Lidiane Dutra
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Aquarela Portfólio Técnica Mista

Nadja of Antipaxos 🌹🦇


Estou completamente obcecada pela série What We Do In The Shadows (Star+). Tudo nela funciona perfeitamente bem, os diálogos são hilários, a produção impecável e, cá entre nós, quem nunca trabalhou com um Colin Robinson? Amo vampiros, e se dá pra misturar humor ao tema, melhor ainda.

E uma das personagens que mais amo é a Nadja, interpretada pela atriz Natasia Demetriou. Adoro as expressões dela, é um daqueles casos que a personagem e a atriz parecem feitas uma para a outra.


E para fazer essa fanart, resolvi me desafiar a usar o papel Canson Graduate na cor cinza, que comprei há meses, mas não havia testado pois é impossível transferir um rascunho para ele através da mesa de luz, por ser muito denso. Tive que fazer um esquema similar ao papel carbono, passando um grafite no lado oposto do rascunho, e transferindo para o papel, com cuidado para não marcar demais. No geral, esse papel é ótimo para aquarela, e consegui efeitos muito bons, principalmente com as tintas peroladas e canetas metálicas. O resultado:


Materiais utilizados

  • Papel Canson Graduate na cor cinza;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Aquarelas shimmer Sakura;
  • Guache TGA;
  • Pastel seco Derwent;
  • Marcadores metálicos Pentel.

O Instagram continua tratorando a qualidade das minhas imagens, então sempre que você gostar de alguma ilustração que posto lá, saiba que ela está numa qualidade muito melhor (e em detalhes) aqui no blog. 

What We Do In The Shadows Wwdits GIFfrom What We Do In The Shadows GIFs
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Portfólio

Beltane 🌼 Samhain 🍂


Esse trabalho ficou parado por tanto tempo, era para ter sido uma celebração à Ostara, mas a roda girou tão rápido que já estamos comemorando outros sabás. Embora tenha uma estética bastante ligada à primavera, deixarei em aberto a interpretação, tanto para quem celebra Beltane, quanto para quem celebra Samhain, nessa época do ano.



Materiais utilizados

  • Papel para aquarela Harmony Hahnemühle;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis Keramik;
  • Marcadores Derwent;
  • Lápis de cor super soft Staedtler.

Midsommar Smile GIFfrom Midsommar GIFs
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Aquarela Portfólio

Coração das estrelas 🌠


No dia 24 de setembro passado, meu pai faleceu. Foi, sem dúvidas, o momento mais difícil da minha vida, até agora. Eu estava com ele no hospital, quando sua jornada encerrou, aos 86 anos de idade. Por mais que eu já tenha lido vários livros sobre morte, absolutamente nada me preparou para esse momento.

Descobri que a saudade é uma constante. E a tristeza vai e vem com o passar dos dias. E foi num desses dias que resolvi homenagear o pai com uma aquarela. Eu já tinha decidido que faria uma versão de Estelar II. Só que, dessa vez, a garota seguraria um coração em suas mãos (o órgão). Existem muitos detalhes para esse simbolismo, que prefiro guardar para mim. E foi tentando dar sentido ao luto, que nasceu a ilustração a seguir:



O resultado:


E então vem o luto. E luto não é sinônimo de dor. É justamente a expressão da dor. Desde sempre, é isso que nós, seres humanos, fazemos: damos sentido às coisas através da linguagem. Por isso é tão importante que o luto tenha espaço e tempo para acontecer. - Caitlin Doughty, Para Toda a Eternidade, p. 15.

Obrigada por tudo, pai. 

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Aquarela Portfólio Processo criativo

Wild Spirit 🍃


Ano passado eu havia pensado numa proposta de refazer alguns trabalhos antigos, em comemoração aos 10 anos do bloguinho. Veio a pandemia, me desanimei, refiz a proposta no meio do caminho, mas fiquei com essa vontade de, de tempos em tempos, voltar a alguns desenhos do passado e pensar em novas formas de reinterpretá-lo. E um dos trabalhos que já estava na minha lista é um que acabei deletando o post original, mas ele ficou na minha pasta do Pinterest, que ainda guarda umas antiguidades: chama Ventania e mostra uma mulher de longos cabelos, segurando uma bússola e com uma coruja no ombro.


Esse trabalho originalmente é um A3, e eu realmente amei toda a proposta na época. Esse cabelo foi uma delícia fazer e a corujinha é um xodó. Com o passar dos anos, vi que poderia melhorar algumas coisas, afinar e amadurecer um conjunto de ideias que estavam ali, latentes. E foi isso que fiz agora.


Uma das primeiras coisas que pensei foi que esse trabalho merecia ganhar cor. Adoro trabalhar só com grafite, mas também tenho me empenhado em construir uma paleta de cores pessoal, que represente meu amadurecimento enquanto pessoa e artista. Que fale sobre a minha jornada e o que gosto de retratar. Por isso, comecei pelo estudo da paleta. Em seguida, resolvi retirar alguns elementos e inserir outros: a tatuagem de filtro dos sonhos se tornou uma lua tríplice e a mão já não segura uma bússola, mas sim abraça o corpo, num gesto de encontro e entendimento pessoal: não preciso mais buscar externamente aquilo que encontrei no meu interior. Também acrescentei ramos de alecrim estilizados, que é uma planta que afasta os pensamentos negativos.



Outro ponto importante é em relação ao papel: usei uma gramatura inferior ao que costumo usar para aquarela e o resultado foi bastante satisfatório. Para quem não deseja construir muitas camadas e ainda deseja trabalhar com outros materiais por cima, 220g é uma boa gramatura. Depois de inserir o fundo em aquarela, fiz todos os detalhes com lápis de cor e marcadores, a mistura de materiais que mais amo. O resultado:



Materiais utilizados

  • Papel Concept Sketch & Draw Hahnemuhle 220g;
  • Aquarelas Van Gogh;
  • Pincéis pelo sintético Giotto;
  • Lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
  • Marcadores Pentel.



2012 x 2021


Esse foi mais um trabalho que me deixou extremamente feliz por (re)fazer e me mostrou direções artísticas que desejo tomar daqui por diante. São as cores, os temas e as formas que quero explorar na minha arte, principalmente porque mês que vem estou de aniversário, então essa época sempre é significa um momento de fazer muitos estudos e ilustrações que falam diretamente ao meu coração.


Alguns acreditam que apenas um grande poder é capaz de manter o mal sob controle. Mas não é isso que tenho visto. Eu descobri que são as pequenas ações cotidianas de pessoas comuns que mantêm a escuridão distante. Pequenos gestos de gentileza e amor. — Gandalf
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Portfólio Processo criativo

Mandrágora 🌱


A mandrágora é uma planta medicinal, com efeitos alucinógenos, que está presente em diversas lendas e culturas. Do Egito Antigo aos tempos bíblicos, passando pelos usos mágicos na Idade Média, até os dias atuais e sua presença em franquias como Harry Potter. É a planta usada por Circe, a planta que grita ao ser arrancada da terra. 

Nessa representação, quis usar a forma feminina em harmonia com a natureza, ela própria a raiz fértil que faz as folhagens crescerem. A mandrágora/mulher como deusa da fertilidade, seu corpo como parte do todo natural, e não um fetiche ao olhar masculino.

Essa ilustração surgiu de forma bastante espontânea, mas a partir de um sentimento que eu já venho cultivando há um bom tempo: o de representar o nu feminino apenas como um corpo funcional, e não como fetiche. Vejo muitos ilustradores fazendo nus, mas as imagens carregam um desconforto, justamente por conta do male gaze, que é essa representação feminina feita por e para homens heterossexuais.

Lembro das imagens das vênus da fertilidade, deusas esculpidas com fartos seios e vulvas aparentes, e essas imagens não parecem desconfortáveis, justamente por serem corpos com um propósito que não é o da sexualização, pura e simples. Até mesmo imagens contemporâneas, como as da ilustradora Priscila Barbosa, que dá um sentido político aos corpos, principalmente aos diversos, não possuem esse aspecto de voyeurismo que muitos homens insistem em transmitir nas suas obras. 

Essas divagações me levaram à figura da mandrágora, com suas raízes que parecem um ser humano em miniatura. Resolvi juntar as vênus neolíticas com essa planta, criando a representação de uma mulher/raiz com seu corpo volumoso, estriado (a inspiração veio da textura das batatas!), e que sustenta uma grande cabeleira verdejante. A imagem do corpo como sustentáculo e nutriente para a vida, como lugar seguro, se apresentando para o mundo da maneira que é, e não como os outros esperam que seja.

Geralmente, nas representações da mandrágora, a expressão facial é de medo ou terror, mas aqui quis representar a plenitude e a felicidade pela abundância; a mente fértil de ideias, que precisa ter uma boa base para se desenvolver.


Materiais utilizados:

  • Papel para desenho 180g Spiral;
  • Lápis de cor Staedtler Design Journey;
  • Edição e aplicação de efeitos no Photoshop.

Após digitalizar, fiz algumas aplicações de manchas, como se a ilustração fizesse parte de um livro antigo, usado por feiticeiras. Para saber mais sobre os usos da mandrágora, recomendo a leitura do TCC Plantas mágicas no medievo: mulheres, magia e igreja, de Valentino Sterza (Universidade Federal da Paraíba, 2019).

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