Dia dois/dela 🐚

02/02/22


Disse um velho orixá pra oxalá
Pra acreditar
Pra não temer, temer, temer
Desses tempos verdadeiros
Tempos maus

Disse um velho orixá pra oxalá
Pra acreditar
Pra não temer, temer, temer
Desses tempos verdadeiros
Tempos maus

Dia 2 de fevereiro
Dia de Iemanjá
Vá pra perto do mar
Leve mimos pra sereia
Janaína Iemanjá
Pra perto do mar
Leve mimos pra sereia
Janaína Iemanjá

Janaína - Otto


Quase não deu, mas consegui fazer minha Iemanjá anual a tempo. Foi uma ilustração que começou muito bem no esboço, mas a pintura ficou tão errada, mas tão errada, que tive que partir novamente do zero, com a cabeça calma e reavaliando as decisões que eu precisava tomar.


Embora bata uma tristeza por "desperdiçar" material bom ("perdi" uma folha de papel Strathmore no processo), tudo é aprendizado e uma forma de reavaliar os nossos próprios caminhos. Mas depois que acertei o passo, a pintura fluiu como de costume.



Nada substitui a luz natural quando o assunto é aquarela perolada. Geralmente, a digitalização mata o brilho, e eu queria mostrar o quanto a lua prateada importa nessa composição. Para essa ilustração, usei como referência a estátua de Iemanjá do Cassino, feita pelo escultor Erico Gobbi. Já a posição das pérolas e da lua atrás, com o céu crepuscular, remetem às imagens do Aldivo Mendes, exímio fotógrafo e que sabia, como poucos, capturar essas interações da imagem com a paisagem. E o manto que os umbandistas carinhosamente enfeitam a imagem, se tornou sua roupa feita de mar e céu. É uma representação carregada de referências a Rio Grande e seus artistas, invisíveis e visíveis, que deixam suas marcas pela cidade. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Arches fino 300g;
  • Aquarelas White Nights;
  • Pincéis Giotto;
  • Aquarelas peroladas Sakura Koi;
  • Marcadores Pentel.

Abaixo, um vídeo que mostra a vista aérea da estátua de Iemanjá da praia do Cassino, para quem não conhece: