Derwent.


Dama com um Gatinho é, ao mesmo tempo, uma releitura da Dama com um Arminho, de Leonardo da Vinci, e uma homenagem aos meus felinos. Dá pra ver uma foto de cada aqui no meu Instagram.


*


Desde o início do ano troquei o Photoshop pelo Gimp e pelo Photopea (ambos gratuitos), e a única coisa que não consegui fazer ainda é o photomerge para imagens maiores, que precisam ser digitalizadas em duas etapas. De resto, não sinto falta do programa da Adobe, cuja assinatura está cada vez mais cara. Quem tiver uma dica de como fazer esse processo de automatização num desses dois programas, aceito.

Leia mais →
Aquarela Featured Portfólio

O Ano da Serpente 🐍

 


Hoje começa oficialmente o Ano da Serpente, no horóscopo chinês. Hoje também é o primeiro Deipnon do ano, segundo o calendário hekatino (algumas bruxas consideraram o dia de ontem), momento de purificação mensal dedicado a Hekate. 


A serpente, no horóscopo chinês, é sinônimo de sabedoria, intelectualidade e perspicácia. A serpente também é um animal regido por Hekate, e aparece em sua simbologia nas mais diversas formas: enrolada em sua cintura, em seus cabelos ou numa das mãos da Deusa.


Para a autora Courtney Weber: "A imagem da serpente representa os poderes de Hécate no submundo. As serpentes sagradas são a marca de um espírito ctoniano (presente no submundo) (...) A imagem de Hécate segurando as serpentes também pode sugerir uma natureza protetora." (Hécate: origens, mitos, lendas e rituais da antiga deusa das encruzilhadas, p. 61) 


Os epítetos ligados à serpente, de acordo com Márcia C. Silva, são: Drakaina (serpente-dragão); Ophioplokamos (com cachos encaracolados/ enrolados com serpentes); Oroboros (a que come a cauda); Speirodrakontozonos (rodeada por espirais de serpentes); Zonodrakontos (coberta de serpentes, entrelaçada com serpentes) (Bruxaria Hekatina, p. 91).


Ainda, nas religiões de matriz africana, as serpentes estão associadas aos Exus e Pombagiras, entidades da linha de esquerda (encruzilhadas, cemitérios e espaços liminares). E é na interseção de todas essas simbologias que concebi essa cigana/bruxa/Pombagira de olhar lânguido, oblíquo e dissimulado, com seus cabelos enrolados, suas rosas vermelhas e perpassada por uma serpente dourada de energia. É importante esclarecer que faço sempre uma pesquisa cuidadosa, com muito respeito e em conexão com o que acredito, não um trabalho qualquer para ganhar engajamento em cima da fé alheia.




Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Harmony Hahnemühle;
  • Aquarelas White Nights;
  • Pincéis da Shein;
  • Marcadores Nanquim Pentel;
  • Marcador dourado Faber-Castell.


No início do ano, me senti compelida a comprar um anel de serpente, não sosseguei até encontrar um, que agora vive no meu dedo. Desde o ano passado, tenho investido em joias apotropaicas, que são aquelas que nos protegem das forças malígnas, danos físicos e espirituais e mau-olhado. É o famoso amuleto. Na exposição Trívia, coloquei um sigilo de Hekate Apotropaia para proteger meus trabalhos, atrás da moldura do release.  

E sobre trabalhos novos, embora janeiro tenha sido um mês muito produtivo, a partir de agora quero focar em estudar algumas coisas, portanto, talvez não apareça aqui com tanta frequência para mostrar trabalhos novos. Vou me dedicar a esses estudos, na medida do possível, e nos próximos passos profissionais que darei na minha jornada docente.

Até! 🐍

Leia mais →
Aquarela Portfólio Projetos

Pampa Encantado

 


Pampa Encantado é uma estampa autoral que criei em aquarela para a marca rio-grandina Pé de Corticeira. Eu já tinha feito outra ilustração para a Karine, para o aniversário da filha dela, um mapa mundi cheio de animais em cada continente, um trabalho que gosto demais. E dessa vez ela me chamou para criar uma estampa com elementos mágicos ligados a personagens e lugares típicos do Rio Grande do Sul.


Assim, nasceu uma fada corticeira, um gnomo gaudério tomando chimarrão, um sorro dorminhoco e um quero-quero, todos à sombra da corticeira, árvore nativa daqui. 




Colaboramos bastante em relação às ideias, precisava ser uma ilustração infantil, lúdica, e a Karine foi me dando o direcionamento sobre como queria os personagens. Quem quiser adquirir uma camiseta com essa estampa é só entrar em contato através do Instagram Pé de Corticeira, e ver os tamanhos disponíveis.


Eu criei uma loja na plataforma Nuvem e estou tentando criar um subdomínio bonitinho, que converse com o domínio do blog, mas estou apanhando hehehe. Por enquanto, o endereço para acessar a loja é lidydutra.lojavirtualnuvem.com.br, mas se mudar eu atualizo nos demais espaços linkados aqui na página. Lá é possível encontrar postais, prints e originais.

Leia mais →
Aquarela Portfólio

Aquarelas botânicas


Como parte dos trabalhos que fiz para levar para a Feira Itinerante, pintei uma pequena série com quatro aquarelas botânicas. Essas pinturas foram feitas em papel Arches 100% algodão, 300g, torchon. É um formato que não tenho visto mais a venda no Brasil, são blocos colados dos 4 lados em formato "cheque", tamanho 10x25cm. São papéis maravilhosos e antigos da minha coleção, os primeiros da Arches que comprei, quando ela aidna pertencia à Canson. A embalagem era linda, e ainda acompanhava um pincel igualmente maravilhoso.


As aquarelas são: Crisântemo, Monstera, Espada-de-São-Jorge e Rosas. Agora, essa série está disponível por R$ 100,00 + frete. Quem se interessou, pode me mandar mensagem pelo Instagram, ou entrar em contato pelo e-mail lidiane@lidydutra.com. Envio para todo o Brasil.

Leia mais →
Aquarela Portfólio Processo criativo

Gaia

 


“Os gregos acreditavam que Gaia era a própria Terra. Sendo assim, cada pedra, árvore, rio é parte integrante do corpo da Deusa e por isso carregam parte de sua centelha divina e são sagrados. Mas Ela não era somente a personificação do planeta Terra. Gaia era também tudo o que incluiu o Universo, como a matéria e energia. (…) Gaia é considerada a grande provedora e nutridora da vida”. - Claudiney Prieto em Todas as Deusas do Mundo.
Foi com uma representação da Deusa Gaia que resolvi participar novamente da Feira Itinerante que, dessa vez, aconteceu no espaço da floricultura Pintanel Garden. Achei que seria representativo escolher a mãe-terra para estar num espaço cercado por natureza. Além de pintar ao vivo, também levei alguns prints e originais para venda, mas isso é assunto para outro post, no qual quero trazer algumas reflexões sobre essas minhas incursões em feiras e eventos. Por hora, ficaremos com a ilustração.

Sim, eu levei minha própria mesa para a feira.

Pintar ao ar livre tem seus obstáculos, dessa vez o vento estava bastante forte e, apesar de não ajudar em nada a secar as camadas da aquarela, acabou deixando a tinta mais espessa, o que me levava a reativá-la várias vezes. Nisso, as camadas iam ficando espessas também, o que me causou alguns problemas de manchas, que precisei contornar. 



Eu já tinha iniciado esse trabalho na metade do ano passado, mas acabei abandonando por não conseguir me dedicar integralmente a ele. Na minha cabeça, essa pintura teria um acabamento muito mais suave, e pensei até em fazê-la com lápis de cor. Mas, no fim das contas, acredito que consegui me conectar com o que a ocasião pedia, e minha Gaia ficou com as cores que realmente deveria ter.

Esses e muitos outros registros desse dia no meu Instagram.

Materiais utilizados

  • Papel para aquarela 100% algodão Hahnemühle;
  • Aquarelas White Nights;
  • Lápis de cor Albrecht Dürer;
  • Pincéis que comprei na Shein;
  • Marcadores Derwent.


Aproveitando a ocasião do movimento que a Feira tem me trazido, criei um Instagram novo, chamado @thepaintermaiden, no qual vou dedicar, nesse primeiro momento, a ser meu espaço de loja virtual, e onde estarão para venda os prints e originais que levo para esses eventos. Quem quiser seguir, agradeço!
Leia mais →
Aquarela Portfólio Processo criativo

Florescer (e minha 1ª pintura ao vivo numa feira)

 


A primeira e única feira que eu havia participado foi há 9 anos atrás, no Festival Co.Mundo. Na época fiz uma oficina de desenhos para colorir (quem diria que estaria em alta novamente?) e levei alguns postais e originais para vender (não vendi nada). Desde então, tirei da cabeça essa ideia de participar de feiras. Fui a algumas depois disso, e enquanto acontecia minha exposição na Livraria Hippocampus, teve a primeira Feira Itinerante, com diversos expositores locais. Prestigiei o evento e falei que a exposição que rolava paralelamente era a minha. Algum tempo depois a Maria, da Pratas Florescer, me convidou para participar da segunda edição da Feira... pintando ao vivo. 



Fiquei muito assustada com o convite, afinal, nunca pintei na frente de um público. Sou muito tímida em relação a isso, pois desenhar e pintar é algo muito íntimo para mim. Mas resolvi aceitar o convite e encarar o desafio. Arrumei minhas tintas, minhas ecobags, peguei minha cadeira ergonômica e arrastei o Antonio (apoio moral) no último dia 21, para participar da 2ª Feira Itinerante.





Me instalei num cantinho ensolarado da Pratas Florescer e comecei a pintar por volta das 16h. Levei o desenho pronto para não tomar tanto tempo, pois calculei uma média de 4 horas pintando. E acertei nesse ponto, pois levei 3 horas no total e minha lombar já estava gritando nos últimos momentos, pois não fiz pausas. Foi uma tarde muito gostosa, vi dança cigana, aula de yoga, conheci pessoas que buscam um estilo de vida mais conectado com a natureza, com a espiritualidade. Pintei a tarde toda, algo que não fazia há muito tempo. Me senti viva e bem!



Toda a ilustração foi um agradecimento para a Maria e remete à Pratas Florescer, desde o brinco e o anel, que são modelos dela, até o verde e as flores, que são das cores da planta que passei a tarde toda observando.


Materiais utilizados

  • Papel para aquarela 100% algodão Hahnemühle;
  • Aquarelas White Nights;
  • Lápis de cor Albrecht Dürer;
  • Pincéis que comprei na Shein;
  • Marcadores Derwent.


Nessa edição não levei nada para vender. Eu fui me vender, mostrar meu trabalho e criar conexões. Para uma próxima edição, já me organizei melhor e vou levar sim alguns prints das ilustrações que o público mais gostou de ver na exposição, além de continuar pintando ao vivo. E se você estiver pelo Cassino, fique ligado no meu Instagram, pois vou divulgar em primeira mão por lá!

Leia mais →
Aquarela Portfólio Processo criativo

Matrioska

 


Esse é o processo de um trabalho muito especial, uma encomenda feita para a psicóloga Gabriella Domingues, por indicação da Rami Aquarelas. A Gabi queria a representação de uma matrioska, boneca russa colocada uma dentro da outra, pois é uma imagem que ela associa à sua abordagem de trabalho. Foi a primeira vez que utilizei o desenho digital como suporte para os estudos.

Começamos com um brainstorming sobre as matrioskas e as posições possíveis. Também levei em consideração as cores do consultório da Gabi e o tamanho sugerido pela arquiteta para o quadro. Nesse caso, trabalhei num papel Arches 100% algodão tamanho 56 x 76 cm. Após alguns estudos no digital, chegamos na ideia abaixo, a construção da matrioska maior com outras três dentro dela e a delimitação de um contorno externo só. Em seguida, imprimi esse estudo digital em ladrilho, para ficar exatamente do tamanho correto para passar para o papel.


Em seguida, passei para o preparo das tintas. Como eu precisava fazer toda a pintura num fôlego só, preparei bastante base que eu não precisasse adicionar nem água, nem mais tinta. Como as cores eram bem pasteis, principalmente os rosas, misturei guache branco para dar esse efeito mais opaco. Mas nas partes marrons e verdes, utilizei aquarela pura. Como eu tinha apenas uma folha de papel, tudo precisou ser milimetricamente posicionado, nada poderia dar errado! A cor pigmento ficou um pouco mais forte que o estudo digital, mas mesmo assim mantendo a paleta, e adquirindo mais contraste entre as matrioskas rosadas, que estavam muito iguais.


E assim que comecei a pintar, não parei até terminar toda a base. Como está fazendo um clima muito quente, a tinta seca bem rápido, então para evitar manchas, as aguadas precisavam ser bem generosas - e ao mesmo tempo precisas, pois como já falei, não podia errar hehehehe. Foi um desafio e tanto! Depois de feito todo o fundo, passei uma segunda demão onde precisava e passei aos detalhes dos rostinhos e também os ornamentos, que fiz com caneta dourada.




Optamos também por fazer um sombreado no chão, para que a matrioska não ficasse "voando" no papel. Usei pouquíssimos recursos adicionais à tinta, apenas um lápis de cor para conferir profundidade em algumas partes do rosto e a caneta naquim para o contorno dos olhos e detalhes muito miúdos. De resto, confiei na tinta e confiei no processo.



Detalhe do ornamento, que é igual em todas as matrioskas, para evitar poluição visual. Abaixo, uma foto minha com o trabalho já finalizado para vocês terem uma ideia do tamanho do papel, bem diferente do que estou acostumada a trabalhar.



Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Arches 100% algodão;
  • Aquarelas Talens e White Nights;
  • Guache Talens;
  • Marcadores Derwent e Sakura para os detalhes;
  • Lápis Koh-I-Noor para os detalhes;
  • Pincéis sortidos;
  • Spray fixador.



Acima, eu feliz com o resultado de um trabalho tão bonito e que adorei fazer. Agradeço à Rami por ter me indicado, à Gabi por confiar no meu trabalho, à outra Gabi, que gentilmente fez a ponte da entrega, e a todos que, de uma maneira ou de outra, continuam me apoiando para que, 14 anos depois, eu continue produzindo arte.


E se você quiser uma arte exclusiva, tradicional ou digital, para chamar de sua, estou com encomendas abertas. Todo o mês, abrirei quatro vagas na minha agenda para comissões de retratos e outros trabalhos que dialoguem com o meu estilo. Se você se interessou, basta mandar um e-mail para lidiane@lidydutra.com ou entrar em contato pelo direct do meu Instagram.

Leia mais →
Aquarela Portfólio

Ceto observa suas filhas

 


Ceto é a deusa grega associada ao perigos do mar, representando as baleias, tubarões e monstros marinhos. Gerou outros monstros conhecidos da mitologia, como a Equidna, Cilla e as Górgonas (dentre elas, está a Medusa).


Ceto associa-se à Hekate sob o epíteto Krataiis (forte, poderosa, rochosa), como mãe do monstro Cilla. No blog Singing for Her vocês podem encotrar uma explicação detalhada para essa associação.


Quando pensei nessa ilustração, me veio à mente, primeiramente, essa imagem de Ceto buscando suas filhas no mar profundo; imaginei essa mãe vigilante e atenta, procurando as filhas - vistas como monstros pela humanidade, mas ainda assim suas filhas. Também é uma referência aos tenomes, yokais japonses que possuem os olhos nas palmas das mãos (a inspiração mais famosa em um tenome é o Homem Pálido, do filme O Labirinto do Fauno), e também na Medusa de Caravaggio e sua expressão de assombro.



Tenho aproveitado as férias para voltar às origens do modo como pinto: marcando valores, fazendo primeiro a pele, depois acrescentando os detalhes... E para essa ilustra, o mar profundo também se confunde com o céu de tempestade. Acho que isso é um sinal para que eu volte a fazer mais galáxias. Um pouco do processo:




O resultado final:


Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Strathmore;
  • Aquarelas Whtite Nights;
  • Pincéis da Shein;
  • Lápis de cor Polycolor;
  • Marcadores Pentel e Derwent para os detalhes.

Se você deseja um retrato no mesmo estilo dessa pintura ou em desenho digital, basta encaminhar um e-mail para lidiane@lidydutra.com ou entrar em contato pelo direct do meu Instagram ou TikTok.

Leia mais →
Aquarela Portfólio Processo criativo

A Deusa Tríplice

 


Há algum tempo atrás, encontrei uma linda foto que mostrava a comunhão entre as três idades da mulher - a jovem, a mãe e a anciã - e guardei a referência para depois. Passado algum tempo, fiz um esboço e deixei na minha já famosa pasta dos projetos, aqueles trabalhos que um dia verão a luz, mas que eu deixo marinando para pegá-los no tempo correto. Acredito que todas as ideias nascem e demoram certo tempo para se desenvolverem, é como a semente germinando na terra até se tornar árvore. 


E chegou o momento dessa semente germinar. Hoje é um dia muito especial para uma libriana como eu, pois encerra-se um ciclo cármico de 14 anos! E nada melhor do que comemorar com uma aquarela com um forte simbolismo: o da Deusa Tríplice. É muito comum confundir a Deusa Tríplice com Hekate. Mas elas são diferentes. 


Hekate tem um aspecto triplo por ter parte nos três domínios (celeste/ terreno/ ctônico). Além disso, ela rege espaços liminares, como a encruzilhada tripla (em formato de Y). Na mitologia romana, Hekate é chamada de Trivia. Já a Deusa Tríplice, geralmente cultuada na Wicca, está associada à lua e suas fases: donzela (nova/crescente), mãe (cheia) e anciã (minguante). Então essa representação que trago hoje é a da Deusa Tríplice, não de Hekate. Eu também já cometi esse engano quando comecei a trabalhar com a Deusa, por isso gosto de explicar.




Essa ilustração foi feita bem do meu jeito mais tradicional, começando marcando as áreas de sombra com lápis e depois com tinta cinza, indo para o colorido da pele, e cada uma das deusas tem uma tonalidade de pele diferente. Depois fui para os cabelos, mantos e retornei para detalhes finos com tinta. Só aí passei para o lápis de cor e as finalizações com marcadores que gosto de fazer.


Esse trabalho me apresentou o desafio da anciã. E estou cheia de projetos envolvendo anciãs. Mas elas exigem um cuidado que ainda é muito novo para mim. Cada linha, cada ruga, a expressão dos olhos, dos lábios, é bem diferente e não pode ficar caricato. Então ainda quero me aperfeiçoar bastante na representação de mulheres mais velhas, para que elas se enxerguem nos meus trabalhos. O resultado:



Materiais utilizados

  • Papel Arches grana fina 300g;
  • Aquarelas White Nights;
  • Pincéis para aquarela sortidos;
  • Lápis de cor Polycolor;
  • Marcadores Pentel para os detalhes.

Lá pelas bandas do TikTok estão dizendo que esse ano é um grande retorno à 2014 e toda estética do caveirismo e das galáxias, por exemplo. Foi uma época bem efervescente por aqui, lembro de blogagens coletivas, tags, dentre outras coisas que me conectaram com muita gente legal. É engraçado ver que continuo por aqui, fazendo basicamente a mesma coisa, que é compartilhar meus trabalhos nesse formato. Até pensei em revisitar alguns trabalhos, mas acho que não. A Deusa ensina que nascemos, crescemos, e morremos para renascer, então nada de se apegar ao passado. Daqui pra frente, só pra frente (e sem carma!). 
Leia mais →
Próximo
Assinar: Comentários (Atom)

Arquivo

  • dezembro 2025 (2)
  • novembro 2025 (1)
  • outubro 2025 (1)
  • setembro 2025 (1)
  • agosto 2025 (1)
  • julho 2025 (2)
  • junho 2025 (2)
  • maio 2025 (1)
  • abril 2025 (2)
  • março 2025 (2)
  • fevereiro 2025 (1)
  • janeiro 2025 (8)
  • dezembro 2024 (1)
  • novembro 2024 (2)
  • outubro 2024 (2)
  • setembro 2024 (1)
  • agosto 2024 (1)
  • julho 2024 (2)
  • junho 2024 (1)
  • maio 2024 (6)
  • abril 2024 (1)
  • março 2024 (1)
  • fevereiro 2024 (2)
  • janeiro 2024 (5)
  • dezembro 2023 (2)
  • novembro 2023 (3)
  • outubro 2023 (1)
  • setembro 2023 (2)
  • julho 2023 (4)
  • junho 2023 (3)
  • abril 2023 (2)
  • março 2023 (1)
  • fevereiro 2023 (1)
  • janeiro 2023 (4)
  • dezembro 2022 (1)
  • novembro 2022 (2)
  • outubro 2022 (1)
  • setembro 2022 (1)
  • agosto 2022 (1)
  • julho 2022 (2)
  • junho 2022 (1)
  • maio 2022 (1)
  • abril 2022 (3)
  • março 2022 (2)
  • fevereiro 2022 (2)
  • janeiro 2022 (3)
  • dezembro 2021 (2)
  • novembro 2021 (1)
  • outubro 2021 (2)
  • setembro 2021 (1)
  • agosto 2021 (3)
  • junho 2021 (4)
  • maio 2021 (1)
  • abril 2021 (1)
  • março 2021 (2)
  • fevereiro 2021 (1)
  • janeiro 2021 (6)
  • dezembro 2020 (2)
  • novembro 2020 (1)
  • outubro 2020 (3)
  • setembro 2020 (2)
  • agosto 2020 (2)
  • julho 2020 (2)
  • maio 2020 (5)
  • abril 2020 (3)
  • março 2020 (3)
  • fevereiro 2020 (2)
  • janeiro 2020 (3)
  • dezembro 2019 (3)
  • novembro 2019 (1)
  • outubro 2019 (6)
  • setembro 2019 (2)
  • agosto 2019 (2)
  • julho 2019 (2)
  • junho 2019 (3)
  • maio 2019 (3)
  • abril 2019 (1)
  • março 2019 (2)
  • fevereiro 2019 (3)
  • janeiro 2019 (4)
  • dezembro 2018 (2)
  • novembro 2018 (1)
  • outubro 2018 (4)
  • setembro 2018 (2)
  • agosto 2018 (2)
  • julho 2018 (4)
  • junho 2018 (5)
  • maio 2018 (4)
  • abril 2018 (3)
  • março 2018 (2)
  • fevereiro 2018 (3)
  • janeiro 2018 (5)
  • dezembro 2017 (3)
  • novembro 2017 (4)
  • outubro 2017 (4)
  • setembro 2017 (3)
  • agosto 2017 (4)
  • julho 2017 (5)
  • junho 2017 (2)
  • maio 2017 (8)
  • abril 2017 (4)
  • março 2017 (5)
  • fevereiro 2017 (4)
  • janeiro 2017 (6)
  • dezembro 2016 (4)
  • novembro 2016 (5)
  • outubro 2016 (5)
  • setembro 2016 (6)
  • agosto 2016 (5)
  • julho 2016 (8)
  • junho 2016 (5)
  • maio 2016 (8)
  • abril 2016 (8)
  • março 2016 (10)
  • fevereiro 2016 (6)
  • janeiro 2016 (8)
  • dezembro 2015 (10)
  • novembro 2015 (6)
  • outubro 2015 (12)
  • setembro 2015 (8)
  • agosto 2015 (31)
  • julho 2015 (5)
  • junho 2015 (8)
  • maio 2015 (5)
  • abril 2015 (7)
  • março 2015 (8)
  • fevereiro 2015 (5)
  • janeiro 2015 (6)
  • dezembro 2014 (9)
  • novembro 2014 (13)
  • outubro 2014 (12)
  • setembro 2014 (6)
  • agosto 2014 (7)
  • julho 2014 (6)
  • junho 2014 (2)
  • maio 2014 (2)
  • abril 2014 (4)
  • março 2014 (3)
  • fevereiro 2014 (6)
  • janeiro 2014 (5)
  • dezembro 2013 (6)
  • outubro 2013 (4)
  • setembro 2013 (3)
  • agosto 2013 (3)
  • julho 2013 (4)
  • junho 2013 (5)
  • maio 2013 (6)
  • abril 2013 (7)
  • março 2013 (9)
  • fevereiro 2013 (2)
  • janeiro 2013 (7)
  • dezembro 2012 (2)
  • novembro 2012 (2)
  • outubro 2012 (4)
  • setembro 2012 (2)
  • agosto 2012 (4)
  • maio 2012 (1)
  • abril 2012 (1)
  • fevereiro 2012 (1)
  • dezembro 2011 (1)
  • novembro 2011 (1)
  • outubro 2011 (2)
  • junho 2011 (1)
  • Termos de uso
© Lidiane Dutra • Theme by MG Studio