Ondina (#MerMay 05)
Para encerrar a playlist que criei para cada personagem, escolhi uma música que não fala sobre sereias, mas que possui uma atmosfera tão misteriosa e intrigante quanto o mito, de uma banda que AMO e não poderia ficar de fora dessa seleção. Sim, vai ter Slipknot, vai ter meu crush musical Coreyzinho cantando, e se reclamar ainda fecho com Stone Sour.
Ondina é um ser elemental da água, habitante dos rios, riachos e lagos. Está associada às fontes e nascentes de água potável. Também se manifesta no orvalho e na chuva. Gostaria de agradecer todas as pessoas que sugeriram nomes, histórias e lendas, tipos físicos... sinto muito não poder abarcar todas essas ideias, pois foram somente cinco ilustrações. Meu roteiro era muito justo, para que eu conseguisse dar conta. Quem sabe ano que vem eu faça o desafio completo, e represente uma sereia de cada continente, com suas peculiaridades?
Esta é a única personagem que está acompanhada, e por uma arraia. A foto que usei como referência era bem interessante, capturando o movimento fluido da modelo e do animal, ambos em sintonia. Achei que seria legal terminar com uma representação de união entre humano e natureza, de fluidez, de continuar com a jornada (Dory feelings). É como se Ondina estivesse retornando para sua casa.
Pessoalmente, minha meta foi cumprida, é só olhar a diferença entre a primeira e a última sereia. Consegui contemplar tudo que me propus a fazer, como: estudar gestual, anatomia e retratar uma figura de corpo inteiro (e em poses diferentes); sair um pouco dos retratos, mas sempre com ênfase na expressão; trabalhar com materiais reduzidos, buscando unidade nos contrastes. Enfim, estou feliz e com a sensação de dever mais que cumprido.
Materiais utilizados
- Papel Canson 180g;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph HB e 4B;
- Multiliner Copic;
- Caneta Pentel Sign;
- Caneta Pentel Sign;
- Caneta Posca dourada.
Lembrando que todos os meus trabalhos são fixados com verniz fosco fungicida. Detalhes:
Repare que, na cauda, o dourado está sobreposto. Isto porque, após secar a primeira camada do marcador, eu salpiquei alguns pontinhos que, além de dar acabamento na parte da cintura, proporcionaram textura de escamas. Outro desafio foi lidar com a Posca durante um dia úmido, a tinta ondulou bastante e digitalizei o original várias vezes.
Agradeço mais uma vez a todas as pessoas que me acompanharam durante o desafio e deixaram seu like, comentário, apoio ou crítica construtiva. Cresci muito neste mês, pois foi um aprendizado bastante intenso, e quero falar mais sobre ele, posteriormente. E sim, esta ilustra está no meu Studio no Colab55, juntamente com as demais. Aproveite que, até a próxima sexta-feira, tem muitos descontos alusivos ao dia dos namorados!
Meus materiais de arte favoritos
As meninas do Girls Video Lab, grupo muito amor do qual participo, lançaram como tema para os vídeos do mês de maio meus materiais de arte favoritos. Já fazia um tempo que eu gostaria de mostrar uma lista do que uso, até mesmo porque muita gente me pede. Porém, no momento, não consigo gravar vídeos e atualizar o canal do YouTube (que ~misteriosamente~ triplicou o número de seguidores durante meu hiato - agradecida!). Então decidi escrever em forma de post com fotos e, assim que possível, gravo a tag.
Papel Canson Moulin DuRoy: conheci esse papel durante o curso da Sabrina e, assim que pude experimentá-lo, foi amor à primeira vista. A textura do grão fino é muito bonita, ele absorve água e tinta na medida certa e tem a melhor relação custo-benefício entre os papéis para aquarela 300g e 100% algodão, perdendo só para o Arches.
Aquarelas Van Gogh e Sennelier: minhas tintas preferidas são em bisnaga, pois consigo dosar melhor a quantidade na hora de misturar, sem contar que aquarela que sobra no godê nunca vai fora hehe. Das linhas universitárias, a Van Gogh é a melhor que já experimentei, tem cores lindíssimas (como esse rosa quinacridone que uso muito), boa pigmentação e resistência à luz, é mais barata que a Cotman e tem 3ml a mais. Já as da Sennelier são um desbunde, simplesmente. Tudo com elas fica lindo, e o grande diferencial da marca é o uso de cera de abelha na composição (para quem procura produtos veganos, não é recomendada).
Pincéis Keramik: melhores pincéis de pelo sintético que já usei, são macios, porém com a ponta firme, carregam boa quantidade de água e tinta e proporcionam conforto na hora de pintar. De cima para baixo, uso as linhas 220, 413 e 411. A Sabrina comentou que esses pincéis são parecidos com os da linha Perla, da marca Escoda, e que são uma boa alternativa nacional. Os preços são bastante acessíveis, alguns custaram menos que R$ 10. O único inconveniente é o cabo muito longo, mas eu corto com estilete e passo uma lixa fina e esmalte de unha para selar. Sobre ser de pelo sintético, só vejo vantagens, desde contribuir para o consumo consciente, até o barateamento dos custos. E não deve nada em qualidade para os de pelo natural.
Lápis Staedtler Mars Lumograph: meu amor por essa linha já é antigo, tanto que comprei logo uma caixa com uma dúzia de 4B. São muito macios, porém não esfarelam e mantêm a ponta por mais tempo que os lápis de outras marcas. Gosto de lápis bem apontado para fazer detalhes e nunca aconteceu desses quebrarem. Uso até ficar um cotoco (coloco no extensor) e a qualidade é visível na finalização de um trabalho: o Mars Lumograph tem uma das minas mais escuras de todos os grafites que já usei, o contraste fica super bonito, principalmente com aquarela. Uso um apontador da Derwent, não gosto de apontar com estilete.
Borrachas Pentel e Mono Zero: são as que melhor se comportam no papel para aquarela. A preta retira todo o grafite sem marcar e sem esfarelar demais, e a zero é perfeita para fazer detalhes e abrir luz. Uma bem baratinha, outra nem tanto, mas ambas fazem bastante diferença na finalização do trabalho.
Multiliner Copic: a linha SP é recarregável e de uma durabilidade incrível, até hoje não precisei trocar o refil da minha, e já devo tê-la há uns três anos. Já a outra é descartável, porém de longa duração também. Quanto ao pigmento, é um preto muito bonito, altamente resistente à água, ótimo para finalizar aquarelas. Também tenho o kit de sépia, que dá um efeito suave.
Marcadores Posca: utilizo ambas para detalhamento, sendo que a branca também serve para abrir luz na aquarela (aqueles pontinhos brancos nos olhos das figuras, por exemplo). Um substituto muito bom para essas canetas é o guache da Talens. Toda vez que preciso de um acabamento mais refinado, que não fique tanto com cara de marcador, troco a Posca por ele, e o resultado fica perfeito.
Lápis de cor Polycolor: já falei sobre esses lápis aqui, e continuam sendo meus favoritos da vida, com uma das melhores relações custo-benefício para os não-aquareláveis. Tenho várias latinhas com tons para retrato, paisagens, cinzas e marrons. Uso para dar acabamentos ou cobrir áreas inteiras, afinal, lápis de cor sempre ocupará um lugar carinhoso no meu coração.
Melusina (#MerMay 04)
Esta é a penúltima produção do MerMay 2017 (veja a primeira, segunda e terceira), feita num dos momentos mais tristes da semana, no dia da morte de um dos meus maiores ídolos, o músico Chris Cornell. 💔 Sou fã declarada de Audioslave, I am the highway é uma das canções que mais fala ao meu coração, tenho todos os CDs da banda. Penso que os espíritos iluminados estão deixando esse mundo porque as coisas andam erradas demais. Ficamos nós, aqui, lamentando a perda. A música escolhida para embalar esta ilustração é do Nick Cave & The Bad Seeds, mas ao final da postagem prestarei minha homenagem ao Chris.
Melusina é uma personagem do folclore europeu que habita as águas doces, descrita algumas vezes como metade peixe ou como metade serpente. Também pode aparecer com duas caudas (vide sereia do Starbucks) ou com asas. Partindo dessas características, optei por uma figura ambígua, com uma cauda mais ondulada e a barbatana acompanhando o movimento.
Já comentei que meu propósito era sair dos retratos e explorar mais a estrutura anatômica e o gestual, mas sem colocar de lado a expressão do rosto. É muito fácil deixar a figura com uma cara blasé e focar em outros aspectos, mas o todo precisa falar a mesma linguagem. Se eu desenho uma personagem que tem esse caráter sedutor (sereia) e traiçoeiro (serpente), a expressão facial, por menor que seja, precisa acompanhar todo esse movimento. Tentei resolver isso arqueando de leve uma das sobrancelhas.
Materiais utilizados
- Papel Canson 180g;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B e 4B;
- Multiliner Copic;
- Caneta Pentel Sign;
- Caneta Pentel Sign;
- Caneta Posca dourada.
Lembrando que todos os meus trabalhos são fixados com verniz fosco fungicida. Detalhes:
Todas as sereias do MerMay feitas até agora já estão no meu Studio no Colab55 e, sempre que rola alguma promoção de frete grátis ou desconto, eu aviso nas redes sociais, por ser um meio mais rápido. Então, se você acompanha o blog mas não costuma acessar outras plataformas, se inscreva na newsletter do Colab55, para não perder nenhuma oportunidade de levar uma arte bem bonitona pra casa.
Me despeço hoje também com música, e é muito difícil escolher uma só do Audioslave, pois gosto e sei praticamente todas de cor, mas acho que Heaven's Dead personifica o momento: heaven's dead when you get sad... 🎶
Todas as sereias do MerMay feitas até agora já estão no meu Studio no Colab55 e, sempre que rola alguma promoção de frete grátis ou desconto, eu aviso nas redes sociais, por ser um meio mais rápido. Então, se você acompanha o blog mas não costuma acessar outras plataformas, se inscreva na newsletter do Colab55, para não perder nenhuma oportunidade de levar uma arte bem bonitona pra casa.
Me despeço hoje também com música, e é muito difícil escolher uma só do Audioslave, pois gosto e sei praticamente todas de cor, mas acho que Heaven's Dead personifica o momento: heaven's dead when you get sad... 🎶
Russalka (#MerMay 03)
Cheguei à metade do MerMay (veja a primeira e segunda semanas), e estou bastante feliz com os resultados obtidos até o momento. Não estou correndo desesperadamente contra o relógio, nem apavorada ou esbaforida por ter que postar todos os dias, o Inktober do ano passado foi crucial para que eu encontrasse meu próprio ritmo em desafios de desenho. A sereia da semana vem de uma lenda eslava, e a música que escolhi é da maravilhosa Sophia Karlberg:
Russalka é uma figura mitológica muito respeitada pelos povos eslavos, estando associada à fertilidade e à beleza. Porém, no século XIX, sua lenda ganhou contornos sombrios, ao ser retratada como uma jovem mulher morta por afogamento (em algumas variações pelo próprio marido, em outras, por causa de um casamento infeliz) e que assombra rios e lagos até que sua morte seja vingada.
Dessa vez fiz uma variação nos cabelos, optando por essa massa etérea. Acredito que isso trouxe mais equilíbrio para a figura, visto que a cauda tem muito destaque e ela está de cabeça para baixo, numa das posições mais difíceis que já desenhei (veja minhas fotos de referência no Pinterest). Foi realmente um desafio de gestual e de compreensão do que estava acontecendo na cena. Já disse lá na primeira semana que minha maior inspiração é o trabalho do Chris Ridell no livro A Bella e a Adormecida, do Neil Gaiman, e só agora acredito que dosei bem o contraste de preto com dourado.
Materiais utilizados
- Papel Canson 180g;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B e 4B;
- Multiliner Copic;
- Caneta Posca dourada.
Lembrando que todos os meus trabalhos são fixados com verniz fosco fungicida. Detalhes:
As duas primeiras sereias já estão disponíveis no meu Studio no Colab55 em cadernos, almofadas, camisetas, dentre outros produtos. Em breve esta também estará lá. Gostaria de agradecer os acessos aqui no blog, que subiram bastante nas últimas semanas. O nível de engajamento no Instagram e no Facebook está cada vez pior, as redes simplesmente não entregam o conteúdo, mesmo com as notificações ativadas. Isso me deixa muito triste, pois elas são o primeiro canal de contato do público com meu trabalho. Acho que esse novo fôlego dos blogs se deve a toda essa conjuntura, por isso é importante deixar seu like nas postagens de seus artistas favoritos, é um grande incentivo.
As duas primeiras sereias já estão disponíveis no meu Studio no Colab55 em cadernos, almofadas, camisetas, dentre outros produtos. Em breve esta também estará lá. Gostaria de agradecer os acessos aqui no blog, que subiram bastante nas últimas semanas. O nível de engajamento no Instagram e no Facebook está cada vez pior, as redes simplesmente não entregam o conteúdo, mesmo com as notificações ativadas. Isso me deixa muito triste, pois elas são o primeiro canal de contato do público com meu trabalho. Acho que esse novo fôlego dos blogs se deve a toda essa conjuntura, por isso é importante deixar seu like nas postagens de seus artistas favoritos, é um grande incentivo.
Ligeia (#MerMay 02)
Ligeia é a segunda produção do meu MerMay 2017 (veja a primeira aqui) e estou curtindo muito participar do desafio dessa forma, semanalmente. Isso me dá tempo para pensar na proposta, pesquisar, encontrar soluções melhores para o meu traço, dentre outros preciosismos que eu não conseguiria dar atenção, caso desenhasse diariamente. E também estou adorando ver os trabalhos de outras ilustradoras e o quanto a maioria delas deseja aprender e se aperfeiçoar, a partir dessa vivência. A trilha sonora que escolhi é da Sade:
Ligeia é uma personagem da mitologia grega, filha do deus Aqueloo e da musa Terpsícore, por algumas fontes, ou de Aqueloo e Estérope, por outras. O poeta Higino cita-a como uma das nereidas, filhas de Nereu e Dóris. Mas o que me motivou mesmo a batizar a segunda sereia com este nome é o conto de Edgar Allan Poe, que eu ❤amo❤ e estou lendo na edição maravilhosa lançada recentemente pela Darkside. Minha ilustração é uma homenagem, não uma representação ipsis litteris da bela mulher de cabelos negros.
Já expliquei anteriormente como estou trabalhando nessas ilustrações, utilizando apenas grafite, multiliner e caneta dourada para obter esse contraste dramático, além de simplificar a quantidade de materiais empregados. Para a cauda, usei como referência a imagem de um peixe Betta, que está disponível num painel do Pinterest. Se você quer participar do desafio mas está sem ideias, dê uma olhada lá.
Materiais utilizados
- Papel Canson 180g;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B e 4B;
- Multiliner Copic;
- Caneta Posca dourada.
Lembrando que todos os meus trabalhos são fixados com verniz fosco fungicida. Detalhes:
Eu havia dito que no próximo mês de junho faria uma exposição individual, porém, ela foi transferida para julho, e estou pensando na possibilidade de levar todas as sereias, nem que seja em pequenos painéis, mas ainda vou amadurecer a ideia. Na próxima segunda trago a nova produção do MerMay 2017. Me conte nos comentários se você gostaria de ver Ligeia no meu studio no Colab55.
Eu havia dito que no próximo mês de junho faria uma exposição individual, porém, ela foi transferida para julho, e estou pensando na possibilidade de levar todas as sereias, nem que seja em pequenos painéis, mas ainda vou amadurecer a ideia. Na próxima segunda trago a nova produção do MerMay 2017. Me conte nos comentários se você gostaria de ver Ligeia no meu studio no Colab55.
Star Wars Day ★
O tema de maio do Girls Artist Gang é Star Wars, e eu decidi fazer minha ilustra utilizando o efeito galáxia em aquarela numa máscara do Darth Vader. Não tenho muito o que explicar, a ideia é bem simples e o efeito é obtido desta maneira. Ficou um pouco torto, mas valeu sair da minha zona de conforto e criar uma fan art (já disse que tenho birra em só desenhar isso).
Materiais utilizados
- Papel Canson Moulin DuRoy satinado (usei uma sobra que havia guardado);
- Aquarelas Van Gogh e W&N;
- Pincéis Keramik;
- Marcadores Posca e Copic;
- Guache branco Talens.
Se você quiser participar do tema mensal, é só postar sua arte no Instagram, sem esquecer de marcar o perfil do projeto Girls Artist Gang. Que a força esteja com as minas! ★
Lorelei (#MerMay 01)
Foi dada a largada para o MerMay 2017, eu contei aqui neste post o que é e como vai ser minha participação no desafio. As minhas meninas irão ao ar todas as segundas-feiras de maio, em postagens bastante especiais. Como serão somente cinco ilustrações, aproveitei para fazer algo bem inspirador, com música, história e referências que me inspiraram. Sugiro que você entre no clima:
Todas as sereias terão um nome, uma história e uma trilha sonora para acompanhá-las. Resolvi começar com a lenda de Lorelei e essa música do Eagle-Eye Cherry para homenagear a Nanda Corrêa, ilustradora que fez uma das sereias mais lindas que já vi, inspirada nessa música. Na primeira vez que entrei no antigo blog dela e encontrei o processo de criação daquela ilustra, fiquei maravilhada. Você pode ver do que estou falando aqui.
Lorelei ou Loreley faz parte do folclore alemão. Conta a lenda que ela vivia num rochedo, às margens do rio Reno. Nas noites de lua cheia cantava e, como isso, atraía os marinheiros para as pedras e para a morte. Quando o filho do conde tem o mesmo fim, o nobre ordena que suas tropas matem a sereia mas, antes que pudesse ser capturada, ela lança seu colar de pérolas ao rio, levantando uma enorme onda. Depois disso, Lorelei nunca mais foi vista, mas seu canto ainda pode ser ouvido nas noites enluaradas. Com informações deste site.
Para essas ilustrações vou utilizar o mínimo de materiais possível. Já tenho trabalhado nesse sentido há bastante tempo, com foco na aquarela, mas resolvi voltar para meu material favorito, que é o grafite. O contraste do lápis preto com a caneta dourada dará o tom dessa série, inspirada pelo livro A Bela e a Adormecida, de Neil Gaiman, ilustrado por Chris Riddell. É uma das obras mais bonitas da minha estante e sempre tive vontade de fazer algo semelhante. O resultado ficou assim:
Materiais utilizados
- Papel Canson 180g;
- Lápis grafite Staedtler Mars Lumograph 2B e 4B;
- Multiliner Copic;
- Caneta Posca dourada.
Lembrando que todos os meus trabalhos são fixados com verniz fosco fungicida. Detalhes:
Fiquei muito satisfeita com o movimento desse cabelo. Depois de muito tempo trabalhando em massas de cor, é bem legal voltar a fazer esse efeito que gosto tanto, de fio a fio. Sinto a minha mão mais leve e gestual para dar o acabamento, por isso não demoro tanto tempo para finalizar um trabalho do gênero. Na próxima segunda trago a nova produção do MerMay 2017. Me conte nos comentários se você gostaria de ver Lorelei no meu studio no Colab55.
Mer-tea ☕
O rascunho dessa ilustração estava guardado há mais de um ano, pois foi pensado para o projeto ilustra de janeiro de 2016, depois para o ilustraday de março, e assim fui deixando de lado, já que não conseguia acertar as proporções da figura. Mas agora, depois de algumas aulas de Proko e estudo de anatomia e aquarela, consegui finalmente chegar num resultado satisfatório. E com isso, já anuncio que vou participar do MerMay esse ano, com alguns ~poréns~.
Para quem não sabe, o MerMay é um desafio de desenho criado pelo ilustrador e animador Tom Bancroft, que tem em seu currículo várias animações da Disney, como A Bela e a Fera e O Rei Leão. Consiste em desenhar uma sereia por dia, durante todo o mês de maio. Ano passado fiz uma ilustração simbólica, pois não consegui me programar. Para esse ano eu estava super animada, mas declinei da ideia do desafio completo por uma causa nobre: minha próxima exposição individual, que acontecerá em junho, e para a qual estou focando todas as minhas energias. Por isso, aproveitarei o gancho de uma hashtag chamada #mermaidmonday, que rola às segundas-feiras pelas redes sociais, e produzirei uma sereia diferente por semana.
Mer-tea
Essa ilustração vai ficar de fora do MerMay, pois a proposta é muito destoante das referências que coletei para o desafio. Esse aqui é mais um estudo de personagem, de tirar o foco dos retratos. Como a ideia original envolvia chá/café, imaginei uma sereia tomando banho numa xícara quentinha, totalmente relax. Sereias em xícaras e banheiras são temas recorrentes para vários artistas, uma passada pelo Tumblr ou Pinterest comprova isso. Mas para essa ilustra não usei modelos, a construção da figura saiu inteiramente da minha cabeça, daí a dificuldade em acertar o passo. Para a cauda, me inspirei nas nadadeiras da FinFolk Productions.O bom em deixar um estudo "de molho" por tanto tempo é que as coisas vão se acertando naturalmente. Nossa percepção e técnica mudam muito no espaço de um ano, e aquilo que parecia impensável se torna fácil de solucionar com uma boa dose de estudos. Foi o meu caso com a posição dos braços da sereia, hoje já consigo ter uma ideia de construção corporal totalmente diferente.
É a primeira vez que uso esse papel da Canson (linha XL) e detestei, pois a textura é muito parecida com o da linha universitária. Tive que refazer a pintura, pois o primeiro contato foi um desastre, não consegui acertar a quantidade de água, as manchas ficaram péssimas por conta desses frisos, que lembram papel vergê. Fica a dica para quem deseja adquirir um bloco, eu não recomendo, só vou usar pois material artístico está super caro para ser desperdiçado.
Materiais utilizados
- Papel Canson Mixed Media;- Aquarelas Van Gogh, Sennelier e W&N;
- Guaches Talens;
- Pincéis Keramik;
- Multiliner Copic;
- Marcadores com glitter Giotto.
As minhas postagens do MerMay serão todas as segundas-feiras, a partir das 18h nas redes sociais e às 20h aqui no blog, bem completas, mostrando o processo de criação, materiais utilizados e trabalho final tratado. As melhores vou colocar no meu studio no Colab55, e uma delas estará na minha exposição.
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