Minha opinião sobre os livros para colorir, 10 anos depois
Há dez anos atrás Jardim Secreto virava uma frebre mundial, com milhares de exemplares vendidos. Na época, diversas pessoas tomaram conta do YouTube e do Instagram, as principais redes sociais naquele momento, ensinando como colorir os livros para colorir, mostrando canetinhas diversas (as mais famosas eram as Copic e as Chameleon, que mudavam de cor conforme eram pressionadas) e ensinando as técnicas "corretas" para cobrir peles, paisagens, flores, dentre outros.
Os livros para colorir causaram um alvoroço e, depois de Jardim Secreto, a autora Johanna Basford lançou uma leva de outros títulos explorando mundos mágicos (exceto sobre Halloween pois, segundo ela, não se sentiria confortável em desenhar coisas assustadoras para compor um livro). Também vieram na esteira desse sucesso muitos títulos semelhantes, de mandalas a gatos psicodélicos, passando por obras de arte para colorir e oceanos cheios de tesouros.
Livros para colorir de artistas que recomendo
Não são de colorir, mas inspiram a criar
MermAlien
O MerMay do ano passado foi tão traumático pelo atravessamento de uma enchente que esqueci do desafio esse ano. Não ia fazer um registro, mas acabei comprando um kit de canetas para pintar Bobbie Goods, que nada mais são do que Copics sem a ponta pincel, e que me motivaram a experimentar algo com essa temática de fundo do mar e seres com guelras.
Mas, no meio do caminho, as coisas foram dando errado. Eu não consegui alcançar o resultado que queria com a ponta chanfrada do marcador, e parti para a aquarela. Mas também não cheguei em algo satisfatório. Então fiz meu movimento natural para quando as coisas estão dando errado: voltei para os lápis. Dessa vez, os de cor. E foi o melhor que eu poderia ter feito por mim e por esse rascunho.
Se hoje me perguntarem qual a melhor marca de lápis de cores escolares, daqueles que podemos encontrar em qualquer prateleira, eu diria que são os da Tris, principalmente a linha Vibes. Eles entregam uma maciez e cores vibrantes que, na minha opinião, os da Faber-Castell deixaram de entregar já tem algum tempo. Além disso, a linha conta com estojos temáticos, então é possível comprar algo bastante personalizado como, por exemplo, os tons oceânicos. O resultado:
Materiais utilizados
- Papel Concept Hahnemuhle 220g;
- Lápis Staedtler Mars Lumograph 4B;
- Lápis de cor Tris Vibes;
- Marcadores metálicos Pentel.
Circe
Deixe-me dizer o que a magia não é: não é poder divino, que vem com um pensamento e um piscar de olhos. Deve ser feita e trabalhada, planejada e procurada, desenterrada, secada, fatiada e moída, cozinhada, encantada e cantada. Mesmo depois de tudo isso, pode falhar, ao contrário dos deuses." - Circe, Madeline Miller.
Materiais utilizados
- Papel Concept Hahnemuhle 220g;
- Lápis grafite 2B Stabilo Othelo;
- Esfuminho;
- Caneta dourada Faber-Castell.
Livros com releituras de mitos gregos que estão na minha lista
- Galateia, Madeline Miller; (lido 5★)
- Circe, Madeline Miller; (lido 5★)
- A Canção de Aquiles, Madeline Miller; (lido 5★)
- Ariadne, Jennifer Saint;
- Clitemnestra, Constanza Casati;
- O Jarro de Pandora, Natalie Haynes; (lido 5★)
- O Olhar Petrificante, Natalie Haynes;
- Mil Navios para Tróia, Natalie Haynes;
- Os Filhos de Jocasta, Natalie Haynes;
- Medeia, Rosie Hewlett.
















