Lidiane Dutra
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Dicas

Links bacanas #10

Imagem by Aliis Sinisalu, via.
A décima edição dos links bacanas está quentinha e no ar e, em breve, completará um ano. Caso alguém tenha uma sugestão de linkagem legal para comemorar a data, já deixa nos comentários, para que eu possa me programar.

Tudo sobre tintas de aquarela: a Kris sempre faz esses posts fantásticos, nos quais fica evidente o tanto de pesquisa envolvida. Neste, ela fala da composição das tintas, qualidade do pigmento, divisão entre linhas estudante e profissional, dentre outras informações muito importantes para aquarelistas.

Guia de como cobrar pelo trabalho: mais uma dica preciosa do site Minas Nerds, para ajudar profissionais criativos a cobrarem um preço justo por seus trabalhos e não caírem em ciladas.

Dicas para quem quer montar sua loja virtual: a Rê Vitrola contou sua experiência com a  lojinha da BichAmo, e dá conselhos para quem quer começar um espaço virtual sem ser sob demanda.

O minimalismo te fez perder a personalidade? várias meninas escreveram posts sobre a tendência do minimalismo e o impacto dela na blogosfera, e esse texto do Teoria Criativa traz várias reflexões e links que valem o clique.

Como creditar imagens na internet: um guia rápido e eficiente para deixar de ser preguiçoso e começar a creditar corretamente a autoria do que está na rede. Até mesmo porque Google não é banco de conteúdo free.

Broderagem, mercado e exclusão: você já ouviu falar na ajuda mútua entre os caras, que sempre chamam amigos para os mesmos rolês? Veja como isso impacta na produção feminina e interfere no mercado de arte.

Vamos falar sobre dinheiro: conversa aberta proposta pelo YouPix sobre como cobrar pelos seus serviços na internet - do publipost à palestra.

Nosso contato com a eternidade: excerto de uma fala do Alan Moore (criador de Watchmen, dentre outros), sobre as relações entre arte e magia. Achei tão profundo que até anotei no meu sketchbook.

Sobre Romero Britto, crianças e arte na educação infantil: uma reflexão bastante interessante sobre o uso de pinturas no estilo Romero Britto com crianças e o impacto disso na criatividade delas. Sem entrar em questões de mérito quanto à obra do artista, as autoras abrem caminho para uma discussão muito importante sobre o controle que adultos exercem com os pequenos.

Dicas administrativas para freelancers: muita gente não sabe por onde começar, nem o tipo de documentação que precisa ter na hora de fazer um serviço. Neste link, tem quatro modelos de formulários, do briefing ao contrato, para baixar e organizar os frilas.

Viu algum link interessante por aí? Compartilha nos comentários!
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Portfólio

Hécate


Hécate, deusa grega da bruxaria, das encruzilhadas, da noite e do submundo. Comumente representada na forma tríplice, personificando a mãe, a virgem e a anciã. 

Essa ilustração começou a ser pensada no final de 2014, de uma maneira um pouco diferente (foi um desenho que saiu totalmente da minha cabeça), e que esperou pacientemente até que eu me sentisse preparada para levar o projeto adiante.

Eu sou fascinada por mitologia e, desde que tive contato com o Anuário da Grande Mãe, tenho me dedicado a estudar um pouco mais sobre o sagrado feminino. A figura de Hécate, com sua tríplice representação, tem um significado muito caro, me fazendo olhar para a Lidiane do passado, do presente e do futuro, questionar escolhas e tentar abrir caminhos, mesmo quando tudo parece sombrio.



Assim que decidi retomar essa ilustração, fiz um novo esboço, melhorando as expressões faciais e pensando mais na composição das três mulheres. Queria transmitir a ideia de raízes, de uma figura orgânica que toma a forma da deusa, banhada pela lua. Foi um desafio fazer a idosa, e não acredito que tenha alcançado um bom resultado, por isso pretendo estudar mais. O resultado final ficou assim:

Materiais utilizados

- papel Canson 180g;
- lápis Mars Lumograph 4B e Bruynzeel 5B (está virando favorito);
- marcador dourado.


"Hécate é o arquétipo mais incompreendido da mitologia grega. Ela é uma Deusa Tríplice Lunar vinculada com o aspecto sombrio do disco lunar, ou seja, o lado inconsciente do feminino. E, representa ainda, o lado feminino ligado ao destino. Seu domínio se dá em três dimensões: no Céu, na Terra e no Submundo. Hécate é, portanto, uma Deusa lunar por excelência e sua presença é sentida nas três fases lunares. A Lua Nova pressupõe a face oculta de Hécate, a Lua Cheia vai sendo aos poucos sombreada pelo seu lado escuro, revelando o aspecto negativo da Mãe. E a Lua Minguante revela seu aspecto luminoso. É preciso morrer para renascer."

Fonte: As três faces de Hécate 


Gostaria de ressaltar que esta é uma interpretação pessoal que fiz da deusa, a partir das minhas experiências, conhecimentos técnicos e teóricos e, até mesmo, limitações. Um blog que me ajuda muito, quando estou com dúvidas, é o Moon Girls Club, da Bruna e da Andressa, aproveito para deixar meu agradecimento. Quem tiver indicações de livros, sites e estudos sobre mitologias, pode deixar nos comentários, pois é um assunto que sempre me interessou.



Estou muito feliz com a evolução do meu traço, principalmente do início do ano para cá, e do foco que consigo dar para cada trabalho. Certamente, essa ilustração vai entrar para o conjunto das divisoras de águas da minha vida, pois representa muitas coisas boas. Essa coleção já está disponível no meu studio no Colab55 e, na compra de dois sketchbooks, o frete é grátis para todo o Brasil. Não esqueça de clicar no coração, ao lado do preço, pois isso ajuda (muito) na divulgação dos meus produtos.
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Processo criativo

Dicionário de códigos & símbolos das minhas ilustrações

Tenho pensado muito, nos últimos tempos, sobre a crescente onda de relatos sobre plágio no mundo virtual. Ano passo eu já havia falado sobre cópia, o que motivou outras pessoas a opinar também, e daí a discussão não parou. Tanto que me propus, dentro de um grupo muito legal de ilustradoras, capitaneado pela Mary Cagnin, a pesquisar mais, junto com outros profissionais, sobre direito autoral. Esse post sairá em breve.

Nesse sentido, resolvi criar uma espécie de dicionário de códigos e símbolos que aparecem repetidamente nas minhas ilustrações. Eu venho fazendo posts sistemáticos com a evolução do meu trabalho e sempre, a cada processo criativo mostrado, tento passar para o público quais foram as minhas motivações ao criar determinada peça, a escolha dos materiais, dentre outros fatores que fazem cada ilustração ser única.

Quem me acompanha há algum tempo, já consegue reconhecer elementos que, vira e mexe, aparecem nas figuras, ou que já se tornaram praticamente marcas registradas, pois estão presentes em todos os trabalhos. Assim, desenvolvi este pequeno guia (o layout é do Canva), com a finalidade de:

1. tornar reconhecível para o máximo de pessoas possível os códigos recorrentes nos meus trabalhos, criando, assim, um fio condutor das narrativas;
2. me proteger de possíveis plágios, pois, ao publicizar esses easter eggs que deixo em cada ilustra, fica mais fácil reconhecer se alguém mal intencionado copiar e/ou comercializar minhas obras sem autorização.

Claro que não fui eu que inventei esses elementos e vários outros artistas utilizam as mesmas temáticas e os mesmos símbolos. O que faz diferença é o meu estilo, minha bagagem e, principalmente, o contexto de tudo isso nas ilustrações e na narrativa que crio para cada uma delas.




Gostaria de convidar todo mundo que se interessou por essa ideia do dicionário de códigos e símbolos a fazer o seu também. Vamos transformar isso numa tag e fazer com que o público e, principalmente, aquelas pessoas que não têm ideia de que plágio é crime, saibam reconhecer nossos trabalhos. Acredito que é uma maneira de educar artistas em construção e fazer com que quem está aprendendo pare e repense seus próprios caminhos criativos.
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