Lidiane Dutra
  • Home
  • Sobre
  • _Sobre mim
  • _Currículo
  • Trabalhos
  • _Portfólio
  • _Encomendas
  • Blog
  • _Arquivo
  • _FAQ
  • Contato
Arte Digital Featured Portfólio Projetos

Lidytober 2025: Ghost


Minha ideia para o Lidytober desse ano começou lá por meados de julho, quando esbocei o que eu queria para o desafio: uma ilustração por semana, para ser postada toda a sexta-feira de outubro, totalizando 5 ilustras. A princípio, seriam ilustrações tradicionais, usando nanquim, mas, no meio do caminho, comprei um IPad e acabei optando por fazê-las digitalmente.

Depois de organizar a parte prática, veio a questão do tema. Pensei em personagens de horror da cultura pop, mas isso me carregava diretamente para o desafio de 2017, que até hoje é o que eu mais gosto. Então, resolvi fazer cada um dos Papas da banda Ghost versão feminina, que fecharia certinho as 5 semanas de outubro.

Não é de hoje que quero fazer um dos Papas, a primeira ideia veio em 2021, no antigo projeto do arcano regente do ano. Mas na enquete acabou ganhando Anúbis para representar o Hierofante. E sobre a banda, acho que como todo brasileiro, comecei a acompanhar a partir do Rock in Rio de 2013 (aquela montagem maravilhosa do canal Golpe Baixo é insuperável). Mas somente esse ano, com tempo e paz de espírito, resolvi fazer o deep dive na discografia deles e, como acabei comprando um toca discos, aproveitei para iniciar minha coleção de vinis por eles também. Sobre ser uma banda satânica, genérica ou comercial, aí vai de cada um, e não acho que ninguém deva fiscalizar o gosto alheio, como tentaram fazer comigo.

Aproveitei a oportunidade, também, para me apropriar melhor do Procreate, depois de dois anos trabalhando no Infinite Painter. Optei por fazer todos os trabalhos em tons de cinza para treinar a questão dos valores, utilizando uma das maravilhosas paletas da Loish. Também fiz um vídeo time lapse para cada uma, e todos podem ser vistos no meu Instagram. Mas chega de papo e vamos aos Papas (ou Papisas?):

Semana 01 - Primo


Semana 02 - Secondo


Semana 03 - Terzo


Semana 04 - Cardi e IV


Semana 05 - Perpetua


Para o Perpetua eu refiz um desenho com marcadores de junho desse ano, que acabou meio torto. Achei melhor reaproveitar a ideia do que fazer algo do zero. E também já é possível ver que consegui trabalhar bem mais nele do que nos outros. Para todas as ilustras, parti do rascunho feito no papel (pois seriam tradicionais), só tirei uma foto e finalizei digitalmente. 

Esse ano completam 10 anos que participo do Inktober (como projeto geral), dedicando o mês de outubro a desenhar nem que seja uma vez por semana. Nunca segui uma lista oficial, sempre fiz tudo da minha cabeça, por acreditar que a ideia de parar e se dedicar à arte já é suficientemente legal, e que pode abrir outras possibilidades a partir disso. Já me cobrei muito, já fiz muita coisa feia, já me planejei, já fiz coisas excelentes e o que fica é a caminhada artística que venho construindo nessa década de desenho em outubro.

Feliz Halloween, para quem é de Halloween! 🎃
Leia mais →
Arte Digital Featured Portfólio

Meu retrato no Procreate


Em 2023 comprei um tablet muito simples para poder estudar e carregar menos peso na mochila, mas acabou que instalei um programa chamado Infinite Painter e usei essencialmente para desenhar. Tive que aprender do zero, com tutoriais na internet, pois tudo era uma grande novidade para mim. E fiz trabalhos dos quais me orgulho muito, como o Inktober daquele ano, o Calendário do Advento e a ilustração que está em todos os cadernos da rede escolar.


Esse ano, consegui comprar um IPad e pude instalar o Procreate, e cá estamos novamente, aprendendo tudo do zero (me sinto eternamente na aula de Matemática do 6° ano, único momento na vida em que reprovei numa disciplina). Gostaria muito de fazer mais um Inktober digital, mas não sei se consigo a tempo. Tenho usado mais para testar pincéis e pressões da caneta e me acostumar com os comandos do aplicativo, que são diferentes dos que eu usava.


E consegui também fazer um retrato digital bem apresentável, usando o que aprendi da ferramenta até agora. Dá pra melhorar bastante, mas já consegui entender quais pincéis e efeitos curto mais, e também instalei os pincéis de artistas que adoro, como o Adilson Farias e a Loish, os quais sigo testando.



The season of the witch is coming.

Leia mais →
Featured Portfólio

Hegemonen


Hécate é uma deusa das coisas que outros temem, entendem mal ou, até mesmo, expulsam do mundo convencional. Ela nos oferece conforto na escuridão. Ela ilumina os espaços que precisamos curar. Ela também pode nos mostra a profundidade de nossa maldade, destacando nossos próprios poderes para ferir ou destruir. Ela nos lembra dos espíritos que nos precederam, conectando-nos com as lições que eles nos deixaram. Ela nos faz recordar a magia que está em nosso sangue. E, assim como a lua ilumina as trevas, Hécate ilumina o que há em nós de poderoso e amoroso, indulgente e gracioso. Ao passarmos por essas nossas vidas, há momentos em que nossas próprias bênçãos, qualidades incríveis que poderiam abalar a terra e renová-la inteira, se perdem também em um período de escuridão. Elas se tornam nossos próprios fantasmas, assombrando-nos, e muitas vezes tememos e fugimos delas. Mas tudo isso é domínio de Hécate e, assim como os antigos gregos lhe pediam que liberasse os espíritos para auxiliá-los com seus próprios esforços mágicos, nós também podemos pedir-lhe que liberte os espíritos para nos ajudar. - Courtney Weber, p. 152.

Em 13 de agosto muitas pessoas ao redor do mundo celebram o Dia de Hekate, que é uma data moderna, sem ligação com o culto da antiguidade. Já falei dessa data anteriormente, neste post, e deixo aqui também o texto do Santuário de Hekate Hegemonen com algumas explicações.


Fiz questão de colocar logo de início a música Stand by Him, por falar de bruxaria e citar um trecho do Malleus maleficarum (All witchcraft comes from carnal lust, which is in women insatiable/ toda bruxaria surge da luxúria carnal, que é, nas mulheres, insaciável). Hekate, enquanto rainha das bruxas, acolhe aquelas mulheres que, por suas convicções, práticas e modos de vida, são jogadas às margens da sociedade. Bruxa foi a palavra utilizada para designar a mulher em pecado, de acordo com a ótica da igreja católica, mas bruxa é a mulher que escolheu seu próprio caminho, diante da encruzilhada da vida.



Essa ilustração não nasce necessariamente como uma representação de Hekate. A figura e seu simbolismo foram se constituindo à medida que fui desenvolvendo tanto o desenho, quando o texto para esse post. Essa figura de olhos com duas íris intriga e inquieta. Por trás da aparente "normalidade", uma "anomalia" se apresenta. E não é assim quando resolvemos nos levantar quanto a uma opressão e usar nosso poder de decisão?


Escolhi o epíteto Hegemonen, que significa guia, para associar à essa figura. Hekate Hegemonen guia os nossos caminhos e Hekate, enquanto alma cósmica do universo, que tudo vê e tudo sente, está atenta aos nossos passos, observando com cuidado o caminho que tomamos, com olhos atentos e que se multiplicam.



Observar a si mesma, se compreender e entender seu lugar no mundo é algo que a bruxa faz constantemente em sua prática e em sua vida. Ter olhos para si, para o mundo que a cerca, para a multiplicidade de experiências que podemos viver, tendo Hekate como guia e conselheira nesse caminho.


Aproveito a oportunidade para registrar que, após 14 anos de um longo caminho de entendimento, redescoberta, perdão e olhos voltados para dentro de mim, estou retornando à universidade para fazer meu doutorado.



Materiais utilizados

  • Papel Concept Hahnemuhle 220g;
  • Lápis grafite 3B Toison D'Or Koh-I-Noor;
  • Esfuminho;
  • Caneta dourada Pentel.

Feliz 13 de agosto a todas as bruxas!
Leia mais →
Aquarela Featured Portfólio

O Jarro de Pandora


ele chamou essa mulher de Pandora porque todos os deuses que vivem no monte Olimpo lhe deram um dom, uma calamidade para os homens."

Essa ilustração surgiu após a leitura do maravilhoso O Jarro de Pandora: uma visão revolucionária e igualitária sobre a representação das mulheres na mitologia grega, da Natalie Haynes. Gostaria que ela tivesse ficado pronta a tempo da minha última exposição, mas tudo sempre ocorre no tempo que deve ocorrer.

Pandora é comumente descrita como a mulher que carrega uma caixa, na qual estão todos os males do mundo e, por descuido ou curiosidade ao abri-la, deixa-os escaparem, sobrando unicamente a esperança lá dentro. Esse mito sempre pareceu confuso para mim, pois eu não conseguia entender por que a esperança estaria dentro de uma caixa cheia de males...

Natalie Haynes vai a fundo no mito e traz alguns pontos que elucidam a história: Pandora foi criada pelos olimpianos em represália a Prometeu, que roubou o fogo dos deuses e os deu aos humanos. Ela é o kalon kakon, um belo mal, e é dada em presente a Epimeteu, irmão de Prometeu. Pandora carrega consigo um jarro (provavelmente um lebes nupcial) que, ao aberto, espalha as calamidades sobre os mortais.

A autora aponta também um provável erro de tradução: o termo elpis não significa exatamente esperança mas, talvez, expectativa. Já a representação da caixa no lugar do jarro aparece a partir do século XIX em fábulas e pinturas.


Munida de todas essas informações, comecei a pesquisar imagens de jarros antigos, vestimentas e detalhes de frisos gregos. Eu queria que Pandora fosse ela própria o jarro, o receptáculo de seus próprios quereres - e não dos males que afligem os "pobres homens". Por isso, os frisos se converteram em tatuagens. A roupa da cor do açafrão evoca às vestimentas gregas, mas não é fiel à elas.

O jarro não é no formato do lebes nupcial, mas sim algo que passa certa dificuldade em segurar e manejar, que precisa de um esforço para ser carregado. Mesmo assim, a expressão de Pandora é serena: ela olha para além da tela e coloca sua mão delicadamente dentro do jarro, quase como uma ameaça velada: se eu colocar minha mão aqui, você está ferrado! Pois aqui dentro está a minha essência...


Utilizei meus métodos de desenho e pintura, e foi muito difícil fazer com que tudo convesasse e convergisse para o que eu queria desde o começo. Foi também um processo arrastado, tive que lidar com muitas coisas acontecendo em paralelo, mas Pandora me convidava para abrir o jarro e assim concluí a ilustração.


Materiais utilizados

  • Papel Arches grana fina 300g;
  • Aquarelas White Nights;
  • Pincéis para aquarela sortidos;
  • Lápis de cor Pentel;
  • Marcadores Pentel para os detalhes.


O resultado final:


Livros com releituras de mitos gregos que estão na minha lista

  • Galateia, Madeline Miller; (lido 5★)
  • Circe, Madeline Miller; (lido 5★)
  • A Canção de Aquiles, Madeline Miller; (lido 5★)
  • O Jarro de Pandora, Natalie Haynes; (lido 5★)
  • Ariadne, Jennifer Saint; (lido 3★)
  • Clitemnestra, Constanza Casati;
  • O Olhar Petrificante, Natalie Haynes;
  • Mil Navios para Tróia, Natalie Haynes;
  • Os Filhos de Jocasta, Natalie Haynes;
  • Medeia, Rosie Hewlett.
Leia mais →
Arte Digital Featured Portfólio

Patrimônio Papareia


Assim como as Mulheres Rio-grandinas Notáveis, esse foi mais um trabalho que fiz dentro das atividades para a Secretaria de Município da Educação, onde estou atuando no momento. A ideia era criar uma capa para os cadernos disponibilizados dentro do kit escolar, e após um grande brainstorming (com auxílio do Felipe e da Karine), a ilustração Patrimônio Papareia tomou forma.

Ela segue o padrão das Mulheres Notáveis, reproduzindo o estilo de um azulejo português. A ilustração é composta por vários elementos do patrimônio material, imaterial e natural da cidade. O objetivo era produzir uma capa que fosse artística e que também trouxesse o sentimento de pertencimento aos estudantes, reconhecendo lugares, pessoas e situações de seu contidiano. 

Muitas pessoas relataram se reconhecer, reconhecer um parente ou amigo, ou recordar lugares da infância ao ver essa ilustração. E isso me deixou muito feliz e com a sensação de dever cumprido, por proporcionar algo que realmente tocou o coração de quem recebeu.

Aqui tem um documento, também disponibilizado para as escolas da rede, contando cada detalhe da ilustração, o que auxilia os professores a desenvolverem uma proposta pedagógica a partir da capa dos cadernos. 


E aqui a minha mãozinha congelada pelo frio de 2° do mês de junho, fotografada pela Lisi, segurando o caderno em frente ao prédio da SMEd, o Sobrado dos Azulejos, que tanto tem nos inspirado desde o início do ano letivo. 
Leia mais →
Anterior Próximo
Assinar: Postagens (Atom)
  • Termos de uso
Blogueiros raiz, uni-vos!
Selo 1.0
© Lidiane Dutra • Todos os direitos reservados • Theme by MG Studio