Motion Portrait: o app que dá "vida" às ilustrações
Ontem meu Instagram foi invadido por ilustrações animadas das minhas artistas preferidas. A mágica fica por conta de um aplicativo chamado MotionPortrait (tem para baixar gratuitamente nas principais lojas de app). Ele faz uma animação a partir de retratos estáticos. Resolvi fazer uma seleção dos trabalhos que mais curti (foi difícil). Tem até as famosas Catrinas da Sylvia Ji.
Um vídeo publicado por Maria Björnbom Öberg (@bokkei) em
Um vídeo publicado por Happy D. 🍄🌿🌞🎨🐱🍭💫 (@happydartist) em
Um vídeo publicado por Audrey Kawasaki (@audkawa) em
Um vídeo publicado por Edith Lebeau (@edithlebeau) em
É claro que eu também aproveitei o app para dar vida às minhas meninas. Confesso que fiquei emocionada ao ver a Sugar Skull sorrindo e retribuindo o olhar. #mãecoruja
Um vídeo publicado por Lidiane Dutra (@lidydutra) em
Presente do ♥: Ilustração para baixar e imprimir
Oi gente!
Eu ando pouco produtiva nas últimas semanas, por motivos vários, e como não tenho postado coisas novas, dei uma olhada no Instagram para ver o quequi tá conteseno vocês gostam, e uma das fotos mais curtidas é o desenho acima. Por isso, resolvi disponibilizá-lo em duas versões: para impressão e para uso em dispositivos móveis, de graça*, basta mostrar seu amor ao mundo através de um tuíte ou post no Facebook/ Google+.
Regrinhas de convivência básicas:
- Uso estritamente pessoal;
- É proibida a comercialização e manufatura de produtos utilizando a arte como estampa;
- Proibida a adaptação e criação de obras derivadas;
- Mantenha os créditos nas imagens;
- Proibida a disponibilização em outros locais de armazenamento;
- Desrespeitando quaisquer um dos itens, o infrator estará sujeito às penalidades da lei.
O download do arquivo compactado pode ser feito aqui: ENCERRADO :(
Espero que gostem e façam bom uso da menina Ariel. ♥ Estou preparando coisinhas especiais para as festas de final de ano, então fiquem atentos aos próximos presentes que vão pintar por aqui.
*é necessário logar com Facebook, Google+ ou Twitter para liberar o download do arquivo.
Buscando referências na História da Arte
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| Dante Gabriel Rossetti, Lady Lilith, 1867. |
Na última terça-feira estava trabalhando num esboço antigo e, ao pegar um livro sobre mistura de cores na estante, me deparei com História da Beleza, organizado por Umberto Eco, que está no meu acervo desde 2011. Foi uma boa oportunidade para rever alguns artistas que estudei na faculdade, e separar material para referências e estudo.
Resolvi marcar algumas reproduções que chamaram minha atenção e dividir aqui no blog. Começando por Lady Lilith, que é uma das obras de que mais gosto e me faz lembrar a Florence Welch (seria ela a encarnação de uma pintura de Rossetti?). O Romantismo é um dos períodos que mais me identifico, em termos estéticos, por causa da mistura de beleza e morbidez presente nos trabalhos.
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| Charles-Auguste Mengin, Safo, 1867. |
O trabalho com luz e sombra nessa pintura me auxiliou na compreensão do que realmente queria fazer com o esboço no qual estava trabalhando. Minha última ilustra foi muito colorida, vibrante. Quero algo mais sóbrio. E para quem não sabe quem foi Safo de Lesbos, deixo aqui um post super interessante publicado na Capitolina.
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| Francesco Hayez, Madalena Penitente, 1833. |
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| Edward Burne-Jones, A princesa acorrentada à árvore, 1866. |
Uma das coisas que mais me chama atenção nos livros de História da Arte é que: 1) grande parte dos estudos está centrada na Europa e 2) praticamente não há mulheres artistas, mas a maioria das modelos, principalmente em nus, são femininas. Por isso, sempre reforço em meus comentários: é importante estudar autores como Gombrich e Argan, até mesmo o Eco, porém, colocando suas análises em perspectiva e buscando outras narrativas, que incluam as artes oriental, africana, sul-americana, brasileira e, principalmente, produzida por mulheres. Isso não invalida a importância dos artistas aqui citados, apenas torna a arte o que ela realmente deve ser: representativa.
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| John Singer-Sargent, Ellen Terry no papel de Lady Macbeth, 1899. |
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| Dante Gabriel Rossetti, Beata Beatrix, 1864-1870. |
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| Dante Gabriel Rossetti, O Sonho de Dante, 1871. |
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| Caravaggio, Santa Maria Madalena, 1606. |
Estudar o movimento dos tecidos sempre foi uma das minhas atividades favoritas. Em alguns posts beeeeem antigos aqui do blog, é possível ver uma série cheia de formas, dobraduras e texturas. Fiquei com muita vontade de fazer algumas releituras dessas obras, para aprimorar proporções, tensão, expressão e anatomia. Talvez aproveite os meses de janeiro e fevereiro para por um projeto do tipo em prática.
Into The Forest #4 ♥
Passei vários dias, desde o final do Inktober, sem desenhar. Foram dez longos ciclos sem conseguir pegar o lápis e colocar uma ideia no papel. Escrevi um textão que não publiquei (mas guardei) contando as minhas angústias, e acho que isso ajudou a levar a frustração embora.
Então, recorri aos meus esboços parados, mais a vontade de fazer uma ilustração com o mesmo acabamento que fiz no desenho da Sailor Pluto, e assim nasceu Into The Forest #4, a série de faunos fofinhos aqui do blog.
No primeiro rascunho, a figura tinha um cavanhaque de bode, mas acabei retirando da arte final porque achei que ficaria confuso com tanta cor e os elementos já tradicionais dos fauninhos (chifres, flores). A íris dos olhos tem um formato diferente, também lembrando caprinos (e a Malévola da Angelina Jolie).
Gostei tanto da Sailor Pluto que cheguei a fazer uma anotação a respeito dessa ilustra: aprimorar a coloração do cabelo em tons de verde, sobre fundo preto. Fiquei bastante contente com o comportamento dos marcadores da Faber-Castell (falei deles aqui) sobre o papel Layout, que é extremamente liso, mas consideravelmente mais espesso que o Marker. O acabamento ficou acetinado e o contraste com a textura do lápis de cor deu um toque aveludado.
Fiquei tão empolgada com a coloração da pele que fiz alguns Snapchats (me segue lá: lidydutra), mas não tirei fotos do processo dali em diante. Esta é outra situação que estou tentando mudar: é legal registrar nossos passos na confecção de uma ilustra, mas quebra todo o clima ter que parar a cada 10 minutos para fotografar, ou ficar frustrada porque esqueceu de algum ponto importante. Por isso, tentei ficar focada o máximo que pude no que estava fazendo e no meu reencontro com a criatividade. Acabou dando certo e repetirei nos próximos trabalhos. O resultado final ficou assim:
Materiais utilizados:- marcador permanente Faber-Castell;
- lápis de cor Polycolor;
- marcadores Copic e Posca;
- caneta gel prata;
- papel Canson Layout 180g.
Detalhes:
Aqui embaixo fiz uma comparação entre o arquivo escaneado "puro" (à esquerda) e o finalizado no Photoshop, para dar uma ideia de como trabalho nas minhas ilustras. Geralmente, costumo ajustar cor e contraste, realce de determinados tons da paleta e remoção de pequenas sujeirinhas que ficam no scanner. Posso fazer um post sobre digitalização/finalização se for de interesse geral. :)
Pra ser sincera, gosto do resultado nos dois. Sem tratamento, a imagem ficou com as cores mais quentes, principalmente a pele, enquanto a edição deu uma profundidade ao preto que nem com nanquim eu conseguiria. Isso serve para mostrar que ambas as modalidades (tradicional e digital) se complementam e fazem diferença no produto final, portanto, sem preconceitos!
Links bacanas #4
Eu nem acreditei quando vi que já estava na metade de novembro e precisava fazer o post com as indicações de links do mês. O bom é que teve tanta coisa boa nas últimas semanas, que nem precisei garimpar muito para trazer essas preciosidades aqui:
- A Ju Rabelo presenteou seus leitores, no dia de Halloween, com o download de uma Catrina linda para imprimir e deixar a vida mais bonita;
- Outro ótimo texto da Bia Reys, sobre o por que dela não participar de concursos de ilustração (e eu concordo plenamente com tudo);
- A Gabi Xavier estreou seu blog de maneira espetacular, com um tutorial para coloração de pele negra que precisa ser favoritado;
- O Mateus Cena fez uma resenha da Sakura Pen-touch, ótima opção para quem procura uma caneta branca para incrementar o estojo;
- A Audra Auclair me fez ir à loucura com indicações de livros que não posso comprar a inspiram, no momento. Muitos são facilmente encontrados na Amazon #ficaadica.
Minhas inspirações - novembro
Esse mês não vou trazer artistas para o minhas inspirações, pois quero compartilhar a experiência de visitação ao Templo Budista Chagdud Gonpa Khadro Ling, situado na cidade de Três Coroas/ RS. Aproveitei o feriado prolongado para conhecer a Serra Gaúcha, e o templo budista foi o ponto alto (literalmente!) do passeio.
O que mais chamou minha atenção, além da natureza e da imponência das construções, foi poder ver de perto pinturas e esculturas utilizando as técnicas de representação orientais e todo o paisagismo em torno dos prédios. As cores dos elementos, desde os afrescos até as flores, fazem qualquer artista pirar. Tirei muitas fotos não só para ficar de recordação, mas para usar como referência em futuros trabalhos.
O que mais chamou minha atenção, além da natureza e da imponência das construções, foi poder ver de perto pinturas e esculturas utilizando as técnicas de representação orientais e todo o paisagismo em torno dos prédios. As cores dos elementos, desde os afrescos até as flores, fazem qualquer artista pirar. Tirei muitas fotos não só para ficar de recordação, mas para usar como referência em futuros trabalhos.
No dia da visitação o tempo estava fechado, com um nevoeiro forte pairando sobre o local. Por isso, algumas imagens ficaram granuladas. Mesmo assim, é possível ver a exuberância e perfeccionismo dos entalhes na madeira, da atenção aos detalhes e de como a natureza é parte integrante e fundamental do todo. Nenhuma das imagens foi manipulada digitalmente, apenas mexi no contraste pois, como já disse, a névoa atrapalhou um pouco a visão.
Dentro do prédio principal é proibido tirar fotos e, em alguns outros lugares, o acesso só é permitido aos moradores do templo. Fiquei fascinada com o emprego das cores, tive a sensação de ver uma aula de pintura na prática, através das mãos e do sentimento de pessoas que não se importam com as regras da academia, mas em transmitir o belo e a harmonia da natureza da melhor maneira possível.
O templo também é habitado por vários animais. Os cachorros e gatos convivem pacificamente e não sentem medo dos visitantes, deixam fazer carinho e retribuem dando lambidas e pulando no colo, além de posarem para as fotos, como essa fofura felina.
Essas imagens foram esculpidas à mão pelo lama responsável pela construção do templo, Chagdug Tulku Rinpoche. No vídeo que está linkado lá no início do post, dá para ver detalhes da construção e a importância de cada uma dessas representações dentro do budismo.
Os símbolos auspiciosos tibetanos estão presentes em vários lugares e conferem proteção, amor, sucesso, abundância, superação de obstáculos e sabedoria, condições necessárias para uma existência cheia de alegria e plenitude.
Mesmo com o dia nublado, a beleza do lugar salta aos olhos. Fiquei com muita vontade de retornar em outra ocasião, de preferência com sol, para rever todos esses elementos com um novo olhar.
Por fim, as cores dessa janela me deixaram fascinada. Serviram para me lembrar que não preciso ter medo de colorir uma ilustração, que não posso temer o inesperado pois não sei o que os outros vão achar. O que importa é o meu sentimento de bem estar quando finalizo um trabalho, o resto é consequência.
Essa experiência no templo e os dias que passei afastada da internet contribuíram ainda mais para o que já venho fazendo há um tempo, que é repensar minha presença na rede. Não tenho me sentido satisfeita com algumas coisas, talvez escreva um post sobre isso, e talvez seja a hora de dar uma desacelerada. Sobre isso, o blog Girls With Style publicou um post muito legal e que tem tudo a ver com meu atual estado de espírito, dê uma conferida aqui.
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