[Literatura Ilustrada] Karou, "Feita de Fumaça e Osso", de Laini Taylor
"Desenhar sempre tinha sido sua forma de processar as coisas. Assim que passavam para o papel, tornavam-se propriedade sua, e assim Karou conseguia decidir que poder teriam sobre ela." Dias de Sangue e Estrelas, Laini Taylor, p. 109.
Finalmente consegui dar início de vez ao projeto Literatura Ilustrada. Queria muito terminar o ano com ao menos uma postagem e ainda mais nesse momento de Festas/Natal, é como se fosse um presente para cada um que acompanhou minhas ilustras e o blog em 2013.
Escolhi Karou, protagonista da trilogia Feita de Fumaça e Osso, escrita pela Laini Taylor, por um motivo muito especial: ela é estudante de artes plásticas e desenhista! Além disso, é bastante diferente da maioria das mocinhas tradicionais: sabe lutar, se defender e enfrenta todo tipo de adversidade. É tatuada e tem o cabelo azul (que nasce exatamente dessa cor). Ou seja, foi amor à primeira vista entre nós duas rsrs.
Ao longo da trilogia, Karou (que significa esperança na língua Quimera) embarca numa jornada para descobrir mais sobre seu passado, seu povo e um novo mundo que conhece de repente. Trava batalhas com inimigos poderosos e se apaixona por um deles. Enfim, apesar de ser literatura YA, a narrativa é bem adulta, com várias referências históricas e artísticas.
Laini é casada com o ilustrador Jim Di Bartolo, responsável pelos primeiros retratos de Karou que tive acesso, além do mapa presente no segundo livro, Dias de Sangue e Estrelas, que traz a passagem transcrita acima, sobre a relação da protagonista com os desenhos e com seus sketchbooks, sempre destacados ao longo da história. Vejo isso como uma homenagem da autora ao seu marido, que fofo!
Terminei de ler os livros com o coração na mão e mal posso esperar pelo terceiro e último, Dreams of Gods and Monsters, que será lançado nos EUA em abril de 2014 (ou seja, vai demorar para chegar aqui). Soube que a trilogia virará filme e fiquei com medo, é esperar para ver. Quem deseja uma leitura daquelas para embarcar e, literalmente, ser transportado para outro mundo, recomendo. E quem gostou da minha versão da Karou, leu o livro e quiser conversar mais a respeito da trama, é só deixar um comentário.
Aproveito para desejar um Feliz Natal a todxs que acompanharam o blog durante o ano. Obrigada pelo carinho e pela companhia, voltarei antes do ano novo!
Abraços,
Lidiane :-)
Escolhi Karou, protagonista da trilogia Feita de Fumaça e Osso, escrita pela Laini Taylor, por um motivo muito especial: ela é estudante de artes plásticas e desenhista! Além disso, é bastante diferente da maioria das mocinhas tradicionais: sabe lutar, se defender e enfrenta todo tipo de adversidade. É tatuada e tem o cabelo azul (que nasce exatamente dessa cor). Ou seja, foi amor à primeira vista entre nós duas rsrs.
Ao longo da trilogia, Karou (que significa esperança na língua Quimera) embarca numa jornada para descobrir mais sobre seu passado, seu povo e um novo mundo que conhece de repente. Trava batalhas com inimigos poderosos e se apaixona por um deles. Enfim, apesar de ser literatura YA, a narrativa é bem adulta, com várias referências históricas e artísticas.
Laini é casada com o ilustrador Jim Di Bartolo, responsável pelos primeiros retratos de Karou que tive acesso, além do mapa presente no segundo livro, Dias de Sangue e Estrelas, que traz a passagem transcrita acima, sobre a relação da protagonista com os desenhos e com seus sketchbooks, sempre destacados ao longo da história. Vejo isso como uma homenagem da autora ao seu marido, que fofo!
Terminei de ler os livros com o coração na mão e mal posso esperar pelo terceiro e último, Dreams of Gods and Monsters, que será lançado nos EUA em abril de 2014 (ou seja, vai demorar para chegar aqui). Soube que a trilogia virará filme e fiquei com medo, é esperar para ver. Quem deseja uma leitura daquelas para embarcar e, literalmente, ser transportado para outro mundo, recomendo. E quem gostou da minha versão da Karou, leu o livro e quiser conversar mais a respeito da trama, é só deixar um comentário.
Aproveito para desejar um Feliz Natal a todxs que acompanharam o blog durante o ano. Obrigada pelo carinho e pela companhia, voltarei antes do ano novo!
Abraços,
Lidiane :-)
[Livro] Conversando com as Fadas
Este ano foi um dos que mais adquiri livros, principalmente ilustrados. Acredito que uma boa ilustração, seja na capa ou no miolo, garante um aspecto encantador à história e ajuda na compreensão e assimilação das personagens. A obra que vou mostrar conheci por acaso, num dos blogs literários que sigo. Conversando com as Fadas (Editora Pensamento, 2013) é de autoria da ilustradora Paulina Cassidy e é composto por mensagens de auto-ajuda e otimismo, sobre como se conectar com o mundo feérico, e possui alguns dos mais belos trabalhos em aquarela que já vi.
Sinopse: Ilustrado com belíssimas imagens em aquarela, Conversando com as Fadas vai ajudar você a se abrir para poderosos espíritos da natureza, convidando-os a orientá-lo no seu caminho de autodescoberta. Cada uma dessas encantadoras imagens é acompanhada de uma mensagem para enriquecer sua vida e ampliar sua consciência, facilitando sua percepção do mundo das fadas e ajudando-o a reconhecer a energia de cada uma delas.
Eu não vou entrar no mérito de ser um livro de auto-ajuda, porque não é o propósito da minha análise. O que me chamou atenção foi o capricho da edição: apesar de ser praticamente no formato pocket, o livro tem capa dura, acabamento costurado e páginas em papel couché. Cada orientação/capítulo começa com uma página ricamente diagramada com título, ilustração da referida fada e uma frase síntese.
Gostei muito das mensagens e da linguagem que a Paulina adota, assim que comecei a ler fiquei bastante motivada a terminar alguns trabalhos que estavam pendentes. Todos os tópicos abordados são no sentido de te inspirar e adoro estudos relacionados à inspiração e ao processo criativo. A autora é também ilustradora e a quantidade de detalhes de suas aquarelas me impressionou. Visitando seu site, fiquei de queixo caído com a fluidez do traço e a delicadeza dos desenhos.
Em resumo: para quem aprecia livros ilustrados e, de quebra, com mensagens motivacionais, recomendo Conversando com as Fadas. Vi que na versão norte-americana acompanha um tarô, coisa para colecionador. A obra custa R$ 25,00 e foi lançada em novembro. Como já disse anteriormente, o padrão de acabamento está bem acima da média nacional, o que me faz pensar que aqui pagamos uma fortuna por um material aquém do esperado... Reflitam!
Abraços,
Lidiane :-)
Irmãs Siamesas
Oi pessoal!
Demorei mas consegui terminar as irmãs siamesas que estavam na minha prancheta, e que não recebiam a atenção merecida, confesso. Precisei de uma tarde de sábado sem internet (é impressionante como um feed de notícias te faz procrastinar) para concluir a ilustração, e gostei muito do resultado. Aliás, tenho gostado muito dos meus resultados não por exibicionismo ou qualquer coisa do gênero, mas porque me esforço ao máximo para melhorar e cada progresso é uma pequena vitória na minha vida ilustrada.
Utilizei lápis grafite 3B e 4B nos cabelos e esfumado dos rostos, e lapiseira 0.9 mm para os detalhes faciais. Nos lábios, utilizei lápis de cor e o beija-flor é um recorte de papel pergaminho. Algumas pessoas não gostaram dos olhos vazados da segunda irmã, mas acredito que fez um contraponto interessante com o olhar "desaforado" da outra figura, além de dar margem para inúmeras interpretações, coisa que adoro, pois cada um viaja nos seus sonhos e cria suas próprias teorias e personagens, e isso é uma das coisas mais legais de se trabalhar com arte.
Abraços e boa semana!
Lidiane :-)
10 fatos sobre mim (ligados ao desenho!)
Tenho visto várias pessoas fazerem aqueles vídeos de 5, 10, 25, 50, 100 (!) fatos sobre mim, alguns acho super engraçados e outros meio bizarros, o que não deixa de ser engraçado também. Então, resolvi montar uma lista de 10 fatos sobre mim relacionados ao desenho. Olhem só:
1. Minha primeira maleta de canetinhas foi da marca Compactor (não é jabá!), verde com bolinhas brancas, presente do meu pai, numa visita à Livraria do Globo, que nem existe mais;
2. Eu adorava passar as receitas da minha mãe à limpo num caderno, e ilustrava cada uma delas com itens culinários. Ela ainda guarda essa relíquia;
3. Aprendi a desenhar tecidos através dos livros de corte e costura da minha mãe (e ela ainda guarda essas relíquias também!);
4. Minha maior dificuldade ainda é desenhar coisas retas e/ou em perspectiva (tipo prédios, ruas, etc.);
5. Quando eu tinha uns 12, 13 anos escrevi e ilustrei uma HQ baseada na Mulher Gato, do Batman. Ela era a heroína, vivia numa cidade chamada Cats City e todas as vilãs eram felinas (detalhe: nunca tive um gato de estimação);
6. Desenhei muitos mangás durante a adolescência e presenteava amigos/colegas de aula com essas artes;
7. Fiz curso de desenho artístico, publicitário e pintura pelo Instituto Universal Brasileiro, daqueles que vem pelo Correio. Não mandei as provas finais, por isso não tenho certificado #chatiada;
8. Quando estava no Ensino Médio, fiz uma caricatura de duas meninas da minha turma que não suportava. Coloquei as cabeças delas em corpos de sapos. Hoje sei que o nome disso é bullying, é errado e que a sociedade patriarcal faz com que vejamos outras mulheres como inimigas;
9. Quando estava na faculdade, treinei bastante figura humana com catálogos da Victoria's Secret, que eu mandava pedir direto dos EUA utilizando o endereço de todo mundo hahaha. Sou fã da Gisele Bündchen (me julguem), tenho o catálogo com a última campanha dela para a marca! Quando fui mostrar esses desenhos toda orgulhosa para um professor, ele me esculachou na frente de várias pessoas, dizendo que desenhar mulheres com cara de anjo era muito fácil. Aquilo me deixou arrasada, pois realmente tinha me esmerado em aprender volume, luz, sombra, cabelos, detalhes... Foi tão constrangedor que passei dois anos sem desenhar mais nada. Mas consegui me recuperar do trauma e cá estou, vivendo esse momento lindo;
10. Entre canecas, copos e afins, tenho mais de 20 porta-lápis sobre minha mesa e prateleira, além dos estojos em latinha, que amo de paixão, e estojos convencionais de tecido. Se somar tudo, acredito que tenho mais de 1000 lápis/canetas! E se gosto de uma graduação (3B da Koh-I-Noor e 4B da Staedtler, por exemplo) compro logo uns 10 lápis iguais, para usar sem medo.
10. Entre canecas, copos e afins, tenho mais de 20 porta-lápis sobre minha mesa e prateleira, além dos estojos em latinha, que amo de paixão, e estojos convencionais de tecido. Se somar tudo, acredito que tenho mais de 1000 lápis/canetas! E se gosto de uma graduação (3B da Koh-I-Noor e 4B da Staedtler, por exemplo) compro logo uns 10 lápis iguais, para usar sem medo.
Acho que tem uma boa dose de comédia, tragédia e bizarrice na minha lista hehehe. Mas foi bem legal deixar rolar um filmezinho na cabeça e recordar cada fato. Já ia deixar passar o meu curso do IUB, lembrei de última hora! Quem é ilustradorx ou leitorx do blog e também quiser fazer uma lista, põe o link aqui nos comentários e vamos nos divertir juntos.
Abraços,
Lidiane :-)
Abraços,
Lidiane :-)
Orquídea Radiante: a cor de 2014
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| Fonte: site Pantone e acervo pessoal. |
Mais uma vez a Pantone foi bastante feliz ao escolher sua cor do ano. Depois da linda Emerald 17-5641, chegou a vez da Radiant Orchid 18-3224. Segundo a diretora criativa do Pantone Color Institute, Leatrice Eiseman, a escolhida é uma mistura encantadora de fúcsia, roxo e rosa, que estimula a criatividade e a originalidade. Eu, particularmente, amei a escolha, pois é uma cor vibrante, que inspira energia, renovação, equilíbrio, além de estar na gama de tons que me fascinam. Acima, uma comparação com as tonalidades que usei para fazer o cabelo da Doe Deere.
Para saber mais sobre a cor de 2014, clique aqui.
Abraços,
Lidiane :-)
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