#ilustraday junho: série favorita
O tema de junho do Ilustra Day é nossa série favorita, e escolhi The Strain por três motivos super especiais: primeiro, é uma das poucas séries que acompanho e já estou louca pela segunda temporada, que começa dia 22 de julho nos EUA; segundo, sou fã assumida de Guillermo Del Toro e também amo a Trilogia da Escuridão, escrita pelo diretor em parceria com Chuck Hogan, e na qual a série é baseada; terceiro, sempre quis desenhar o Gabriel Bolivar, meu personagem preferido!
O Gabe tem um dos plots mais interessantes da trilogia, apesar de eu achar que na série ele ainda foi pouco explorado. É um roqueiro meio "gótico suave". A mitologia dos vampiros criada pelo Del Toro é bem diferente do que estamos acostumados a ver nos últimos tempos, aqui não tem romantismo: a epidemia vampírica mais parece um vírus que se espalha rapidamente entre a população de Nova Iorque e, em breve, pelo mundo todo. Não vou contar mais nada para deixar vocês com vontade de assistir.
Minha intenção não foi buscar a semelhança com o ator Jack Kesy, que interpreta o Gabe (apesar de ter usado uma foto dele como referência), mas sim mesclar o personagem da série com o dos livros que, na minha opinião, é bem mais interessante.
Materiais utilizados:
- naquim Trident;
- aquarela Winsor & Newton;
- papel Arches grain satiné 300g;
- lápis grafite e marcadores.
Me empolguei tanto que não fiz muitas fotos do processo. Também foi a primeira vez que trabalhei com esse papel Arches, que é bem mais liso do que os outros papéis para aquarela que venho usando. Ele se comportou super bem e já virou um dos meus favoritos, além de ter um excelente formato.
Sobre fanarts: A Bia Reys escreveu um post muito interessante sobre a criação de fanarts e suas implicações dentro da Lei de Direitos Autorais. Clique aqui para ler, vale muito a pena.
Abraços,
Lidiane :-)
Como foi o #FestivalCoMundo
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Que sábado, mores. As últimas semanas foram de intensa divulgação do Festival Co.Mundo, e fiquei alternando entre altas e baixas expectativas. Não consegui montar os produtos para a banca como gostaria, mas aos 45 do segundo tempo a Andréia, minha ~personal incentivator~, me disse pra levar o que tinha, montei a pasta e fui.
E foi lindo!
E a oficina de desenho antiestresse deu certo! E teve muita, mas muita gente circulando. Lá no Face do evento as imagens traduzem os sentimentos. Casa lotada, artistas mostrando seus trabalhos, vendendo, produzindo na hora. Comidinhas deliciosas, feitas com todo carinho, Rio Grande movimentando sua cena cultural. A expressão da maioria das pessoas era de não acredito que isso está acontecendo! Mas estava.
Sobre a oficina, foi só amor. Tenho muito a agradecer a cada um que participou desse encontro e se deixou levar pelo desenho por duas horas. Já é a segunda vez que entrego minha arte para servir de base ao trabalho de outra pessoa, e é sempre uma grata surpresa ao ver que nos olhos e nas mãos alheias, minhas ilustrações fazem sentido e encontram eco.
Porque arte é um tanto de entrega, um tanto de abandono e outro tanto de resgate: entrega através do ato criativo, do estudo, da resolução dos problemas que habitam a mente do artista. Abandono quando, depois de pronta, a obra é largada no mundo. O resgate acontece quando o espectador captura essa imagem e a ressignifica. E é esse ciclo que me alimenta, que dá sentido ao que faço.
Senti que muitas pessoas paravam à nossa janela e ficavam olhando com vontade de estar ali, colorindo, mas um pouco envergonhadas. Acredito que os livros de arte para adultos provocam essas reações: o querer fazer e a timidez em assumir esse querer. Eu só tenho a dizer que a vida é curta demais para arrependimentos, então se você deseja pintar um jardim, uma floresta, uma mandala, se está disposto a investir tempo e dinheiro nisso, SEJA FELIZ! Não é porque seu professor, seu colega ou aquele seu contato que vive postando textão diz que é coisa de gente frívola que você tem que se privar disso. Faça por você e o resto que se exploda.
Durante o tempo que fiquei na banca (o Antonio foi meu vendedor oficial enquanto estava na oficina), pude ver os olhares curiosos, recebi elogios e conheci pessoalmente quem até então só tinha contato virtual.
Nada disso teria sido possível sem o empenho da Marcia e do Leandro, da Co.place, que abriram as portas daquele lugar fantástico para nós; da Andréia Pires, representando a Mundo Moinho, que é uma das raras pessoas que trabalha pela coletividade, aos artistas e ao público que prestigiaram o Festival e nos deram essa injeção de ânimo tão bem-vinda.
Queria agradecer também a todos que se interessaram (e sentiram falta) pelos prints, por oficinas e cursos, até mesmo por aulas particulares presenciais e via Skype. Estou estudando todas essas propostas para oferecer algo bem legal no segundo semestre (que já é semana que vem).
Mais uma vez, meu muito obrigada, de coração, por essa experiência inesquecível que foi o Co.Mundo. Que venham outros, porque nunca é demais compartilhar amor.
Abraços,
Lidiane :-)
Colorindo um retrato com lápis lilás
Aqui está algo que eu realmente nunca havia tentado, apesar de já ter visto no trabalho de vários artistas: marcar as sombras do rosto, num retrato, com lápis/tinta lilás. Para me sentir mais confiante, optei por um material que já estou acostumada a usar, que é o lápis de cor. O papel é 200g, com uma leve textura, e o estudo está ficando assim:
Misturei duas tonalidades, e de duas marcas diferentes, para criar a base para esse retrato: fiz o fundo com o lápis Polycolor nº 49, e alinhavei com o Royal Purple C270, da linha Coloursoft da Derwent. Esse da Polycolor, inclusive, vem no estojo específico para retratos, e sempre fiquei me perguntando porque diabos um lápis lilás estava ali. Tudo explicado. Assim que percebi que a cobertura estava legal, comecei a colocar as outras cores. Lembrando que lápis de cor é igual a cebola, a sobreposição de camadas de cor é que vai dar o efeito desejado!
Colorir pele, dentro de todas as suas variações de tons, requer estudo e observação, por isso, o ideal é buscar o maior número de referências possível e montar composições de cores. De preferência, anote a numeração do lápis ou tinta que você usou para chegar aonde queria, assim já fica tudo arquivado para consultas futuras.
Duas ilustradoras que usam muito o lilás em seus retratos são a Juliana Rabelo e a Sabrina Eras. É o trabalho delas que tem servido como referência para mim. Assim que finalizar a ilustração, volto aqui para mostrar o resultado e compartilhar minhas impressões sobre essa experiência nova de coloração.
Abraços,
Lidiane :-)
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