Lidiane Dutra
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Dicas Projetos

Inktober 2019: o que vou usar e algumas dicas para quem quer participar


Este ano conseguirei participar do Inktober!!! Me organizei bonitinho, para dar conta de fazer um desenho por dia, durante o mês de outubro. Claro que, assim como nos outros anos (e isso é uma coisa que sempre fiz durante o Inktober, não estou roubando), vou criar vários desenhos num dia e ir postando ao longo da semana no Instagram, no Facebook e, ao final de cada semana, aqui no blog.

Uma das minhas prioridades para este ano foi: não gastar com materiais. Não comprei uma caneta adicional sequer, tudo já é velho de guerra no meu ateliê, e será aproveitado até o final. Para não correr o risco de acabar alguma coisa na metade do desafio, fiz uma seleção de canetas que estão em bom estado e sei que ainda possuem bastante carga. O sketchbook também é um dos inúmeros que preciso dar cabo antes de pensar em adquirir um novo.

Neste post, vou detalhar cada um desses materiais, porém, meu objetivo não é fazer uma exposição de produtos e gerar ansiedade para consumo. Vou mostrar coisas que tenho há muito tempo, e irão me ajudar no desafio. Se você não tem esses materiais e deseja fazer o Inktober, não fique chateado. Dá pra desenhar com caneta esferográfica comum, o importante é participar e se divertir, caso você tenha vontade. A seguir, também vou dar algumas dicas para quem deseja se aventurar pelo desafio.


Começando pelo sketchbook, vou utilizar este lindo e macabro caderninho, que veio num kit do livro Para toda a eternidade, da Caitlin Doughty. O papel dele é pólen, fininho, e o marcador passa com tranquilidade para o verso da folha, por isso, tomarei o cuidado de colocar uma folha embaixo, para evitar acidentes. O bom desse sketchbook é que ele tem exatas 32 páginas, dá pra fazer uma capa e os 31 desenhos para fechar todo o caderno, que se transformará num lindo artbook (espero).

Não vou seguir nenhuma lista este ano, assim como nos anos anteriores. Geralmente, as listas não me agradam por completo, me sinto pressionada e ansiosa, por isso, prefiro ir até o Pinterest, pegar várias fotos interessantes e bem na minha zona de conforto, que me trarão segurança na hora de desenhar. E essa é minha primeira dica para quem se sente inseguro em desenhar todo dia: comece por algo dentro da sua zona de conforto, que te dá prazer em desenhar e, se você for se soltando, invista em experimentações. Caso contrário, permaneça ali, na sua zona de conforto, fazendo algo que vai trazer felicidade. Não dá pra fazer os 31 desenhos? Tudo bem, faça quantos puder e sentir vontade. Lembre-se: o desafio é para você, e não para os outros ou para a internet.


Esse conjunto de tons de cinza da Copic foi um dos primeiros que comprei, há cinco anos, e ainda me acompanha. Só a N2 foi recarregada, por enquanto. Claro que as outras estão acabando mas, no momento, não tenho como gastar com caneta, e vou aproveitá-las em detalhes de sombreamento, sem cobrir grandes áreas. Se você não tem Copic, qualquer marcador à base de álcool serve, os da Magic Color tem excelente custo-benefício para quem está começando.


Já deu pra perceber que não vou usar tinta nanquim, pois o papel do meu sketchbook é muito fino. Por isso, peguei o kit mais novo de multiliners que tenho, comprei para o Inktober de 2017. Adoro as canetas Micron, e a que mais uso é a 05, para tudo. Não me incomoda o traço mais grossinho, acho que é uma espessura que me permite fazer muitas coisas de uma só vez.


Para cobrir grandes áreas com tinta preta, recorri a todas as canetas que eu tinha e que poderiam cumprir esta função: um marcador permanente da Faber-Castell, desses para CD; uma brush pen da Pigma, com ponta fininha; a brush pen da Pentel, com ponta mais flexível; e a caneta Sigma da Pentel, com ponta fibrosa, que permite fazer tanto detalhes, quanto cobertura de grandes áreas. Qualquer marcador permanente já serve, e existem opções baratinhas no mercado (como o da Faber, acima).


Para os detalhes, escolhi a caneta Gelly branca da Sakura, que abre pontos de luz, e duas canetas em gel metálicas, uma dourada e outra prateada, que comprei no supermercado e não chegou a custar R$ 5,00 o par. Como já falei acima, é possível fazer o Inktober com material escolar barato, o importante é querer participar e se sentir satisfeito com seu próprio trabalho e empenho. Uma dica bem em conta para quem quer fazer detalhes metálicos e não encontra essas canetas facilmente, é misturar purpurina (não pode ser glitter) com cola branca. Depois de seco, o efeito fica bastante similar ao da caneta, porém um pouco mais opaco.


Por fim, para cada semana escolhi uma cor dominante. Essa cor vai aparecer em detalhes e preenchimentos, e vai me ajudar a dar o tom daquela semana. Como já falei acima, só vou usar canetas que estão com uma boa dose de carga, por isso, não tem vermelho, que é sempre a primeira a acabar. Em compensação, teremos: laranja, verde, azul e rosa da Bic Marking e roxo e magenta da Faber-Castell. Vou me virar nos trinta com essas cores e seja o que as deusas da criação quiserem... Uma alternativa à essas canetas é qualquer canetinha hidrográfica escolar. Fazem exatamente o mesmo efeito.

Um último recado importante: não se compare com outros artistas (não plagie!!!), não fique ansioso por postar todos os dias e faça o Inktober por você. Nenhum like e nenhuma validação social valem o stress e o desgaste de fazer algo que você não quer. Se você fizer somente um desenho e se sentir bem com isso, parabéns! Você concluiu o Inktober com sucesso. E se você não estiver a fim de fazer, mas quiser acompanhar seus artistas favoritos, também está valendo.

Para me acompanhar nessa jornada, acesse o Instagram e o Facebook, as atualizações sairão sempre por lá, a partir de 01/10, após às 21h. Por aqui, o resumo semanal sairá às segundas-feiras. 
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Meus papéis favoritos (atualizados)


Depois de fazer um post atualizado com meus materiais favoritos, chegou a vez de comentar sobre os meus papéis prediletos. Gosto muito de testar coisas novas, algumas vezes me dou bem e descubro materiais realmente interessantes, e em outras fico com o gosto amargo do fracasso e o bolso vazio.

Resolvi dividir esse post em: papéis para aquarela, papéis para desenho a lápis e papéis para marcadores diversos (álcool e água). Vou colocar os links de onde encontrar estes produtos, para que vocês tenham uma média de preço, porém, esta não é uma publicação patrocinada por nenhuma loja, estou dando minha opinião sincera e recebendo 0 centavos por isso.

Papéis para aquarela

Moulin DuRoy grana fina: todos nós sabemos que papéis para aquarela estão entre os mais caros, principalmente se a fibra for 100% algodão. Existem algumas opções no mercado, como este papel da Canson, linha Moulin DuRoy. Ele é um papel intermediário com textura muito boa e excelente absorção da tinta. Não vai ficar encharcado, mas também não vai secar em poucos segundos, permitindo trabalhar de maneira tranquila. O grana fina possui uma textura muito delicada, e não marca demais caso você desejar fazer acabamentos com caneta ou lápis de cor. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.
Arches grana fina: sem dúvidas, o melhor papel para aquarela que já usei. Além de ter uma das embalagens mais chiques e maravilhosas que exitem (sou dessas). Houve uma época que a Arches era distribuída pela Canson, e os preços estavam bem ok para a qualidade profissional do papel. Porém, depois que as empresas se separaram, o preço do Arches foi parar na estratosfera, e nunca mais consegui comprar um bloco para mim. Estou economizando tudo o que dá meu bloco A4 e os bloquinhos em formato de cheque que comprei há milênios por (hoje) irrisórios R$ 75,00. Sobre a qualidade, ele tem tudo o que já mencionei acima sobre o Moulin DuRoy, com o adicional de deixar a cor mais vibrante e uma textura incrível quando finalizamos o trabalho. Parece que você está pintando sobre um tecido caríssimo. E essa é uma característica de todos os papéis dessa marca, eles valorizam muito a sua pintura, e são muito gostosos de trabalhar. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.


Hahnemühle textura fina: esse papel foi uma descoberta e tanto. Ele é relativamente barato e com uma qualidade semelhante ao Arches. Pelo preço do bloco, vale muito a pena o investimento, principalmente se você não está com tanta grana para investir num papel mais caro. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.

Papéis para desenho a lápis

Nostalgie, da Hahnemühle: esse papel também faz parte das minhas descobertas acidentais, e curti muito usar. O bloco A4 vem com 50 folhas de 190g satinadas. O acabamento é liso, ideal para quem não gosta de textura marcada. Tanto o grafite quanto o lápis de cor funcionam bem nele. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.


Layout 180, da Canson: o Layout é outro ótimo papel para quem não curte deixar a textura marcada, sendo também uma boa alternativa para quem gosta de trabalhar com marcadores a base de álcool ou água. Por ser um papel para desenho técnico, até os lápis com as minas mais duras performam bem no Layout. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.
"C" à grain, da Canson: este é para quem gosta de papel texturizado, embora não seja uma superfície tão marcante a ponto de interferir na cobertura do grafite ou lápis de cor. Dá para fazer ótimos efeitos, embora eu ache que o lápis aquarelado fique um pouco embolotado nesse papel. Por ser da linha escolar, tem um bom preço. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.

Papel para marcadores (álcool e água)

Bristol, da Canson: além de ser um excelente papel para marcadores, o Bristol funciona também com lápis de cor e grafite. É uma relação custo/ benefício muito boa, principalmente para quem busca qualidade e economia. Ele suporta tanto os marcadores à base de álcool, como os da Copic, quanto os à base de água (hidrográficas comuns), sem chupar a tinta da caneta com o tempo, deixando o desenho todo manchado. Já aconteceu de um papel da Copic absorver tanto a tinta, que passou para o outro lado da folha e, em seguida, para o papel que estava atrás, estragando duas ilustrações. Aqui dá pra ver um trabalho feito com este papel.

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Para fazer rascunhos e estudos rápidos, qualquer papel sulfite já me serve. Até houve um tempo que eu comprava papéis especiais para sketch, mas não vale o preço, pois a grande maioria vai fora.

Claro que uso outros papéis no meu dia-a-dia, mas estes são os meus favoritos, e os que recomendo para quem está buscando alternativas de trabalho. Como disse anteriormente, os links redirecionam para várias lojas, só para que vocês tenham uma rápida noção de preço, mas garimpando sempre se acha um bom desconto. Espero ter ajudado! Se quiser ver outros posts assim, veja as tags dicas, materiais e também a seção FAQ do blog.

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GAIA ● minha próxima exposição


Finalmente, depois de quase dois anos, voltarei a fazer uma exposição individual. E ela vem num momento muito especial, dentro da programação do Mês da Mulher e do Março Lilás. Também é minha primeira exposição num espaço institucional, então estou muito feliz e realizada.

GAIA é uma seleção de quatro séries temáticas (Ondinas, Oceânides, Fadas de Jardim e Botânicas), que estarão na íntegra e em seus originais em aquarela, para que o público possa apreciar cada detalhe que coloco nas ilustras, o tamanho real delas e também o tanto de amor que carrego em cada trabalho.

A exposição GAIA tem abertura oficial no dia 07 de março, às 18h horas, quem for de Rio Grande e região pode (e deve!) ir lá me dar um abraço pessoalmente. E a visitação ocorre de 08 a 31 de março, de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h, com entrada gratuita. A Sala Multiuso fica localizada no prédio da Prefeitura Municipal do Rio Grande (Largo Engenheiro João Fernandes, s/n).

Desde já agradeço a equipe da Secretaria de Município da Cultura, em especial ao Cássio, e também a todos que estão deixando mensagens de carinho nas redes sociais. Lá no Instagram e no Facebook vão rolar muitas atualizações, fiz até um story fixo só sobre a exposição.

E também saiu uma matéria linda no caderno Mulher Interativa, do Jornal Agora, neste final de semana. O jornalista André Zenobini me entrevistou e fez uma seleção de trabalhos que estarão na exposição. Não tenho palavras para agradecer o apoio que sempre recebo da imprensa local. Dá pra ler a matéria aqui e, quem for de Rio Grande, por favor, compre o jornal!!!

Espero vocês lá na Sala Multiuso para conferir GAIA de perto. Não esqueçam de tirar muitas fotos e me marcar nas redes sociais, sempre faço questão de comentar e compartilhar. E quem puder ir na abertura, dia 07, às 18h, estarei esperando de braços abertos.

Serviço

O que: Exposição GAIA, de Lidiane Dutra.
Onde: Sala Multiuso da Prefeitura Municipal do Rio Grande (Largo Eng. João Fernandes, s/n).
Quando: Abertura dia 07/03, às 18h. Visitação de 08 a 31/03, de segunda à sexta, das 13h às 18h.
Quanto: Entrada gratuita.
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Meus materiais favoritos (atualizados)


Sempre que tem post de ilustração aqui no blog, me preocupo em colocar uma lista com todos os materiais que utilizei, pois é uma dúvida super válida de quem vai ver esse tipo de conteúdo. Outros dois posts mostram meus materiais favoritos e minhas aquarelas e pincéis favoritos. Como ambos já têm um tempinho, resolvi dar uma atualizada geral.

Neste post não vou incluir papéis favoritos, pois este é outro assunto, quero detalhar cada papel utilizado, fotografar suas texturas, quais são melhores para lápis, marcador, aquarela, por isso, vai levar um pouco mais de tempo. Aguardem e não desistam de mim!


As aquarelas que sempre uso nas minhas ilustrações são: Cotman, Sennelier, Rembrandt, Van Gogh e Venezia. Não uso outras, até mesmo porque quero gastar algumas dessas para investir num estojo da Lukas. Aliás, estou esperando muitos dos meus materiais acabarem para comprar outros, evitando assim o acúmulo e a angústia de não poder testar como quero. Todas essas tintas estão misturadas nas minhas paletas, às vezes nem sei direito qual estou usando.


Os pincéis são os materiais com a mudança mais visível. Tenho muitos, que fui acumulando ao longo da faculdade, outros comprei para testar, mas desde que descobri os sintéticos da Keramik (marca nacional que mais se aproxima aos da Escoda), minha vida mudou para melhor. São baratos, têm um formato de cerda que permite armazenar uma quantidade boa de tinta, são bons para detalhes e também para cobrir grandes áreas e, o melhor, não usam pelo animal. Da esquerda para direita, meus pincéis favoritos são:

  • Linha 411 (cabo marrom): nº 4, 6 e 8. Cortei os cabos pois são muito longos.
  • Linha 220 (cabo preto): nº 4 e 6.
  • Linha 413 (cabo azul escuro): nº 8. Cortei o cabo pois é muito longo.
  • Linha 311 (cabo azul claro): nº 4, 6 e 8. Cabos no tamanho ideal, na minha opinião.
  • Linha 235S (cabo florido): nº 14. Pincel chato para umedecer áreas médias.
  • Linha 2500 (hake): nº 5. Pincel chato e macio para umedecer grandes áreas.

Percebam que existe uma diferença entre as numerações das linhas. Enquanto o nº 8 da 311 é bem gorducho, o mesmo da 413 é tão fino quanto o nº 4 da linha 411. Embora eu quase sempre compre material "no escuro", através de lojas online, recomendo que sempre vejam ao vivo o tipo e o formato ideais para seus trabalhos façam o que digo, não façam o que faço.

Em tempo: como armazeno pincéis? Sempre deixo-os secar na horizontal, para não estragar a madeira do cabo, e guardo numa caneca, assim como lápis e caneta, sem muito mistério.


As canetas multiliner, ou de nanquim descartável, são a minha perdição, tenho uma caneca cheia delas, com pontas que variam de 0.05 a 0.8, com cores do cinza claro ao sépia. E eu uso absolutamente todas elas. Por isso deixei de registrar qual marca e numeração usei numa ilustração, pois na hora de passar aqui para o blog, nem lembro mais. Mas vou listar aqui a marca e a ponta de todas elas:

  • Staedtler Pigment Liner (preta): 0.1, 0.2, 0.3, 0.5, 0.8;
  • Copic Multiliner (sépia): 0.05, 0.1, 0.5;
  • Uni Pin Fine Line (preta): 0.3;
  • Pigma Micron (preta): 0.05, 0.1, 0.5, 0.8, brush;
  • Copic Multiliner (preta): 0.5, 0.8, brush s, brush m;
  • Copic Multiliner SP (preta): 0.5;
  • Derwent Graphik (sépia): 0.3;
  • Uni Pin Fine Line (light grey): 0.5;
  • Uni Pin Fine Line (dark grey): 0.5.


Já as canetas que uso para detalhes compreendem um conjunto à parte das multiliners, é praticamente um balaio de gato. São canetas à base de nanquim, em gel, porosas e as famosas Poscas. Geralmente, as uso para cobrir grandes áreas de preto (cabelos, principalmente), fazer line art mais grossinha, abrir luz e aplicações metalizadas.

  • Brush Pen Pentel (preta);
  • Sakura Pigma FB (preta);
  • Pentel Sign Pen (preta);
  • Gellyroll Sakura 08 (branca);
  • Posca PC-5M (dourada);
  • Posca PC-3M (branca);
  • Pentel Slicci 08 (dourada e prateada).


Lápis grafite é, sem dúvida, um dos materiais que mais uso e tenho curiosidade em testar, embora tenha minhas duas marcas favoritas: Staedtler (linha Mars Lumograph) e Lyra (linha ArtDesign). Não vou especificar cada graduação que tenho, pois nas minhas coisas é possível encontrar os lápis técnicos de mina super dura, até os artísticos bem macios. As graduações que uso com mais frequência são: 2B, 4B e 6B. Tanto é que tenho estoque de algumas delas.

Na foto acima, estão os lápis de todas as marcas que tenho. Alguns vêm em estojos com 24 unidades, outros comprei isoladamente. São eles: Stabilo Othelo, Koh-I-Noor Hardtmuth, Staedtler Mars Lumograph, Derwent Graphic, Lyra ArtDesign, Royal & Langnickel, Conté à Paris, Sakura Bruynzeel.

Gosto de lápis macios, com mina escura e que, quando bem apontados, deslizem no papel sem esfarelar e esfumem bem. E isso, os meus dois preferidos fazem de maneira maravilhosa, por isso os recomendo.


Os periféricos são aqueles materiais que, sem eles, não tem desenho, mas que raramente são listados. Não despertam tanta curiosidade quanto as aquarelas, por exemplo, mas fazem grande diferença no resultado final de um trabalho. Eu gosto de usar um esfuminho, que é esse rolinho de papel prensado, ideal para esfumar o grafite. Ele tem uma numeração, mas geralmente uso um fininho para detalhes e um maiorzinho para áreas mais amplas. Também sempre tenho à mão uma borracha Mono Zero, da Tombow, a minha é a 2.3, que uso para correções e abrir luz. É possível comprar o refil separadamente. Ainda uso uma lapiseira Pentel 0.9, para as linhas gerais, e também uma borracha preta Pentel, que não esfarela, e um apontador Derwent com dois diâmetros diferentes.

Dica: para limpar a ponta do esfuminho, retirando o excesso de grafite e ajudando a dar uma aparada, mantendo o formato original, uso uma lixa de unha comum.


Por fim, os lápis de cor. Como praticamente todos os meus trabalhos são uma grande salada em técnica mista, sempre dou os retoques finais na aquarela, reforçando valores ou chegando ao tom desejado, com lápis de cor. Os meus preferidos são os da linha Polycolor, da Koh-I-Noor. É uma linha intermediária com preço ok, não-aquarelável, vendida em estojos ou individualmente. As minas são macias, entregam bastante cor, e se mantêm firmes, sem precisar apontar toda hora. Sei que tem muitos lápis profissionais excelentes, mas me acostumei muito bem a essa linha e não penso em substituí-la tão cedo. Acima, meu estojo com cores próprias para retrato, tenho outro para paisagens e mais alguns com cores selecionadas.



Essa é a minha lista atualizada de materiais favoritos, mas antes de encerrar o post, gostaria de pontuar duas coisas importantes:

1. O que funciona para mim, pode não funcionar para você. Portanto, antes de sair comprando um material (e longe de mim querer incentivar o consumismo desenfreado, tudo o que tenho foi comprado ao longo de ANOS), pesquise o tipo de material que gosta, quais as técnicas são predominantes no seu trabalho e que tipo de material você gostaria de testar/ técnica que você quer arriscar. Tudo isso é importante para evitar investimento em algo que vai ficar parado na gaveta. Por exemplo, eu não trabalho com tinta a óleo e não tenho interesse, então não há motivos para comprar um tubo. Em compensação, sempre tive curiosidade de testar pastel oleoso, por isso, pesquisei uma marca intermediária boa para começar a estudar.

2. O material não faz o artista. Ter coisas boas é excelente para você não ficar passando perrengue na hora de trabalhar. É muito melhor investir num papel com gramatura boa para desenho do que comprar folha sulfite escolar. O mesmo vale para o restante. Porém, tem muita gente que trabalha super bem com materiais escolares, e que se tiver algo super profissional nas mãos vai decolar, e também tem muita gente que ostenta coisas importadas e caras, mas não investe em estudo. Então, procure sempre o equilíbrio entre o que você quer e o que o seu bolso permite e nunca, jamais deixe de investir em estudos. Seja tutorial no YouTube, livros ou cursos, o importante é saber o que fazer com os materiais que você dispõe. E é claro que, com o tempo, você vai sentir cada vez mais necessidade de se profissionalizar e adquirir coisas de qualidade. Mas tenha em mente que essa qualidade não pode ser só material.

Acho que era isso, como disse lá no começo, ainda nesta década faço um post com meus papéis favoritos. Não desistam de mim!

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Dicas

Um Pinterest analógico para chamar de meu


Lá em 2010 ou 2011 lembro de ter visto numa postagem no extinto blog da Fernanda Guedes (que eu visitava todo dia, pois era uma fonte inesgotável de inspiração) uma coisa até então desconhecida pela minha pessoa: um lookbook. Basicamente, um pequeno caderno cheio de recortes de revista com imagens de modelos, vestidos, bijouterias... achei aquilo incrível e, como eu consumia muitas revistas na época, montei os meus, que tenho até hoje.

O tempo passou, criei uma conta no Pinterest (minha rede social mais bem sucedida, diga-se de passagem) e não vi mais necessidade em ter um suporte físico para as imagens que estavam facilmente à disposição na web, organizadas em pastas por categoria. Só que, em 2014, vi que novamente tinha acumulado certo número de revistas, por razões que a própria razão desconhece, e decidi recortar as imagens mais interessantes e organizá-las num caderno.

Corta para 2018, quando estou fazendo uma faxina nas caixas nas quais guardo meus sketchbooks, e encontro o tal lookbook de 2014! Com algumas páginas preenchidas e outras vazias, acredito que minha ideia era intercalar desenhos com as imagens. Porém, por algum motivo, deixei isso de lado e simplesmente esqueci da existência desse caderno.


Como a vida de uma acumuladora é f*da, adivinhe só o que aconteceu? Não comprei mais nenhuma revista mas, em compensação, IMPRIMI várias imagens do Pinterest para usar como referência em meus trabalhos, presas por um enorme clipes de metal, que já dava sinais de ferrugem. Decidi tomar uma decisão: ao invés de jogar tudo fora, colei as imagens impressas nas folhas em branco do caderno e montei um grande Pinterest analógico, que faz uma ponte entre 2014 e o tempo presente.




A partir disso, tomei a decisão de não comprar nem imprimir imagens e tentar usar tudo o que está neste caderno, pelo menos para rascunhar e ter um banco de ideias. Ando em falta com meus sketchbooks, meus estudos têm sido em folhas soltas, e vi nesse movimento todo a oportunidade de voltar a produzir em série, num caderno, observando minha evolução, e me distrair menos na internet com coisas aleatórias (mas é óbvio que vou continuar pinando muito). Deu um gostinho de nostalgia e também de fisicalidade que há muito precisava experimentar.


Se você está na mesma situação de acumulação de imagens, recomendo este exercício: pegue um caderno antiguinho, separe o que é mais interessante e solte a imaginação!

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Dicas Livros

Pequeno Guia de Incríveis Artistas Mulheres


Tenho trazido mais dicas, desabafos e leituras porque, basicamente, é o que tenho feito nos últimos tempos. Só consegui retomar meus estudos de desenho essa semana, em decorrência das férias escolares. Ainda pretendo fazer um resumão do meu primeiro semestre docente mas, antes disso, quero publicar outras coisas pra não ficar falando só de escola.

O livro do qual quero falar é, ao mesmo tempo, necessário e muito triste. Pequeno guia de incríveis artistas mulheres que sempre foram consideradas menos importantes que seus maridos, escrito pela Beatriz Calil, é um daqueles livros que lança uma luz sobre o apagamento da produção feminina na história da arte e, além disso, sobre o quanto artistas mulheres são lembradas como acessórias aos seus maridos e companheiros. Ou é a esposa dedicada, que cuida e deixa seu esposo criar, ou a amante/musa destruidora de lares. 

Sinopse: Como o título entrega, trata-se de um trabalho artístico corajoso: admite, desde o princípio, o equívoco de uma história que escolheu celebrar os homens artistas em detrimento de suas companheiras. Que relegou o brilhantismo delas e de suas obras às celas de manicômios, salas de estar, camas. Que transformou mulheres fortes em vítimas de abuso, artistas competentes em belas acompanhantes para eventos sociais. E então o olhar de Beatriz pousa sobre elas. É que é tempo ainda - é sempre - de lhes fazer justiça.


Beatriz selecionou 16 artistas estrangeiras (ela planeja um segundo volume só com artistas brasileiras), entre elas Simone de Beauvoir e Camille Claudel, para contar brevemente suas histórias, obras de destaque, relevância para o meio artístico e como foram sumariamente apagadas ou relegadas à coadjuvantes dos homens aos quais estavam ligadas. Um dos casos mais emblemáticos, para mim, é Yoko Ono: artista multifacetada, é vista por muitos apenas como esposa de John Lennon e responsável pela separação dos Beatles (olhos revirando).


Por também ser artista visual, a autora fez intervenções em imagens dessas artistas, apagando os homens das fotografias. É nesse espaço em branco deixado pela figura masculina que as histórias das mulheres são recontadas, num esforço para que sua relevância não seja esquecida. 

“Todo esse meu trabalho partiu, na verdade, das fotos das artistas com os maridos. Comecei a interferir nessas imagens. Em muitas delas, fica claro que o importante ali é o marido. A mulher está sorrindo olhando para ele, ou ele está em maior destaque. E muitas são divulgadas com legendas como ‘Picasso e a amante’, ‘fulano e a esposa’”. Comecei a buscar inverter isso na própria imagem.” -  Beatriz Calil, em entrevista ao NEXO.
Link para matéria © 2018 | Todos os direitos deste material são reservados ao NEXO JORNAL LTDA., conforme a Lei nº 9.610/98. A sua publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia é proibida.


Por ser um livro curto (58 páginas) li de uma só vez, e recomendo fortemente que todas as mulheres que trabalham com arte tenham acesso a este tipo de informação. Ao final do texto, a autora traz estatísticas relacionadas à representatividade feminina em galerias de São Paulo e os dados são alarmantes, apesar de não causarem surpresa. Aqui no blog já publiquei um texto sobre as musas, que deu bastante o que falar na época, e serve como complemento para quem se interessou pelo livro. Adquiri meu exemplar diretamente pelo site da Editora Urutau. 

Dois links com entrevistas de Beatriz Calil:
  • "A raiz do machismo não se encontra isolada no mundo das artes; é um problema político e social que precisa seguir mudando" - para o Portal Geledés;
  • "O guia das 'incríveis artistas vistas como menos importantes que os maridos'" - para o NEXO.

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Dicas

Clipes com referência na história da arte (parte 3)


Deusa Beyoncé lançou clipe novo totalmente gravado no Museu do Louvre e isso é motivo mais do que suficiente para que eu traga a terceira parte do post sobre clipes musicais com referências na história da arte (veja aqui a parte 1 e aqui a parte 2).

Apes**t, The Carters

O álbum surpresa da Bey e do Jay Z veio acompanhado desse clipe maravilhoso, para o qual o casal simplesmente fechou o Louvre para gravação (#poder). Tem muita análise quadro a quadro rolando pela internet, e o que posso dizer, dentro da minha experiência no estudo da história da arte, é a importância de dois artistas negros usarem um espaço historicamente  branco/colonizador para contar sua história e dar protagonismo a um elenco também negro. Beyoncé da Samotrácia é ♥

Somebody That I Use To Know, Gotye ft. Kimbra

Esse clipe ficou de fora das outras seleções por incompetência minha, mesmo. A obra foi dirigida por Natasha Pincus e a body art que cobre os artistas via stop motion é de autoria de Emma Hack.

Dusty My Shoulders Off, Jane Zang

Certamente você já deve ter visto um gif desse clipe rolando pelo Facebook, sem saber que se tratava da cantora chinesa Jane Zang. Nele, é possível ver referências a várias obras que ganham vida, de Van Gogh a Dalí.

Do The Evolution, Pearl Jam

Um dos clipes mais clássicos da banda grunge é também uma obra-prima da animação, dirigido por Kevin Altieri e Todd McFarlane. Envolveu o trabalho de mais de cem (eu disse c-e-m) ilustradores, que tiveram em torno de um mês para finalizar as artes do clipe.

Viva La Vida, Coldplay

O clipe usa como pano de fundo o quadro A Liberdade Guiando o Povo, de Eugéne Delacroix. O próprio nome da canção foi extraído de uma obra da mexicana Frida Kahlo.

Scream, Michael Jackson ft. Janet Jackson

Um dos clipes mais caros da história da música, a colaboração futurista entre os irmãos Jackson se passa em uma nave espacial, na qual Michael visualiza e quebra algumas obras referentes a diversos períodos artísticos.

Blood, Sweat & Tears, BTS

Por fim, a banda que é sensação entre todas as minhas amigas ilustradoras tem um clipe que além de se passar em um museu, traz algumas referências a pinturas famosas e escolas artísticas.

***
Espero que tenham curtido minhas indicações, assim que eu recolher mais referências, volto para uma 4ª edição do post.

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Como lidar com comentários maldosos


A internet é esse lugar maravilhoso, que nos proporciona entrar em contato com pessoas de várias partes do mundo, firmar parcerias, tecer amizades que se expandem para o mundo real e mostrar nosso trabalho para o maior número possível de apreciadores e clientes em potencial. Se não fosse pela exposição na web, certamente eu ainda estaria guardando desenhos numa pasta catálogo preta, sem ter coragem de mostrá-los para ninguém, o que dirá vendê-los.

Mas existe um lado obscuro da rede, onde as pessoas não têm o menor pudor em utilizar perfis falsos (ou até mesmo suas próprias contas pessoais) para destilar ódio contra os outros. Supostamente protegidos pelo anonimato e por um avatar, esse grupo se acha no direito de falar todo tipo de impropério nas contas alheias, com a desculpa de ser só a sua opinião.

Nos últimos dias, passei por uma onda de hate que há muito tempo não acontecia. Minha última ilustra recebeu uma enxurrada de comentários ofensivos no Pinterest, que iam desde "essa droga não está parecida com a Marilyn" até "o que está acontecendo nesse nariz, ela parece estar cheirada". Na hora minha reação foi reportar tudo como spam e bloquear os perfis, a maioria em inglês e sem foto, contas inativas ou robôs usados para causar estrago, mesmo. 

Pessoalmente, não me sinto mais ofendida com esse tipo de prática, pois se uma imagem é repetidamente compartilhada, vai aparecer algum comentário escroto, é inevitável. No caso da minha ilustra, ela foi salva várias vezes num curto espaço de tempo, e pode ter atraído um público que não é o meu. Mas já passei por situações horrorosas, que estragaram meu dia e me deixaram super mal, então gostaria de deixar algumas dicas que ajudaram a me blindar mais contra os haters.

1. Não bata tambor para maluco dançar

Essa frase é do Lenadro Karnal, uma pessoa que certamente lida com muitos haters, e que adotei para a vida. Eu simplesmente não dou palco para os odiosos, pois o que eles querem é aparecer. Quanto mais você tenta rebater um comentário ou argumentar com a pessoa, pior fica e mais audiência ruim você chama. A solução que encontrei foi dar block logo de cara. Simples assim, não tem conversa, pois o hater não quer discutir de maneira saudável com você, ele só quer ter razão e achar que a sua opinião é a verdade absoluta. Aqui funciona mais ou menos como o paradoxo da tolerância.

2. Use filtros de palavras e moderação de comentários

Quem é frequentador assíduo do blog já está acostumado com os comentários moderados, inclusive tenho uma página inteira dedicada à política de privacidade que adotei. A moderação inibe uma série de atitudes maldosas, visto que o comentário não ficará visível logo de cara, e perderá seu "efeito surpresa". Já a maioria das redes sociais possui filtros de palavras, que nada mais são do que listas de termos que você considera ofensivos e que não gostaria de ver atrelados ao seu trabalho. No meu Instagram, por exemplo, um dos termos filtrados é "vagabunda". Também é possível definir um filtro geral para comentários, assim, palavras de baixo calão são automaticamente retidas em spam.

3. Não leve para o lado pessoal

Essa talvez seja a dica mais difícil, mas realmente não leve para o lado pessoal. A maioria dos haters sequer conhece você ou seu trabalho, e acabou caindo no seu perfil "acidentalmente". Eu costumo dizer que essas pessoas fazem roleta russa sobre quem vão importunar e, de vez em quando, temos a má sorte de sermos sorteados. Caso o hater seja alguém que você conheça, tente procurar a pessoa no privado e perguntar o que está acontecendo. Isso vale para as famosas indiretas, quando você se vê num fogo cruzado de shade e não sabe como proceder. Chame no privado e pergunte o que houve, uma boa conversa resolve na maioria das vezes.

4. Tome medidas legais

Se o comentário maldoso extrapolou todos os limites e virou perseguição, tome medidas legais. Tire prints de todos os comentários e conversas e registre um boletim de ocorrência na delegacia de crimes virtuais. Se a pessoa insistir em perturbar, diga que todas as providências já foram tomadas e a polícia foi acionada. Isso ajuda a coibir a ação desses perfis e serve como prova num futuro processo.

Espero ter ajudado quem está passando por uma situação constrangedora na internet e repito: não deixe que meia dúzia de pessoas desocupadas atrapalhem sua vida e seu trabalho. A rede é maravilhosa em vários aspectos e ajuda muitas pessoas que não teriam a oportunidade de desenvolver sua arte se dependessem só do mundo real. Cerque-se de pessoas do bem, que darão suporte a você e coragem para seguir adiante. Seja legal e crie uma corrente do bem entre artistas (follow friday, grupos de interação, etc.). E corte o mal pela raiz quando e se ele chegar até você.

*Imagem por Igor Ovsyannykov via Unsplash

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Dicas

Aberta a temporada de encomendas


As encomendas para 2018 já estão abertas para todos aqueles que desejam ter uma ilustração personalizada, feita por mim e dentro do meu estilo. Resolvi sanar algumas dúvidas nessa postagem, para auxiliar quem deseja saber sobre meu processo de trabalho, formas de pagamento e prazos. Vamos lá?!

Qual é o tipo de ilustração que faço?

Trabalho com técnicas tradicionais de ilustração, como: aquarela, nanquim, lápis de cor, lápis pastel seco, grafite e marcador. A arte é produzida com materiais nobres, digitalizada e tratada (com correção das cores e remoção do fundo, caso necessário). O cliente recebe o arquivo em alta resolução, diretamente em seu e-mail. Também é possível encomendar uma ilustração "física", que será encaminhada pelos Correios (+ frete).

Qual é o meu estilo de ilustração?

Meu estilo é figurativo, inclinado para a fantasia. Se você encomendar um retrato, por exemplo, eu vou capturar as feições da pessoa, porém, não ficará hiperrealista.

O que você pode encomendar?

  • Ilustração em arquivo digital;
  • Ilustração original tamanho A5 e A4;
  • Ilustração para tatuagem;
  • Cabeçalho de blog;
  • Ícones de redes sociais ou categorias para blog;
  • Imagem de rodapé para blog;
  • Botão “subir” para blog;
  • Capa para rede social;
  • Avatar para rede social;
  • Assinatura de e-mail;
  • Banner para loja virtual;
  • Ilustração editorial para capa de livro;
  • Ilustração editorial para miolo de livro;
  • Marcador de página;
  • Criação de personagem;
  • Criação de produtos, logotipos e estamparia.

Onde você pode ver exemplos do meu trabalho?

Você pode consultar a seção Portfólio, que contém uma seleção de postagens com ilustrações e seus processos de criação, e também conferir meu perfil no Behance.

Como é minha sistemática de trabalho?

  • Cada ilustração é feita exclusivamente para o projeto solicitado, acordado previamente com o cliente;
  • Não reproduzo obras de terceiros e não altero meu estilo de traço e/ou imito a maneira como outros profissionais ilustram;
  • Não trabalho com tipografia e webdesign;
  • O atendimento é realizado somente por e-mail, com tempo de resposta de até 24h entre uma mensagem e outra, somente em dias úteis;
  • Não atendo projetos por mensagens nas redes sociais, comentários do blog, celular, dentre outros. Não adiciono clientes em perfis pessoais;
  • O uso das imagens, autoria, divulgação, prazos e alterações de projeto, bem como direitos e deveres das partes, fica registrado no Termo de Prestação de Serviço.

Quais os preços, prazos e formas de pagamento?

Os preços são discutidos exclusivamente por e-mail com cada cliente, pois dependem da complexidade do projeto. Já os prazos de entrega padrão seguem esta ordem:
  • Rascunho: 5 dias úteis após aprovação do pagamento;
  • Esboço final: 5 dias úteis após aprovação do rascunho;
  • lustração: 5 dias úteis após aprovação do esboço final.

O pagamento pode ser efetuado através de depósito bancário (50% na entrada + 50% quando a ilustração ficar pronta), PayPal e PagSeguro (em até 12x, com acréscimos de 5% a 10%).

Gostou? Quer encomendar? Então mande um e-mail para lidiane@lidydutra.com falando um pouco sobre suas ideias, para que eu possa passar o orçamento. E se você tiver um projeto especial, como um livro ou site completo, posso oferecer um desconto total.

E para quem quer uma ilustração minha mas não pode encomendar, pode aproveitar as ofertas e promoções no meu Studio no Colab55:

Studio na Colab55
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Dicas

Um ano violeta vem aí 💜


Desde 2013, quando comecei a acompanhar os anúncios da cor do ano pela Pantone, minha reação sempre oscilou entre a indiferença (marsala) e o completo desprezo (greenery) pois, na minha concepção, a marca "autoridade mundial em cores" parecia completamente desconectada da realidade e muito mais preocupada em lançar tendência entre blogueiras de maquiagem do que tentar contar uma história.

2017 foi um ano difícil para o mundo. Excluindo-se as conquistas individuais de cada ser humano, foi sofrível acompanhar o noticiário, o ambiente retrógrado e sem muita esperança que se proliferou ao longo dos meses. E parece que, finalmente, a Pantone sacou que poderia passar uma mensagem positiva através da cor do ano, ao escolher Ultra Violet como a representante de 2018. 

O violeta sempre foi cercado por mistério. Uma cor que representa a espiritualidade e a magia. O cosmos e sua imensidão. Aqui tem uma matéria contando todos os detalhes que a Pantone utilizou como referência para esta escolha.

E quem me acompanha sabe também que violeta é o espectro cromático que mais amo (roxo, lilás e afins), e até mesmo o blog já teve layout bem puxado para esse tom. Que é a fada lilás da criatividade que aciono quando preciso de ajuda. Por isso, foi uma imensa alegria ver que teremos um ano violeta pela frente. Mais ainda por saber que o mundo está vibrando na mesma energia de renovação, espiritualidade e conexão com o eu interior e com o todo.

No livro Da cor à cor inexistente, Israel Pedrosa fala um pouco mais sobre o violeta, e gostaria de transcrever este trecho aqui no blog:

É o violeta a cor da temperança. Reúne as qualidades das cores que lhe dão origem (vermelho e azul), simbolizando a lucidez, a ação refletida, o equilíbrio entre a terra e o céu, os sentidos e o espírito, a paixão e a inteligência, o amor e a sabedoria.

Desde os tempos mais remotos o violeta impressionou os homens. Não sendo fácil reproduzir essa coloração por nenhum dos meios que lhes estavam ao alcance, a ametista passou a simbolizar a própria cor. Os faraós do antigo Império já se enfeitavam com ela, e a Bíblia relata que os trajes dos sumos sacerdotes eram guarnecidos com essa variedade de quartzo. Na Grécia, acreditava-se que a ametista pudesse neutralizar os efeitos da bebida - por isso o vinho era tomado em taças talhadas nesse mineral e usavam-se os mais variados adornos dessa pedra para evitar a embriaguez. A raiz grega da qual se originou a palavra ametista significa sóbrio.

No horóscopo, é a pedra do mês de fevereiro. No tarô, os segredos da cartomancia designando a temperança representam um anjo com dois vasos, um vermelho e outro azul, entre os quais se troca um fluido incolor, a água vital. O violeta, invisível sob essa representação, é o resultado da troca perpétua entre o vermelho das potências da terra e o azul-celeste. O violeta foi considerado como símbolo da alquimia. Sua essência indica uma transfusão espiritual, a influência de uma pessoa sobre outra pela sugestão, a persuasão, o domínio hipnótico e mágico.

Israel Pedrosa, Da cor à cor inexistente, páginas 127-8.

💜 💜 💜

Desejo um ano violeta para o planeta, em seu aspecto mais profundo: espiritual, equilibrado, justo, mágico e sábio. Que possamos tomar atitudes pensando no bem alheio e em colher frutos a longo prazo, sem imediatismo. Que tenhamos consciência de nossos atos e possamos discernir, ao olhar uma pedra, se queremos que ela seja aquela que obstrui o caminho ou que seja aquela que constrói e fundamenta o futuro.

Abraços e até 2018,
Lidiane
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Dicas Livros

Mostre seu trabalho!


Há mais ou menos uns dois anos atrás o livro Roube como um Artista foi a sensação dos círculos criativos. Muita gente da área indicou a obra de Austin Kleon por seu caráter inovador, divertido e leve, mas confesso que peguei certo ranço por esse título clickbait e achei que muita gente interpretou o pensamento de Picasso (bons artistas copiam, grandes artistas roubam) de maneira extremamente equivocada. Nunca se viu tanto plágio como agora, daí meu desconforto mais em relação a essa interpretação errônea, do que ao livro em si.

Mas resolvi dar outra chance para o autor assim que Mostre seu Trabalho foi lançado no Brasil. E a impressão que tive, ao ler este livro, foi que o próprio Austin estava se dando uma segunda chance para ser melhor compreendido. Achei que encontraria mais um guia cheio de receitinhas prontas sobre divulgação em tempos de internet, mas a obra é uma verdadeira aula sobre ética no trabalho criativo, e deveria ser lido por todas as pessoas do planeta - sério. A seguir, minhas impressões a respeito da leitura:

Os blogs não morreram

Várias coisas que o autor coloca já passavam pela minha cabeça nos últimos tempos. Foi como se eu encontrasse uma voz amiga que dissesse: tudo bem, estamos juntos nessa. Primeiramente, ele já explica que a obra é destinada a quem não gosta de se autopromover na internet e lança a indagação: imagine se seu chefe não precisar ler seu currículo porque já lê seu blog? Nunca deixei de acreditar no poder que o blog ou site pessoal tem para promover um artista, pois as redes sociais mudam a todo momento, enquanto o blog funciona como um registro dos processos criação. E é a partir desse ponto que Austin começa sua reflexão. 

A nossa sociedade acredita, ainda hoje, no mito do artista solitário (e mentalmente perturbado, como já escrevi numa edição da newsletter), que espreme o cérebro ao máximo em seu ateliê e entrega algo genial ao mundo, meses mais tarde. Mas para o autor Brian Eno, faz mais sentido a ideia de cena, de ecossistema de talentos, onde é possível apoiar, trocar, exibir trabalhos, copiar, roubar ideias e contribuir. Nesse sentido, a internet é um terreno fértil, pois a cena garante que não só os "gênios", como pessoas em todos os níveis, possam colaborar.

A importância dos processos

"Assim como em qualquer trabalho, existe uma distinção 
entre o processo de pintar e o produto final do processo."

Lá na minha adolescência (e na de muita gente), era comum que todos os trabalhos ficassem guardados naqueles fichários pretos que, aos poucos, deformavam com o acúmulo de volume. Eram rascunhos, retratos, fanarts, tudo compartilhado em reuniões presenciais (amanhã, no recreio, vou trazer minha pasta!), nas quais os artistas podiam trocar artes entre si e ver de perto o que o colega produzia. No período pré-digital, era totalmente aceitável que esse mundo maravilhoso ficasse restrito às pastas ou, no caso dos artistas famosos, a canais especializados, como revistas e galerias. Porém, hoje, todo mundo pode documentar facilmente o seu processo criativo e disponibilizar isso ao público.

Nesse ponto, Austin Kleon faz uma observação muito pertinente: embora seja muito fácil compartilhar nossos processos - e até mesmo mais interessante para um empregador observar esse relatório diário do que um portfólio - nem tudo é passível de divulgação. Dividir é diferente de sobrecarregar! O primeiro diz respeito a colocar algo útil no mundo, já o segundo não acrescenta nada ao seu trabalho ou aos outros. Faça o teste do e daí? antes de compartilhar qualquer coisa, questione a pertinência e relevância do que vai colocar no seu feed.

Dentro desse aspecto, o autor novamente bate na tecla da importância de ter um espaço só seu, com domínio próprio, e que seja alimentado com certa frequência. Não abandone seu blog pela mais nova rede social.

"Não pense no seu blog como uma máquina de autopromoção, mas como uma máquina de se autoinventar. Online, você pode ser a pessoa que realmente deseja ser. Preencha o site com seu trabalho, suas ideias e as coisas que lhe interessam."

Divulgar é diferente de spammar

Como disse anteriormente, minha grande birra com Roube como um Artista não era o livro em si, mas o tanto de pessoas que levaram o título ao pé da letra e começaram a plagiar enlouquecidamente em busca de likes. E parece que o autor percebeu a tragédia e correu atrás do prejuízo. A questão ética está presente em todo Mostre seu Trabalho, de maneira muito sutil. Desde creditar sempre suas fontes, incluir os links para o trabalho original, caso você for divulgar outro artista no seu blog, até mesmo em não compartilhar caso você não encontre a autoria do que deseja mostrar.

Acredite, você está falando para alguém, embora ache que só as paredes são capazes de ouvir. Por isso, dê mais importância para a qualidade do que a quantidade de seguidores e tenha algo a ensinar para eles. Não seja spam humano, pois uma das piores coisas da internet é, comprovadamente, o segue de volta. Afaste-se de pessoas tóxicas, que não estão dispostas a ver você e seu trabalho crescerem, e conecte-se com quem admira. Não alimente os trolls.

Numa das melhores passagens do livro, Austin fala que quando você coloca seu trabalho no mundo virtual, precisa estar preparado para o bom, o mau e o feio, e que ter seu trabalho odiado por certas pessoas é uma honra ♥. Essa frase virou meu mantra pessoal e me fez desencanar de muita coisa ruim, recomendo entoá-la 3 vezes ao dia.

Sobre ganhar dinheiro efetivamente a partir da divulgação do trabalho na internet, é preciso superar a ideia do artista faminto, e que vender vai corromper a sua criatividade. Muita gente ainda acredita que desenhar é um dom ou um hobby e se recusa a pagar para o artista desenvolver uma arte exclusiva. Ou então pensam que "se está na rede não tem dono" e copiam imagens com copyright até mesmo para fins comerciais.

Não tenha medo de cobrar pelo seu trabalho e coloque o preço que acha justo. Mantenha um mailing para ter um canal direto com seus leitores e clientes, assim é possível avisar sobre seus projetos e novidades. Crie horários de atendimento para responder e-mails e tirar dúvidas, não fique 100% disponível online, pois isso prejudica seu trabalho. E lembre-se de descansar um pouco para recuperar as energias.

Já no finalzinho do livro, o autor faz uma das colocações que mais me impactou (dentre tantas): a de que nunca começamos do zero e que, se for necessário, jogue fora todo material antigo. Isso tem tudo a ver com as práticas que tenho adotado desde o ano passado aqui no blog e também na minha vida offline. E tem sido bom porque praticamente não tenho mais bloqueio criativo (até passei a me questionar se esse conceito realmente existe ou se é uma imposição social para que sejamos produtivos sempre), e consegui entrar num fluxo de estudo, trabalho e lazer em arte que só sigo, sem me cobrar por as coisas não saírem do meu jeito. É o famoso exercício de desapego. E dá certo!

Considerações finais

Existem outros tantos tópicos abordados pelo Austin Kleon que ficaram de fora dessa pseudo-resenha. Pontuei o que chamou mais minha atenção, mas certamente é um livro cheio de camadas, e cada releitura será uma nova descoberta. O ranço foi substituído por admiração e recomendo, de coração aberto, que todas as pessoas que usam a internet para promover seu trabalho criativo, ensinar ou aprender sobre arte, leiam e absorvam os ensinamentos, principalmente no que tange ao respeito com nosso trabalho e com o alheio.

Em tempos de cópia e mau roubo, como o próprio autor coloca, desejo que Mostre seu Trabalho faça tanto sucesso quanto o primeiro livro, e que sirva para esse pessoal do bonde do plágio por a mão na consciência e repensar as próprias práticas.

Para mim, o ponto crucial foi o respeito pelo ato de blogar e a reverência com que o Austin fala sobre esses espaços que tanto podem acrescentar em nossas vidas. Não canso de dizer que este blog nasceu para me ajudar no mestrado e mudou completamente minha relação com o desenho, a profissão e o mundo. Através dele, fiz amizades e consegui projetos que jamais teria oportunidade se não tivesse apertado aquele botão laranja do Blogger lá em março de 2010. Se o seu blog está abandonado, saiba que o futuro continua nele, vale a pena tirar as teias de aranha e... mostrar seu trabalho!

Nota: ✩✩✩✩✩

Minha edição é em ebook, mas certamente comprarei um exemplar físico! Se você também leu o livro, deixe suas impressões nos comentários e vamos conversar a respeito.
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