Lidiane Dutra
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Arte Digital Portfólio

Redesenhando: do tradicional para o digital


Uma das coisas que tem me ajudado a estudar digital é refazer ilustras antigas que gosto muito, com um olhar de "o que eu melhoraria nessa peça?". Mas esse olhar não tem sido inquisidor, no sentido de que vejo vários erros, não: é no sentido de melhorar, qualificar um trabalho que considero bom, mas que passei algum tipo de perrengue fazendo, e que poderia se facilitado pela ferramenta.

E um dos estudos que mais gostei (na realidade AMEI) foi o redraw da ilustra que fiz no dia 14 (dia do meu aniversário) para o Inktober 2017. Esse Inktober tem um lugar especial no meu coração, pois foi um momento que me doei e aproveitei 100%. E é muito louco pensar que já se passaram 6 anos desse trabalho.


A ilustração original foi feita com tinta acrílica e marcadores Copic. Tudo me agrada nesse trabalho, mas o que eu sempre quis melhorar foi a simetria dos olhos. E com a ferramenta simetria do Infinite Painter, finalmente consegui resolver esse problema. Utilizei o conta-gotas para pegar o tom certinho das cores das unhas e boca, pois amo esse tom de Copic. Também fiz uma terminação para a mão retirei o 33 (minha idade na época, socorro). O resultado:



A diferença que mais notei é na expressão do olhar: se na original a Catrina parece surpresa e até mesmo inocente, na versão digital ela só está cansada mesmo hahahaha. Brincadeiras à parte, ainda gosto muito do olhar dessa figura.


Continuarei usando imagens antigas para estudar, seja aproveitando a pose, seja remodelando alguma coisa. Já começo a me sentir mais preparada para criar totalmente do zero, e espero que me  próximo grande projeto já seja todo no digital.

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Arte Digital Portfólio Processo criativo

Meus primeiros passos no digital


Eu sempre fui uma artista "da tradição", que teve uma experiência inicial muito focada nas belas artes, no desenho bastante figurativo e, é claro, feito com materiais também tradicionais (e analógicos): lápis, papel, esfuminho, tinta... mas desde que comecei a compartilhar e vender meu trabalho, sempre lancei mão de ferramentas digitais para complementar a qualidade da arte final que eu desejava apresentar, seja utilizando uma mesa de luz para transferência do desenho, seja aprimorando a imagem no Photoshop.


E uma das minhas maiores frustrações era não avançar no desenho digital. Tive uma mesa simples da Wacom, daquelas que precisa olhar para o monitor, e eu simplesmente não conseguia fazer isso, numa demonstração de total falta de coordenação motora. Também tive um aplicativo de celular, mas como a tela não é sensível à caneta, desenhar com o dedo também era horrível. E todo esse conjunto ia alimentando a minha frustração, e o sentimento de me sentir menos: menos capaz, menos artista, menos competitiva num mercado que é muito aberto ao digital.


Por muito tempo, essa vontade de aprender e essa frustração ficaram adormecidas, e a vida tomou outro curso. Só que, cada vez mais, eu vinha atrelando o ato de desenhar a um ritual: eu precisava criar o ambiente ideal para desenhar, contava os dias para os finais de semana ou feriados prolongados, tudo para estar mais próxima ao desenho e ao meu universo particular artístico. E sendo eu mesma contra essa construção do tempo ideal (o tempo é o real que temos), é claro que esse incômodo e descompasso só aumentavam dentro de mim e criavam mais ansiedade.



Nesse meio tempo, comecei a consumir alguns conteúdos sobre estudo e rotina, e vi resenhas muito positivas sobre o tablet Galaxy Tab S6 Lite, da Samsung. Pensei, primeiramente, que ele poderia ser uma ótima alternativa ao notebook, e também à quantidade de papel que consumo por ano no trabalho, tornando-se um item mais leve de levar na mochila e com muitas funcionalidades de estudo como, por exemplo, o leitor de .pdf, dentre outros. Eu estava com essa ideia fixa de comprar o tablet e utilizá-lo para me auxiliar na escola, mas tinha uma vozinha interna gritando "pesquisa sobre a possibilidade de usar esse tablet para desenho", e corri atrás disso. E a partir dessas pesquisas, um mundo inteiro de possibilidades se abriu, e bati o martelo: vou fazer esse investimento.



Assim, estou desde agosto fazendo experimentos quase que diários no digital. Estudos que começaram no mais completo despreparo, como a segunda imagem desse post, feita apenas 3 dia após a compra do aparelho, além de outros estudos (de bolinhas e tracejados ao tracing por cima de algumas imagens). O programa que escolhi para desenhar é o Infinite Painter, na versão paga. Ele é o mais parecido com o Procreate que temos para Android, mas não é uma cópia do app para IOS. Depois de assistir muitos tutoriais e patinar bastante no uso das ferramentas (pero sin perder la ternura), cheguei a resultados mais refinados, como a bruxinha acima, e a Iemanjá abaixo.


Acabei descobrindo um mundo totalmente diferente e cheio de possibilidades, facilitadores no meu processo criativo. Ao contrário das experiências anteriores, consigo me relacionar bem tanto com o tablet quanto com o app, e a quantidade de material disponível na web para consulta também é bastante satisfatória.



Ainda preciso caminhar muuuuito, aprender muitas coisas novas, a maioria do zero. Mas tem sido uma jornada gratificante, que tirou um peso das minhas costas, esse sentimento ruim que me puxava pra baixo de não só não saber digital, como de me sentir estagnada. Claro que não vou abandonar o tradicional, mas sei que, de agora em diante, também sou capaz de elevar meu trabalho a outros patamares. O céu é o limite! 

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