Grandes poderes trazem grandes responsabilidades

Por - 14.2.17


Mês que vem o blog completa sete anos (!) e não preciso dizer que eu sequer imaginava escrever sobre isso e estar com este espaço ativo depois de tanto tempo. Quando comecei a blogar sobre meu processo criativo (veja só que nem era sobre ilustração propriamente dita), tudo isso era mato haviam pouquíssimos espaços falando tão abertamente sobre arte, aqui no Brasil. No YouTube então, nem se fala. Outras redes sociais, como o Instagram, recém estavam nascendo e o Tumblr e Deviantart ainda eram os mais procurados pelos artistas.

Observando o cenário da ilustração na internet brasileira hoje, vejo que muita coisa mudou. Há bastante informação sobre praticamente qualquer assunto; de tutorial de galáxia em aquarela até vida de freelancer; cursos, hangouts e lives com profissionais atuantes no mercado e grupos para tirar dúvidas. Começar os estudos em ilustração, hoje, é bem mais fácil.

Porém, também observo que não foram só coisas boas que vieram com essa torrente de informação sobre arte. Como já diria o tio Ben, frase que escolhi para o título dessa postagem, grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Ou seja, a partir do momento que você escolhe ser uma espécie de mentor virtual, compartilhando vídeos, tutoriais e dicas sobre ilustração (ou sobre qualquer coisa), você está, indiretamente, assumindo duas enormes responsabilidades: a de zelar pela veracidade do seu conteúdo, e a de se tornar referência para muitas pessoas. 

Em meados do ano passado comecei a questionar muito o quanto eu me doava para ajudar os outros, como eu estava fazendo isso e qual a qualidade daquilo que me propunha a compartilhar. E passei a perceber que é uma responsabilidade sem precedentes chegar aqui e dizer: olha só gente, o lápis XXX é melhor que o YYY por causa de ZZZ. Porque isso vai influenciar o leitor de várias maneiras. A partir da minha resenha ele pode ter um parâmetro de comparação entre dois materiais, ou criar uma expectativa de estar usando o lápis "incorreto" ou, ainda, gerar uma ansiedade de consumo para ter o lápis XXX. Percebe como é complicado?

Outro exemplo: até pouco tempo atrás, meu conhecimento em aquarela era limitado, na base da tentativa e erro e das poucas aulas que tive ao longo da vida. Mesmo assim, a partir dessa parca experiência, eu coloquei no ar um tutorial de efeito galáxia, utilizando um material que hoje não usaria. Apesar de muita gente curtir e ser a postagem mais acessada do blog, eu me questiono muito se compartilhar esse ponto de vista tão amador ajudou ou prejudicou o público. #confusa


Tudo isso passou a orbitar meus pensamentos, e comecei a perceber que a oferta abundante de conteúdo sobre ilustração trouxe consigo muita coisa de qualidade duvidosa. Acredito que não é por maldade, mas pela facilidade que temos para compartilhar nossas experiências e sermos lidos/vistos/ouvidos no mundo virtual. Sempre tive o cuidado de dizer olha, esse é o meu jeito de fazer, não estou dizendo que é o certo ou o único, mas isso não me exime da interpretação de quem está me lendo/assistindo. A pessoa pode começar sim a reproduzir algo que vai prejudicá-la no futuro.

Estou contando tudo isso porque muitos leitores deixam recados carinhosos e cheios de amor, pedindo a volta das resenhas e tutoriais do blog, com a mesma frequência de dois anos atrás. Eu pisei no freio quanto às dicas, até me sentir novamente confortável em compartilhar algo que eu dominasse e me sentisse segura em colocar no ar. Revisei todos os links da aba Dicas e deletei muita coisa (os arquivos de 2011 para trás sumiram). Pensei em tirar tudo do ar, mas resolvi deixar o que já havia feito com uma revisão, e a certeza de que aquele era o meu olhar naquele momento histórico.

Como tive alguns desses conteúdos plagiados (o tutorial de galáxia, por exemplo), e algumas cobranças por parte de quem nem é leitor mas a-do-ra dar pitaco no conteúdo alheio, fui me retraindo ainda mais, e deixei o blog para portfólio, mesmo. Para esse ano, eu gostaria de voltar a compartilhar o que leio ou testo, mas de uma maneira diferente e com mais responsabilidade ainda, porque acredito que, por menor que seja o meu blog, eu alcanço um número de pessoas que merecem informação de qualidade, dentro do que posso oferecer.

Tudo o que escrevi acima é sobre a minha experiência e os meus questionamentos, não sou a régua do mundo para dizer quem faz o conteúdo melhor ou o correto na internet, e aquilo que não me acrescenta ou não está de acordo com a minha ética de trabalho, simplesmente não consumo (sem precisar ser hater de ninguém nem encher o saco de quem sequer sabe que existo). Digo isso porque é muito fácil falar que fulano está errado, mas... quem somos nós para julgar, não é mesmo? Qual é o nosso parâmetro? Já apontei muito o dedo por aí, mas fiz aquele exercício básico de olhar para mim mesma e ver que não nasci sabendo, e que já cometi muito erro crasso nessa vida para sair criticando sem conhecer a realidade da pessoa. Claro que, quando o assunto é plágio, meto o pé na porta sem pestanejar, porque isso é crime!

Muito mais produtivo é cada um fazer o seu melhor e perceber que a nossa existência é baseada na evolução, que é super natural não concordar com o que já fizemos ou nos questionarmos constantemente sobre nossos saberes e fazeres. Esse gráfico aqui fala sobre a relação percepção x técnica e vem bem a calhar com o momento. Escrevi tudo isso para dizer que sim, vai ter dica, muita dica. De alguém que se sente muito mais segura para compartilhar suas descobertas com o mundo. ❤

Para acompanhar minhas tagarelices em tempo real, é só me seguir no Twitter. E para ver processos, trabalhos, e coisas aleatórias, siga no Facebook, Instagram e Tumblr. Para comprar minhas artes, visite meu Studio.

*As imagens que ilustram esse post foram retiradas do site Unsplash.

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7 Comentários

  1. Oi Lidy! Feliz aniversário de blog =D
    Amo esse espaço!!!
    Nossa pensei muita coisa enquanto você falava!ahusahush...ops, enquanto lia o post...haushuash
    Primeiro pensei que logo que comecei a levar a sério a arte de desenhar
    comecei a compartilhar em um blog tbm, e quanto mais eu estudo, menos tenho ânimo de postar
    e acho que você descreveu meus conflitos internos sobre isso!
    Mas, ao mesmo tempo gosto muito de acompanhar o crescimento de artistas que admiro como vc, a Bella, Mary Cagnin, Frannerd e muito mais gente por ai que dedica um tempo e amor em compartilhar conteúdo, principalmente porque quando começaram, era tudo mais difícil e não tinham espaços como esse!
    Nossa e me ajudou tanto a assumir para mim mesma o quanto eu amo arte, desenhar, pintar, criar, aprender, me comunicar através disso e etc. Porque de certa forma eu tinha tão dentro de mim que não nasci com nenhum talento e então embora amasse arte, não era para mim, pois ninguém tinha reconhecido em mim nenhum talento nato! Então era melhor eu nem pensar sobre isso, era algo fantástico para quem nasceu para isso, e eu, tinha nascido apenas para admirar!
    Eu passei por uma busca longa, tentando me entender, muitos acontecimentos e pessoas me ajudaram nesse processo, mas, foi acompanhando vocês que comecei a realmente enxergar que queria ilustrar e que estava com medo de assumir isso até para mim mesma!
    Ser artista era tão distante! Mas em contato com vocês pareceu tão perto, tão possível!
    E algo começou a crescer dentro de mim!!! A cada vídeo, post, estudo, reflexão que ia lendo, ia tbm me entendendo um pouco mais e criando coragem para enxergar que eu sempre quis fazer arte, mas sempre achei que não fosse para mim!
    Ah! Como agradeço a Deus, por toda a discussão que vocês fizeram sobre desenhar ser um dom ou ser batalha mesmo, suor, estudo!!!
    ENTÃO MUITO OBRIGADA! DE VERDADE, NÃO ME CANSO DE FALAR!!!
    Queria fazer do meu blog tbm um espaço para registrar meu crescimento, minhas memórias, mas também deixar claro que sou uma aprendiz!!! Para tbm ajudar pessoas como vcs me ajudam!
    Somos uma comunidade artística! Onde damos as mãos e caminhamos juntos! É assim que me sinto e acho isso maravilhoso, encorajador!
    Como vocês são acessíveis, bacanas!!! Totalmente inesperado para mim todo esse contato e carinho!
    Mas, ainda não achei o caminho e nem tenho certeza de como quero compartilhar isso ainda!
    Bom, acho que é isso! Desculpa o tamanho do comentário!!! Muito carinho por vc, seu trabalho e esse espaço! Beijos =***

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    1. Oi Lay! Muito, muito obrigada por deixar esse carinho em forma de comentário, fiquei com ele guardadinho até ter tempo para te responder com calma e com a atenção que vc merece.
      Eu me lembro que os blogs que acompanhava, quando comecei, eram de uma galera aqui da minha cidade, do pessoal do Camiseteria, por indicação de uma amiga muito querida, e da Fernanda Guedes. Acho que, tirando o finado Blogbox do próprio site do Camiseteria, que era uma espécie de fórum (onde rolava de tudo), não tinha muito isso de ir nos blogs dos artistas para tirar dúvidas. Eu, pelo menos, tinha muita vergonha de perguntar alguma coisa e parecer boba demais ou levar uma pedrada e acabar me desanimando. Mas, aos poucos, eu vi que existia uma comunidade artística nascendo, e que era normal ter dúvidas, algumas pessoas até se dispunham a responder.
      Nessa mesma época, tinha o blog de uma menina portuguesa, e foi lá que vi a primeira resenha de material artístico, assim como via resenha de maquiagem. Era um estojo da Derwent, e a marca nem era distribuída no Brasil ainda. Lembro de entrar em contato com a representante comercial e ela me mandar, diretamente do Reino Unido, um pacote cheio de coisas - que tenho até hoje - para testar, junto com um bilhete escrito à mão, que achei um charme. A partir dali, comecei a me empolgar em falar sobre materiais assim como as blogueiras de moda, maquiagem e livros faziam. E aí mais gente se juntou ao longo dos anos, conheci outras pessoas, mas ter um pé no que acontecia lá fora foi essencial para que eu seguisse pelo caminho que estou até hoje, de não "massificar" o conteúdo do blog, mas sim trabalhar com algo mais no meu ritmo.
      E foi nessa massificação que rolou em muitos espaços, juntamente com os estudos e leituras que retomei, que comecei a pensar em como o meu conteúdo chegava até os leitores, se eu estava fazendo a coisa certa, enfim. Só que, no meio do caminho, eu fui plagiada inúmeras vezes (de ilustração até estrutura do layout do blog), vi essas pessoas ganharem seguidores, parcerias com lojas e materiais artísticos, e isso me desanimou demais. Não porque eu queria estar onde elas estavam, mas porque eu tinha toda uma história ética, e percebi que quem realmente era premiado eram os mais espertos. :(
      Escrevi tudo isso para dizer que é muito bom ler a tua experiência e ver que os espertos até podem ganhar coisas mais imediatas, mas quem planta com amor e responsabilidade, colhe frutos lindos a longo prazo. E é isso que sinto ao ver a tua trajetória, e de tantas pessoas que me mandam mensagens contando que gostam do que faço, das dicas, que conheceram novos artistas através do blog... E eu te digo que vc pode até compartilhar a sua jornada com outras pessoas, dividir o fardo nos dias mais pesados, mas vc só deve satisfações a vc mesma quanto aos caminhos que deseja escolher e quanto à mensagem que a sua arte quer passar. Porque se não tivermos essa fidelidade aos nossos ideais, caímos na massificação que muita gente caiu, e que acabou virando escrava de linha editorial e cronograma de postagem de vídeos.
      Te indico um livro que me ajudou muito e recomendo pra todo mundo, que é Grande Magia, da Elisabeth Gilbert, é bem melhor que Roube como um Artista, e desmitifica o processo criativo.
      Fiz textão hahaha
      Beijão :**

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  2. Nossa Lidy, que texto fantástico. Vou tentar não me estender, mas vou desabafar um pouco. Penso muito no que disse nessa postagem, na verdade penso até demais. O meu blog tem quase três anos de existência e a cada dia que passa, estou me sentindo mais e mais cansado de escrever nele. Eu sempre procuro mostrar os pontos fortes e francos de cada material, a fim de provar que mesmo o material mais barato, pode ser utilizado para alguma coisa. Investi em material para fornecer ao público fotos melhores e eu estou sempre tentando melhorar a qualidade das resenhas para manter o cerne do blog vivo; ajudar pessoas a terem acesso a um conhecimento que eu não tive. O problema é que nesse meio tempo, acho que ninguém percebeu isso. Não criei o blog com o intuito de ganhar dinheiro, quero ajudar as pessoas. Já entrei em contato com diversas empresas, procurando auxílio para o Blog, mas até hoje, isso não surtiu efeito. E o mais legal é que eu nem estou pedindo $$$. E isso me deixa muito triste, eu posso fazer a resenhar de qualquer material, mas não posso ter acesso a todos eles e isso é frustante. Querer produzir conteúdo e não poder.

    Enfim, em dois meses o blog completa três anos de vida e eu gostaria de coroar esse acontecimento com a inauguração do meu canal no youtube, mas nem sei mais se isso é tão relevante assim. Ultimamente, preciso me forçar a desenhar, por que como eu disse, não estou tendo muito incentivo, nem do público que acessa o blog, que tem estado muito frio ultimamente. Ai bate aquele aperto no peito que deixa um nó na garganta.

    Nossa, não acrescentei nada... mas eu entendo o disse na postagem e agradeço por compartilhar conosco sua visão.

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    1. Oi Mateus,
      Eu entendo perfeitamente a tua sensação porque já passei por isso (até ontem rolou uma discussão parecida no perfil da Rê Vitrola e tbm no Twitter), por esse desânimo que dá. Mas te digo que, até +- 2013, eu falava para as paredes. O blog praticamente não tinha acessos, os picos ficavam na casa de 50-100 semanais, quase ninguém comentava.
      O que mudou tudo foi encontrar várias turmas: de artistas, de blogueiros, e de artistas blogueiros, que foram me dando espaço, conhecendo o meu trabalho e me divulgando. Foi algo bem de formiguinha, mesmo.
      Entrei para um grupo chamado Rotaroots, que hoje está em hiato, mas que tinha vários temas mensais, nós linkávamos uns aos outros, tinha uma corrente de troca muito legal. Fora isso, os grupos voltados para mulheres, de minas artistas, que queriam se apoiar e precisavam nadar contra a corrente. E eu sempre fiquei atenta ao que rolava na blogosfera, e em trazer coisas de blogs de outros segmentos para o meu. Foi um período muito legal, que me deu visibilidade, fiz amigos que nem tem mais blog.
      Mas o público mudou muito nesse tempo. As pessoas consomem mais vídeos, podcasts, nos grupos de ajuda do facebook vejo muita gente se divulgando e querendo biscoito, mas pouca ajuda, poucos projetos colaborativos como antes. Acho que é uma tendência (negativa) dessa época. Mas como diz a Julia Petit, acho que vai mudar. Na realidade, muitas pessoas já estão retomando a velha maneira de escrever nos blogs, muita gente usa o Medium e o Tumblr para isso.
      Sobre as empresas, como falei acima, no comentário da Lay, eu nunca esperei nada delas. Tudo que recebi até hoje dá pra contar nos dedos de uma mão, elas preferem influenciadores, pessoas com muitos números, porque é isso que importa para empresas, infelizmente. É mais fácil dar um kit de canetas para uma blogueira de make fazer draw my life do que para um ilustrador testar. Porque o alcance da blogueira é infinitamente maior.
      E também, para agravar a situação, as próprias plataformas deixam de entregar o conteúdo de quem seguimos. O Facebook e Instagram seguem a relevância, e não a ordem cronológica das postagens; o Youtube não avisa sobre novos vídeos; o Google desabilitou o friend connect, e assim por diante. Virou briga de cachorro grande, mesmo.
      (CONTINUA EM OUTRO COMENTÁRIO)

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    2. (CONTINUAÇÃO)
      Mas o que eu poderia te dizer de efetivo, sem cair num clichê motivacional? Algo que funcionou pra mim foi me afastar quando vi que as coisas não estavam do jeito que eu queria. Quando me deparei fazendo calendário editorial, me forçando a usar horas de folga para tirar fotos, revisar texto, fazer pesquisa de conteúdo e deixando os estudos de desenho de lado (o que realmente importa pra mim), e em paralelo lidando com cobranças como "quando sai o post de links?"; "quando vc vai fazer resenha dessa caneta?" & a cereja do bolo: a cópia descarada de tudo o que eu produzia, decidi largar de mão, me dedicar a estudar e voltar a blogar no meu tempo e com coisas relevantes pra mim. Porque o blog se faz primeiro para nós mesmos, é algo que desejamos ler e conhecer, por isso criamos. Mas se vira um fardo, deixa de fazer sentido.
      Então se você gosta do que faz, mas está desmotivado, repensa algumas coisas:
      - se não tem acessos: publica em grupos no facebook para divulgação de blogs e de artes; comenta em outros blogs; cria um blogroll; muda o layout; cria uma newsletter para assinantes receberem conteúdo em primeira mão;
      - se não tem retorno do público/financeiro/de empresas: muda o layout; faz um mídia kit (tem o curso da Loma Sernaiotto sobre isso); integra portfólio e blog no mesmo lugar; entra em contato com empresas que trabalham com links afiliados (Moleco, Book Depository, Amazon);
      - se está maçante produzir conteúdo: faz um curso para te motivar (tem as oficinas da Amanda Mol, da Mary Cagnin, da Sabrina Eras, o ICONIC, que é uma plataforma sensacional e acredito que faria a diferença na sua vida, acho que o congresso desse ano abre em breve.
      Uma última dica é: mostra mais o Mateus, o teu ambiente de trabalho, as tuas coisas preferidas, artistas amados, as pessoas gostam muito de ver o "por trás das câmeras", isso chama bastante a atenção, principalmente se for no YouTube. Uma pessoa que trabalha muito bem isso é a Melina Souza, que não é das artes, mas maneja muito bem as redes sociais, o canal e o blog.
      3 livros me ajudaram muito em momentos de desespero: Grande Magia, A Arte de Pedir e (em menor grau) Roube como um Artista. Dá um tempo das redes e foca numa leitura que te anime ;)
      Não sei se esses dois comentários gigantes acrescentaram alguma coisa/te ajudaram, mas desejo do fundo do coração que você não desanime do blog, nem da arte. Pode parecer clichê, mas sempre vai ter espaço para todo mundo, e todo conteúdo feito à exaustão, vai saturar. Então acredito que o momento dos blogs vai voltar.

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    3. Lidiane... Lidiane Dutra, não fale assim com as pessoas! Você deixa elas emocionadas a ponto de sentirem vontade de chorar (algo raro ultimamente, ao menos para mim).

      Sério, fiquei emocionado e não tenho palavras para expressar o quão grato estou por suas palavras. É tão bom saber que existe gente assim, que se importa, que o peito até aperta e o ar parece faltar.

      Vou tentar seguir seus conselhos, o principal deles, me afastar das redes sociais, na verdade já fiz isso algumas vezes e estou quase fazendo novamente. A última vez foi por causa de um hater justamente de um grupo de Facebook, não tenho paciência para gente assim. Mas o mais importante, nesse momento, talvez seja mesmo me afastar do blog um pouco. O que lhe disse já esta me incomodando há um bom tempo, não é de agora, na verdade esta parecendo uma onda, crescendo gradativamente.. Mas não vou ficar lavando roupa suja aqui. kkkk

      Agradeço imensamente pelo apoio. Copiei todo o texto e vou separar as partes que serão os guias e os raios de sol, uns guiaram pelo nevoeiro e os outros serviram como energia para uma nova caminhada. Por enquanto, apesar de ter muito para dizer e para mostrar, vou optar por ficar calado. Me concentrar nos estudos de pintura digital que estou fazendo e nos de materiais, que estão sendo guardados para outras horas.

      De qualquer forma, muito obrigado.

      Abraços!

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    4. Eu ando relapsa nas visitas aos blogs dos amigos, estive estudando para um concurso nos últimos meses e isso me deixou extremamente cansada. Aos poucos, estou colocando o feed em dia.

      Mas esse teu sentimento é muito coletivo também. Muita gente está desestimulada, pelos mais diversos fatores. Hoje mesmo eu estava navegando aleatoriamente pelo facebook e vi uma menina ser atacada por causa de um comentário, por pessoas que acredito sequer seguir o trabalho dela. Me imaginei naquela situação e fiquei mal, porque aquilo que não gosto simplesmente não sigo. Mas as pessoas parecem sentir necessidade de desmerecer o outro, de pisar e machucar. E isso é um banho de água fria, pq fico pensando que poderia ser comigo. Para amanhã mesmo, preparei um texto sobre o dia da mulher e já prevejo o chorume nos comentários que terei de moderar.

      Então vai juntando tudo, e parece que a blogosfera inteira está acumulando isso: falta de apoio, queda no analytics, hate, influencers recebendo material e artistas não, enfim... Mas por pior que seja o cenário, vejo uma reação. É o que a Julia Petit fala e levo como mantra: sempre vai haver espaço para conteúdo bom. Então te dá esse tempo para pensar e volta com as energias renovadas, que isso fará diferença, sim!

      Abração!!

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