Como foi a Exposição "Musas"
| As fotos deste post são de autoria de Andréia Pires, Antonio Quaresma, Bruna Heller e Cláudio Azevedo. |
Se eu tivesse que definir a exposição Musas com uma só palavra, diria que foi maravilhosa. Foi muito além do que eu esperava. Confesso que sou um pouco pessimista quanto à repercussão do meu trabalho. Tenho a tendência em achar que não está suficientemente bom, que ninguém vai ver, que ninguém vai comprar. E conversar com quem foi até a Mundo Moinho na terça-feira passada me fez rever essa forma de raciocínio.
| Montagem com a ajuda da Bruna Heller :) |
| Saí com cara de Trakinas em todas as fotos. |
Quando a Bruna e eu terminamos de montar a exposição, durante a tarde, vi o palco da Mundo Moinho tomado por quatro anos de trabalho, e levei um susto! Não achei que teria tanto para mostrar. Para mim, 30 ilustrações não era um número tão assombroso assim - mas é. E ver, cronologicamente, o quanto amadureci e consegui a identidade que tanto busquei no meu traço, fez meu coração transbordar de felicidade.
Depois, achei que não ia ter público, pois no mesmo dia estava acontecendo um show nacional ~de graça~ na FURG. Mas teve público sim! E eu pude ver todos aqueles que me acompanham e dão força, desde os amigos íntimos até mesmo quem eu só conhecia virtualmente e fez questão de me dar um abraço. Fiquei emocionada, claro.
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| E teve gostosuras ou travessuras. |
| Matéria publicada no jornal Diário Popular (Pelotas). |
Um dos feedbacks mais legais que tive foi a respeito da unidade nas minhas ilustrações, a marca registrada no traço. Passei tantos percalços em relação à minha arte que se torna muito importante esse reconhecimento. Aquela sensação de "olha, essa é uma ilustração da Lidiane!" me faz muito bem.
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| A foto da foto... |
| Me senti no Oscar hehehe |
Consegui vender vários trabalhos expostos, postais e já penso em refazer o estoque de prints, pois vi que é uma excelente ideia ter sempre algo a pronta entrega.
Quero deixar registrado meu agradecimento à Mundo Moinho, aos amigos, a todas as pessoas que foram e, mesmo aquelas que não compareceram, enviaram energias positivas para que tudo desse certo. Muito, muito obrigada, gente! Vocês são incríveis e moram no meu coração. E gratidão é o sentimento que ficou após a passagem das minhas Musas.
E para quem quer conhecer o básico do desenho, não deixe de se inscrever no Curso Livre que a Mundo Moinho está promovendo. As inscrições vão até domingo, mas provavelmente iremos prorrogar.
Me vejo pronta para novos desafios e para buscar novas formas de experimentação. Sinto que 2015 pode ser um ano de grandes mudanças e conquistas, de dar passos que até antes não imaginava. Estou preparada para o nascimento de novas musas...
Abraços,
Lidiane :-)
#ilustraday outubro: criaturas fantásticas
No mês do Halloween, o tema do ilustraday é criaturas fantásticas. Resolvi permanecer na minha onda de faunos e aproveitar um esboço que eu não via jeito de finalizar. Foram quatro tentativas antes de chegar ao resultado que mostrarei a seguir.
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| Linhas: caneta Staedtler 0.6 |
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| Cabelo: aquarela em pastilha |
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| Reforcei a cor dos cabelos com o lápis Teal Green, linha Inktense Derwent |
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| Chifres com caneta Bic preta |
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| Ficou curioso sobre a minha prancheta? Dá uma olhada neste excelente post da Ju ;) |
O restante da ilustração foi feito com marcadores, caneta pincel e grafite. Eu ainda não sei se gostei do resultado final. Geralmente, quando passo muito tempo apanhando de uma ilustração, a tendência é deixar o tempo decidir se está bom ou não.
Como eu aproveitei o trabalho para o Inktober também, resolvi fazer uma comparação com os últimos experimentos de cabelos à caneta. Gostaria de ter chegado ao resultado que cheguei com a pequena Anabelle, nessa ilustração. Em contrapartida, gostei da cor empregada... Enfim, vou poupar vocês do drama rsrsrs.
Também estou com cada vez menos medo de usar a aquarela, e me adaptei mil vezes melhor com a em pastilha, do que com a em bisnaga. Acho que é porque a quantidade liberada é melhor dosada, e não lembra tanto o aspecto de "tinta", que me apavora mais.
Fiz esboços de outros seres fantásticos, que vou liberar ao longo do mês para o Inktober. E quem quiser participar do ilustraday, é só acompanhar a página no Facebook.
Também quero aproveitar e parabenizar todos os meus colegas de profissão, pelo Dia do Professor e dizer que amanhã farei um post especial, contando como foi a Exposição Musas.
Abraços,
Lidiane :-)
É hoje: Exposição "Musas"
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| Assinando os prints para a exposição de logo mais. |
Só passei para lembrar duas coisas muito importantes:
1. Hoje é meu aniversário!
2. Hoje tem exposição Musas!
Então, se você é de Rio Grande e região, vai lá na Mundo Moinho, a partir das 20h, me dar um abraço e conferir um pouco do meu trabalho. Os prints estarão à venda por R$ 40,00 (tamanho 20cm x 25cm) e os postais (10cm x 15cm) por R$ 5,00.
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| Caveiras! |
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| Postais da ilustração Infinite. |
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| Novos cartões de visita. |
Espero vocês!
Abraços,
Lidiane :-)
Inktober 2014: Semana 2
O mês de outubro já está praticamente na metade, e com ele o desafio Inktober. Vamos ao compilado do que aconteceu na semana passada.
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| Moleskine #37 |
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| Moleskine #38 |
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| Moleskine #39 |
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| Moleskine #40 |
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| Moleskine #41 |
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| Moleskine #42 + Selfless Portraits das Minas |
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| Moleskine #43 + Selfless Portraits das Minas |
Estou usando, basicamente, canetas e aquarela. Cheguei até a comprar algumas canetas Staedtler novas, para ter outras opções de ponta, e um conjunto de aquarela em pastilhas e pincel com reservatório que estou amando demais!
Abraços,
Lidiane :-)
Inktober 2014: Semana 1
Oi gente!
Estou firme e forte não sei até quando no Inktober 2014, e diariamente tenho postado nas redes sociais os resultados desse desafio. Tem sido muito bom desenhar todo o dia, tirar aquele tempinho com o sketchbook e as tintas que nem sempre é possível. Vejo agora que é uma questão de organização e vontade mesmo.
Segue um resumo de imagens da primeira semana, toda segunda-feira irei postar o compilado de produções da semana anterior. Alguns trabalhos ganharão também posts separados. :)
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| Moleskine #33 |
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| Moleskine #34 |
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| Moleskine #35 |
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| Moleskine #36 |
Já estou animada para fazer mais um desafio, talvez em dezembro ou janeiro. Quem se anima também? Para acompanhar os posts diários do Inktober, siga-me no Instagram.
Abraços,
Lidiane :-)
Nova Exposição: "Musas", na Mundo Moinho
Em 2012, tive a oportunidade de mostrar meu trabalho numa exposição modesta, mas que rendeu muitos frutos e teve ótima recepção. As Catrinas se mostraram excelentes cartões de visitas e, de lá pra cá, já produzi muitas outras peças e diversas inspirações surgem na minha prancheta a cada ano.
Agora, chegou a vez de reunir 30 musas que compõem o meu universo criativo, dentre elas Catrinas, piratas, feiticeiras e outras mulheres, em mais uma parceria com a Mundo Moinho Casa das Artes.
Musas é uma compilação de trabalhos pessoais e comissionados, da primeira Sugar Skull, de 2011, até A Face Oculta, última ilustração separada para este ano. A abertura acabou ficando para o dia 14 de outubro, meu aniversário de 30 anos!!! Será às 20h, na Mundo Moinho (Avenida Rheingantz, 105A, ao lado da Anhanguera) e já preparei um coquetel todo especial, ao estilo "gostosuras ou travessuras", como na exposição anterior. Acho que foi um dos pontos fortes, porque vi as pessoas se tornarem crianças novamente, diante dos docinhos rsrsrsrs.
Então, se você é de Rio Grande e região e quiser me presentear com a sua presença, ficarei muito feliz em recebê-lx. Todas as peças expostas serão prints lindos e em alta qualidade e estarão à venda. Também levarei postais e alguns caderninhos que comecei a produzir artesanalmente. Mais próximo ao evento divulgo preços e formas de pagamento.
Mas não é só isso! Ainda em outubro abrirei um novo curso de desenho, desta vez em nível básico, com aulas ministradas também na Mundo Moinho. Semana que vem libero mais informações sobre inscrições e ementa.
Quero agradecer a confiança da Andréia e do Bruno, da Mundo Moinho, e também o apoio de cada um que me acompanha e incentiva. :*
Abraços,
Lidiane :-)
Garota campestre
O trabalho de hoje surgiu mais como uma brincadeira no meu bloco de papel kraft do que como algo sério. Queria tentar fazer um rosto menos longilíneo e testar alguns "modelos" de olhos que tenho treinado, daí surgiu a figura campestre que mostrarei a seguir. Acima, com o cabelo pronto (utilizei lápis 3B Mars Lumograph, da Staedtler).
Aproveitei que estava lendo uma notícia sobre a moda das tatuagens metálicas e incorporei o acessório no pescoço nu da figura. As gotas me lembram coxinhas :D
Na hora de colorir a tiara de flores, decidi usar essa mini aquarela que ganhei há uns dois anos da minha baiana mais linda, Narinha (**muita saudade**), e incrivelmente o papel não enrugou tanto quanto eu achava. Percebi que meu problema com aquarela chama-se preguiça.
Finalizei as flores com lápis de cor comum, só para dar um acabamento na linha do grafite. E o resultado final ficou assim:
Estou adorando trabalhar com este papel kraft da Canson (linha de sketchbooks XL) pois, apesar de ser fininho, ele se comporta muito bem com tinta, caneta, lápis e aquarela (materiais que testei até o momento).
Abraços,
Lidiane :-)
[Blogagem coletiva] #stopthebeautymadness na vida e na arte
Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais.
Relutei bastante em escolher os temas propostos este mês no Rotaroots porque achei que nenhum se encaixava à temática do blog (já aconteceu outras vezes, mas acabo mudando de opinião). A inspiração só veio mesmo depois de ler o discurso feminista da Emma Watson, a opinião da Giza Souza sobre o Desafio Sem Make e este post da Lola, além de um desabafo da Melina sobre corpo alheio que, infelizmente, ela tirou do ar (antes que digam qualquer coisa, entendi perfeitamente o que ela quis passar).
Relutei bastante em escolher os temas propostos este mês no Rotaroots porque achei que nenhum se encaixava à temática do blog (já aconteceu outras vezes, mas acabo mudando de opinião). A inspiração só veio mesmo depois de ler o discurso feminista da Emma Watson, a opinião da Giza Souza sobre o Desafio Sem Make e este post da Lola, além de um desabafo da Melina sobre corpo alheio que, infelizmente, ela tirou do ar (antes que digam qualquer coisa, entendi perfeitamente o que ela quis passar).
Em 2012, juntamente com o querido Jeronimo Sanz, fiz uma série chamada Quatro Elementos e a última ilustração gerou alguns comentários capciosos. Sem terem sido indagadas sobre, algumas pessoas vieram até mim dizer que a figura tinha ficado feia e nariguda. Confesso que foi ali que acendi o sinal vermelho para muitas questões envolvendo minha arte. Gostaria de saber porque uma mulher com nariz fora do padrão não pode ser representada?
Sempre - desde as priscas eras da faculdade - recebi acusações por desenhar mulheres com "cara de boneca". Teve muita gente dizendo que nada do que eu desenhava valia a pena, pois qualquer um fazia. Isso me gerou um trauma de anos e uma difícil recuperação, do traço e da confiança.
Aos poucos, fui transformando minha maneira de ver a arte e as questões de gênero. O primeiro contato veio nas aulas de História da Arte (beijo, Ivana!), através dos trabalhos do grupo Guerrilla Girls. A Olímpia delas é emblemática:
Naquela época tudo era incipiente e eu estava mais para absorver o máximo de informação do que refletir sobre. Isso só aconteceu anos depois. O que tudo isso tem a ver com minha arte hoje e com a proposta do Stop the Beauty Madness, tema especial da blogagem de setembro, é que padrões de beleza existem desde os tempos mais remotos e nós, mulheres, estamos sujeitas a eles - infelizmente - na vida real e na arte.
Das mulheres com "cara de boneca" até a busca por identidade na minha arte, tenho feito um longo percurso. Posso ter começado através de estereótipos sim, como muitas outras meninas, mas o que desejo e me esforço é para colocar a figura feminina como protagonista de minhas obras. Escolher outras formas de representar essa mulher, em todos os seus matizes (branca, negra, magra, gorda, loira, ruiva, índia, cis, hétero, gay, trans*...) é algo que tem sido construído no meu repertório, com a ajuda de grupos como o Selfless Portraits das Mina, retratos comissionados de gurias reais e vontade de aprender. E isso precisa partir de mim, não de alguém disposto a apontar o dedo para o que faço, deliberadamente.
Então, convido a todxs que chegaram até aqui a parar de criticar absurdamente a arte feita por mulheres, já que os padrões seguidos há muito tempo são ditados por uma sociedade machista e patriarcal, que nos mede, nos pesa e diz o quanto valemos. Que decide se entraremos em museus como telas, meras passantes ou produtoras de arte. Essa desconstrução virá de nós, para nós. E cada uma, no seu tempo, encontrará espaço para fazer mulheres com todas as caras e corpos. De boneca ou não.
E antes que alguém venha aqui dizer "ai, mas teu texto está contraditório, porque se te diziam para parar de fazer mulher com 'cara de boneca' e tu acabou chegando a essa conclusão, eles estavam certos...", pare, agora. Porque 99,9% daquelas pessoas que me diziam isso, o faziam no intuito de que eu parasse de desenhar do meu jeito, para fazê-lo do jeito delas. Aí reside o x da questão, pois novamente é um padrão que se estabelece. E decidir como representarei minhas mulheres diz respeito a mim e às minhas referências. Daí a importância da desconstrução interna desses estereótipos impostos desde sempre. Ok?! ;)
Abraços,
Lidiane :-)
Aos poucos, fui transformando minha maneira de ver a arte e as questões de gênero. O primeiro contato veio nas aulas de História da Arte (beijo, Ivana!), através dos trabalhos do grupo Guerrilla Girls. A Olímpia delas é emblemática:
Naquela época tudo era incipiente e eu estava mais para absorver o máximo de informação do que refletir sobre. Isso só aconteceu anos depois. O que tudo isso tem a ver com minha arte hoje e com a proposta do Stop the Beauty Madness, tema especial da blogagem de setembro, é que padrões de beleza existem desde os tempos mais remotos e nós, mulheres, estamos sujeitas a eles - infelizmente - na vida real e na arte.
Das mulheres com "cara de boneca" até a busca por identidade na minha arte, tenho feito um longo percurso. Posso ter começado através de estereótipos sim, como muitas outras meninas, mas o que desejo e me esforço é para colocar a figura feminina como protagonista de minhas obras. Escolher outras formas de representar essa mulher, em todos os seus matizes (branca, negra, magra, gorda, loira, ruiva, índia, cis, hétero, gay, trans*...) é algo que tem sido construído no meu repertório, com a ajuda de grupos como o Selfless Portraits das Mina, retratos comissionados de gurias reais e vontade de aprender. E isso precisa partir de mim, não de alguém disposto a apontar o dedo para o que faço, deliberadamente.
Então, convido a todxs que chegaram até aqui a parar de criticar absurdamente a arte feita por mulheres, já que os padrões seguidos há muito tempo são ditados por uma sociedade machista e patriarcal, que nos mede, nos pesa e diz o quanto valemos. Que decide se entraremos em museus como telas, meras passantes ou produtoras de arte. Essa desconstrução virá de nós, para nós. E cada uma, no seu tempo, encontrará espaço para fazer mulheres com todas as caras e corpos. De boneca ou não.
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| Vai ter mulher de todo tipo e, se reclamar, vai ter mais. |
Abraços,
Lidiane :-)
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