Lidiane Dutra
  • Home
  • Sobre
  • _Sobre mim
  • _Currículo
  • Trabalhos
  • _Portfólio
  • _Encomendas
  • Blog
  • _Arquivo
  • _FAQ
  • Contato
Reflexões

Blogar é envelhecer?


Foto de Marissa Lewis na Unsplash


Esses dias vi o vídeo de uma psicóloga no TikTok, falando que as mulheres millennials na casa dos 35-40 anos estão desaparecendo das redes sociais. Elas já não postam mais selfies, ou suas comidas favoritas, os lugares que frequentam, sua rotina. Parece ser um impulso low profile, um cansaço das redes, mas um olhar mais atendo mostra outro dado: essas mulheres podem simplesmente não querer mostrar seu envelhecimento para a audiência. Para uma geração que cresceu acompanhando o surgimento de todas as redes sociais, admitir que está se tornando velha, principalmente em relação à gen z, é assustador. Então essas mulheres estão simplesmente sumindo, evitando que perguntas sobre a aparência ou "deslizes geracionais" (uso de gírias, gostos, moda...) sejam analisados pela opinião pública. 

Não existe nada de errado em postar uma selfie, um prato bonito ou um lugar legal, e se mulheres mais velhas ficam constrangidas em postar suas rotinas em suas próprias redes sociais, só reforça o fato de que a pressão estética e a mercantilização em cima dos corpos femininos está a todo vapor, disfarçada de autocuidado ou outro nome mais adequado ao mercado. Em contrapartida, as gerações mais novas também parecem estar abandonando determinadas redes sociais "formatadas" por algo mais livre e personalizável. E é aí que a roda do tempo gira novamente, com muitas adolescentes voltando para o Tumblr e para a estética dos blogs, espaços que você pode customizar, explorar a quantidade de imagens, textos e vídeos que convém e manter uma conversa mais intimista.

A realidade é que os blogs nunca acabaram. O fato de não serem usados mais como até um tempo atrás não quer dizer que o formato morreu ou se esgotou, apenas voltou a ser mais nichado, como no começo. Ainda acompanho muitos blogs, como o Momentum Saga, o Hello Lolla e o da Melina Souza. Aliás, ela postou um desabafo esses dias em seu blog, falando sobre como o ambiente das redes está cada vez mais hostil (e eu complemento falando que essa hostilidade não vem só das pessoas, mas de políticas e de algoritmos cada vez mais agressivos, que empurram todos para a vala comum dos criadores de conteúdo, sendo que muitas das pessoas só quer postar pra se sentir bem!).

Me pergunto se ainda blogar em 2023 é um sinal de envelhecimento, amadurecimento, nostalgia ou um grande e sonoro dane-se para tudo o que especialistas em marketing digital e tendências ditam, seguindo apenas o fluxo afetivo de estar num lugar fazendo algo que me deixa feliz, ou apenas em paz comigo mesma.

Não canso de dizer o quanto o blog é um espaço seguro (retomei a caixa de comentários após um tempo fechada), onde sistematizo o meu trabalho, meu processo criativo e posso compreender minha arte e minha profissão. Mesmo que eu não poste com frequência ou fale sobre todo o tipo de assunto como há 7 anos atrás, ainda é aqui que está minha essência: uma artista e professora que gosta de coisas místicas, como boa cria dos anos 80 e 90. 

Esperar que os blogs voltem a ter seu auge é um pouco demais, acredito que esse tipo de espaço ficará cada vez mais nichado, cada vez mais intimista e cada vez mais voltado à resistência para quem curte slow content e quer ir contra à agressividade que os algoritmos impõe à vida digital.

Blogs que leio e amo

  • Momentum Saga
  • Melina Souza
  • Mulher Vitrola
  • Hello Lolla
  • Valkirias
  • Delirium Nerd (colaborei lá por um tempo)
  • Aline Valek
  • Zine Marítimas
Leia mais →
Arte Digital Portfólio

A Noite de Hekate


Mais uma representação de Hekate, dessa vez alusiva ao dia 16 de novembro, no qual temos a celebração moderna da Noite de Hekate. Essa semana ainda teremos, no dia 30 de novembro, a celebração de Hekate das Encruzilhadas, também moderna. Eu sigo o calendário Hekatino disponibilizado pela Márcia C. Silva para me guiar nas datas. 


Para essa ilustração, usei algumas fotos minhas como referência, pois queria poses muito específicas. As posições dos rostos são bem peculiares, cada figura olha para uma direção e com uma intenção diferentes. Aproveitei, também, para testar alguns pincéis para cabelo confesso que não curti muito) e também me arriscar em outras texturas, como a da lua cheia, por exemplo.



Também aproveitei para brincar mais com a paleta de cores, optando pelo tom verde no cabelo, em contraste com o vinho do fundo. Eu sinto que estou transitando entre um estilo próprio de pintura e outro totalmente genérico e plastificado; em alguns momentos consigo transportar um pouco do meu traço no lápis para a tela, em outros ainda me sinto muito perdida. Mas esse é o movimento do estudo, e a busca eterna pelo equilíbrio entre percepção e técnica (spoiler: nunca alcançamos hehehe).


Para o próximo mês, estou planejando um calendário do advento bastante diferente: não terá nada a ver com bruxaria, mas também não com o lado fofinho do Natal. Será um calendário de 9 ilustrações bastante sombrio e bizarro. Se o Papai Noel presenteia as crianças que se comportaram ao longo do ano, o que acontece com aquelas que não se comportam? Quem vem visitá-las? Esse será o tema explorado!

Leia mais →
Arte Digital Portfólio

DTIYS e fanarts

 


Trago aqui dois exemplos de estudos que estão me ajudando muito a melhorar cada dia mais no digital - embora eu ainda tenha muito chão pela frente. O primeiro deles é um draw this in your style (DTIYS). Esses desafios de desenhe no seu estilo são maravilhosos para treinar, principalmente paletas e testar novos pincéis. Escolhi o da Hai Anh, que achei super fofo, e também estou seguindo um perfil diretório de desafios (Draw this challenge). Também aproveitei para testar novos brushes e descobri que gosto mais dos que imitam giz e lápis, além dos sprays de preenchimento.



As fanarts também são ótimas para treinar, pois as pessoas ou personagens já possuem uma construção visual sólida, então podemos focar em desenvolver nosso estilo e aprimorar paleta de cores e domínio da ferramenta. Essa Britney Spears vestida no clipe de Toxic veio de um rascunho que fiz em 2020 e deixei de molho, dia desses acabei o fotografando e comecei a trabalhar em cima dele. Aproveitei para aprimorar a organização das camadas e detalhes finos, como brilhos, subtons e degradês sutis.


O importante, tanto no digital quanto no tradicional é sempre desenhar com constância, mantendo um ritmo de produção que te possibilite crescer, e não somente fazer coisas aleatórias para postar nas redes sociais. Aliás, o postar nas redes deve ser a última preocupação... sempre!

Leia mais →
Anterior Próximo
Assinar: Comentários (Atom)

Arquivo

  • dezembro 2025 (2)
  • novembro 2025 (1)
  • outubro 2025 (1)
  • setembro 2025 (1)
  • agosto 2025 (1)
  • julho 2025 (2)
  • junho 2025 (2)
  • maio 2025 (1)
  • abril 2025 (2)
  • março 2025 (2)
  • fevereiro 2025 (1)
  • janeiro 2025 (8)
  • dezembro 2024 (1)
  • novembro 2024 (2)
  • outubro 2024 (2)
  • setembro 2024 (1)
  • agosto 2024 (1)
  • julho 2024 (2)
  • junho 2024 (1)
  • maio 2024 (6)
  • abril 2024 (1)
  • março 2024 (1)
  • fevereiro 2024 (2)
  • janeiro 2024 (5)
  • dezembro 2023 (2)
  • novembro 2023 (3)
  • outubro 2023 (1)
  • setembro 2023 (2)
  • julho 2023 (4)
  • junho 2023 (3)
  • abril 2023 (2)
  • março 2023 (1)
  • fevereiro 2023 (1)
  • janeiro 2023 (4)
  • dezembro 2022 (1)
  • novembro 2022 (2)
  • outubro 2022 (1)
  • setembro 2022 (1)
  • agosto 2022 (1)
  • julho 2022 (2)
  • junho 2022 (1)
  • maio 2022 (1)
  • abril 2022 (3)
  • março 2022 (2)
  • fevereiro 2022 (2)
  • janeiro 2022 (3)
  • dezembro 2021 (2)
  • novembro 2021 (1)
  • outubro 2021 (2)
  • setembro 2021 (1)
  • agosto 2021 (3)
  • junho 2021 (4)
  • maio 2021 (1)
  • abril 2021 (1)
  • março 2021 (2)
  • fevereiro 2021 (1)
  • janeiro 2021 (6)
  • dezembro 2020 (2)
  • novembro 2020 (1)
  • outubro 2020 (3)
  • setembro 2020 (2)
  • agosto 2020 (2)
  • julho 2020 (2)
  • maio 2020 (5)
  • abril 2020 (3)
  • março 2020 (3)
  • fevereiro 2020 (2)
  • janeiro 2020 (3)
  • dezembro 2019 (3)
  • novembro 2019 (1)
  • outubro 2019 (6)
  • setembro 2019 (2)
  • agosto 2019 (2)
  • julho 2019 (2)
  • junho 2019 (3)
  • maio 2019 (3)
  • abril 2019 (1)
  • março 2019 (2)
  • fevereiro 2019 (3)
  • janeiro 2019 (4)
  • dezembro 2018 (2)
  • novembro 2018 (1)
  • outubro 2018 (4)
  • setembro 2018 (2)
  • agosto 2018 (2)
  • julho 2018 (4)
  • junho 2018 (5)
  • maio 2018 (4)
  • abril 2018 (3)
  • março 2018 (2)
  • fevereiro 2018 (3)
  • janeiro 2018 (5)
  • dezembro 2017 (3)
  • novembro 2017 (4)
  • outubro 2017 (4)
  • setembro 2017 (3)
  • agosto 2017 (4)
  • julho 2017 (5)
  • junho 2017 (2)
  • maio 2017 (8)
  • abril 2017 (4)
  • março 2017 (5)
  • fevereiro 2017 (4)
  • janeiro 2017 (6)
  • dezembro 2016 (4)
  • novembro 2016 (5)
  • outubro 2016 (5)
  • setembro 2016 (6)
  • agosto 2016 (5)
  • julho 2016 (8)
  • junho 2016 (5)
  • maio 2016 (8)
  • abril 2016 (8)
  • março 2016 (10)
  • fevereiro 2016 (6)
  • janeiro 2016 (8)
  • dezembro 2015 (10)
  • novembro 2015 (6)
  • outubro 2015 (12)
  • setembro 2015 (8)
  • agosto 2015 (31)
  • julho 2015 (5)
  • junho 2015 (8)
  • maio 2015 (5)
  • abril 2015 (7)
  • março 2015 (8)
  • fevereiro 2015 (5)
  • janeiro 2015 (6)
  • dezembro 2014 (9)
  • novembro 2014 (13)
  • outubro 2014 (12)
  • setembro 2014 (6)
  • agosto 2014 (7)
  • julho 2014 (6)
  • junho 2014 (2)
  • maio 2014 (2)
  • abril 2014 (4)
  • março 2014 (3)
  • fevereiro 2014 (6)
  • janeiro 2014 (5)
  • dezembro 2013 (6)
  • outubro 2013 (4)
  • setembro 2013 (3)
  • agosto 2013 (3)
  • julho 2013 (4)
  • junho 2013 (5)
  • maio 2013 (6)
  • abril 2013 (7)
  • março 2013 (9)
  • fevereiro 2013 (2)
  • janeiro 2013 (7)
  • dezembro 2012 (2)
  • novembro 2012 (2)
  • outubro 2012 (4)
  • setembro 2012 (2)
  • agosto 2012 (4)
  • maio 2012 (1)
  • abril 2012 (1)
  • fevereiro 2012 (1)
  • dezembro 2011 (1)
  • novembro 2011 (1)
  • outubro 2011 (2)
  • junho 2011 (1)
  • Termos de uso
© Lidiane Dutra • Theme by MG Studio