Só para baixinhos 💋
Como uma criança típica da década de 1980, é claro que fui baixinha da Xuxa, daquelas que tinha os discos, que teve a boneca e o microfone, e até um cinto e um tênis. Eu realmente tive uma fase super apaixonada pela Xuxa, comprava o que podia, assistia aos programas, e colecionava muitas fotos, desde os encartes dos discos até as embalagens de suco Frisco (crianças analógicas). Para provar meu ponto de autêntica baixinha, resgatei a foto abaixo, muito conceitual olhando no espelho (na realidade era para mostrar o tamanho do meu cabelo, gigantesco), na qual estou com camiseta e cinto personalizados:
Recentemente tive a oportunidade de ler o livro Memórias, no qual a Xuxa revisita a sua carreira e conta diversos fatos desconhecidos do grande público, ou conhecidos só por quem era muito fã (não chega a ser uma biografia, e algumas coisas são bastante pontuais, particularmente eu não veria problemas num livro mais longo e aprofundado). Dentre as memórias estão diversas fotos e ensaios para álbuns, produtos, bastidores de turnês e da nave (quem nunca sonhou em entrar na nave da Xuxa?). E foi nesse clima nostálgico que me peguei no Pinterest, buscando por algumas fotos de looks icônicos, servidos ao longo de quase quarenta anos de carreira.
E um dos looks mais bonitos, na minha opinião, é do encarte para o Xou da Xuxa 4, no qual ela está vestida de toureira estilizada, numa referência à You Can Dance, da Madonna (uma rainha citando a outra, o auge). Então, resolvi pegar algumas das fotos desse ensaio para reproduzir (e aproveitar para estudar um pouco de anatomia), e escolhi uma para finalizar com lápis de cor e canetas metalizadas:
Achei um exercício super divertido e despretensioso, consegui passar algumas horas focada nele e esquecer os problemas. Foi nostálgico e também um pouco terapêutico, um momento para relaxar e me reconectar com a minha criança interior. Gostei de todos os resultados, acho que consegui prestar uma homenagem digna.
Os materiais que utilizei foram: papel para desenho 180g, lápis de cor Polycolor e canetas metálicas sortidas (peguei um pouco de tudo o que tinha por aqui). Até cheguei a digitalizar, mas o resultado não ficou legal, pois a textura do papel ficou muito marcada e chapou a tinta dourada, mas ficam aí os registros que fiz pelo celular.
Beijinho, beijinho e tchau, tchau!!!
Amanita 🍄
Apesar do blog estar parado há mais de um mês, tenho me concentrado em vários trabalhos. Fiz uma encomenda, resgatei trabalhos antigos para refazer com um novo olhar, e me dediquei a alguns esboços. Aliás, os esboços são parte constante da minha vida agora, é como se eu deixasse tudo em rascunho e curtisse isso, curtisse a possibilidade de, meses mais tarde, voltar com outras ideias, outras experiências, e retomar o trabalho. Também tenho usado o sketchbook de forma não muito linear e organizada, apenas registrando coisas, e isso tem sido libertador. É como se a ideia saísse de dentro de mim e eu não sofresse mais por tê-la deixado presa, ou a deixado ir embora.
Conciliar a vida de professora e a ilustração não é fácil, é uma corda bamba de sentimentos, e às vezes eu simplesmente não tenho vontade de desenhar, ou não me sinto confortável, e tenho me permitido ficar um pouco menos frustrada com isso, mentalizando que estou fazendo o melhor em ambos os lados, na medida do possível e do que uma pandemia pode me exigir.
Esse trabalho, em especial, era um rascunho muito antigo, acho que do ano passado, não recordo direito. Aí eu resolvi fazer o desenho final, na folha para aquarelar, em abril (veja aqui). Passaram uns meses, me mudei, e o projeto ficou ali. Quando sentei pra fazer, deu tudo errado, eu já não me identificava com o que tinha feito, mas achava que a ideia não era de todo desperdiçável, principalmente essa coisa da figura se integrar com o cogumelo.
Fui para o Coolors e para o Pinterest caçar paletas de cores para referência, mas num primeiro momento não me senti 100% com o que estava pintando. Achei tudo muito "natalino acidental", com cores muito puras e muito vivas, uns contornos meio esquisitos. Postei a imagem no Instagram e fiquei dias pensando no que estava me incomodando. Hoje, coloquei o trabalho no Adobe Colors (ele extrai diversos tipos de paletas da sua imagem - cores brilhantes, escuras, suaves...) e foi como uma revelação, pois percebi o quanto a paleta estava redondinha, e o problema não estava ali. A recepção do público foi super boa também, então eu cheguei a conclusão de que não sei hahahahahaha. Sério, eu não sei qual é e de onde vem meu estranhamento com esse trabalho, talvez ele esteja provocando alucinações e confusão mental, assim como o cogumelo amanita muscaria (mata-mosca) provoca. Será que é uma ilustração com poderes mágicos? 🍄 #atenta
- Papel para aquarela Harmony Hahnemühle;
- Aquarelas Van Gogh;
- Pincéis Karamik;
- Marcadores Sakura;
- Lápis de cor Polycolor;
- Foto de referência da Faestock.
Mesmo me sentindo altamente estranha em relação à essa ilustra, ela vai para a lojinha! Vamos aproveitar o clima natalino alucinógeno para apoiar uma artista independente. Para conhecer minha loja, clique aqui.
Dr. Frank-N-Furter (Rocky Horror Picture Show) 👄
Estou aqui pagando uma dívida que tenho há anos com um dos meus filmes favoritos (embora eu ainda tenha dívidas com Jovens Bruxas e Entrevista com o Vampiro, por exemplo). Rocky Horror Picture Show é um dos poucos musicais que gosto, e tudo nessa produção de baixo orçamento (mas muita alma!) me encanta. Da primeira vez que vi quase não entendi nada kkkkk, mas já me apaixonei por todas as personagens. Com o tempo, fui entrando naquela atmosfera e foi um caminho sem volta.
Além da Magenta e da Columbia, o Dr. Frank-N-Furter (interpretado pelo Tim Curry) sempre foi uma referência, com aquela maquiagem ousada e toda a expressividade, que o tornam reconhecível até mesmo por quem nunca assistiu ao filme.
Esse trabalho surgiu de forma bastante espontânea, eu estava passando pelo Pinterest, quando algumas imagens do filme apareceram no meu feed. Então, decidi que sairia do meu cronograma de catrinas e outros trabalhos, para me dedicar a uma fanart. Não fiz registros, além do que postei nos stories do Instagram, e fui acrescentando os elementos e decidindo os materiais na hora, de um jeito bem aleatório, bem Rocky Horror.
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