3 livros que mudaram minha vida
Abril foi um mês de muita tristeza para o universo literário, com a morte do escritor uruguaio Eduardo Galeano, no último dia 13. Fiquei arrasada, pois ele é um dos meus autores favoritos da vida toda. O contato com seus livros me proporcionou não só conhecer mais a história da América Latina, como também apreciar a poesia que se encontra nas pequenas coisas e provar que é possível sim escrever um texto histórico ou acadêmico sem abrir mão da sensibilidade. Por isso, resolvi aproveitar o meme do Rotaroots e indicar três livros do Eduardo Galeano que mudaram a minha vida.
O livros dos abraços: como eu já disse num post anterior, conheci a obra do Galeano ainda na graduação, e meu primeiro exemplar foi de O livro dos abraços. Minha edição está tão surrada de manuseio e de empréstimo, que chega a dar dó. Cada página guarda um tesouro, pois o autor escreve, de maneira muito rica, pequenas ações cotidianas, lendas, passagens históricas e biográficas, de figuras e lugares do folclore das Américas. Considero minha primeira leitura adulta, depois de passar pela fase dos livros obrigatórios para a escola/vestibular e dos técnicos para a faculdade.
Espelhos: uma história quase universal: este é meu livro preferido (até o momento, visto que ainda não li toda a obra do autor), por se tratar de uma das coisas mais megalomaníacas e maravilhosas que já vi: contar a história da humanidade, através do ponto de vista daqueles que nunca tiveram voz. Mulheres, negros, índios, presos políticos... todos aqui são protagonistas e apresentam suas versões de fatos históricos, muitas vezes conhecidos somente através dos registros do homem branco colonizador. É uma aula de história em formato de pequenos contos, uma leitura fácil e, ao mesmo tempo, de uma intensidade que te arrebata de maneira única.
Os filhos dos dias: este foi o último livro que Galeano escreveu, publicado em 2012. São 365 contos, um para cada dia do ano, e relacionados a algum fato histórico ou folclórico ocorrido naquela data. Dá para ler aos poucos, ver o que aconteceu no dia do seu aniversário, ou no de seus amigos e familiares. Acho o formato desse livro genial, pois une aqueles almanaques que trazem um pensamento/oração/poema por dia, com cultura popular. Torna a história sul americana, mais uma vez, acessível ao grande público, mostrando que temos tanta riqueza cultural e que precisamos dar valor à ela.
Infelizmente, na maioria dos casos, só quando um autor morre é que a mídia passa a valorizar sua obra. Provavelmente, teremos uma enxurrada de textos e relançamentos de livros do Eduardo Galeano nos próximos meses. Então, aproveite o momento para conhecer este homem fantástico, que lutou muito pelos direitos humanos e, principalmente, pela visibilidade latino americana.
Infelizmente, na maioria dos casos, só quando um autor morre é que a mídia passa a valorizar sua obra. Provavelmente, teremos uma enxurrada de textos e relançamentos de livros do Eduardo Galeano nos próximos meses. Então, aproveite o momento para conhecer este homem fantástico, que lutou muito pelos direitos humanos e, principalmente, pela visibilidade latino americana.
Abraços,
Lidiane :-)
#ilustraday abril: outono
O ilustra day de abril traz como tema a minha estação do ano favorita! Quando o sorteio foi aberto, lá no nosso grupo no Facebook, sugeri outono, que acabou vencendo a votação final. Curto muito as meias-estações, por serem períodos nem muito quentes, nem muito frios, o que aqui no RS significa um alívio e tanto. Também me atraem as folhas secas e a paisagem cor de ferrugem, e faço um paralelo com a mesma época no hemisfério norte, quando é comemorado o Halloween. Gostaria muito de, um dia, passar meu aniversário (que é em outubro) por lá. Vamos à ilustra?!
Comecei a ilustração fazendo um decalque do rascunho numa folha de papel vegetal, para ajustar tudo o que queria e facilitar a transferência para a folha final na mesa de luz. Foi a primeira vez que utilizei o papel da Copic, sempre ouvi falar muito bem da textura lisa e do acabamento que ele proporciona. Porém, conforme fui preenchendo o cabelo, percebi que a folha enrugava muito mais do que com o papel Marker, da Canson, especial para quem trabalha com marcadores. Foi então que descobri que esse papel é específico para canetas Copic mesmo, se você usar outro tipo de caneta, vai enrugar muito e esfarelar. #ficaadica
Publiquei um vídeo no meu Instagram, mostrando o passo-a-passo das cores que utilizei para preencher o cabelo. Em seguida, fiz o suéter com as Copics, e o acabamento ficou muito superior. Em seguida, para o rosto, optei por usar lápis de cor, e o papel acabou se comportando muito bem. A última imagem do quadro é o verso do papel, para mostrar que transfere muito para o outro lado da folha, assim como o Marker, porém, não rasga ou danifica o que está embaixo. Detalhes:
Materiais utilizados:
- papel Copic nº 6 (recomendo comprar só pra quem usa as canetas da marca);
- marcadores Bic Visaquarelle;
- marcadores Crayola Super Tips;
- marcadores Copic Sketch;
- lápis de cor Polycolor Portrait;
- caneta multiliner Copic;
- canetas Posca dourada e branca.
O resultado final ficou assim:
Quem quiser ver os demais trabalhos e participar do nosso grupo, visite a página no Facebook. Lembrando que não precisa ser ilustrador profissional para entrar na brincadeira, apenas ter amor e vontade de desenhar.
Abraços,
Lidiane :-)
Exposição "Mulheres": #8 a #14
Hoje publico aqui a segunda parte dos trabalhos que estão na exposição Mulheres. Se compararmos com os sete primeiros (veja aqui), a principal mudança é na aplicação das cores, que estão muito mais vívidas. Foi proposital? Sim, é uma maneira de não cansar o espectador com um bombardeio de cores do início ao fim da exposição, e também para criar pontos de destaque em meio às peças (lembrando que a exposição está num shopping, a sobrecarga visual é enorme).
Da ilustra #8 até a #11 utilizei apenas uma cor, que fui clareando e escurecendo conforme a necessidade. Comecei com o azul um pouco mais aberto, e terminei com esse verde vibrante super manchado. Apesar das três últimas serem as minhas preferidas, depois de olhar todas as ilustras lado a lado, não tem uma que eu considere mal feita, ou mal acabada. Apesar de ter sim meus momentos de que porra é essa?, vejo que consegui manter a unidade, com tão pouco tempo para trabalhar.
As três últimas minas receberam o acabamento galáxia/nebulosa em seus cabelos. Quando terminei tudo (e antes da maratona para digitalizar e juntar as imagens) senti um alívio tão grande, acompanhado de um cansaço que demorou uma semana para dizer adeus. Mas valeu muito. Percebo, a cada dia, que posso trabalhar com regularidade, basta me doutrinar e manter o foco, sempre.
Lembrando que todas as peças estão à venda (sem moldura), se você viu e se interessou, mande um e-mail para lidiane@lidydutra.com.
Lidiane :-)
Assinar:
Comentários (Atom)













