Colorindo um retrato com lápis lilás
Aqui está algo que eu realmente nunca havia tentado, apesar de já ter visto no trabalho de vários artistas: marcar as sombras do rosto, num retrato, com lápis/tinta lilás. Para me sentir mais confiante, optei por um material que já estou acostumada a usar, que é o lápis de cor. O papel é 200g, com uma leve textura, e o estudo está ficando assim:
Misturei duas tonalidades, e de duas marcas diferentes, para criar a base para esse retrato: fiz o fundo com o lápis Polycolor nº 49, e alinhavei com o Royal Purple C270, da linha Coloursoft da Derwent. Esse da Polycolor, inclusive, vem no estojo específico para retratos, e sempre fiquei me perguntando porque diabos um lápis lilás estava ali. Tudo explicado. Assim que percebi que a cobertura estava legal, comecei a colocar as outras cores. Lembrando que lápis de cor é igual a cebola, a sobreposição de camadas de cor é que vai dar o efeito desejado!
Colorir pele, dentro de todas as suas variações de tons, requer estudo e observação, por isso, o ideal é buscar o maior número de referências possível e montar composições de cores. De preferência, anote a numeração do lápis ou tinta que você usou para chegar aonde queria, assim já fica tudo arquivado para consultas futuras.
Duas ilustradoras que usam muito o lilás em seus retratos são a Juliana Rabelo e a Sabrina Eras. É o trabalho delas que tem servido como referência para mim. Assim que finalizar a ilustração, volto aqui para mostrar o resultado e compartilhar minhas impressões sobre essa experiência nova de coloração.
Abraços,
Lidiane :-)
Tudo pronto para o #FestivalCoMundo
Lembram dessa ilustração? Pois ela e mais onze trabalhos já estão esperando pelos participantes da Oficina de Desenho Antiestresse, que encerra suas inscrições hoje, às 20 horas. Corre até a Co.place (General Câmara, 435) e garanta sua vaga. Valor R$ 20,00.
Já estou com todos os desenhos prontos, reitero que não é necessário levar material sofisticado para colorir: basta o básico como lápis de cor, canetinha, giz de cera, maquiagem, papéis para recortar e colar...
Durante as duas horas de atividade, darei dicas, mostrarei os meus livros e métodos para desestressar através da arte; como colorir cabelos, plantas, animais e diferentes tons de pele. Sem cagação de regra, quem quiser levar outro tipo de material, fique à vontade. Aproveite para dar uma olhada na seção de Dicas aqui do blog e se animar a fazer algo diferente. Só peço para quem for usar tintas, principalmente, que leve junto seus materiais de suporte (papéis, pincéis, recipientes para colocar água, etc.).
Todos os participantes concorrerão a um print, ao final da oficina, e ganharão um postal. Ao contrário do que divulguei anteriormente, não terei uma banca com venda de produtos, pois não consegui fazer a impressão dos pôsters da maneira como gostaria e, entre fazer um trabalho sem qualidade e abrir mão do espaço, preferi a segunda opção. Fica para uma próxima oportunidade!
O Festival Co.mundo já está lindo e recheado de atrações. Hoje à tarde participarei de um bate-papo na Rádio Studio Livre, às 16h, e amanhã no FM Café, da FURG, às 13h.
Abraços,
Lidiane :-)
Arabesque
A ilustração de hoje é um trabalho comissionado que fiz para a Giovana Consorte, da escola de dança Le Moulin. A ideia era fazer algo fora dos estereótipos, por isso a escolha de uma bailarina plus size. Trabalhei prioritariamente com aquarela e leves toques de marcadores e lápis aquarelável. Vem ver!
Fiz três propostas de esboços e a segunda acabou sendo escolhida, porém, não descarto fazer as outras num futuro próximo, pois gostei de todas. Em seguida, montei uma paleta e deixei as misturas pré-prontas e devidamente testadas num pedaço de papel. Fez MUITA diferença no resultado, e ainda sobrou tinta no godê (novo!) para as próximas ilustras.
Lembram quando falei no tutorial da galáxia sobre aquele momento em que pensamos que tudo vai dar errado? Foi mais ou menos o estágio inicial dessa pintura. Porém, tudo se ajeitou e, em poucos minutos, a galáxia estava lá na folha. Ainda quero falar mais sobre esse medo de errar, que às vezes me perturba.
Materiais utilizados:
- papel Canson Aquarela 300g;
- aquarela em bisnaga Pentel;
- pincéis Arches nº 2 e 6;
- lápis aquarelável Staedtler Karat;
- marcadores Copic e Posca.
Resultado final desta ilustra dançante:
Adorei esse trabalho não só por estar evoluindo (a passos curtos) na aquarela, como também por conseguir unir vários elementos significativos, além da importância de representar uma bailarina gorda e quebrar com um preconceito real que existe no mundo da dança. Agradeço imensamente à Giovana, por acreditar em mim.
Para encomendar a sua ilustração, entre em contato comigo e solicite um orçamento.
Abraços,
Lidiane :-)
Na prancheta #3
Meu final de semana foi de chuva e trabalho. Semana passada fiz uma longa pesquisa a respeito do material que apresentaria para a Oficina de Desenho Antiestresse, que ocorre no dia 20, dentro da programação do Festival Co.Mundo.
A princípio, pensei em elaborar desenhos novos, com a finalidade exclusiva de servirem às atividades da oficina. Porém, fui beber na fonte dos meus arquivos, e acabei resgatando ilustrações que eu gostaria de refazer. Com isso em mente, transformei 12 trabalhos (16 no começo, mas dei uma enxugada) em line art, prontos para colorir.
Utilizei tanto o papel quanto as canetas da Copic (0.5, 0.8 e brush médio), que facilitaram bastante a tarefa de construir as linhas. Estes são só alguns dos desenhos que estarão à disposição dos participantes, pretendo colocar pelo menos um para download aqui no blog, logo depois do evento.
Também fiquei na dúvida sobre a apresentação. Cheguei a escanear todos os desenhos, tratar e colocar dentro de uma moldura, mas não ficou da maneira como gostaria, senti que poderia engessar o ato de colorir, por isso, farei cópias em tamanho real para distribuir.
Abraços,
Lidiane :-)
Minhas inspirações - junho
A partir desse mês quero fazer, logo na primeira semana, um post dedicado aos artistas que têm me inspirado ultimamente. Para não ficar gigante, falarei de três por vez. Espero manter a regularidade. Darei destaque a um trabalho, uma breve biografia, por quê me inspira e links para os sites.
Glenn Arthur: é um artista norte-americano autodidata, que retrata principalmente mulheres em suas pinturas. A dualidade entre bem/mal, amor/ódio, vida/morte é uma constante, o que só torna meu amor por esse artista ainda maior. Acredito que ele, assim como a Sylvia Ji, tem uma facilidade incrível de transitar na linha tênue que separa o belo do bizarro, e isso me encanta. Glenn já recebeu duras críticas por retratar mulheres, mas considero suas obras de extremo bom gosto e fora do arquétipo ultra-sexy que estamos acostumados a ver na obra de outros homens. Só pontos positivos!
Kelly McKernan: a rainha da aquarela com sal! Kelly é norte-americana, graduada em Artes Plásticas, com ênfase em desenho e pintura. O tom onírico e intimista dos seus trabalhos é uma marca registrada, assim como as várias camadas de pintura, que dão a impressão de algo constantemente a ser desvelado pelo espectador. A expressão de suas mulheres é sempre uma incógnita para mim, nunca sei se estão olhando para fora ou para dentro de si.
Wendy Ortiz: também artista autodidata, Wendy é radicada em Los Angeles e produz belos painéis de madeira, com predominância das figuras femininas. Escolhi esta imagem, em especial, para mostrar como ela trabalha o efeito galáxia, que tanto me cativa. A forte presença do onírico e do surreal, assim como nos outros dois artistas já citados, é contraposta pela expressividade das figuras. A carne e a pele parecem tão reais, que dá vontade de tocar. Na minha opinião, Wendy é uma das maiores autoridades em retratos na atualidade, e me lembra mestres como Michelangelo e Caravaggio.
Se você também tem um artista do ♥, deixe aqui nos comentários para que eu possa conhecer. Aproveite para me seguir no Facebook, no Instagram e no Snapchat.
Abraços,
Lidiane :-)
Glenn Arthur: é um artista norte-americano autodidata, que retrata principalmente mulheres em suas pinturas. A dualidade entre bem/mal, amor/ódio, vida/morte é uma constante, o que só torna meu amor por esse artista ainda maior. Acredito que ele, assim como a Sylvia Ji, tem uma facilidade incrível de transitar na linha tênue que separa o belo do bizarro, e isso me encanta. Glenn já recebeu duras críticas por retratar mulheres, mas considero suas obras de extremo bom gosto e fora do arquétipo ultra-sexy que estamos acostumados a ver na obra de outros homens. Só pontos positivos!
Kelly McKernan: a rainha da aquarela com sal! Kelly é norte-americana, graduada em Artes Plásticas, com ênfase em desenho e pintura. O tom onírico e intimista dos seus trabalhos é uma marca registrada, assim como as várias camadas de pintura, que dão a impressão de algo constantemente a ser desvelado pelo espectador. A expressão de suas mulheres é sempre uma incógnita para mim, nunca sei se estão olhando para fora ou para dentro de si.
Wendy Ortiz: também artista autodidata, Wendy é radicada em Los Angeles e produz belos painéis de madeira, com predominância das figuras femininas. Escolhi esta imagem, em especial, para mostrar como ela trabalha o efeito galáxia, que tanto me cativa. A forte presença do onírico e do surreal, assim como nos outros dois artistas já citados, é contraposta pela expressividade das figuras. A carne e a pele parecem tão reais, que dá vontade de tocar. Na minha opinião, Wendy é uma das maiores autoridades em retratos na atualidade, e me lembra mestres como Michelangelo e Caravaggio.
Se você também tem um artista do ♥, deixe aqui nos comentários para que eu possa conhecer. Aproveite para me seguir no Facebook, no Instagram e no Snapchat.
Abraços,
Lidiane :-)
#ilustraday maio: minha música favorita
O tema do ilustra day de maio é "minha música favorita", e escolhi Through Glass, da banda Stone Sour. Para a ilustração, resolvi mostrar uma menina através do vidro de um espelho, como se estivesse aprisionada lá. E o céu estrelado é referência aos versos: And it's the stars, stars/ That shine for you/ And it's the stars, stars/ That lie to you, yeah...
Materiais utilizados: papel para aquarela, aquarela em bisnaga e marcadores.
Through Glass faz parte do segundo álbum da banda, Come What(ever) May, lançado em 2006. O clipe é um dos melhores e mais bem produzidos do gênero, e mostra a efemeridade das nossas relações.
Abraços,
Lidiane :-)
Vem gente! Festival Co.Mundo em junho
Tenho uma notícia ótima para quem é de Rio Grande e região: no dia 20 de junho acontecerá o Festival Co.Mundo, uma parceria entre Mundo Moinho Casa das Artes e Co.Place. O evento contará com diversas atrações, desde a Feira Co.trampo, espaço dedicado aos artistas que quiserem vender suas artes; o Palco Co.nexos, para quem quiser subir no banquinho e mostrar a que veio, e o Espaço Co.queluche, com oficinas de fotografia, escrita criativa e desenho antiestresse. Dá uma olhada nessa programação lindona:
Aproveitando a onda dos livros para colorir, vou ministrar uma oficina de desenho antiestresse, na qual os participantes terão duas horas para esquecer os problemas e focar no seu lado artístico e criativo. Não vai ter cagação de regra, não! Quem chegar para a atividade vai poder escolher uma ilustração bem legal, sentar numa mesa com lápis e canetinhas e soltar a imaginação. E para quem quiser uma orientação, estarei ali para ajudar, e não para dizer sobre como pintar igual à moça que foi no programa da Fátima, ok? De quebra, ao final da atividade, sortearei um print para os participantes.
A inscrição (somente para maiores de 15 anos) custa R$ 20,00. Vagas limitadas. Leve o material artístico que tiver (pode ser lápis de cor de qualquer marca, canetinha, giz de cera, até mesmo aquele estojo de maquiagem 3D da Jasmine que venceu há 4 anos e que está jogado num canto) e vem brincar um pouco.
Abraços,
Lidiane :-)
Into The Forest #3 ♥
Nos últimos tempos vinha me esforçando para concluir as ilustrações num tempo hábil, não ficar de enrolação e tomar decisões ágeis, porém, a vida é um grande Kinder Ovo e, quando menos se espera, surgem imprevistos pelo caminho. Foi o caso da continuação de Into the Forest. Minha ideia era concluir essa ilustra há três meses atrás, mas teve a exposição e uma série de outros trabalhos, então ela foi ficando de lado. Como consequência disso, modifiquei muitas coisas do esboço original, como dá pra ver nas imagens a seguir.
Da ideia esboçada no sketchbook, sobraram poucos elementos, e o fauno acabou virando um unicórnio. A escolha dos materiais também sofreu alterações. A princípio, trabalharia com line art e marcadores, depois substituí pela aquarela e, no final, saiu um mix entre as duas coisas. Bem Lidiane fazer essa mistureba toda, né?!
Foi a primeira vez que usei o papel para aquarela Britannia da Hahnemühle, e só posso dizer que ele é maravilhoso, com uma textura e consistência sem iguais. Pode jogar água por cima que ele praticamente não deforma, além de deixar as cores com um aspecto muito vívido (pelo menos foi o que notei em comparação ao da Canson). Aconteceu um pequeno problema com a máscara para aquarela, que acabou rasgando o papel, mas foi devido ao uso de secador de cabelo para agilizar a finalização, nada de mais e a lição já foi aprendida.
Materiais utilizados:
- Aquarela em pastilha Winsor & Newton e sobras variadas do godê;
- Papel para aquarela 300g 100% algodão linha Britannia, da Hahnemühle;
- Pincéis n. 2 e 6 Arches (muito amor, meus melhores pincéis) e leque Condor;- Marcadores Copic (o cabelo foi todo feito assim), Posca e Stabilo;
- Lápis aquarelável Staedtler para a pele.
Essa ilustra ficou com uma das texturas mais bonitas, e a integração entre marcadores Copic com a aquarela funcionou muito bem, além deles se comportarem perfeitamente nesse tipo de papel. Gostei também do resultado manchadinho e sem muitos retoques da pele rosada do unicórnio. #simplificandoavida
Abraços,
Lidiane :-)
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