Vem gente! Festival Co.Mundo em junho
Tenho uma notícia ótima para quem é de Rio Grande e região: no dia 20 de junho acontecerá o Festival Co.Mundo, uma parceria entre Mundo Moinho Casa das Artes e Co.Place. O evento contará com diversas atrações, desde a Feira Co.trampo, espaço dedicado aos artistas que quiserem vender suas artes; o Palco Co.nexos, para quem quiser subir no banquinho e mostrar a que veio, e o Espaço Co.queluche, com oficinas de fotografia, escrita criativa e desenho antiestresse. Dá uma olhada nessa programação lindona:
Aproveitando a onda dos livros para colorir, vou ministrar uma oficina de desenho antiestresse, na qual os participantes terão duas horas para esquecer os problemas e focar no seu lado artístico e criativo. Não vai ter cagação de regra, não! Quem chegar para a atividade vai poder escolher uma ilustração bem legal, sentar numa mesa com lápis e canetinhas e soltar a imaginação. E para quem quiser uma orientação, estarei ali para ajudar, e não para dizer sobre como pintar igual à moça que foi no programa da Fátima, ok? De quebra, ao final da atividade, sortearei um print para os participantes.
A inscrição (somente para maiores de 15 anos) custa R$ 20,00. Vagas limitadas. Leve o material artístico que tiver (pode ser lápis de cor de qualquer marca, canetinha, giz de cera, até mesmo aquele estojo de maquiagem 3D da Jasmine que venceu há 4 anos e que está jogado num canto) e vem brincar um pouco.
Abraços,
Lidiane :-)
Into The Forest #3 ♥
Nos últimos tempos vinha me esforçando para concluir as ilustrações num tempo hábil, não ficar de enrolação e tomar decisões ágeis, porém, a vida é um grande Kinder Ovo e, quando menos se espera, surgem imprevistos pelo caminho. Foi o caso da continuação de Into the Forest. Minha ideia era concluir essa ilustra há três meses atrás, mas teve a exposição e uma série de outros trabalhos, então ela foi ficando de lado. Como consequência disso, modifiquei muitas coisas do esboço original, como dá pra ver nas imagens a seguir.
Da ideia esboçada no sketchbook, sobraram poucos elementos, e o fauno acabou virando um unicórnio. A escolha dos materiais também sofreu alterações. A princípio, trabalharia com line art e marcadores, depois substituí pela aquarela e, no final, saiu um mix entre as duas coisas. Bem Lidiane fazer essa mistureba toda, né?!
Foi a primeira vez que usei o papel para aquarela Britannia da Hahnemühle, e só posso dizer que ele é maravilhoso, com uma textura e consistência sem iguais. Pode jogar água por cima que ele praticamente não deforma, além de deixar as cores com um aspecto muito vívido (pelo menos foi o que notei em comparação ao da Canson). Aconteceu um pequeno problema com a máscara para aquarela, que acabou rasgando o papel, mas foi devido ao uso de secador de cabelo para agilizar a finalização, nada de mais e a lição já foi aprendida.
Materiais utilizados:
- Aquarela em pastilha Winsor & Newton e sobras variadas do godê;
- Papel para aquarela 300g 100% algodão linha Britannia, da Hahnemühle;
- Pincéis n. 2 e 6 Arches (muito amor, meus melhores pincéis) e leque Condor;- Marcadores Copic (o cabelo foi todo feito assim), Posca e Stabilo;
- Lápis aquarelável Staedtler para a pele.
Essa ilustra ficou com uma das texturas mais bonitas, e a integração entre marcadores Copic com a aquarela funcionou muito bem, além deles se comportarem perfeitamente nesse tipo de papel. Gostei também do resultado manchadinho e sem muitos retoques da pele rosada do unicórnio. #simplificandoavida
Abraços,
Lidiane :-)
Na prancheta #2
Apesar de não postar ilustras novas com frequência por aqui, nos últimos dias estou trabalhando em várias coisas legais, alguns projetos comissionados e outros pessoais, inclusive uma oficina. Quem quiser me acompanhar em tempo real e ver muitas ilustrações nascendo, além de cantinhos do meu ateliê e materiais novos, me procure no Instagram.
A imagem acima é de mais um fauno (nossa, que novidade...), só que dessa vez quero acrescentar outros elementos, que sugiram ambiguidade, como por exemplo a barba. Estou estudando posições de patas e pelagem, para começar a representar essas figuras de corpo inteiro.
Enquanto esses estudos avançados ainda se encontram em rascunho, já comecei o número 3 da série Into the Forest (veja o 1 e o 2). Desta vez não será um fauno, mas sim um ♥unicórnio♥. É a primeira vez que uso o papel para aquarela da Hahnemühle (sempre jogo no Google pra saber como se escreve isso), que tem uma gramatura e textura lindas, além da folha ser maior que o A4, gerando uma área de trabalho bem interessante. Pretendo usar aquarela na quase totalidade da ilustração e, assim que eu postar o resultado, vai ser possível ver todas as mudanças, referências e decisões que tomei ao longo do caminho.
Fiz um investimento considerável em aquarelas nos últimos tempos, tanto nas tintas como em godês, pincéis e papéis, e voltei a usar os lápis aquareláveis com o intuito de aquarelar. Recebo muitos feedbacks positivos sobre a minha capacidade de misturar materiais, de trabalhar com marcadores, lápis, pastel... tudo ao mesmo tempo. Porém, também quero lidar com técnicas isoladas, assim como até algum tempo atrás acontecia com o grafite e com o próprio lápis de cor. Acredito que isso auxilia na tomada de decisões e na restrição de cores da paleta, por exemplo, porque você meio que se "obriga" a trabalhar com opções reduzidas. São exercícios criativos necessários para a reciclagem de conceitos e absorção de novos conhecimentos.
Por fim, um pouco do projeto para uma escola de dança da cidade. Quem me segue no Instagram pode ver desde os primeiros rascunhos, até etapas da execução e, assim que puder, vou divulgar tudo em detalhes, como sempre. Foi muito gratificante fazer esse trabalho, que inclusive gerou uma reflexão sobre aquele medo que acompanha quase todo mundo: o de dar tudo "errado". Escrevi sobre isso com muito carinho e, ainda esse mês, publicarei aqui.
Tem dias que eu chego em casa e estou meio sem saber o que dizer, só sentir, por isso, tenham paciência comigo, pois ainda tem muita coisa legal para postar esse mês, como o Ilustraday, a primeira página para colorir da Lidy (sim!!!!!!!111), dentre outras coisas.
Abraços,
Lidiane :-)
Minha opinião sobre os livros de colorir para adultos
Todo mundo já falou sobre a moda dos livros de colorir para adultos, que começou com O Jardim Secreto, e seguiu com uma infinidade de outros títulos, tão encantadores quanto seu predecessor. Confesso que até eu me rendi à tendência, e comprei o único exemplar que estava disponível na livraria, tamanha é a procura: Mindfulness: terapia antiestresse para pessoas ocupadas, que aparece em algumas imagens que ilustram esse post. Como além de ilustradora sou arte/educadora, gostaria de deixar registrada a minha opinião sobre tudo isso e as lições positivas e negativas que podemos tirar.
Uma breve contextualização sobre o livro de colorir na infância
O livro de colorir, ou as folhinhas mimeografadas e fotocopiadas, sempre foram uma pedra no sapato de arte/educadores, por se constituir numa das mais clássicas maneiras de tentar colocar a criança, em pleno desenvolvimento de sua capacidade criadora, dentro de uma forma: pintar dentro da linha, obedecer às cores "reais" dos objetos e seres, com cada coisa em seu lugar. Embora os exercícios de repetição sejam interessantes para o desenvolvimento da coordenação motora, por exemplo, esse tipo de atividade, que envolve um desenho pronto, serviu (e ainda serve) para perpetuar o uso indiscriminado de estereótipos, imagens padronizadas que podem levar à perda da identidade do traço e ao tão famigerado "não sei desenhar"...
Bloqueio criativo na idade adulta
Passada a fase escolar, poucos cultivam o hábito de desenhar, salvo aqueles que gostariam de seguir uma carreira artística. Durante o mestrado, entrei em contato com pessoas realmente traumatizadas com o desenho e a arte em geral, por terem uma experiência pregressa bastante negativa. Para muitos, o fato de terem sido reprimidos, duramente criticados ou incapazes de copiar fielmente o que o professor passava, gera um bloqueio criativo difícil de ser quebrado. Isso é triste e serve só para formar, geração após geração, um contingente de pessoas frustradas e com a própria capacidade criadora.
Os livros de colorir atuais
Ficou difícil defender esses produtos, num primeiro momento, mas uma olhada mais atenta nos mostra que a grande maioria dos livros de colorir para adultos que vemos nas prateleiras é produzida por artistas, ilustradores e arte/terapeutas que buscam justamente superar essa dificuldade que vários adultos encontram para se reconectar com sua criatividade. São obras com temas complexos, de jardins à mandalas, que ajudam não só na concentração e na fuga do estresse cotidiano, mas também a resgatar aquela criança que ficou perdida quando não soube o que fazer diante da folha em branco. No caso específico do livro que eu comprei, Mindfulness é mais do que uma terapia, mas um estado mental que foca na experiência presente, desenvolvendo a atenção e a criatividade. Além dele, também tenho o Mandalas de Bolso #4, comprado muito antes desse boom, além de um com Matrioskas, que já possui uma pegada mais infantil e ligada àquilo que escrevi lá em cima.
Pontos positivos: possuem um percurso criativo a ser seguido, formado por figuras complexas, e padrões diversificados, que muitas pessoas não tiveram contato durante a infância e adolescência. Estimulam o aumento de repertório visual e o contato com materiais artísticos, além de desenvolver noções de composição, perspectiva, figura e fundo e uso do espectro cromático. Mais do que desestressar, a pessoa que se dispõe a colorir está desenvolvendo sua atenção e senso estético, e pode se sentir estimulada a estudar sobre arte, frequentar exposições e outras atividades culturais.
Pontos negativos: Cagação de regra. Tenho visto muitos blogs e canais no YouTube "ensinando" a colorir os livros de colorir, porém, não no sentido artístico e/ou pedagógico, mas para estimular o consumo de materiais caros, que raramente uma pessoa que não trabalha com pintura compraria. Para mim, a grande sacada desse tipo de livro é a descoberta, e se o objetivo é desestressar e se reencontrar, por que novamente temos que seguir um padrão e pintar dentro da linha? Acho válido procurar materiais, técnicas e estudos dirigidos, assim que a jornada avança, mas isso precisa partir de um interesse próprio, não porque um grupo de pessoas recebeu jabá de uma empresa, para fazer comercial da canetinha x e da tinta y.
Confesso que fiquei bastante empolgada com tanta gente interessada em produzir arte! Sim, porque isso é produção e formação de público, na minha opinião. Eu já havia usado um método similar no Curso Livre que ministrei ano passado, trabalhando a partir das linhas-base das minhas próprias ilustrações. Fiquei com vontade de produzir meu próprio livro de colorir, ou pelo menos algumas imagens, e disponibilizar aqui no blog, o que acham?
Abraços,
Lidiane :-)
Nebula + um agradecimento
Eu ia fazer um post no último dia 15, dia do desenhista, para tentar expressar o que isso significa para mim, e como passei a me entender e aceitar como artista. Mas resolvi esperar o término da Exposição Mulheres para não só falar sobre a minha profissão, como também fazer um grande e especial agradecimento a todxs que possibilitaram o sucesso deste projeto. Além disso, como forma de gratidão, trago uma ilustração nova e seu processo de criação, feita com todo o amor do mundo, e que batizei de Nebula.
Não acredito que sentir medo de expor seus trabalhos e ideias seja algo natural, mas sim convencionado pela nossa sociedade, principalmente para mulheres. Fiquei receosa quanto à aceitação da exposição e se ouviria comentários maldosos mas, por outro lado, pensei que aquela era a oportunidade de colocar a cara no sol e mandar meu recado. Assim, não perdi uma oportunidade de divulgar minhas ilustras, de falar o que me guiava, de mostrar minha paixão pela arte. Foi aí que me surpreendi positivamente...
Na imagem: resolvi voltar a desenhar direto na folha definitiva, para tentar me livrar da mania de fazer tudo certinho, usar menos a borracha e deixar a imaginação mais livre. Mesmo assim, fiz algumas mudanças em relação ao primeiro esboço.
...a aceitação da exposição foi além do que eu imaginava. As pessoas realmente estavam se identificando com as Mulheres e absorvendo os conceitos feministas que coloquei nelas. Nenhum comentário ingrato chegou até mim, e se ele foi dito, acabou se perdendo dentre tantos depoimentos que me emocionaram. Percebi que a comunidade quer ver arte, conhecer os artistas da terra e que dá valor a isso. E que todos os espaços são ideais, desde que cumpram seu papel, que é aproximar a obra do público.
Na imagem: para o efeito "nebulosa", utilizei a aquarela Pentel em bisnaga nas cores Sky Blue, Purple e Ultramarine. Em seguida, joguei sal por cima da folha ainda úmida, para criar um efeito. Quer aprender a fazer uma galáxia? Acesse o tutorial.
Aos poucos, o imenso orgulho que senti por esse passo tão importante na minha vida, foi abrindo espaço também para a gratidão. Recebi muita ajuda, tanto do Centro Municipal de Cultura, da imprensa, quanto dos meus amigos. Pessoas que nem me conheciam, mas que me emocionaram com sua sensibilidade quando se referiam ao meu trabalho. Percebi que todos aqueles numerinhos que contabilizam curtidas no Facebook, no Instagram e em outras redes, são apoios, abraços, desejos de boa sorte, incentivos, gritos de 'vai lá', apertos de mão, beijos e carinho. E a melhor maneira de retribuir tudo isso é continuar avançando, produzindo minhas meninas com seus cabelos de infinito e olhares desafiadores.
Na imagem: para acelerar o processo de secagem da aquarela, utilizei um secador de cabelo em temperatura média e retirei o excesso de sal com um pincel. Finalizei com marcadores branco e dourado para fazer as estrelas. O resultado final:
Materiais utilizados:
- papel para aquarela que acompanha o livro Aquarela: o jeito fácil;
- aquarelas Pentel (farei um post com meus pincéis em breve);
- marcadores Posca nas cores branco e dourado;
- canetas multiliner Copic;
- lápis 3B Koh-I-Noor e esfuminho.
Detalhes:
Espero que este e todos os outros trabalhos sejam sempre vistos como uma forma de eu agradecer quem me acompanha e me incentiva. Não são somente ilustrações pessoais ou comissionadas, são pedacinhos de mim e de vocês. São a resposta para as minhas perguntas internas e para as dúvidas de vocês também. É um processo colaborativo e de retroalimentação: eu sempre vou devolver ao mundo aquilo que recebo. E ultimamente só tenho recebido amor.
Muito obrigada! Por tudo. Sempre.
Abraços,
Lidiane :-)
3 livros que mudaram minha vida
Abril foi um mês de muita tristeza para o universo literário, com a morte do escritor uruguaio Eduardo Galeano, no último dia 13. Fiquei arrasada, pois ele é um dos meus autores favoritos da vida toda. O contato com seus livros me proporcionou não só conhecer mais a história da América Latina, como também apreciar a poesia que se encontra nas pequenas coisas e provar que é possível sim escrever um texto histórico ou acadêmico sem abrir mão da sensibilidade. Por isso, resolvi aproveitar o meme do Rotaroots e indicar três livros do Eduardo Galeano que mudaram a minha vida.
O livros dos abraços: como eu já disse num post anterior, conheci a obra do Galeano ainda na graduação, e meu primeiro exemplar foi de O livro dos abraços. Minha edição está tão surrada de manuseio e de empréstimo, que chega a dar dó. Cada página guarda um tesouro, pois o autor escreve, de maneira muito rica, pequenas ações cotidianas, lendas, passagens históricas e biográficas, de figuras e lugares do folclore das Américas. Considero minha primeira leitura adulta, depois de passar pela fase dos livros obrigatórios para a escola/vestibular e dos técnicos para a faculdade.
Espelhos: uma história quase universal: este é meu livro preferido (até o momento, visto que ainda não li toda a obra do autor), por se tratar de uma das coisas mais megalomaníacas e maravilhosas que já vi: contar a história da humanidade, através do ponto de vista daqueles que nunca tiveram voz. Mulheres, negros, índios, presos políticos... todos aqui são protagonistas e apresentam suas versões de fatos históricos, muitas vezes conhecidos somente através dos registros do homem branco colonizador. É uma aula de história em formato de pequenos contos, uma leitura fácil e, ao mesmo tempo, de uma intensidade que te arrebata de maneira única.
Os filhos dos dias: este foi o último livro que Galeano escreveu, publicado em 2012. São 365 contos, um para cada dia do ano, e relacionados a algum fato histórico ou folclórico ocorrido naquela data. Dá para ler aos poucos, ver o que aconteceu no dia do seu aniversário, ou no de seus amigos e familiares. Acho o formato desse livro genial, pois une aqueles almanaques que trazem um pensamento/oração/poema por dia, com cultura popular. Torna a história sul americana, mais uma vez, acessível ao grande público, mostrando que temos tanta riqueza cultural e que precisamos dar valor à ela.
Infelizmente, na maioria dos casos, só quando um autor morre é que a mídia passa a valorizar sua obra. Provavelmente, teremos uma enxurrada de textos e relançamentos de livros do Eduardo Galeano nos próximos meses. Então, aproveite o momento para conhecer este homem fantástico, que lutou muito pelos direitos humanos e, principalmente, pela visibilidade latino americana.
Infelizmente, na maioria dos casos, só quando um autor morre é que a mídia passa a valorizar sua obra. Provavelmente, teremos uma enxurrada de textos e relançamentos de livros do Eduardo Galeano nos próximos meses. Então, aproveite o momento para conhecer este homem fantástico, que lutou muito pelos direitos humanos e, principalmente, pela visibilidade latino americana.
Abraços,
Lidiane :-)
#ilustraday abril: outono
O ilustra day de abril traz como tema a minha estação do ano favorita! Quando o sorteio foi aberto, lá no nosso grupo no Facebook, sugeri outono, que acabou vencendo a votação final. Curto muito as meias-estações, por serem períodos nem muito quentes, nem muito frios, o que aqui no RS significa um alívio e tanto. Também me atraem as folhas secas e a paisagem cor de ferrugem, e faço um paralelo com a mesma época no hemisfério norte, quando é comemorado o Halloween. Gostaria muito de, um dia, passar meu aniversário (que é em outubro) por lá. Vamos à ilustra?!
Comecei a ilustração fazendo um decalque do rascunho numa folha de papel vegetal, para ajustar tudo o que queria e facilitar a transferência para a folha final na mesa de luz. Foi a primeira vez que utilizei o papel da Copic, sempre ouvi falar muito bem da textura lisa e do acabamento que ele proporciona. Porém, conforme fui preenchendo o cabelo, percebi que a folha enrugava muito mais do que com o papel Marker, da Canson, especial para quem trabalha com marcadores. Foi então que descobri que esse papel é específico para canetas Copic mesmo, se você usar outro tipo de caneta, vai enrugar muito e esfarelar. #ficaadica
Publiquei um vídeo no meu Instagram, mostrando o passo-a-passo das cores que utilizei para preencher o cabelo. Em seguida, fiz o suéter com as Copics, e o acabamento ficou muito superior. Em seguida, para o rosto, optei por usar lápis de cor, e o papel acabou se comportando muito bem. A última imagem do quadro é o verso do papel, para mostrar que transfere muito para o outro lado da folha, assim como o Marker, porém, não rasga ou danifica o que está embaixo. Detalhes:
Materiais utilizados:
- papel Copic nº 6 (recomendo comprar só pra quem usa as canetas da marca);
- marcadores Bic Visaquarelle;
- marcadores Crayola Super Tips;
- marcadores Copic Sketch;
- lápis de cor Polycolor Portrait;
- caneta multiliner Copic;
- canetas Posca dourada e branca.
O resultado final ficou assim:
Quem quiser ver os demais trabalhos e participar do nosso grupo, visite a página no Facebook. Lembrando que não precisa ser ilustrador profissional para entrar na brincadeira, apenas ter amor e vontade de desenhar.
Abraços,
Lidiane :-)
Exposição "Mulheres": #8 a #14
Hoje publico aqui a segunda parte dos trabalhos que estão na exposição Mulheres. Se compararmos com os sete primeiros (veja aqui), a principal mudança é na aplicação das cores, que estão muito mais vívidas. Foi proposital? Sim, é uma maneira de não cansar o espectador com um bombardeio de cores do início ao fim da exposição, e também para criar pontos de destaque em meio às peças (lembrando que a exposição está num shopping, a sobrecarga visual é enorme).
Da ilustra #8 até a #11 utilizei apenas uma cor, que fui clareando e escurecendo conforme a necessidade. Comecei com o azul um pouco mais aberto, e terminei com esse verde vibrante super manchado. Apesar das três últimas serem as minhas preferidas, depois de olhar todas as ilustras lado a lado, não tem uma que eu considere mal feita, ou mal acabada. Apesar de ter sim meus momentos de que porra é essa?, vejo que consegui manter a unidade, com tão pouco tempo para trabalhar.
As três últimas minas receberam o acabamento galáxia/nebulosa em seus cabelos. Quando terminei tudo (e antes da maratona para digitalizar e juntar as imagens) senti um alívio tão grande, acompanhado de um cansaço que demorou uma semana para dizer adeus. Mas valeu muito. Percebo, a cada dia, que posso trabalhar com regularidade, basta me doutrinar e manter o foco, sempre.
Lembrando que todas as peças estão à venda (sem moldura), se você viu e se interessou, mande um e-mail para lidiane@lidydutra.com.
Lidiane :-)
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