Lidiane Dutra
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Processo criativo

Na prancheta #7


Até me espantei quando foi a última vez que publiquei algo da série Na prancheta: há dois anos atrás. É tempo demais, mas nunca tão tarde que não possa retomar, não é mesmo? Ainda mais agora, que estou passando por uma fase de mudanças e reajustando minha rotina para encaixar a docência e a ilustração em seus devidos lugares. Quero escrever sobre como tenho planejados as aulas, algo que já contei neste post. Mas hoje é dia de mostrar o que ando produzindo, e também aproveitar para testar meu scanner novo (é uma multifuncional Canon G3100). Vamos lá?


Todas as imagens desse post são os estudos "crus", portanto, se tiver alguma coisa torta ou fora de lugar, calma... ainda será arrumada na arte final. A imagem que abre é um estudo que fiz depois de algumas semanas sem treinar diariamente. Fiz alguns aquecimentos só com as formas geométricas e depois peguei uma foto para referência. Acima, um dos estudos que comecei a fazer em agosto do ano passado e estou trabalhando bem lentamente de verdade, pois quero fazer um cenário. Talvez vire uma série, pois os dois rascunhos abaixo têm o mesmo propósito:


Esse estudo também foi iniciado em agosto passado. Fiquei muito contente com as proporções e esse pézinho aí hehehe. Abaixo, foi feito semana passada, depois de alguns aquecimentos lá do CroquisCafe (mas peguei outra foto para referência). Ele está mais rascunhado porque ainda não resolvi o rosto nem a posição das mãos, mas fiquei feliz por não me sentir tão enferrujada quanto pensava estar:


Por fim, esse estudo é mais para que vocês vejam como vou me situando no rosto para construir os elementos da figura final. Esse já é o segundo (ou terceiro?) risco para a mesma ilustra, eu testo muito até chegar numa posição satisfatória/correta, então é comum que cada trabalho tenha, no mínimo, uns cinco riscos anteriores. É legal ver o quanto a figura vai se movimentando no próprio papel, até adquirir a forma final.


Sobre os materiais que uso para os rascunhos, nenhuma novidade: folha sulfite comum e também algumas folhas de um sketchbook da Canson antigo, cuja capa mofou, e lápis 2B ou lapiseira 0.7. Neste post tem uma lista com bancos de imagem para figura humana que eu sempre recorro quando preciso de referências. Espero que tenham curtido meu processo e esse retorno tímido ao blog e ao mundo da ilustração. 

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Retrato de Rita Lobato

Ano passado fui convidada pelo Zé Roberto Graúna (que já havia cuidado da exposição Elas por Elas - as atletas brasileiras por nossas artistas, de 2016) para uma exposição em Campinas, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. A ideia era retratar uma mulher de destaque na história do Brasil, e eu escolhi homenagear minha conterrânea, a médica Rita Lobato. E como o 8 de março está próximo e o tema de março do Girls Artist Gang é mulheres que mudaram o mundo, resolvi unir as três coisas. Abaixo, uma pequena biografia de Rita:

Rita Lobato Velho Lopes (Rio Grande, 7 de junho de 1866 — Rio Pardo, 6 de janeiro de 1954) foi a primeira mulher a exercer a Medicina no Brasil. Frequentou o curso secundário em Pelotas e demonstrou, desde cedo, vocação para a Medicina. Mas, apesar de um decreto imperial de 1879 autorizar às mulheres a frequentar os cursos das faculdades e obter um título acadêmico, os preconceitos da época, que relegavam às mulheres a uma função doméstica, falavam mais forte.
Rita matriculou-se inicialmente na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, transferindo-se depois para a Faculdade de Medicina de Salvador, na Bahia. Determinada em obter o título de médica, venceu a hostilidade inicial dos colegas e professores, conquistando aos poucos sua simpatia, até receber do corpo docente da tradicional faculdade baiana as maiores considerações. Em 1887, tornou-se a primeira mulher brasileira e a segunda latino-americana a obter diploma de médica, após defender tese sobre a operação cesariana.
Após a formatura, retornou ao Rio Grande do Sul, onde casou com Antônio Maria Amaro Freitas, com quem teve uma única filha, Isis. Clinicou em Porto Alegre durante algum tempo, mas acabou por se radicar em Rio Pardo, onde exerceu a profissão de 1910 a 1925. Foi eleita vereadora pelo Partido Libertador em 1935 e exerceu seu mandato até a implantação do Estado Novo em 1937, que fechou as câmaras municipais. Passou o restante de sua vida na Estância de Capivari, em Rio Pardo. Faleceu aos 87 anos de idade. (Fonte: Wikipedia)

Materiais utilizados: papel para aquarela Hahnemühle, e meus materiais de arte favoritos. A ilustração foi elaborada em tons de sépia pois não encontrei fotografias em cor para utilizar como referência.

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Reflexões

Harmonia


Há dois anos atrás gravei um vídeo (fora do ar) para responder à tag Meet The Artist e, lá pelos 2:30min, surge a pergunta: qual é meu maior sonho? A resposta é estabilidade financeira.

Desde o dia 9 de fevereiro posso dizer que, finalmente, consegui concretizar esse sonho, que veio acompanhado de uma mudança radical na minha vida. Fui nomeada para um concurso que fiz em 2014, para o magistério municipal. A partir de agora, sou oficialmente professora de Artes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Desde que o anúncio da nomeação saiu, no final de janeiro, cada dia é um plot twist diferente: muitos exames, documentos, autenticações, filas de espera, problemas de última hora, choro e alegria.

Se estou com medo? Claro. Mas resolvi me jogar de cabeça, com medo e tudo. Acredito que é muito melhor entrar nessa roleta russa de ansiedade e dúvidas e esgotar todas as minhas possibilidades, do que ficar eternamente arrependida de nunca ter tentado. Essa semana encerro meu ciclo no emprego que me acolheu nos últimos seis anos, e embarco nessa jornada inesperada, assim como aquela que Bilbo Bolseiro nem sonhava em participar um dia.


E para completar as reviravoltas de dar inveja a qualquer novela mexicana, na madrugada da quarta-feira de cinzas abandonaram uma linda gatinha preta na porta da minha casa. Claro que ela foi acolhida, alimentada, levada ao veterinário e agora faz parte da família, recebendo todo mimo, cuidado e amor do mundo. Seu nome é Luna (em homenagem à gatinha da Sailor Moon) e é meu xodó, dorme ao meu lado e é a grande responsável pelo aumento considerável das minhas olheiras hehe.

E o que muda na minha vida de ilustradora? Nadica de nada. A programação continua normal por aqui e as encomendas estão abertas, assim como meu studio na Colab55. Claro que, nas últimas semanas, em decorrência de tudo o que aconteceu, minha rotina sofreu uma super alteração, ando bastante cansada e resolvendo todas as pendências possíveis, por isso a produção e os estudos caíram. Talvez eu só volte ao ritmo 100% normal após o primeiro mês de aula, pois agora vêm os planejamentos, pesquisa e tudo o mais que envolve a docência.

Também pretendo criar uma categoria aqui no blog, chamada Sala de Aula, na qual quero contar sobre alguns projetos que eu venha a desenvolver com as crianças, no intuito de ajudar outros profissionais da área, já que achei bem difícil encontrar conteúdos para professores de arte que lidam com os pequenos. Por enquanto, é só um querer que estou acalentando, mas espero tirar do papel.

Para marcar essa fase, criei a peça que abre essa postagem, e que batizei de Harmonia. Eu estava há alguns dias sem desenhar, e queria fazer uma ilustração para descansar, e que passasse uma ideia de fofura e tranquilidade, inspirada pelos trabalhos da Juliana Rabelo, Malena Flores, Sabrina Eras e Dessamore, que são mestras no estilo cute. E harmonia é tudo o que quero, assim como tranquilidade, contato com a arte, com a natureza (pretendo utilizar minha formação em Educação Ambiental para trabalhar esse tema com as crianças) e muita felicidade e inspiração.

Materiais utilizados na ilustração: papel kraft Canson XL; lápis grafite Derwent Graphic 2B, EcoLápis Super Soft Faber-Castell; brushes para aquarela do Photoshop.

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A Redoma de Vidro (The Bell Jar)


TRIGGER WARNING: esta postagem fala sobre o livro A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath, e contém relatos sobre depressão, que podem desencadear gatilhos emocionais. Prossiga com cautela. ❤️


Na última semana terminei a leitura de A Redoma de Vidro (The Bell Jar), livro da autora norte-americana Sylvia Plath, uma obra que sempre tive muita vontade de ler e estava na minha estante há bastante tempo, mas que me deixava com um pouco de receio, por conta do teor da narrativa. O livro conta a história de Esther, uma jovem estudante universitária que, de repente, descobre-se com depressão.

É fácil devorar o livro em poucos dias, mas economizei a leitura para não acabar logo. A escrita de Sylvia é muito poética e de fácil compreensão. Demorei um pouco para simpatizar com a personagem principal, no início achei que ela era uma moça mimada, mas quando percebi estava envolvida no seu relato e em como a depressão mudou completamente sua vida.


Deve haver um bocado de coisas que um banho quente não cura, mas não conheço muitas delas. Sempre que fico triste pensando que um dia vou morrer, ou perco o sono de tão nervosa, ou estou apaixonada por alguém que não verei por uma semana, me deixo sofrer até certo ponto e então digo: "vou tomar um banho quente".

A ideia de ilustrar o livro surgiu das imagens que Sylvia cria para a história. A que mais me impactou foi a da própria redoma de vidro ("bell jar" significa campânula, uma espécie de cúpula de vidro muito usada por colecionadores para proteger e, ao mesmo tempo, colocar em exposição plantas, ossos e artigos de antiquário), seguida pelo banho quente do trecho acima; as "cabeças flutuantes", que é como a personagem vai se referir várias vezes a pessoas que estão ou surgem ao seu redor e também os figos e a figueira.

Resolvi representar a personagem Esther, com sua cabeça flutuante na água turva do banho quente, dentro da redoma de vidro. Além disso, aquarelei dois figos - um maduro e outro seco - para marcar outra passagem importante do livro. Confesso que a imagem final da ilustração me incomoda demais. Mas acredito que se ficasse algo muito fofo ou confortável de se olhar, não faria jus ao texto que a inspirou.  O resultado final fico assim:

Utilizei um papel para aquarela antigo, que veio junto do livro Aquarela: o jeito fácil. Desenhei a campânula usando uma cuia para a parte de cima, e régua para as laterais. Fiz uma grande aguada para a parte do líquido se misturando ao cabelo, e o restante da figura trabalhei com aquarela e lápis de cor. O fundo foi inserido digitalmente no Photoshop.

Materiais utilizados

- Papel para aquarela 180g;
- Aquarelas Cotman;
- Pincéis Keramik;
- Lápis de cor Polycolor;
- Bruhes de aquarela para Photoshop.

Para a pessoa dentro da redoma de vidro, vazia e imóvel como um bebê morto, o mundo inteiro é um sonho ruim.

Eu via minha vida se ramificando à minha frente como a figueira verde daquele conto.Da ponta de cada galho, como um enorme figo púrpura, um futuro maravilhoso acenava e cintilava. Um desses figos era um lar feliz com marido e filhos, outro era uma poeta famosa, outro, uma professora brilhante, outro era Ê Gê, a fantástica editora, outro era feito de viagens à Europa, África e América do Sul, outro era Constantin e Sócrates e Átila e um monte de amantes com nomes estranhos e profissões excêntricas, outro era uma campeã olímpica de remo, e acima desses figos havia muitos outros que eu não conseguia enxergar.Me vi sentada embaixo da árvore, morrendo de fome, simplesmente porque não conseguia decidir com qual figo eu ficaria. Eu queria todos eles, mas escolher um significava perder todo o resto, e enquanto eu ficava ali sentada, incapaz de tomar uma decisão, os figos começaram a encolher e ficar pretos e, um por um, desabaram no chão aos meus pés.

A Redoma de Vidro é uma leitura densa, porém muito boa, e confesso que depois dela não sei o que ler a ponto de se igualar à experiência que tive. É também um livro que vai acionar muitos gatilhos emocionais para quem sofre de depressão ou ansiedade, até mesmo pela própria história de vida da autora, que cometeu suicídio aos 30 anos, logo após a publicação de sua obra-prima. Portanto, quem é sensível a esses temas, vá com calma.

Deixe nos comentários suas impressões a respeito dessa interpretação visual que fiz do livro, e se você também o leu, conte sua experiência. Da Sylvia Plath, também tenho um livro chamado Desenhos, com uma série de sketches feitos por ela ao longo da vida. Vou deixar aqui o link para a pesquisa de imagens do Google com alguns desses trabalhos.

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Colheita 🌾


Depois de duas semanas bem agitadas, consegui retomar minha rotina de estudos e tirar algumas ideias do papel. Acho que nunca antes na minha vida tantas coisas aconteceram ao mesmo tempo, e ainda quero escrever sobre isso com calma, assim que a poeira baixar. Aproveitei o momento para me arriscar em dois materiais que não uso com frequência: nanquim e guache, sendo esse último só um pequeno detalhe, mesmo.

Decidi batizar essa ilustra de Colheita porque acredito que a nossa vida é um eterno plantar e colher. Às vezes a plantação é difícil, o processo demora mas, ao final, sempre colhemos aquilo que plantamos. E devido ao momento profissional que estou passando, esse trabalho também representa a colheita de algo que cultivo há anos, com muita dedicação, que é a minha relação com a arte. Agradecimentos especiais aqui a Malena Flores, com quem aprendi a cultivar esses bons sentimentos.



Quem me acompanha já conhece meu processo inicial de trabalho, que consiste em rascunho (que, geralmente, é passado a limpo várias vezes) e, em seguida, a transposição do risco para o suporte final, via mesa de luz. Como tenho um bloco de papel Mixed Media da Canson e preciso gastá-lo, foi o que escolhi para esse estudo, e até que ele se comportou bem com nanquim (muito melhor do que com aquarela). Mas continuo não recomendando esse material, é melhor investir na linha Montval.

Em seguida, separei no godê quatro porções de água e, em cada uma delas, pinguei a quantidade de nanquim necessária para fazer camadas das mais claras até as mais escuras, e também um pouco de nanquim puro para o cabelo. E todo o processo de pintura foi muito igual ao que uso na aquarela, com uma grande aguada, seguida por camadas de transparência até chegar na tonalidade desejada. O ponto principal foi o trabalho com o contraste por valor.


Em seguida, utilizei dois lápis de cor cinzas (um mais escuro e outro mais claro), para fazer o acabamento e reforçar os valores no rosto e nas partes que eu gostaria de destacar a luminosidade, como no ombro, por exemplo. Mas busquei ser bastante econômica nos retoques, tanto no uso de paleta reduzida, como na mistura de materiais para chegar ao resultado que queria. Só utilizei caneta multiliner para fazer o detalhe dos cílios, e caneta gel branca para abrir pontos de luz.

Ao final, achei que faltava alguma coisa nessa figura, já que ela ficou parecendo uma pedra, por isso resolvi colocar as folhagens saindo de sua pele e, para ficar um contraste legal, utilizei guache magenta. Porém, pensando nessa solução e no título que dei, fica uma analogia bastante interessante: mesmo de algo que parece "inanimado" (ou meio xoxo), pode brotar vitalidade e beleza, trazendo harmonia para o conjunto.


Materiais utilizados

- Papel Mixed Media Canson;
- Nanquim Pelican;
- Guache TGA;
- Pincéis Keramik;
- Lápis de cor Polycolor em tons de cinza;
- Multiliner e caneta gel para detalhes.


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Dríade


Há anos não me sentia tão prolífica durante o mês de janeiro, seja nos estudos, nas leituras, nas artes finalizadas e também aqui nas postagens do blog. Talvez o clima de insatisfação generalizada com as redes sociais esteja me ajudando a investir mais tempo de qualidade naquilo que gosto de fazer, o que é maravilhoso.

Essa é a primeira aquarela do ano. Eu estava com saudades de aquarelar e também de retomar alguns conceitos aprendidos com a Sabrina, mas que não estava aplicando nas pinturas, como os cinzas óticos. A foto de referência que usei é esta (novamente repito: a intenção nunca é ficar verossimilhante, mas captar pose e movimentos). E o conceito por trás da composição é a figura da dríade: fada da floresta ligada às árvores.



Esse trabalho surgiu mais como um exercício de aquecimento do que para ser uma ilustra finalizada. Eu estava testando poses de mãos, pois representavam minha maior dificuldade no desenho. Então comecei a fazer muitos rascunhos para entender o movimento dessa parte do corpo. E um dos livros que mais me ajudou - e ainda ajuda - é o Anatomy for the Artists, da Sarah Simblet. Ainda quero falar com calma sobre ele e também sobre o Botany for the Artists, da mesma autora. 

Para essa pintura, como eu queria fazer um fundo bem aguado e utilizando cinzas óticos, optei pelo papel Arches grana fina, que é absurdamente maravilhoso para esse tipo de trabalho (e também absurdamente caro, por isso cortei a folha ao meio). Muitas pessoas defendem que o "bom" artista trabalha com qualquer material, independentemente de ser bom ou ruim. Embora essa afirmação até tenha um fundo de verdade, afinal, quem realmente quer desenhar, faz até com graveto na areia, a escolha do material vai impactar em outras esferas. Por exemplo, é muito difícil conseguir uma aguada uniforme com um papel comum, com fibra de celulose. Não é impossível, veja bem, mas você vai ter menos dificuldade se fizer com o papel apropriado, com fibra de algodão. O mesmo vale para as tintas: quanto melhor a qualidade do pigmento, mais vivas serão as cores e melhor será a sobreposição de camadas, e assim por diante.


Voltando à pintura: fiz uma grande aguada ao fundo, utilizando o pincel hake e, na parte de cima, passei cinza ótico feito com ciano e sombra queimada. Já na parte de baixo, é uma mistura de sap green com azul da Prússia. É importante lembrar que a folha precisa estar bem molhada para conseguir esse efeito, e eu só passei a tinta nas extremidades do papel, a água se encarregou de puxá-la para o centro. Nas laterais, fiz pequenos riscos com a tinta, de fora pra dentro, utilizando um pincel fino, para dar unidade e ressaltar a luminosidade do centro. No restante da figura, é aquilo que já venho aplicando a todas as outras, com a diferença que também marquei os valores com cinza ótico. A finalização ficou com os lápis de cor também de costume. Fiz questão de deixar a textura do papel bem evidente, por motivos de: é linda ❤


Materiais utilizados

- Papel para aquarela Arches grain fin 300g, 100% algodão;
- Aquarelas Van Gogh e Cotman W&N;
- Pincéis de pelo sintético Keramik;
- Lápis de cor Polycolor.
*No stories fixo do meu Instagram tem uma sequência de fotos com meus materiais de arte favoritos.


Ninfas das árvores da mitologia grega antiga, as dríades são espíritos femininos lindos e alegres que cuidam dos bosques e das florestas. Se uma pessoa descuidada causar dano às árvores, as dríades a punirão. Esses espíritos sempre jovens vivem ao lado ou dentro das árvores, caso em que são chamadas de hamadríades. Suas vidas são tão ligadas às das árvores onde vivem que, se a árvore morre, a hamadríade morre com ela. Se a árvore perecer nas mãos de um ser humano, os deuses se vingarão. - Do livro Seres Fantásticos, de Bob Hobbs.

Fiquei muito feliz com o resultado, acho que consegui deixar minha professora um pouquinho orgulhosa (quero acreditar nisso) por estar praticando os ensinamentos dela. Lembrando que quem deseja fazer o mesmo curso que fiz com a Sabrina, o módulo I é totalmente online e está sempre disponível. E quem quiser comprar uma bolsa ou uma toalha de praia lindona com essa estampa, é só vistar meu studio na Colab55. Quer encomendar uma ilustra personalizada? Saiba como aqui.

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Rebel Rebel ⚡


Mais uma ilustração que só saiu do papel de maneira satisfatória depois de ganhar um propósito (assim como A Força e a Fera Interior). Mesmo que o rascunho já estivesse bem interessante, faltava aquele algo a mais, que acabou vindo à tona em forma de homenagem ao músico David Bowie (hoje completam-se dois anos de sua morte).

Escolhi fazer o icônico raio que o cantor maquiou em seu rosto para a capa do álbum Aladdin Sane (1973), com fotografia de Brian Duffy. Encontrei uma entrevista muito interessante que o filho de Duffy concedeu à revista Rolling Stone, falando que esta imagem pode ser considerada a Monalisa do pop, e eu concordo. Dá pra ler aqui.

As fotografias de Brian Duffy para Aladdin Sane


Sigo utilizando o papel Bristol para trabalhar com lápis, pois a textura dele facilita bastante esse efeito de cabelo "fio-a-fio". Um papel mais texturizado exige mais do lápis, além de não conseguir captar sutilezas, como linhas finas. O esfuminho também desliza com enorme facilidade. Para o raio, utilizei os lápis de cor SuperSoft da Faber-Castell, que se saíram muito bem. Porém, sempre é bom lembrar que esses lápis são uma linha escolar.  O resultado:

Materiais utilizados

- Papel Canson Bristol;
- Lápis Staedtler Mars Lumograph 4B;
- Lápis de cor SuperSoft Faber-Castell;
- Multiliner Sakura Micron.



Como eu já venho fazendo desde meados do ano passado, a edição da imagem é mínima, com correções automáticas e limpeza de ruído, no final aplico multiply em tudo. 

Essa ilustra já está disponível no meu Studio no Colab55, em várias peças legais. Sugiro sempre o cadastro no mailing da loja, assim dá pra acompanhar as promoções e ofertas exclusivas para assinantes. E para fechar, a música que inspirou o título dessa postagem ⚡


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Dicas

Aberta a temporada de encomendas


As encomendas para 2018 já estão abertas para todos aqueles que desejam ter uma ilustração personalizada, feita por mim e dentro do meu estilo. Resolvi sanar algumas dúvidas nessa postagem, para auxiliar quem deseja saber sobre meu processo de trabalho, formas de pagamento e prazos. Vamos lá?!

Qual é o tipo de ilustração que faço?

Trabalho com técnicas tradicionais de ilustração, como: aquarela, nanquim, lápis de cor, lápis pastel seco, grafite e marcador. A arte é produzida com materiais nobres, digitalizada e tratada (com correção das cores e remoção do fundo, caso necessário). O cliente recebe o arquivo em alta resolução, diretamente em seu e-mail. Também é possível encomendar uma ilustração "física", que será encaminhada pelos Correios (+ frete).

Qual é o meu estilo de ilustração?

Meu estilo é figurativo, inclinado para a fantasia. Se você encomendar um retrato, por exemplo, eu vou capturar as feições da pessoa, porém, não ficará hiperrealista.

O que você pode encomendar?

  • Ilustração em arquivo digital;
  • Ilustração original tamanho A5 e A4;
  • Ilustração para tatuagem;
  • Cabeçalho de blog;
  • Ícones de redes sociais ou categorias para blog;
  • Imagem de rodapé para blog;
  • Botão “subir” para blog;
  • Capa para rede social;
  • Avatar para rede social;
  • Assinatura de e-mail;
  • Banner para loja virtual;
  • Ilustração editorial para capa de livro;
  • Ilustração editorial para miolo de livro;
  • Marcador de página;
  • Criação de personagem;
  • Criação de produtos, logotipos e estamparia.

Onde você pode ver exemplos do meu trabalho?

Você pode consultar a seção Portfólio, que contém uma seleção de postagens com ilustrações e seus processos de criação, e também conferir meu perfil no Behance.

Como é minha sistemática de trabalho?

  • Cada ilustração é feita exclusivamente para o projeto solicitado, acordado previamente com o cliente;
  • Não reproduzo obras de terceiros e não altero meu estilo de traço e/ou imito a maneira como outros profissionais ilustram;
  • Não trabalho com tipografia e webdesign;
  • O atendimento é realizado somente por e-mail, com tempo de resposta de até 24h entre uma mensagem e outra, somente em dias úteis;
  • Não atendo projetos por mensagens nas redes sociais, comentários do blog, celular, dentre outros. Não adiciono clientes em perfis pessoais;
  • O uso das imagens, autoria, divulgação, prazos e alterações de projeto, bem como direitos e deveres das partes, fica registrado no Termo de Prestação de Serviço.

Quais os preços, prazos e formas de pagamento?

Os preços são discutidos exclusivamente por e-mail com cada cliente, pois dependem da complexidade do projeto. Já os prazos de entrega padrão seguem esta ordem:
  • Rascunho: 5 dias úteis após aprovação do pagamento;
  • Esboço final: 5 dias úteis após aprovação do rascunho;
  • lustração: 5 dias úteis após aprovação do esboço final.

O pagamento pode ser efetuado através de depósito bancário (50% na entrada + 50% quando a ilustração ficar pronta), PayPal e PagSeguro (em até 12x, com acréscimos de 5% a 10%).

Gostou? Quer encomendar? Então mande um e-mail para lidiane@lidydutra.com falando um pouco sobre suas ideias, para que eu possa passar o orçamento. E se você tiver um projeto especial, como um livro ou site completo, posso oferecer um desconto total.

E para quem quer uma ilustração minha mas não pode encomendar, pode aproveitar as ofertas e promoções no meu Studio no Colab55:

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