Mulheres Rio-grandinas Notáveis
Esse ano não estou trabalhando em escola, mas sim na Secretaria de Município da Educação, em duas frentes: na assessoria de Artes e no Núcleo de Educação Ambiental e Patrimonial. Cheguei com muitas ideias, e algumas delas já se concretizaram, sonhos antigos que agora posso me dedicar, e que algum dia trarei aqui em detalhes, no seu tempo.
Um desses projetos é o material Mulheres Notáveis, um recurso educacional digital sobre rio-grandinas que se destacaram na história. O material é alusivo ao Março Lilás e foi distribuído para todas as escolas da rede. Além de contar com a biografia de oito mulheres históricas, fiz as ilustrações de cada uma delas que, juntamente com a diagramação do material, trazem uma estética de azulejo português, visto que o prédio da Secretaria é o Sobrado dos Azulejos, construção de 1862 tombada como patrimônio histórico do Estado, e toda recoberta com esse material.
As ilustrações digitais foram feitas no Infinite Painter, com o conjunto de pincéis e fundos de aquarela do Adilson Farias. São retratos mais simples e com um aspecto mais lavado, pois eu queria justamente essa estética do azulejo, e esses pincéis são maravilhosos para isso.
A mulher que abre o post é Julieta Amaral, jornalista e primeira mulher negra a apresentar um telejornal (Jornal do Almoço, RBS TV) no RS. As demais são:
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| Carmen da Silva, jornalista e escritora feminista. |
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| Guaraciaba Silva, primeira mulher vereadora na cidade (pós-Estado Novo). |
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| Angelina Gonçalves, operária e sindicalista, assassinada pela polícia no que ficou conhecido como "Massacre da Linha do Parque". |
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| Lyuba Duprat, professora. |
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| Rita Lobato, primeira mulher a se formar em medicina no Brasil. |
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| Revocata Heloísa de Melo, professora, jornalista e escritora. |
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| Julieta de Melo Monteiro, professora, jornalista e escritora (e irmã da Revocata!). |
Quem quiser saber mais sobre essas mulheres notáveis, basta acessar o material completo, clicando aqui.
Cadernos Estelar
Desde que encerrei minhas lojas virtuais, principalmente a última, fiquei com uma dorzinha no coração pela possibilidade de fazer cadernos com as minhas artes. Era uma das coisas que eu mais gostava, poder fazer agendas, sketchbooks, planners. Mas eu precisava fechar aquele ciclo, e deixei quieta a vontade de colocar os produtos de papelaria num catálogo futuro.
Quando comecei a participar das feiras, conhecia a Cinthya, proprietária da Tyn Papelaria Personalizada, e ela me disse que era possível fazer alguns cadernos personalizados, sim. Fiquei eufórica, e mandei para ela uma das artes mais queridas por mim: Estelar. Depois de algumas conversas, ela mandou a imagem com os cadernos e foi aquela sensação de sonho realizado.
São dois formatos: colegial e A5, com duas opções de folha: lisa em papel reciclado e reposicionável (tipo Caderno Inteligente).
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| Caderno colegial com folha reposicionável. |
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| Caderno A5 com folha lisa. |
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| Parte traseira dos cadernos. |
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| Detalhe das folhas. |
Quem quiser encomendar o seu caderno, entre em contato diretamente com a Cinthya pelo Instagram da Tyn: @tyn_papelariapersonalizada.
Linda Nochlin e "Por que não houve grandes mulheres artistas?"
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| Salomé com a cabeça de São João Batista, Artemisia Gentileschi. 1610-15. |
a ingênua ideia de que arte é a expressão individual de uma experiência emocional, a tradução da vida pessoal em termos visuais. A arte quase sempre não é isso; a grande arte nunca o é. O fazer arte envolve uma forma própria e coerente de linguagem, mais ou menos dependente ou livre de convenções, esquemas ou noções temporalmente definidos que precisam ser aprendidos ou trabalhados através do ensino ou de um período longo de experimentação individual. A linguagem da arte, materialmente incorporada em tinta, linha sobre tela ou papel, na pedra, ou barro, plástico ou metal nunca é uma história dramática ou um sussurro confidencial. (p. 7)
Não há dúvida, por exemplo, que o jovem Picasso tenha, aos quinze anos (e, em apenas um dia) passado em todos os exames admissionais para a Academia de Arte de Barcelona e, mais tarde, para a de Madri, uma grande demonstração de proeza, já que a maioria dos candidatos precisava de um mês para tal. Porém, gostaria de saber mais sobre histórias semelhantes de candidatos precoces que não alcançaram nada mais além da mediocridade ou o próprio fracasso. Estes são casos que não interessam aos historiadores da arte, estudar com mais detalhes, por exemplo, o papel protagonizado pelo pai de Picasso, professor de arte, na sua precocidade pictórica. E se Picasso tivesse nascido menina? Teria o senhor Ruiz prestado tamanha atenção ou estimulado a mesma ambição de sucesso na pequena Pablita? (p. 17-8)













