Trabalhando com poucos materiais

15/01/16


Às vezes nossos hábitos acabam nos limitando um pouco. Eu amo misturar materiais com texturas diferentes, é bem comum usar na mesma ilustração: grafite, lápis de cor, marcador, pastel seco, e por aí vai. Porém, esse costume me deixa super desconfortável quando quero sair de casa, por exemplo, e levar material de desenho comigo. Afinal de contas, o que escolher diante de tantas opções?

Dando continuidade aos estudos que venho realizando, tentei reduzir o número de itens na hora de trabalhar. Separei um estojo pequeno e me limitei a colocar ali o essencial. Detalhe: sem lápis e borracha! Não condeno o uso de borracha, como outras pessoas, não acho que tenha alguma coisa errada com isso. O problema é achar que só vai ficar realmente bom se o traço estiver super limpo.

A partir daí, comecei minha jornada, sabendo que precisaria misturar aquarela se quisesse tons diferentes, que se errasse a proporção, o risco não poderia ser apagado da folha, que se a tinta manchasse, as marcas ficariam no papel. E para uma pessoa cricri e certinha como eu, essa é uma experiência valiosa e altamente recomendável.


Os materiais que fazem parte da minha rotina, atualmente, são:
- Sketchbook para aquarela tamanho A5;
- Aquarela em pastilha (das marcas Koh-I-Noor e Winsor & Newton);
- Caneta esferográfica nas cores: rosa, azul, roxo, verde;
- Pincel com reservatório;
- Caneta multiliner 0.5 ou marcador permanente preto;
- Caneta branca.



O que trabalhar com material reduzido me ensinou: que nem toda limitação é ruim e que existe valor e beleza nos "erros". Claro que essa é uma experiência muito pessoal, como tudo que coloco aqui. Não estou obrigando os leitores a, a partir de hoje, usar somente um tipo de material nos seus estudos, cada pessoa é livre para experimentar o quanto quiser, e se não se sentir bem trabalhando apenas com caneta, por exemplo, fique à vontade para cercar-se de coisas que garantam a boa execução do seu desenho. O importante é ser feliz, sempre. :) 

O próximo passo é trabalhar com grafite numa só graduação, sem auxílio de esfuminho e borracha. E reduzir a paleta de cores das ilustrações, exercício que a Juliana Rabelo faz muitíssimo bem.