Lidiane Dutra
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Jewel 💎


Eu sempre gostei muito de, no tratamento digital dos meus trabalhos, fazer o máximo de correções possíveis para que aquele desenho, feito num meio tradicional, não tivesse nada a perder, comparado a um trabalho feito digitalmente. Chegava a ser um excesso de limpeza, comigo horas na frente do computador limpando o fundo, removendo poeira do scanner, ajustando cor, e por aí vai.

Porém, de uns tempos pra cá, minha premissa tem sido: quero tudo sujo. O trabalho tradicional continua o mesmo, não mudei nada na minha técnica, mas na hora de digitalizar, quero ver até os poros do papel, quero que apareçam todas as granulações, o fundo, absolutamente todas as interferências possíveis. Não sei se existe alguma explicação freudiana para isso, só sei que tem sido ótimo esse ganho (no momento, estou achando um ganho, pode ser que no futuro me arrependa), que é uma nova versão do que fiz no papel. Não significa melhorar ou piorar o que fiz, acredito que se trata de uma terceira via, talvez em resposta ao excesso de imagens tratadas que vejo diariamente nas redes sociais. E com essa ilustra não foi diferente.

Algumas semanas antes do carnaval, comprei um kit de adesivos de pedraria para colar no rosto, que são muito usados em fantasias ultimamente. Em 2017, já havia feito algo semelhante em Carnavalesca, e gostaria de lançar mão desse recurso, de agregar um elemento diferente ao papel.  A ideia era fazer este trabalho entre 20 e 25 de fevereiro, mas não consegui, ele foi ficando para trás. Agora, com a quarentena imposta pelo COVID-19, consegui tirar um tempinho para finalizá-lo, antes de seguir com meus planos de aula.

Tem como ver algumas imagens do processo no meu Instagram, mas tenho estado cada vez mais preguiçosa para registrar as etapas, prefiro focar em terminar tudo sem tantas mexidas no celular e distrações. Usei pouquíssimos materiais: lápis grafite 2B, lápis de cor e os adesivos de pedraria. Assim como fiz lá em Carnavalesca. E o resultado ficou bem do jeito que eu queria: simples, enxuto, redondinho. Mas, para mim, a cereja do bolo veio na hora de digitalizar. A luz refletida das pedras criou um desfoque na imagem que deixou um aspecto antigo, tremido, meio anos 1980, que eu simplesmente AMEI:


Se pegarmos uma foto desse trabalho tirada com o celular, dá pra ver que é mais um trabalho meu normal, com os detalhes que gosto de colocar usualmente nas figuras. Mas, olhando para o arquivo digital, a estética de repente muda, deixa de ser algo glamouroso e passa a ser "fim de festa", como se fosse um registro feito espontaneamente, com uma polaroid. Achei fantástico e uma maneira de repensar meu próprio fazer.


Materiais utilizados

  • Papel para desenho Spiral creme 180g;
  • Lápis grafite Stabilo Othello 2B;
  • Lápis de cor Faber-Castell Super Soft;
  • Adesivo de pedraria para rosto (vende em lojas de maquiagem).

A linha Othello da Stabilo é excelente, o lápis 2B parece o 4B de qualquer outra marca em termos de suavidade da mina e intensidade da cor. Não é um lápis profissional caro (custa, em média, R$ 3,50), então dá para testar várias graduações e, para quem gosta de trabalhar de 4B para cima, considere começar com o 2B, pois os resultados são muito bons.

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Para quem, assim como eu, está de quarentena (as escolas tiveram as aulas suspensas por causa do coronavírus), entenda a importância do isolamento, não só para você, como para aqueles que mais precisam neste momento, que são os idosos e as pessoas que dependem exclusivamente do SUS para tratamento. Não vamos sobrecarregar os sistemas de saúde, nem estocar comida ou álcool gel. O importante, neste momento, é ter empatia e pensar coletivamente. ❤
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Portfólio Processo criativo

Harley Quinn 💥 Birds Of Prey


Fui assistir Aves de Rapina na estreia, sem grandes expectativas, e saí do cinema com balde de pipoca e copo personalizados, já comprei uma brusinha temática e simplesmente AMEI tudo no filme: história, personagens, figurinos, trilha sonora... QUE diferença faz uma mulher dirigir um filme com protagonistas femininas!

Lá naquela bagunça que foi Esquadrão Suicida, embora a Margot Robbie tenha sido excelente como Arlequina, a sexualização da personagem me incomodou bastante. Aquela câmera que passeava pelo corpo da atriz era horrível, só decepção. Mas em Aves de Rapina dá pra ver o quanto ela incorporou o espírito da Harley, assim como o Jason Momoa abraçou o Aquaman, e Gal Gadot a Mulher Maravilha (só para ficar na DC).

Como estou na vibe de fazer fanarts (todas as personagens que já desenhei estão reunidas aqui), não pensei duas vezes e comecei a esboçar minha versão da Harley Quinn, baseada nas incríveis fotos de divulgação do filme e em toda nova caracterização, que está incrível. 


Depois de escolher uma imagem em que a personagem está mandando beijinho como referência, começou o verdadeiro desafio: fazer a mão esticada para frente, com a maior naturalidade possível. Recorri a bancos de poses e outras imagens para ter mais precisão, pois só as fotos da atriz não estavam ajudando, era uma posição bem difícil para mim. No final, dei uma modificada em relação à imagem original, e acredito que isso fez toda a diferença no meu trabalho.

O resultado:
A pintura seguiu o que sempre faço: primeiro as áreas com os valores marcadas a lápis, depois as camadas de aquarela, e a finalização com lápis de cor e marcadores. Usei muitos tons metálicos, é uma pena que a digitalização sempre retire muito desses efeitos. A propósito, deixei a imagem bem crua, com riscos e pontos de interferência, pois acredito que essas sujeirinhas combinam com a Harley e sua postura irreverente.


Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Harmony Hahnemühle 300g;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis Keramik;
  • Lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
  • Marcadores metálicos diversos.


A Harley Quinn de Aves de Rapina sempre vai me lembrar a Xuxa do disquinho ao contrário, seja pelo cabelo ou pelas atitudes hahahaha. Essa emancipação foi realmente fantabulosa, já quero sair vestida com aquele macacão amarelo e patins por aí.

Essa fanart demorou para ficar pronta não porque eu fiz corpo mole, mas sim porque algo fantabuloso aconteceu comigo: fiz outro concurso público para professora, fui aprovada e também já fui nomeada!!! Estou muito feliz, porém sem tempo algum para me coçar; novamente vou entrar naquela espiral de aproveitar ao máximo todos os momentos livres - nos quais não vou desejar estar dormindo -, mas vai ser por uma boa causa e, no final, tudo vai se encaixar.

Para finalizar, deixo a trilha sonora de Aves de Rapina, que está tão sensacional quanto o filme, cheia de artistas femininas (algumas eu já conhecia, outras não):


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Diamonds are a girl's best friend
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Redesenhando: Bruxa


Esse ano resolvi redesenhar uma série de trabalhos antigos, feitos ao longo desses dez anos, dos quais gosto muito, mas que teriam outro tipo de finalização, com os conhecimentos que adquiri até agora. Já contei mais a respeito em posts anteriores, e é algo que desejo fazer há muito tempo, pois me pego olhando para essas ilustras e pensando: poxa, hoje em dia eu desenharia de outro jeito.

Já decidi que serão seis redraws ao longo do ano, um a cada dois meses. E o primeiro que escolhi é da ilustração Bruxa, feita para o Inktober de 2014. Na época, usei a parte de trás do bloco, fui largando a tinta de maneira bem despretensiosa e gostei bastante do resultado (na época). O trabalho é este aqui:


O que resolvi mudar

A grande diferença da primeira ilustração para a de agora está na anatomia: as orelhas estão na posição correta, o nariz, boca e olhos estão numa linha proporcional à face, e também arrumei os ombros, que na original estão muito caídos. Embora eu goste e tenha muita gente que goste também, são detalhes que fazem a diferença quando corrigidos.

Também aproveitei para refinar a pintura como um todo, ajustar os cabelos que estão saindo do ponto da nuca e acrescentar detalhes dourados que dão um ar mais dorime, ameno. Os olhos vazados continuam, também com mais profundidade. O resultado:


Outra coisa que é preciso ressaltar: os materiais desse redraw são bem melhores do que os utilizados no trabalho original. São eles:
  • Papel para aquarela Canson Moulin DuRoy satinado, 300g;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis Keramik;
  • Lápis de cor Koh-I-Noor Polycolor;
  • Marcador dourado Posca;
  • Color Brush Pentel preta.

Vamos ver as duas, lado a lado, para comparar?


As diferenças são visíveis, mas acredito que a essência da ilustração permaneceu. Gostei bastante desse primeiro redesenhando, e gostaria de lembrar que as encomendas estão abertas (por enquanto) somente nos meses de janeiro e fevereiro. Se você quiser uma ilustração personalizada, entre em contato ou então vá até a minha loja na Colab55.

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Café & Livros ☕📚

A primeira ilustração do ano, finalmente. É um estudo que comecei antes do Lidytober de 2019, e que fui deixando até ter a certeza de que era a hora de trabalhá-lo do jeito que imaginei.
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Ares sentado em seu trono


Desde 2018 tenho feito uma ilustração para o arcano regente do ano, e tem sido uma experiência despretensiosa, sem intensão de formar um deck completo de tarô, apenas registrar a carta e as energias daquele momento. Já tivemos A Força, O Enforcado e, para 2020, o regente será O Imperador.

Confesso que quase não fiz, pois não me senti à vontade para desenhar um homem já em idade avançada. Achei que não conseguiria passar a sensação de imponência que a carta pede mas, depois de ver algumas referências, resolvi tentar. E fiquei muio satisfeita com o resultado logo da primeira tentativa. Só fui refinando a ideia, até alcançar o ponto de ok, é isto. Até fiz mais estudos para a coroa do que para a figura em si.


Depois de finalizado o esboço, fiz todas as marcações de áreas mais escuras com o lápis 2B. Em seguida, comecei a pintura como já de costume, dando especial atenção às rugas e marcas de expressão do imperador. A barba e o cabelo se mesclam, porém, ainda é possível distinguir onde termina um e começa o outro.


Finalizei com pouquíssimos retoques com lápis de cor, para preencher alguns fios de barba e acentuar as rugas, e multiliner sépia, para não pesar. A coroa foi feita com guache dourado e todos os outros detalhes metálicos com canetas da Caran D'Ache. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Hahnemühle 300g;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis Keramik;
  • Lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
  • Guache Talens;
  • Canetas: Copic, Caran D'Ache e Posca.


A primeira vez que um aspirante a guerreiro segura uma espada, ele acredita que o poder reside inerentemente na própria arma. Muitos daqueles que usam instrumentos para criar alguma coisa em suas vidas pensam que o poder e a habilidade se situam no próprio instrumento. Mas, quando um aspirante a guerreiro aprende a empunhar a espada, ele descobre que o poder se situa  em si mesmo; portanto, toda a responsabilidade por esse poder reside nele e em suas ações. O trono no qual um soberano se senta recebeu a honra de ser o alicerce de seu poder; no entanto, nenhuma ordem, lei ou poder vem desse trono: isso vem do soberano sentado nele. Muitos aspirantes a guerreiros procuram treinar as habilidades com a espada e o machado; eu ensino a eles primeiro a arte do autocontrole e da disciplina, pois como você pode lidar com a responsabilidade e com todo o peso do seu poder se não compreende o que é ordenar algo? Eu sou o homem da guerra que pode lhe ensinar a dominar seu poder, a agir neste mundo com precisão, coragem, força e ambição. Eu sou o Deus Sol protegido com armadura, que não luta ou procura conflito. O conflito demonstra o desequilíbrio e o desejo pelo poder. O poder nunca deve ser um objetivo, mas um recurso dentro de você que pode ser acessado se compreender a ordem e a responsabilidade.
- Tarô Illuminati, p. 42.

Que a sabedoria do Imperador nos guie em 2020.
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Momento 🕙


Em 2017, participei de um projeto da ONG portuguesa Ajudaris e, este ano, fui convidada novamente a ilustrar um dos poemas escritos pelas crianças da cidade de Gondomar. Minha contribuição é a ilustração a seguir, que leva o mesmo nome do poema que ilustrei: Momento.


Os materiais utilizados foram somente 3: papel Concept Hahnemühle, lápis Lyra 4B e caneta dourada Caran D'Ache. Tive pouco tempo para finalizar e quis ficar na minha zona de conforto a arriscar algo muito elaborado e acabar não entregando na data limite.


Fiquei um pouco insegura com todo o processo porque é a primeira vez que digitalizo no PC/monitor novos, depois que o meu Macbook foi para o espaço, em meados de outubro. Ainda não consegui calibrar o monitor de maneira satisfatória, além de agora ter um enorme PC de mesa ocupando todo o espaço que antes era usado para desenhar.

Novembro foi um mês super turbulento, mas consegui tirar um tempo para abrir uma galeria no site Inprnt, que é elogiadíssimo por vários artistas, pela qualidade das impressões. Coloquei 12 artes lá, disponíveis em prints giclée com e sem moldura, acrílicos e canvas. 
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#4 Purple


Esta é a última produção para a série de Deusas do arco-íris. Embora algumas pessoas tenham me pedido para fazer outras cores e dado sugestões ótimas, creio que devo encerrar por aqui. No início, seriam somente três trabalhos (RGB), mas eu precisava incluir o roxo. Antes de continuar, aperte o play!


A inspiração para essa figura veio de três mulheres poderosas: Iza, Rihanna e Halle Bailey. Eu não queria uma cópia fotográfica de uma delas, nem montar um Frankenstein com as três, por isso, vi muitas referências, mas na hora de trabalhar fechei todas as abas com imagens e deixei fluir.

Como eu nunca tinha desenhado dreadlocks antes, também procurei algumas referências em ilustração e, sem dúvida, o trabalho da Loish foi de grande valia para estudar a composição dos fios e a estrutura capilar como um todo. E é na construção dos dreads que foquei o registro dos processos:



Primeiro, comecei dando volume com o lápis de cor preto, fazendo a mesma técnica que utilizo sempre para os cabelos: fio a fio. Depois, fui preenchendo com roxo, atenta ao formato e ao volume para, enfim, completar os espaços em branco com um lilás pastel delicado. Tive muito receio de não ficar bom, de não conseguir dar movimento, mas quando vi o cabelo tomando forma, me senti encorajada. E já quero desenhar mais dreads.

Não fiz fotos do processo de coloração da pele, mas vou falar brevemente sobre: utilizei azul marinho para marcar todas as sombras da face, dois tons de marrom (um mais quente e outro mais frio) para construir a base da pele e ocre com vermelho para as finalizações. Nesta etapa do trabalho foi a deusa Jacquelin de Leon quem me deu um norte, pois ela sempre colore peles não-brancas muito bem, e também este tutorial maravilhoso de Juliana Rabelo. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel Canson Bristol;
  • Lápis de cor Rijksmuseum;
  • Lápis de cor SuperSoft;
  • Multiliner Copic;
  • Caneta metálica e branca Posca.


A caneta dourada que eu vinha usando para fazer essa série, da UniPin, acabou explodindo enquanto eu fazia este trabalho aqui, por isso os detalhes em dourado ficaram diferentes das ilustras anteriores. Veja as demais deusas: Azul, Vermelha e Verde.


Agora vou tentar focar no Inktober e tentar fazer um desenho por dia, assim como nos quatro primeiros anos que participei do desafio. Enfatizo bem o tentar porque por mais que eu já tenha me planejado e até separado um sketchbook para isso, tudo pode acontecer. Então não prometo nada, quando chegar outubro veremos.

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I am no man


Eu aceitei a condição de que não consigo andar com um sketchbook comigo, e que funciono muito melhor com folhas soltas do que com as ideias concatenadas num caderno. Prefiro usar o sketchbook para um projeto limitado (é meu pensamento para o Inktober deste ano) e, sim, gosto de ver tudo bem arrumadinho. Deixo a bagunça para essas folhas, que ficam organizadas numa prancheta, na minha parede. É ali que me abasteço de ideias e registro thumbnails e esboços do que virá a ser uma ilustração.

Também são raros os momentos em que a ideia surge e já coloco no papel. Geralmente separo um tempo para fazer vários rascunhos e dali tirar algo mais tarde. Mas esse trabalho não se enquadra nesta categoria. Eu estava no banho quando ela surgiu e não perdi a oportunidade de já deixar registrada.

Embora ainda não tenha postado nada, esse ano resolvi participar do #agostodoartista, projeto da Dessamore, e uma das categorias é filme (devemos desenhar uma cena ou personagem). Resolvi fazer a Éowyn, de O Senhor dos Anéis, pois acho uma das personagens mais fodásticas e chutadora de bundas de toda a trilogia. Rabisquei a ideia inicial, mas enquanto estava no banho resolvi desdobrá-la até a cena icônica em que a guerreira derrota o Rei Bruxo de Angmar [toda a perspectiva de trabalho que adotei é baseada no FILME O Retorno do Rei, não no livro, só para deixar claro].

Pensei na figura do Rei Bruxo, no seu elmo sombrio e, dentro dele, a figura solar de Éowyn, com o semblante fechado, mostrando que, não importa o quão poderosa pode ser uma ameaça, ela estará pronta para enfrentá-la. Complementei com a Simbelmynë, flor que cresce nos túmulos dos antigos reis de Rohan.


A princípio, essa arte teria um lettering na parte inferior mas, depois de concluir a pintura, vi que ficaria muito pesado e tiraria toda a atenção da figura central, por isso apaguei. Utilizei o papel da Hahnemühle, que absorveu toda a umidade de um dia chuvoso e ficou extremamente sensível à borracha e até mesmo à fita crepe azul. 

Comecei com uma aguada lilás ao fundo, utilizando um pouco as aquarelas peroladas da Koi. Eu já tive uma experiência ruim no passado com a Koi, por ser uma aquarela muito opaca e de difícil mistura (na minha opinião). A linha perolada continua com uma textura bem semelhante a um guache, porém, isso se torna positivo na hora de cobrir uma área, pois dá pra ver a presença da cor e do brilho. Claro que, na hora de digitalizar, esse brilho some.


Para o elmo do Rei Bruxo, usei cinza payne puro do lado esquerdo e, do lado direito, misturado com um pouco de azul da Prússia. O restante da figura foi colorido da maneira habitual, e finalizei os detalhes com lápis de cor e marcadores. O tempo úmido não ajudou e, por conta da sensibilidade do papel, não consegui fazer muitas camadas. Para as flores, usei aquarela perolada branca e um pouco de cinza. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel Hahnemühle 300g;
  • Aquarelas Van Gogh e Koi;
  • Pincéis Keramik;
  • Lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
  • Multiliner Sakura;
  • Marcador metálico Uni Pin.


Esse trabalho foi um refresco no meu processo criativo, que andava super parado, embora eu tenha muitas ideias (que não estão indo para o papel). Acho que preciso confiar mais na minha intuição!

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#3 Green


Mais uma para a série de deusas do arco-íris, com seus cabelos coloridos, que tenho feito para me manter produtiva. Tecnicamente, a série terminaria aqui, com a deusa de cabelos verdes, mas decidi fazer uma última ilustração, uma deusa negra de cabelos roxos, então aguardem o número 4. Veja todas as ilustrações aqui.

Para essa ilustra, resolvi usar outros lápis de cor que estavam guardados há muito tempo, os maravilhosos Karat, da Staedtler. São lápis aquareláveis, mas que não deixam a pintura pastosa. Senti que o material que eu vinha usando não daria o tom de verde desejado ao cabelo, por isso troquei. Utilizei somente dois tons de verde, e já consegui esse degradê maravilhoso (nas áreas escuras, usei preto).


O processo de pintura é praticamente o mesmo das outras deusas, começo pelo cabelo e depois vou construindo as camadas de pele. Aqui, novamente usei o Polycolor. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel Canson Bristol;
  • Lápis de cor Karat, da Staedtler;
  • Lápis de cor Polycolor, da Koh-I-Noor;
  • Multiliner Copic;
  • Caneta metálica Uni Paint.


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#2 Red


Continuando a pequena série de (a princípio) três trabalhos utilizando lápis de cor, que me propus a fazer como forma de manter uma produção mínima. Na primeira ilustração, dei ênfase para a cor azul e, agora, é o vermelho que toma conta.

Sigo trabalhando com os lápis de cor Rijksmuseum da Bruynzeel, e também com o SuperSoft da Faber-Castell. Dessa vez, fiz a pele com o Polycolor da Koh-I-Noor, e optei por substituir o papel pelo Bristol, que faz o lápis deslizar com perfeição. Dá pra ver uma prévia aqui e outra aqui.

Tenho curtido muito o processo de pintura e o "deixar de lado". Levo dias para fazer algo que eu sei que faria "numa sentada só". Isso tem sido importante para mim, pois consigo me manter ocupada, e aquela sensação de não estar sendo produtiva desaparece. Não fica o vazio, nem a culpa. Aliás, o que menos tenho sentido, desde que entendi que o desenho e a ilustração ocupam um momento muito restrito ao pessoal na minha vida, é culpa.


Comecei o processo de pintura pelo cabelo, e utilizei preto e dois tons de marrom, vermelho e laranja para conseguir esse resultado. A princípio eu não colocaria o laranja, mas vi que ele deixou a cor mais vibrante. As áreas brancas são pontos de luz que deixei sem pintar, a técnica que utilizo para fazer esse tipo de cabelo é ir fazendo fio por fio, pacientemente, até conseguir uma massa de cor e forma. O restante da ilustração segue o mesmo ritual de sempre. O resultado:


Materiais utilizados

  • Lápis de cor Rijksmuseum, SoftColor e Polycolor;
  • Papel Bristol;
  • Multiliner Copic;
  • Caneta metálica Uni Paint.


Ainda estou na dúvida sobre as cores da última ilustração, pois quero muito utilizar verde e roxo. Talvez eu faça uma quarta ilustração, só para não descartar nenhuma possibilidade. 

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Dracarys 🐉


Antes de mostrar essa ilustra, preciso contar um pouco da minha relação com Game of Thrones. Até o início desta temporada, em não assistia à série, mas sabia absolutamente t-u-d-o que acontecia com os personagens, os nomes dos lugares, das casas e os principais pontos da trama, graças aos famigerados spoilers. Meu namorado sempre me mostrava alguns episódios e insistia para que visse, mas foi só a curiosidade sobre como terminaria essa história que me fez encarar as 7 temporadas anteriores, a fim de me preparar para o adeus.

Assinei a HBOGO (player horroroso que vivia travando, mas que está sendo super útil para acompanhar a maravilhosa série Chernobyl - assistam!) e lá fui eu. E acabei me encantando com a figura da Daenerys, assim como a grande maioria dos fãs de GoT. Então, não é surpresa dizer que fiquei extremamente descontente com o rumo que o arco da personagem tomou, e a pressa em resolver tudo. 

Resumindo: comprei o primeiro livro e também um guia sobre Westeros, e vou começar a leitura em breve, na esperança que George R. R. Martin faça justiça a Khaleesi. Daí veio a vontade de fazer essa ilustração.


Peguei uma foto de referência no Pinterest que desse ênfase ao cabelo da personagem e, a partir daí, foram quatro esboços até chegar à versão final, pois eu queria que tivesse semelhança, ao contrário de outros desenhos que faço com auxílio de referência.

Após passar para o papel, trabalhei com lápis 3B todo o cabelo, abrindo pontos de luz com a borracha Mono Zero. O restante dos detalhes foi feito com brush pen, marcador Copic e caneta dourada. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel Bristol;
  • Lápis Koh-I-Noor 3B;
  • Brush Pen Pentel;
  • Caneta Copic;
  • Caneta Uni Pin dourada;
  • Borracha Mono Zero para abrir pontos de luz.


Passei a vida em terras estrangeiras. Tantos homens tentaram me matar. Não lembro de todos os seus nomes. Eu fui vendida como uma égua parideira. Fui acorrentada e traída. Estuprada e desonrada. Você sabe o que me manteve de pé durante todos esses anos de exílio? Fé. Não em deuses. Não em mitos e lendas. Em mim. Em Daenerys Targaryen.

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Ariel | MerMay 2019


Esse ano minha contribuição para o MerMay foi bastante modesta, apenas uma sereia. Acontece que o tema meio que saturou um pouco para mim. Tive que reviver todas as produções passadas para a exposição GAIA, que aconteceu em março, então não me senti entusiasmada para fazer um trabalho por semana, como em 2017 e 2018.

Optei por fazer algo que também não é muito recorrente na minha produção, uma fanart. Escolhi a Ariel, a pequena sereia da Disney, e dei à ela um visual em sintonia com os códigos e símbolos que uso. A seguir, um pouco das fotos do processo.



O que mais tenho gostado, nos últimos trabalhos, é de captar a textura do papel para aquarela. Principalmente o grana fina, que mais gosto de usar. Algumas pessoas não curtem, acham que compromete o tratamento digital, mas tenho investido nisso.

Outra coisa que fiz foi usar uma aquarela dourada, além dos marcadores metálicos usuais, e também uma tinta da Acrilex para artesanato, que contém glitter. ✨ É um trabalho no qual as nuances são muito mais percebíveis ao vivo do que pela internet, mas tenho também tentado me concentrar mais nas experiências reais do que fazer algo para postar nas redes. O resultado:

Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Harmony Hahnemühle textura fina 300g;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis Keramik;
  • Marcadores metálicos para os detalhes;
  • Lápis de cor Ruksmuseum Bruynzeel;
  • Tinta para artesanato Confetti Acrilex.


Na próxima semana, pretendo levar o desafio para sala de aula, e fazer o MerMay com meus alunos! Falando neles, estou preparando duas postagens para a tag Sala de Aula. A primeira é sobre alguns equívocos sobre a aula de Artes, e o segundo sobre como tem sido meu semestre docente na nova escola. Em algum momento até julho esses posts saem...

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