Blonde 🌹
Seguindo na minha busca pessoal pela melhor representação possível da Marilyn Monroe (aqui, uma de 2018), no final do ano passado consegui fazer um rascunho satisfatório baseado numa foto e, desde então, vinha pensando nas melhores maneiras de finalizar.
Imunizadah 🐊
A Jacaroa Imunizadah vem pedir para você, que acessa este blog, que:
- evite aglomerações, quem precisa sair para trabalhar tem que contar com a colaboração de quem pode ficar em casa;
- use máscara (camada dupla, de preferência tripla) e álcool gel;
- valorize a ciência e os profissionais que estão trabalhando na linha de frente, e que vão desde o pessoal da limpeza até o farmacêutico com pós-doutorado.
No site do Projeto Comprova, é possível checar informações sobre as vacinas e sobre o coronavírus. De acordo com o site: O Projeto Comprova reúne jornalistas de 28 diferentes veículos de comunicação brasileiros para descobrir e investigar informações enganosas, inventadas e deliberadamente falsas sobre políticas públicas e a pandemia de covid-19 compartilhadas nas redes sociais ou por aplicativos de mensagens. O Comprova é uma iniciativa sem fins lucrativos.
Acesse a Cartilha de Vacinas do Ministério da Saúde, através da qual você pode tirar dúvidas sobre o que são, para que servem e quais as principais vacinas do calendário nacional de vacinação.
Se você quiser se informar sobre a CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac, visite o site oficial. E se quiser saber sobre a vacina da Fiocruz/Oxford, clique aqui.
#vemvacina
Marítimas: sal, areia e arte feminista 🌊
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| Photo by Jakob Owens on Unsplash |
"As Salka são as rejeitadas, as vítimas, as órfãs e os alvos de abusos". Os olhos de Ceto brilham de irritação. "Elas merecem sua compaixão. É difícil ser mulher nesse mundo, seja no fundo do mar ou na superfície." - A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões, Louise O'Neill.
Em A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões, reconto da famosa história de Hans Christian Andersen, a escritora Louise O'Neill usa a figura das Salka (inspiradas nas rusalkas do folclore russo, jovens que cometeram suicídio ou foram assassinadas por afogamento pelos companheiros, tornando-se espíritos malignos) para descrever o quanto as mulheres são silenciadas, violadas e culpabilizadas pelos abusos que sofrem. Ao longo da narrativa (sem querer dar spoiler), as Salka são vistas sempre sob a ótica masculina, representando uma ameaça, lideradas por Ceto, a bruxa do mar. Porém, esse olhar vai se deslocando através das descobertas feitas por uma mulher, o que nos revela a importância de contarmos nossas próprias histórias, sob o nosso ponto de vista.
E foi da importância de contarmos nossas próprias histórias e valorizar nossos trabalhos artísticos que nasceu a Zine Marítimas, publicação rio-grandina independente, criada em tempos de isolamento por Ju Blasina, Suellen Rubira e euzinha. Quem navega por aqui já deve ter reparado no banner que está no rodapé, e direciona para o blog da e-zine. Nossa sinopse oficial:
Do conjunto de deslocamentos, de avanço e recuo, de ação e reação que molda o ser e o fazer artístico das mulheres, como o movimento periódico e potente das águas do mar, nasceu MARÍTIMAS: uma zine feminista fundada em Rio Grande por Juliana Blasina, Lidiane Dutra e Suellen Rubira, a fim de reunir textos e ilustrações produzidas por mulheres em suas pluralidades, referente às diversas pautas da luta feminista.
O meio artístico rio-grandino sempre foi extremamente machista - dos corredores da academia até as hashtags pornográficas que alguns homens usam para se referir ao próprio trabalho nas redes sociais (em sua maioria, corpos sexualizados de mulheres). Eu sou vista como pária, por não compactuar e por usar meu espaço para criticar esses homens abertamente. Então, mais do que uma revista, Marítimas é um ambiente seguro, um ambiente de apoio mútuo para mulheres que desejam mostrar sua produção, mas não encontram espaço nas publicações editoradas por homens, ou que lidam, sistematicamente, com a diminuição do seu trabalho, justamente por serem mulheres.
Entre muitas trocas pelo WhatsApp, chegamos à temática do primeiro volume: à deriva - as mulheres no isolamento e o isolamento nas mulheres. Serão aceitos trabalhos em poesia, conto, crônica, ilustração, pintura e fotografia, além de artigos, resenhas (filmes, séries, livros...) e ensaios críticos. Nessa seleção, a prioridade é para colaboradoras de Rio Grande e arredores, mas minas de outros lugares também podem participar. O envio das obras deve ser feito através do e-mail zinemaritimas@gmail.com, até 30 de janeiro de 2021 (previsão de publicação em março).
No blog da Marítimas tem um texto inspirado da Suellen sobre a zine, e o nosso Instagram também é bastante movimentado, com todas as informações necessárias. Meu recado para as mulheres que se animaram, mas ainda estão em dúvidas, é que não tenham medo ou vergonha. Não caiam nessa de que não é bom o suficiente para ser publicado. Vamos subir, uma a uma. Produzimos muito, temos tanto potencial. Vamos mostrar pro mundo o movimento da nossa maré.

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