Infinite

22/07/14


Pense numa pessoa feliz por ter feito uma boa ilustração, digitalizado e tratado a imagem, feito upload na loxinha e que, depois disso tudo, PERDEU todos os arquivos em alta resolução. Sim, esta pessoa sou eu. Consegui este feito incrível, com a ajuda do meu computador maluquinho, que remove arquivos sem minha permissão. Mas, são coisas que acontecem e nada impede de eu digitalizar o original novamente, um dia. 

A ilustração de hoje veio naquela maré que, seguidamente, tem batido nas minhas praias: a inspiração instantânea. Rabisco feito, já fui colocando as ideias no papel sem muita dificuldade. 

Infinite é uma ilustração que fala sobre o onírico. Os cabelos representam o céu noturno coberto por estrelas, numa alusão às múltiplas possibilidades de realização dos nossos sonhos. Os detalhes em azul  ecoam nas palavras de Pedrosa (2010): "a mais profunda das cores, o olhar o penetra, sem encontrar obstáculo e se perde no infinito. É a própria cor do infinito e dos mistérios da alma". (Da cor à cor inexistente, p. 126) Vamos aos detalhes?





Pela primeira vez, utilizei o bloco de papel kraft da Canson, linha XL 90g, apesar de fininho, segurou bem a tinta acrílica sem enrugar muito. Para os detalhes do cabelo/céu, usei caneta gel prata e caneta Posca dourada (estou amando). O restante foi feito com caneta nanquim, lápis grafite e lápis de cor aquarelável. Prevejo muito amor daqui por diante com esse bloco fantástico (reparem nos detalhes da textura). Ah, também foi a primeira vez que usei o scanner novo, muito amor por essa imagem 1000 vezes melhor.

Para ler: Da cor à cor inexistente, de Israel Pedrosa
Para ouvir: We are all conected, Symphony of Science

Abraços e bons sonhos (dormindo ou acordado),
Lidiane :-)