Inktober 2014: última semana e 5 lições que o desafio deixou

1.11.14

Acabou outubro e, com ele, o desafio de desenho mais longo que já participei. No começo do mês, aceitei entrar no Inktober e produzir um desenho por dia, só na tinta. Achei que desistiria logo na primeira semana, mas os dias foram passando, e a vontade de produzir, mesmo nos piores momentos, foi crescendo. Além vários desenhos e ilustrações novas (dá pra conferir tudo aqui), o Inktober deixou 5 lições que levarei comigo para o resto da vida. São elas (acompanhadas pelas últimas produções):


1. Ter uma meta ajuda a superar a preguiça: quando aceitei participar do desafio, entendi que precisaria fazer um desenho por dia, não importasse as circunstâncias. Com isto em mente, fui obrigada a me organizar, para poder cumprir a meta diária. Ou seja, se eu gastava uma hora do meu dia no Facebook, cortei esse tempo pela metade, para poder trabalhar. Em alguns dias, cheguei a produzir mais de um desenho, o que me deu folga em alguns finais de semana e momentos super apertados, como na exposição. Também agrupei projetos afins: ilustraday, selfless das minas... Ter esta meta fez com que eu conseguisse enxergar o todo da minha carga horária, e a dividisse da melhor maneira possível;


2. Errar é humano: quando se trabalha com tinta, seja ela nanquim, aquarela, acrílica, etc. com um prazo apertado, a probabilidade de sair uma caca é enorme. Você vai errar, e errar é humano. Mas isso não pode te desmotivar, pelo contrário: se o papel de hoje enrugou, amanhã usa um mais encorpadinho, mas não descarta aquele desenho: aprende com ele! Não curtiu o tom de pele? Beleza, tenta outra mistura daqui há uma semana. A prática leva à perfeição e, quando se desenha todo dia, fica mais fácil perceber nossas fragilidades e onde precisamos melhorar;


3. Desapegar é preciso: em 1 mês vi todos os esboços que eu havia feito em algum momento de 2013-14 desaparecerem do meu mural. Eram aquelas coisas que eu rabisquei no intuito de terminar algum dia. Só que o dia nunca chegava e a pilha foi aumentando. Como minha cabeça não é um celeiro inesgotável de ideias, em vários dias lancei mão do que já estava ali para trabalhar. Claro que muitas coisas não saíram do jeito que eu queria, e outras abandonei de vez e decidi guardar como rascunho, o que significou o maior exercício de desapego da história do Atelier da Lidy. Ficou a sensação de limpeza das quinquilharias que só me atrapalhavam;


4. Superar o medo de tentar algo novo = renovar sua criatividade: eu tenho muito medo de tintas, principalmente aquarela. Sempre usei de maneira muito receosa, porém, foi um mini-kit de pastilhas que me fez perceber que era só um desconforto em relação à bisnaga. Com as pastilhas, minha relação com a aquarela mudou completamente. Daí por diante foi uma experimentação sem fim: line art e aquarela; novos formatos de cabelo; novos tons de pele.; novas viagens. Porque na maioria das vezes eu viajei legal na produção. E o bem que isso faz é indescritível, pois eu não estava ali para agradar ninguém, mas sim para me divertir e aprender com essas novas experiências. Agora, já me sinto confortável para encarar seriamente trabalhos com tinta e o que vier;


5. Compartilhar amor é o que há: todos os dias lá ia eu para as redes sociais e mostrava minha arte do momento e, além de aumentar o engajamento entre as pessoas que me seguem, foi uma troca de carinho muito grande. Recebi elogios, críticas do bem, conselhos e muito amor. Gente que perguntava porque o Inktober do dia ainda não havia saído (quando eu postava mais tarde); gente que curtiu cada foto publicada; gente que compartilhou. E nisso a rede de quem prefere o amor ao chorume aumenta, o que me deixa super feliz e motivada.

Já penso em participar de outros desafios e certamente farei o Inktober 2015. Obrigada a todo mundo que acompanhou essa jornada inesperada! Ah, e mostrarei todas essas ilustrações em detalhes, algumas com fotos do processo criativo, a partir da semana que vem.

Abraços,
Lidiane :-)

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4 Comentários

  1. Bom dia Lidy, adorei os desenhos, lindos.

    Olha estas lições são realmente necessárias, estou precisando entrar nesta parte do desapego, tenho muita coisa que comecei e não terminei.

    Lendo e vendo como seus trabalhos estão ficando, só posso admirar todo o seu processo, dá para ver como a motivação e esta organização que vc estabeleceu faz toda a diferença.

    Eu acho que vou tomar esta lição como injeção de animo. :)

    Parabéns e estarei por aqui acompanhando.

    Grande abraço.

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    1. Oi Dali, bom dia!

      Fico feliz em ter te inspirado com o meu trabalho, quero dar continuidade a essas lições que aprendi com o Inktober, talvez não com um desenho por dia, mas com mais produções e menos preguiça :D

      Quero ver os teus trabalhos também! Deixa o link ;)

      Beijokas :*

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  2. Oi, Lidiane!

    Que legal que encontrei mais brasileiros fazendo o Inktober! No ano passado eu só sabia da existência de mim e mais um, e nesse ano descobri um montão de gente com trabalho bacana! Hehehe!

    Acho que você soube muito bem se expressar sobre os efeitos do Inktober (ou de qualquer desafio que entremos por vontade própria). Quem nunca se desafiou dessa maneira, não sabe o quanto libertador pode ser. Eu sinto que aprendi um monte do Inktober passado pra cá, e acho que ainda tem um zilhão de coisas pra aprender.

    O legal é levar o que se obtém do Inktober adiante, continuar experimentando, fazendo todo dia e conseguindo todo tipo de resultados novos e diferentes, que somam ao trabalho. Sempre falo pras pessoas que consegui levar comigo no Inktober desse ano que se houve mudança, crescimento e diversão o Inktober tá completo, mesmo que não tenham sido feitos 31 desenhos.

    Muito legal o seu trabalho, parabéns pela conclusão do desafio e que venha 2015! :)

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    1. Oi Joyce!

      Eu nunca tinha ouvido falar do Inktober, conheci através de um grupo do Facebook que participava e achei a proposta super interessante, resolvi arriscar e me encantei pelo desafio.

      Depois de passar um mês desenhando todo o dia e saindo da minha zona de conforto, que é o grafite, me senti renovada e disposta a tentar coisas novas. Porque a acomodação é um veneno para a criatividade! Foi realmente libertador esse desafio, vc disse bem.

      E já estabeleci minha meta para novembro: continuar fazendo um desenho por dia, pelo menos durante a semana, nos mesmos horários que eu dedicava ao Inktober. E em dezembro pretendo fazer um 30 Days Drawing Challenge, mas ainda não achei um que me agradasse, talvez monte meu próprio desafio :D

      Abraços!! :**

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