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04/02/2019

Meus materiais favoritos (atualizados)


Sempre que tem post de ilustração aqui no blog, me preocupo em colocar uma lista com todos os materiais que utilizei, pois é uma dúvida super válida de quem vai ver esse tipo de conteúdo. Outros dois posts mostram meus materiais favoritos e minhas aquarelas e pincéis favoritos. Como ambos já têm um tempinho, resolvi dar uma atualizada geral.

Neste post não vou incluir papéis favoritos, pois este é outro assunto, quero detalhar cada papel utilizado, fotografar suas texturas, quais são melhores para lápis, marcador, aquarela, por isso, vai levar um pouco mais de tempo. Aguardem e não desistam de mim!


As aquarelas que sempre uso nas minhas ilustrações são: Cotman, Sennelier, Rembrandt, Van Gogh e Venezia. Não uso outras, até mesmo porque quero gastar algumas dessas para investir num estojo da Lukas. Aliás, estou esperando muitos dos meus materiais acabarem para comprar outros, evitando assim o acúmulo e a angústia de não poder testar como quero. Todas essas tintas estão misturadas nas minhas paletas, às vezes nem sei direito qual estou usando.


Os pincéis são os materiais com a mudança mais visível. Tenho muitos, que fui acumulando ao longo da faculdade, outros comprei para testar, mas desde que descobri os sintéticos da Keramik (marca nacional que mais se aproxima aos da Escoda), minha vida mudou para melhor. São baratos, têm um formato de cerda que permite armazenar uma quantidade boa de tinta, são bons para detalhes e também para cobrir grandes áreas e, o melhor, não usam pelo animal. Da esquerda para direita, meus pincéis favoritos são:

  • Linha 411 (cabo marrom): nº 4, 6 e 8. Cortei os cabos pois são muito longos.
  • Linha 220 (cabo preto): nº 4 e 6.
  • Linha 413 (cabo azul escuro): nº 8. Cortei o cabo pois é muito longo.
  • Linha 311 (cabo azul claro): nº 4, 6 e 8. Cabos no tamanho ideal, na minha opinião.
  • Linha 235S (cabo florido): nº 14. Pincel chato para umedecer áreas médias.
  • Linha 2500 (hake): nº 5. Pincel chato e macio para umedecer grandes áreas.

Percebam que existe uma diferença entre as numerações das linhas. Enquanto o nº 8 da 311 é bem gorducho, o mesmo da 413 é tão fino quanto o nº 4 da linha 411. Embora eu quase sempre compre material "no escuro", através de lojas online, recomendo que sempre vejam ao vivo o tipo e o formato ideais para seus trabalhos façam o que digo, não façam o que faço.

Em tempo: como armazeno pincéis? Sempre deixo-os secar na horizontal, para não estragar a madeira do cabo, e guardo numa caneca, assim como lápis e caneta, sem muito mistério.


As canetas multiliner, ou de nanquim descartável, são a minha perdição, tenho uma caneca cheia delas, com pontas que variam de 0.05 a 0.8, com cores do cinza claro ao sépia. E eu uso absolutamente todas elas. Por isso deixei de registrar qual marca e numeração usei numa ilustração, pois na hora de passar aqui para o blog, nem lembro mais. Mas vou listar aqui a marca e a ponta de todas elas:

  • Staedtler Pigment Liner (preta): 0.1, 0.2, 0.3, 0.5, 0.8;
  • Copic Multiliner (sépia): 0.05, 0.1, 0.5;
  • Uni Pin Fine Line (preta): 0.3;
  • Pigma Micron (preta): 0.05, 0.1, 0.5, 0.8, brush;
  • Copic Multiliner (preta): 0.5, 0.8, brush s, brush m;
  • Copic Multiliner SP (preta): 0.5;
  • Derwent Graphik (sépia): 0.3;
  • Uni Pin Fine Line (light grey): 0.5;
  • Uni Pin Fine Line (dark grey): 0.5.


Já as canetas que uso para detalhes compreendem um conjunto à parte das multiliners, é praticamente um balaio de gato. São canetas à base de nanquim, em gel, porosas e as famosas Poscas. Geralmente, as uso para cobrir grandes áreas de preto (cabelos, principalmente), fazer line art mais grossinha, abrir luz e aplicações metalizadas.

  • Brush Pen Pentel (preta);
  • Sakura Pigma FB (preta);
  • Pentel Sign Pen (preta);
  • Gellyroll Sakura 08 (branca);
  • Posca PC-5M (dourada);
  • Posca PC-3M (branca);
  • Pentel Slicci 08 (dourada e prateada).


Lápis grafite é, sem dúvida, um dos materiais que mais uso e tenho curiosidade em testar, embora tenha minhas duas marcas favoritas: Staedtler (linha Mars Lumograph) e Lyra (linha ArtDesign). Não vou especificar cada graduação que tenho, pois nas minhas coisas é possível encontrar os lápis técnicos de mina super dura, até os artísticos bem macios. As graduações que uso com mais frequência são: 2B, 4B e 6B. Tanto é que tenho estoque de algumas delas.

Na foto acima, estão os lápis de todas as marcas que tenho. Alguns vêm em estojos com 24 unidades, outros comprei isoladamente. São eles: Stabilo Othelo, Koh-I-Noor Hardtmuth, Staedtler Mars Lumograph, Derwent Graphic, Lyra ArtDesign, Royal & Langnickel, Conté à Paris, Sakura Bruynzeel.

Gosto de lápis macios, com mina escura e que, quando bem apontados, deslizem no papel sem esfarelar e esfumem bem. E isso, os meus dois preferidos fazem de maneira maravilhosa, por isso os recomendo.


Os periféricos são aqueles materiais que, sem eles, não tem desenho, mas que raramente são listados. Não despertam tanta curiosidade quanto as aquarelas, por exemplo, mas fazem grande diferença no resultado final de um trabalho. Eu gosto de usar um esfuminho, que é esse rolinho de papel prensado, ideal para esfumar o grafite. Ele tem uma numeração, mas geralmente uso um fininho para detalhes e um maiorzinho para áreas mais amplas. Também sempre tenho à mão uma borracha Mono Zero, da Tombow, a minha é a 2.3, que uso para correções e abrir luz. É possível comprar o refil separadamente. Ainda uso uma lapiseira Pentel 0.9, para as linhas gerais, e também uma borracha preta Pentel, que não esfarela, e um apontador Derwent com dois diâmetros diferentes.

Dica: para limpar a ponta do esfuminho, retirando o excesso de grafite e ajudando a dar uma aparada, mantendo o formato original, uso uma lixa de unha comum.


Por fim, os lápis de cor. Como praticamente todos os meus trabalhos são uma grande salada em técnica mista, sempre dou os retoques finais na aquarela, reforçando valores ou chegando ao tom desejado, com lápis de cor. Os meus preferidos são os da linha Polycolor, da Koh-I-Noor. É uma linha intermediária com preço ok, não-aquarelável, vendida em estojos ou individualmente. As minas são macias, entregam bastante cor, e se mantêm firmes, sem precisar apontar toda hora. Sei que tem muitos lápis profissionais excelentes, mas me acostumei muito bem a essa linha e não penso em substituí-la tão cedo. Acima, meu estojo com cores próprias para retrato, tenho outro para paisagens e mais alguns com cores selecionadas.



Essa é a minha lista atualizada de materiais favoritos, mas antes de encerrar o post, gostaria de pontuar duas coisas importantes:

1. O que funciona para mim, pode não funcionar para você. Portanto, antes de sair comprando um material (e longe de mim querer incentivar o consumismo desenfreado, tudo o que tenho foi comprado ao longo de ANOS), pesquise o tipo de material que gosta, quais as técnicas são predominantes no seu trabalho e que tipo de material você gostaria de testar/ técnica que você quer arriscar. Tudo isso é importante para evitar investimento em algo que vai ficar parado na gaveta. Por exemplo, eu não trabalho com tinta a óleo e não tenho interesse, então não há motivos para comprar um tubo. Em compensação, sempre tive curiosidade de testar pastel oleoso, por isso, pesquisei uma marca intermediária boa para começar a estudar.

2. O material não faz o artista. Ter coisas boas é excelente para você não ficar passando perrengue na hora de trabalhar. É muito melhor investir num papel com gramatura boa para desenho do que comprar folha sulfite escolar. O mesmo vale para o restante. Porém, tem muita gente que trabalha super bem com materiais escolares, e que se tiver algo super profissional nas mãos vai decolar, e também tem muita gente que ostenta coisas importadas e caras, mas não investe em estudo. Então, procure sempre o equilíbrio entre o que você quer e o que o seu bolso permite e nunca, jamais deixe de investir em estudos. Seja tutorial no YouTube, livros ou cursos, o importante é saber o que fazer com os materiais que você dispõe. E é claro que, com o tempo, você vai sentir cada vez mais necessidade de se profissionalizar e adquirir coisas de qualidade. Mas tenha em mente que essa qualidade não pode ser só material.

Acho que era isso, como disse lá no começo, ainda nesta década faço um post com meus papéis favoritos. Não desistam de mim!

Conheça meu portfólio profissional

2 comentários:

  1. Adoro ler esse tipo de post... acho q rola um voyerismo de materiais! E mtas vezes dá pra aprender algo da experiência dos outroa tb! 😊💛 Meus lápis de cor favoritos tb são da koh... até comprei uma caixa da caran darche e é boa... mas os da koh são mais donos do meu coração. E essa sua caixinha é fantástica... as cores são tão lindas q pensei até q vc tinha montado! Nunca vi pra vender, eu acho... os meus sempre compro individuais... besos! 😘🙏

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    Respostas
    1. Eu também amo esses posts, gosto de ver que muitas vezes os artistas curtem coisas simples, nós pensamos que é algo super elaborado, mas dá pra achar em qualquer papelaria.
      E os lápis da Koh são sensacionais <3 Esses dias a Jacquelin de Leon MUSA postou no insta esses mesmos lápis, fiquei me achando hahahaha
      Esse estojo comprei na Koralle, é o Portrait. Tenho tbm o Landscape com 24 cores, e outros menores. Gosto bastante das latas temáticas pelas cores selecionadas.

      Bjks

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