Lidiane Dutra
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Aquarela Portfólio Processo criativo

Wild Spirit 🍃


Ano passado eu havia pensado numa proposta de refazer alguns trabalhos antigos, em comemoração aos 10 anos do bloguinho. Veio a pandemia, me desanimei, refiz a proposta no meio do caminho, mas fiquei com essa vontade de, de tempos em tempos, voltar a alguns desenhos do passado e pensar em novas formas de reinterpretá-lo. E um dos trabalhos que já estava na minha lista é um que acabei deletando o post original, mas ele ficou na minha pasta do Pinterest, que ainda guarda umas antiguidades: chama Ventania e mostra uma mulher de longos cabelos, segurando uma bússola e com uma coruja no ombro.


Esse trabalho originalmente é um A3, e eu realmente amei toda a proposta na época. Esse cabelo foi uma delícia fazer e a corujinha é um xodó. Com o passar dos anos, vi que poderia melhorar algumas coisas, afinar e amadurecer um conjunto de ideias que estavam ali, latentes. E foi isso que fiz agora.


Uma das primeiras coisas que pensei foi que esse trabalho merecia ganhar cor. Adoro trabalhar só com grafite, mas também tenho me empenhado em construir uma paleta de cores pessoal, que represente meu amadurecimento enquanto pessoa e artista. Que fale sobre a minha jornada e o que gosto de retratar. Por isso, comecei pelo estudo da paleta. Em seguida, resolvi retirar alguns elementos e inserir outros: a tatuagem de filtro dos sonhos se tornou uma lua tríplice e a mão já não segura uma bússola, mas sim abraça o corpo, num gesto de encontro e entendimento pessoal: não preciso mais buscar externamente aquilo que encontrei no meu interior. Também acrescentei ramos de alecrim estilizados, que é uma planta que afasta os pensamentos negativos.



Outro ponto importante é em relação ao papel: usei uma gramatura inferior ao que costumo usar para aquarela e o resultado foi bastante satisfatório. Para quem não deseja construir muitas camadas e ainda deseja trabalhar com outros materiais por cima, 220g é uma boa gramatura. Depois de inserir o fundo em aquarela, fiz todos os detalhes com lápis de cor e marcadores, a mistura de materiais que mais amo. O resultado:



Materiais utilizados

  • Papel Concept Sketch & Draw Hahnemuhle 220g;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis pelo sintético Giotto;
  • Lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
  • Marcadores Pentel.



2012 x 2021


Esse foi mais um trabalho que me deixou extremamente feliz por (re)fazer e me mostrou direções artísticas que desejo tomar daqui por diante. São as cores, os temas e as formas que quero explorar na minha arte, principalmente porque mês que vem estou de aniversário, então essa época sempre é significa um momento de fazer muitos estudos e ilustrações que falam diretamente ao meu coração.


Alguns acreditam que apenas um grande poder é capaz de manter o mal sob controle. Mas não é isso que tenho visto. Eu descobri que são as pequenas ações cotidianas de pessoas comuns que mantêm a escuridão distante. Pequenos gestos de gentileza e amor. — Gandalf
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Portfólio Processo criativo

Mandrágora 🌱


A mandrágora é uma planta medicinal, com efeitos alucinógenos, que está presente em diversas lendas e culturas. Do Egito Antigo aos tempos bíblicos, passando pelos usos mágicos na Idade Média, até os dias atuais e sua presença em franquias como Harry Potter. É a planta usada por Circe, a planta que grita ao ser arrancada da terra. 

Nessa representação, quis usar a forma feminina em harmonia com a natureza, ela própria a raiz fértil que faz as folhagens crescerem. A mandrágora/mulher como deusa da fertilidade, seu corpo como parte do todo natural, e não um fetiche ao olhar masculino.

Essa ilustração surgiu de forma bastante espontânea, mas a partir de um sentimento que eu já venho cultivando há um bom tempo: o de representar o nu feminino apenas como um corpo funcional, e não como fetiche. Vejo muitos ilustradores fazendo nus, mas as imagens carregam um desconforto, justamente por conta do male gaze, que é essa representação feminina feita por e para homens heterossexuais.

Lembro das imagens das vênus da fertilidade, deusas esculpidas com fartos seios e vulvas aparentes, e essas imagens não parecem desconfortáveis, justamente por serem corpos com um propósito que não é o da sexualização, pura e simples. Até mesmo imagens contemporâneas, como as da ilustradora Priscila Barbosa, que dá um sentido político aos corpos, principalmente aos diversos, não possuem esse aspecto de voyeurismo que muitos homens insistem em transmitir nas suas obras. 

Essas divagações me levaram à figura da mandrágora, com suas raízes que parecem um ser humano em miniatura. Resolvi juntar as vênus neolíticas com essa planta, criando a representação de uma mulher/raiz com seu corpo volumoso, estriado (a inspiração veio da textura das batatas!), e que sustenta uma grande cabeleira verdejante. A imagem do corpo como sustentáculo e nutriente para a vida, como lugar seguro, se apresentando para o mundo da maneira que é, e não como os outros esperam que seja.

Geralmente, nas representações da mandrágora, a expressão facial é de medo ou terror, mas aqui quis representar a plenitude e a felicidade pela abundância; a mente fértil de ideias, que precisa ter uma boa base para se desenvolver.


Materiais utilizados:

  • Papel para desenho 180g Spiral;
  • Lápis de cor Staedtler Design Journey;
  • Edição e aplicação de efeitos no Photoshop.

Após digitalizar, fiz algumas aplicações de manchas, como se a ilustração fizesse parte de um livro antigo, usado por feiticeiras. Para saber mais sobre os usos da mandrágora, recomendo a leitura do TCC Plantas mágicas no medievo: mulheres, magia e igreja, de Valentino Sterza (Universidade Federal da Paraíba, 2019).

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Aquarela Portfólio Processo criativo

Bonsai de Ficus 🌳



Eu ainda não tinha vindo aqui depois da mudança de layout do blog, na realidade não venho aqui há mais de um mês e acho interessante como, apesar de tudo, aqui é um espaço atemporal, nunca sinto que estou tirando a poeira de algo antiquado; é um lugar para o tempo certo.


E justamente nesse intervalo que estive ausente daqui, aconteceram várias discussões sobre - novamente - os algoritmos das redes sociais, o quanto a rede x ou a y vai privilegiar um conteúdo em detrimento ao outro. Enquanto isso, por aqui, sinto que estou longe de toda essa pressão, enquanto várias pessoas estão retomando as blogagens coletivas, se engajando em newsletters e mostrando que a internet é um espaço muito mais diverso do que qualquer rede comprada pelo tio Zuck. 


Resumindo um pouco desse layout: eu já queria trocar a carinha do blog há horas, mas não encontrava um template que correspondesse ao que gostaria de passar daqui por diante, até que fui de rodapé em rodapé nos blogs que leio (onde geralmente se encontra quem fez o template) e cheguei na loja da Kate. E agora tenho tudo o que queria para meu blog, que era dar bastante destaque para o portfólio, a loja e como entrar em contato comigo.  


🌳


Essa aquarela de bonsai (na verdade, pré-bonsai) surgiu de um rascunho feito em 2018! É pra isso que eu mantenho meu banco de ideias: além de sempre ter alguma coisa "no forninho", estou sempre me retroalimentando de coisas boas que fiz no passado, e que podem ser aproveitadas no futuro. É uma forma de olhar com carinho para a minha própria produção, e ver que nem tudo precisa ser uma grande novidade nunca antes vista. O processo criativo é cheio de surpresas, lidamos com fases de pura espontaneidade, alternando com outras de intensa pesquisa interna e externa.


E essa aquarela foi um grande exercício de construção de camadas de cor e textura, a partir das referências visuais das plantas aqui de casa. A figueira é uma árvore linda e que oferece muitas possibilidades de estudo, assim como a natureza de uma maneira geral. Observar árvores, flores, jardins e parques abre a nossa mente para a criação, é por isso que existe todo um movimento para desemparedar a infância, tornando as escolas lugares com amplo acesso às áreas naturais (tem um livro muito bom sobre o assunto aqui).


E como a era louca das plantas chega para todas, me aguardem, pois o que aparecia pontualmente entre um trabalho e outro vai se tornar bastante corriqueiro: já tenho uma costela-de-adão para chamar de minha e comecei a espalhar suculentas pela casa. Os motivos florais vêm com tudo.


Dolores II, a minha costela-de-adão. O hit vem!


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Aquarela Portfólio Processo criativo

Lilith 🔥


Já faz alguns anos que criei um "banco de projetos", que já foi uma prancheta na parede e hoje é um gaveteiro muito mais organizado, onde guardo absolutamente todo e qualquer rascunho, referência impressa, anotação, line art e tudo mais que envolve ideias que desejo transformar em ilustração. Algumas passam nesse "banco" alguns dias, outras ficam ali por anos, como que esperando o momento certo para aflorar no papel. É como se elas e eu estivéssemos nos preparando, e tem muita coisa que simplesmente fica por ali. Recentemente, incluí dois sketchbooks nesse banco, mas a maioria são folhas soltas, já falei em outras oportunidades que é assim que gosto de trabalhar.


E foi ali pelo final do ano passado que tive a ideia de representar Lilith, essa deusa tão misteriosa, juntando referências de livros sobre mitologias e da cultura pop, como o vindouro jogo Diablo IV. Como quase tudo o que acontece no meu Instagram, postei e saí correndo, nunca mais dei satisfação daquele sketch. Foi lá para o tal "banco". 


Algumas semanas atrás, resolvi revisitar esse projeto, mas me deparei com uma dificuldade gigante em encontrar o material adequado e acertar o tom da finalização. Comecei com aquarela e abandonei. Investi no pastel seco e achei tudo péssimo. Nesse momento, parei para pensar: o que estava me bloqueando tanto? E novamente me peguei pensando, um pensamento bastante obsessivo que tento sempre dissipar, que é nossa, como eu fazia coisas boas há uns quatro anos atrás e agora só faço merda. E ao invés de lamentar como o passado era bom, voltei aqui ao blog e fui dar uma olhada no meu processo criativo daquela época, para refletir sobre o que eu precisava melhorar agora.


Percebi que eu simplesmente havia perdido o hábito de marcar os valores da pintura com lápis e, posteriormente, com payne's grey ou dioxazine, um processo que era a espinha dorsal do meu trabalho e me ajudava a dimensionar o que fazer na pintura. Munida dessa informação, deixei de me lamentar e botei a mão na massa, à moda antiga.



E voltei ao processo de sempre: marcando os valores com lápis grafite 3B, em seguida cobrindo com payne's gray e dando um reforço de dioxazine nas maçãs do rosto e nariz, para aumentar a profundidade. Em seguida, coloquei os marrons em ação nos chifres, dando uma pitada de aquarela dourada para deixar um aspecto de ferrugem, que gostei bastante.


O cabelo ganhou um tom de vermelho amarronzado quente, para dialogar com o efeito dos chifres, e a pele um vermelho quente também, mas que em contraste com o que já estava pintado, ficou um pouco mais frio e ajudou a não deixar tudo uma única massa avermelhada. A magia das cores é incrível. E como Lilith é uma deusa negra, nada melhor do que colocá-la encarando de frente e sem medo a escuridão, para isso usei guache preto. O resultado:


Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Canson XL;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Guache TGA;
  • Pincéis Giotto;
  • Marcadores Pentel e lápis de cor Polycolor para as finalizações.

Lillith simboliza a consciência de absoluta igualdade entre homem e mulher. Essa igualdade é reforçada pelo potencial andrógino em suas lendas. Sem suas bênçãos as águas da vida recaem em conhecimento empoeirado. Ela é o aspecto instintivo, o aspecto terreno do feminino e as lembranças da incorporação do despertar sexual. - Todas as Deusas do Mundo, Claudiney Prieto
A primeira mulher sobre a terra que era igual ao homem e um espírito livre foi condenada a sobreviver pela eternidade como uma mulher-demônio, acasalando com demônios e diabos, parindo monstros em vez de crianças humanas. Essa imagem servia como uma ameaça e um aviso para qualquer mulher que tivesse a intenção de abandonar o marido ou desafiar a autoridade masculina. - Mistérios da Lua Negra, Demetra George
As duas citações acima foram tiradas de livros da minha biblioteca pessoal, mas existe uma vasta bibliografia sobre Lilith e sobre as deusas negras em geral. Todas as Deusas do Mundo é uma boa porta de entrada para descobrir novas divindades, sempre recomendo para entusiastas no assunto.

E para seguir acompanhando minhas produções, é só me seguir no Instagram.
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Aquarela Portfólio Processo criativo

Antúrio 🌿


Desenterrei a vontade de trabalhar numa ilustração totalmente baseada na força do ódio. Enquanto professora da rede pública do RS, estamos em meio ao caos do retorno presencial/híbrido, num dos piores momentos da pandemia, no qual faltam vacinas, leitos e vergonha na cara dos governantes.

E, embora não haja mais disposição criativa nesse corpo que dê conta de tantas tragédias que acontecem dia após dia, senti que se eu não pegasse um momento para desligar da vida docente e focar na arte, tudo ficaria pior. Então, vinha ensaiando a algumas semanas retomar um esboço (daqueles que ficam eternamente guardados) para colocar a cabeça em ordem.

Como meu último trabalho da série Botânicas foi em 2019, achei que era hora de dar vida a Antúrio, resgatando minhas aquarelas, que estavam paradas desde fevereiro. Decidi, também, usar o que eu mais gostava, desde a técnica escolhida até o papel e as tintas, para que realmente fosse um momento só meu e da ilustração. Como foi em tantos momentos anteriores à pandemia e como idealizei que fosse no meu ateliê.
 


Para essa ilustração, usei somente as aquarelas da White Nights, pois preciso aprender a trabalhar com aquelas cores e tirar o melhor daquele estojo. Fiz uma base em azul cerúleo para as sombras e os valores das plantas. E para a figura, trabalhei com vermelhos e azuis misturados para criar a base, que foi utilizada em maior intensidade nas sombras. Tenho optado por essa forma de preencher pele, ao invés de marcar os valores em cinza ou azul, pois acredito que traz uma leveza maior. Os retoques foram com lápis de cor e marcadores, mas tenho tentado usá-los cada vez mais pontualmente. O resultado:


Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Arches grana fina 300g;
  • Aquarelas White Nights;
  • Pincéis sintéticos Giotto;
  • Marcadores Posca e Sakura;
  • Lápis de cor  Rijksmuseum Bruynzeel.


Fiquei especialmente satisfeita com o contraste entre as flores e as formas femininas, e as folhagens crescendo pelos cabelos, como se tudo fizesse parte da mesma força natural. Depois de digitalizada, apenas reduzi um pouco de poeira e saturação, e apliquei multiply no Phtoshop. A textura do papel ficou muito bonita e ajudou a dar o aspecto granulado da planta. Mais detalhes:


Esse trabalho me fez muito bem, me fez reconduzir minha prática artística, algo que não posso viver sem, e que toca outras pessoas também. Mas ainda é muito difícil, para mim, criar em meio a esse desastre pandêmico. Ainda me sinto exausta só por olhar o noticiário.

Seguimos dia após dia, de flor em flor... 🌹
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Portfólio Processo criativo Projetos

Vênus à deriva 🌊


Essa ilustração foi criada para a capa da primeira edição da Zine Marítimas, cujo tema é à deriva. Trata-se de uma releitura da obra O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli, pintada em 1486. Para quem não sabe de que obra estou falando, é esta aqui:


Quando tive a ideia da releitura, não estava pensando diretamente na zine (foi de tanto ver a capa do livro Mulheres, Mitos e Lendas), mas os conceitos foram se encaixando. Acabei fazendo mais dois trabalhos inspirados nessa Vênus saindo do mar, mas que estão em stand by. Tentei utilizar vários materiais, como grafite e aquarela (abaixo), mas senti que não estava conseguindo comunicar bem o que queria transmitir, algo que lembrasse levemente as estéticas seapunk e vaporwave. Daí, cheguei num material que já fazia um bom tempo que não utilizava: o pastel seco.


Na realidade, o pastel seco entrou mais para resolver o problema da coloração da pele. Nos cabelos, apostei em quem nunca me deixa não mão, o bom e velho lápis de cor, com alguns filetes de caneta holográfica e muito dourado. O recorte da imagem também se deve à referência do livro Mulheres, Mitos e Lendas, sendo que fiz questão de ressaltar a espiral de cabelos no ombro (que no quadro original tem proporção áurea).


Materiais utilizados

  • Papel Hahnemühle Nostalgie;
  • Pastel seco Derwent;
  • Esfuminho Derwent;
  • Lápis de cor Staedtler Karat;
  • Caneta holográfica Pentel;
  • Caneta dourada Sakura.
Neste post antiguinho, tem um pequeno tutorial com minhas primeiras experiências com pastel seco, mas continua válido. A Suellen Rubira escreveu o editorial da Zine Marítimas e falou muito amorosamente tanto dessa releitura, quando da nossa proposta nesse primeiro volume. Abaixo, a capa completa:


Para ler a zine, clique aqui. Abaixo, o episódio de We Can Be Readers no qual falamos da zine: 

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Aquarela Portfólio

Dois de Fevereiro 🐚


Todo ano tento fazer uma pequena homenagem à Iemanjá, visto que por aqui sua celebração é bastante popular (e este ano não pode acontecer da maneira tradicional, por conta da pandemia). Dessa vez, a representei dentro de um barquinho de pescador, algo também muito particular da cultura rio-grandina, coroada por uma tiara de conchas e com estrelas prateadas em seu cabelo. Minha intenção era que a figura emoldurasse o barco, assim como as bandeirinhas emolduram as miniaturas que servem como oferenda, e também decoram as embarcações durante a travessia em homenagem à Nossa Senhora dos Navegantes, que acontece no canal Miguel da Cunha, que liga Rio Grande a São José do Norte.


Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Canson XL;
  • Aquarelas Van Gogh e White Nights;
  • Pincéis Keramik;
  • Marcadores Pentel e Sakura.
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Dia dois de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro
A saudar Iemanjá
Escrevi um bilhete a ela
Pedindo pra ela me ajudar
Ela então me respondeu
Que eu tivesse paciência de esperar
O presente que eu mandei pra ela
De cravos e rosas vingou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou
Chegou, chegou, chegou
Afinal que o dia dela chegou

Dois de Fevereiro - Dorival Caymmi
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Portfólio Processo criativo

Blonde 🌹

Seguindo na minha busca pessoal pela melhor representação possível da Marilyn Monroe (aqui, uma de 2018), no final do ano passado consegui fazer um rascunho satisfatório baseado numa foto e, desde então, vinha pensando nas melhores maneiras de finalizar.

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Dicas Portfólio

Imunizadah 🐊


A Jacaroa Imunizadah vem pedir para você, que acessa este blog, que:

  • evite aglomerações, quem precisa sair para trabalhar tem que contar com a colaboração de quem pode ficar em casa;
  • use máscara (camada dupla, de preferência tripla) e álcool gel;
  • valorize a ciência e os profissionais que estão trabalhando na linha de frente, e que vão desde o pessoal da limpeza até o farmacêutico com pós-doutorado.

No site do Projeto Comprova, é possível checar informações sobre as vacinas e sobre o coronavírus. De acordo com o site: O Projeto Comprova reúne jornalistas de 28 diferentes veículos de comunicação brasileiros para descobrir e investigar informações enganosas, inventadas e deliberadamente falsas sobre políticas públicas e a pandemia de covid-19 compartilhadas nas redes sociais ou por aplicativos de mensagens. O Comprova é uma iniciativa sem fins lucrativos.

Acesse a Cartilha de Vacinas do Ministério da Saúde, através da qual você pode tirar dúvidas sobre o que são, para que servem e quais as principais vacinas do calendário nacional de vacinação.

Se você quiser se informar sobre a CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac, visite o site oficial. E se quiser saber sobre a vacina da Fiocruz/Oxford, clique aqui.

#vemvacina

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Aquarela Portfólio Processo criativo

O Hierofante ★


Desde 2018 tenho ilustrado o arcano regente do ano, algo que começou de uma maneira despretensiosa, e hoje levo como uma pequena tradição, que serve para fechar um ciclo e abrir outro. Geralmente, começo o esboço no final de dezembro, para fazer os acabamentos no dia 01 de janeiro, assim passo o primeiro dia do novo ano desenhando, em paz, com minhas tintas e lápis. Neste álbum do Behance é possível ver os arcanos anteriores, ou então aqui pelo blog, navegando pelos arquivos de janeiro dos últimos três anos. 

A carta de 2021 é O Papa/O Sumo Sacerdote/O Hierofante. Dependendo do deck de tarô, o arcano V vai aparecer com um desses nomes, representado por um pontífice ou por um alto sacerdote. Eu fiquei em dúvida entre representar o papa numa visão mais dark (usando o vocalista do Ghost como referência) ou então representar Anúbis, o deus egípcio com cabeça de chacal. Depois de uma enquete no Twitter, ganhou Anúbis, e parti para a busca de referências.

Foi um pouco demorado chegar nessa composição, pois todas as imagens que eu encontrava ou eram de decks de tarô egípcio super estilizados, ou de escavações, ou de concepts nas quais Anúbis era um cara fortão e mal encarado. Então tentei pensar em coisas da própria arte egípcia que me agradam (e que costumo falar nas minhas aulas): lei da frontalidade, uso de tons terrosos, simetria, harmonia. Foi aí que surgiu o primeiro esboço, no qual a coroa e a vestimenta se integram num círculo, e os ombros do deus servem como base para a balança (libriana mode on). A partir, daí fui refinando o conceito.


Usei um dos meus godês para fazer o círculo maior, e vários potinhos de tinta para os círculos menores e arestas do fundo. Também usei muita régua, coisa que não curto muito, mas precisava deixar tudo da maneira mais harmônica possível (e menos torta). Para a cabeça de Anúbis, tentei não deixar muito estereotipado, nem realista, me baseando em figuras egípcias mesmo. Já para as cores, tentei trabalhar de acordo com o círculo cromático e também com as tonalidades que encontramos associadas ao deus.

Depois de finalizada, joguei a ilustração no Photoshop e fiz alguns ajustes que julguei necessários: retirei a cruz ansata, pois ficou muito torta e era um ponto focal que tirava a harmonia da ilustração, e também coloquei uma textura de papiro ao fundo, e acho que isso fez toda a diferença na finalização, pois deu o toque "antigo" que faltava. O resultado:


Materiais utilizados

  • Papel Moulin DuRoy 300g, grana fina;
  • Aquarelas White Nights;
  • Pincéis pelo sintético Giotto;
  • Lápis de cor Bruynzeel;
  • Marcador dourado Sakura;
  • Fundo aplicado digitalmente no Photoshop.


A instituição do sagrado 
Milênios se passaram e as vidas de muitos homens e mulheres vieram e se foram. Em seu lugar, eles deixaram história, e nessa história eles deixaram um poço de sabedoria, experiência, conhecimentos e ensinamentos. É a partir desse poço de sabedoria e conhecimentos antigos que a tradição surge, assim como os meios mais eficazes pelos quais essas tradições podem ser ensinadas e acessadas: organizações, instituições. Essas entidades foram planejadas originalmente como um ambiente seguro e estável para transmitir a tradição e a sabedoria pertencentes a elas. Quando entrar na minha igreja, descobridor da sabedoria, você se envolverá na rica tradição sobre a qual ela é erigida; quando buscar meu conhecimento, você também assumirá seu lugar legítimo na longa fila de todos aqueles outros acólitos e neófitos sedentos de conhecimento. Eu sou o mensageiro da nobre e grandiosa sabedoria buscada por milhões de pessoas, oferecida a elas a todo momento por aqueles que aceitaram o manto do papa, revelador do sagrado. Eu posso lhe mostrar os mistérios e lhe entregar as chaves para os portões da sabedoria, mas você precisa estar ciente de que receber a sabedoria tradicional de um mestre é um passo necessário para qualquer caminho verdadeiro de conhecimento.
- Tarô Iluminati

Cabe aqui ressaltar que faço essas ilustrações com intuito artístico, tomando liberdades artísticas. Não pretendo lançar um deck com todas elas, então não me prendo a todos os elementos associados às cartas. Se você é tarólogo e veio parar aqui no meu blog, e está prestes a escrever um comentário me xingando, por favor, leve em consideração que é uma representação puramente artística.

Foi a primeira vez que usei as aquarelas da White Nights e os pincéis da Giotto (deu pra ver que a lista de materiais é totalmente diferente do post anterior), e ainda quero falar desses materiais, em específico. Mas já posso adiantar que não poderia estar mais feliz com o investimento, pois me surpreendi muito positivamente com a qualidade de ambos. Acredito que são as melhores aquarelas que já tive na vida. Mas vou testar mais, e deixar para opinar melhor numa próxima oportunidade.

Para ver meus trabalhos em tempo (quase real) é só seguir meu Instagram. Quer comprar uma ilustra? Tem na Colab55. Quer encomendar? Clica aqui.
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Aquarela Portfólio

Estelar II ✨


Lá no começo do ano, antes da pandemia e da suspensão de tantos planos em nossas vidas, eu tinha decidido comemorar os 10 anos do blog redesenhando algumas das ilustrações mais marcantes e mais queridas, tanto por mim, quanto pelo público que acompanha esse modesto espaço. Eu havia selecionado seis trabalhos para fazer a cada dois meses, mas não segui esse percurso. Acabei fazendo quatro: Bruxa, Pirata, o reboot da série de Catrinas e, por fim, cheguei em Estelar.

Há cinco anos atrás, essa galáxia em aquarela seria um divisor de águas para mim, tanto por ter conseguido chegar nos resultados que eu almejava, como por fazer uma ilustra tão pessoal se tornar tão amada, por tantas pessoas. Sem dúvidas, foi a ilustração mais vendida na minha loja, e um dos meus trabalhos mais vistos, tanto aqui, quanto nas redes sociais. Durante a exposição Elementais (2017), tinha lista de espera para o print dela. E foram várias amigas que mandaram fotos de suas camisetas, cadernos, bolsas e canecas com essa estampa.

E foi com um friozinho na barriga que publiquei a foto abaixo, no meu Instagram. Ao mesmo tempo que estava feliz em revisitar uma arte tão significativa, estaria também mexendo com os afetos de quem ama Estelar tanto quanto eu, o que me deixava levemente aflita. Como diz a Elizabeth Gilbert, depois que publicamos nosso trabalho, ele é do mundo, então as pessoas vão reagir a ele, cada uma da sua maneira. Para minha felicidade, as reações foram as mais calorosas possíveis.


Antes de falar sobre a ilustra atual, preciso relembrar fatos importantes sobre a antiga: Estelar chegou num momento muito difícil, a perda do meu cachorrinho Axl, depois de muito lutar contra um tumor. Foi algo que entristeceu toda a família, durante muitos meses. E eu, particularmente, vinha de um momento de insatisfação com meu trabalho, de várias tentativas fracassadas de lidar com aquarela, de muito material jogado fora, e um sentimento de incapacidade muito grande. E foi me deixando levar pelo sentimento que, numa tarde, apareceu uma menininha mirradinha, de pijama, com as mãos no peito, como se estivesse fazendo um desejo, e um enorme cabelo com todas as cores de galáxia que pude colocar.


Dali em diante, Estelar virou meu trabalho de referência. Assim como aconteceu com as Catrinas, agora as pessoas me reconheciam pelas galáxias. Até concurso literário essa ilustra ganhou (sem meu consentimento, o que gerou o maior barraco). Durante anos, peguei muitas encomendas cuja solicitação era: fazer uma galáxia em aquarela. Um dos posts mais acessados do blog é justamente o tutorial que fiz, a partir dessa ilustra (plagiado por várias pessoas e perfis de lojas artísticas). Só que, quanto mais o tempo passava, mais eu percebia os erros anatômicos e o tanto que eu poderia melhorar o desenho (a ideia sempre esteve no ponto, para mim). Então, há duas semanas atrás, tirei uma foto minha de referência e arrumei tudo o que precisava para, enfim, nascer Estelar II:


Não foi fácil chegar no resultado final das cores. Antes dessa, houve duas versões descartadas (uma totalmente, a outra guardei para quando for famosa e valer rios de dinheiro kkkk), pois eu sentia que precisava ser fiel, ao mesmo tempo que deveria adicionar e subtrair coisas. A primeira mudança que faz diferença, para mim, é que estamos diante de uma mulher adulta, e não mais uma criança. Esse é o ponto crucial de Estelar II: o amadurecimento. Do corpo, da mente, do espírito, dos desejos, dos sonhos e esperanças. É algo que realmente me toca (talvez por ter usado uma foto minha como referência? talvez pelo meu momento de vida?) e dá sentido ao restante: agora sua pele tem cor e textura, o pijama branco continua ali, mas sem as bolinhas que o infantilizava, e o cabelo de galáxia foi feito da mesma maneira que o da original, mas com a diferença que escolhi uma paleta de cores menor e mais neutra, além de pegar leve com os efeitos com branco e metálico. O fundo foi feito com guache preto e, também ao contrário da primeira, aqui a textura do papel aparece, o que dá a sensação de vazio preenchido: ela está no escuro, mas não é uma escuridão total. Uma das coisas mais legais é ver as duas ilustrações lado a lado:


Não dá a sensação de que a garotinha cresceu? O Antonio comentou que a forma como o efeito galáxia está organizado dá a impressão de que, na primeira, ela está cheia de dúvidas e, na segunda, não tanto. E isso é sensacional, pois cada um faz uma leitura bastante particular da obra, o que só acrescenta mais camadas de significado.

Outra coisa que mexeu demais comigo foi redigitalizar a primeira ilustra. Logo que me mudei, sem querer, formatei o HD do computador e perdi todos os arquivos. O Antonio conseguiu recuperar tudo, exceto as ilustrações digitalizadas. Foram 10 anos perdidos, alguns recuperei em drives e e-mails para clientes, outros ainda aguardam que eu sente diante do scanner e refaça arquivo por arquivo. E foi dessa necessidade que percebi o quanto eu editava demais e, muitas vezes, chapava o efeito original da pintura. Hoje só faço pequenas correções de cor e de elementos tortos, retiro poeira, aplico o multiply e voilà. De certa forma, foi uma libertação do sentido de perfeição e de limpeza que eu colocava sobre as ilustras.


Materiais utilizados

  • Papel Aquarelle XL Canson;
  • Aquarelas Maimeri, Van Gogh, Cotman e Sennelier;
  • Guache TGA;
  • Pincéis Keramik;
  • Marcadores Sakura;
  • Lápis de cor Polycolor;
  • Verniz para fixar tudo e durar bastante.


E com esse redesenho mais do que especial, encerro 2020, um ano que me fez ter muitos reencontros com meu passado artístico, no qual cada revisita foi a Lidiane de hoje dando um abraço na Lidiane de ontem, dizendo que tá tudo bem. Esse é meu summary of art e estou muito feliz com ele.

Aproveito para dizer que o ciclo de Estelar (a original) na minha loja se encerrou e, a partir de hoje, vocês passam a encontrar a versão atualizada dessa ilustra. Espero que ela desperte os mesmos sentimentos bons que a primeira, e que vocês curtam os produtos que preparei com ela. O link para a Colab55 está aqui.

Se eu pudesse resumir meus desejos para 2021 numa só palavra, seria VACINA. Se cuidem e cuidem dos seus entes queridos. Não vamos relaxar agora durante as festas de final de ano, pois não há leitos nas UTIs para todos, e ainda estamos em meio a uma pandemia. Todo cuidado é preciso. Um grande beijo e até 2021! ✨

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Portfólio Processo criativo

Só para baixinhos 💋


Como uma criança típica da década de 1980, é claro que fui baixinha da Xuxa, daquelas que tinha os discos, que teve a boneca e o microfone, e até um cinto e um tênis. Eu realmente tive uma fase super apaixonada pela Xuxa, comprava o que podia, assistia aos programas, e colecionava muitas fotos, desde os encartes dos discos até as embalagens de suco Frisco (crianças analógicas). Para provar meu ponto de autêntica baixinha, resgatei a foto abaixo, muito conceitual olhando no espelho (na realidade era para mostrar o tamanho do meu cabelo, gigantesco), na qual estou com camiseta e cinto personalizados:


Recentemente tive a oportunidade de ler o livro Memórias, no qual a Xuxa revisita a sua carreira e conta diversos fatos desconhecidos do grande público, ou conhecidos só por quem era muito fã (não chega a ser uma biografia, e algumas coisas são bastante pontuais, particularmente eu não veria problemas num livro mais longo e aprofundado). Dentre as memórias estão diversas fotos e ensaios para álbuns, produtos, bastidores de turnês e da nave (quem nunca sonhou em entrar na nave da Xuxa?). E foi nesse clima nostálgico que me peguei no Pinterest, buscando por algumas fotos de looks icônicos, servidos ao longo de quase quarenta anos de carreira.


E um dos looks mais bonitos, na minha opinião, é do encarte para o Xou da Xuxa 4, no qual ela está vestida de toureira estilizada, numa referência à You Can Dance, da Madonna (uma rainha citando a outra, o auge). Então, resolvi pegar algumas das fotos desse ensaio para reproduzir (e aproveitar para estudar um pouco de anatomia), e escolhi uma para finalizar com lápis de cor e canetas metalizadas:


Achei um exercício super divertido e despretensioso, consegui passar algumas horas focada nele e esquecer os problemas. Foi nostálgico e também um pouco terapêutico, um momento para relaxar e me reconectar com a minha criança interior. Gostei de todos os resultados, acho que consegui prestar uma homenagem digna. 

Os materiais que utilizei foram: papel para desenho 180g, lápis de cor Polycolor e canetas metálicas sortidas (peguei um pouco de tudo o que tinha por aqui). Até cheguei a digitalizar, mas o resultado não ficou legal, pois a textura do papel ficou muito marcada e chapou a tinta dourada, mas ficam aí os registros que fiz pelo celular.

Beijinho, beijinho e tchau, tchau!!!

Xuxa Sobe na Nave e vai embora no Xou da Xuxa em 1990

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Aquarela Portfólio Processo criativo

Amanita 🍄


Apesar do blog estar parado há mais de um mês, tenho me concentrado em vários trabalhos. Fiz uma encomenda, resgatei trabalhos antigos para refazer com um novo olhar, e me dediquei a alguns esboços. Aliás, os esboços são parte constante da minha vida agora, é como se eu deixasse tudo em rascunho e curtisse isso, curtisse a possibilidade de, meses mais tarde, voltar com outras ideias, outras experiências, e retomar o trabalho. Também tenho usado o sketchbook de forma não muito linear e organizada, apenas registrando coisas, e isso tem sido libertador. É como se a ideia saísse de dentro de mim e eu não sofresse mais por tê-la deixado presa, ou a deixado ir embora.

Conciliar a vida de professora e a ilustração não é fácil, é uma corda bamba de sentimentos, e às vezes eu simplesmente não tenho vontade de desenhar, ou não me sinto confortável, e tenho me permitido ficar um pouco menos frustrada com isso, mentalizando que estou fazendo o melhor em ambos os lados, na medida do possível e do que uma pandemia pode me exigir.

Esse trabalho, em especial, era um rascunho muito antigo, acho que do ano passado, não recordo direito. Aí eu resolvi fazer o desenho final, na folha para aquarelar, em abril (veja aqui). Passaram uns meses, me mudei, e o projeto ficou ali. Quando sentei pra fazer, deu tudo errado, eu já não me identificava com o que tinha feito, mas achava que a ideia não era de todo desperdiçável, principalmente essa coisa da figura se integrar com o cogumelo.


Fui para o Coolors e para o Pinterest caçar paletas de cores para referência, mas num primeiro momento não me senti 100% com o que estava pintando. Achei tudo muito "natalino acidental", com cores muito puras e muito vivas, uns contornos meio esquisitos. Postei a imagem no Instagram e fiquei dias pensando no que estava me incomodando. Hoje, coloquei o trabalho no Adobe Colors (ele extrai diversos tipos de paletas da sua imagem - cores brilhantes, escuras, suaves...) e foi como uma revelação, pois percebi o quanto a paleta estava redondinha, e o problema não estava ali. A recepção do público foi super boa também, então eu cheguei a conclusão de que não sei hahahahahaha. Sério, eu não sei qual é e de onde vem meu estranhamento com esse trabalho, talvez ele esteja provocando alucinações e confusão mental, assim como o cogumelo amanita muscaria (mata-mosca) provoca. Será que é uma ilustração com poderes mágicos? 🍄 #atenta

Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Harmony Hahnemühle;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis Karamik;
  • Marcadores Sakura;
  • Lápis de cor Polycolor;
  • Foto de referência da Faestock.
Mesmo me sentindo altamente estranha em relação à essa ilustra, ela vai para a lojinha! Vamos aproveitar o clima natalino alucinógeno para apoiar uma artista independente. Para conhecer minha loja, clique aqui.

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