Estojo Mars Lumograph da Staedtler
Oi gente!
Já tinha ouvido falar muito bem dos lápis artísticos da Staedtler, mas nunca havia os experimentado. Só ficava cobiçando um lápis azulzinho para chamar de meu (como nesse vídeo da Amanda Mocci, vejam o tamanho que fica o lápis ao final do trabalho). Mês passado consegui um bom preço numa latinha com seis Mars Lumograph e resolvi comprar para ver se realmente são tudo isso de bom que falam.
Primeiramente, adoro latinhas. Além de bonitas, são práticas para transportar, deixam os lápis arrumados, sem perigo de quebra e dá para reabastecer assim que o conteúdo acaba, e essa ainda tem dobradiças. Gostei também da graduação dos lápis: HB, 2B, 4B, 6B, 7B, 8B. É uma gama muito boa e permite vários tipos de trabalhos. Pegando o vídeo da Amanda Mocci como exemplo, vejam que ela faz as linhas iniciais com um lápis fininho e depois, com outro mais resistente, porém macio, dá início aos detalhes de olhos e cabelo para, enfim, fazer o preenchimento com provavelmente um 6B ou 7B.
A mina é muito macia, mesmo no HB, notei que ele não risca o papel de maneira grosseira, há uma certa leveza no traço, diferente dos da Koh-I-Noor e da Derwent que, até então, eram os mais macios que eu havia experimentado. A intensidade da cor também se destaca, são muito escuros, dá para conseguir aquele efeito pretão do grafite sem muito esforço. Adorei, adorei!
Aqui, meu último trabalho em detalhes, para exemplificar o que estou falando. Dessa vez, comecei as linhas com o 2B (fiquei receosa em usar o HB) e já notei uma grande diferença. Todo o restante foi feito com o 4B, olhem só no detalhe da trança que o papel não deformou. Os olhos também ficaram com um acabamento muito bom e a mina super preta ajudou na hora de esfumar. O frizz do cabelo foi feito com o 2B e um pouco de preenchimento com 6B, mas não achei necessário usar acima disso, pois os lápis ajudaram bastante no acabamento final da ilustra.
Valeu o investimento na latinha, agora vou procurar os lápis avulsos, principalmente o 4B, pois já vi que será o mais utilizado de todos. Também quero adquirir um apontador e uma borracha da linha artística da Staedtler (porque da escolar, sem condições).
Abraços,
Lidiane :-)
Freckles
Olá pessoal!
Estou muito feliz em poder postar uma ilustra inédita essa semana. Quando fiz Retórica, estava numa maré baixa de produção, que é normal acontecer, mas eu nunca gosto de passar por isso. Demorei para finalizar, depois procurei ler, escrever, ver coisas pela internet, mas nada adiantava. Parecia que a crise criativa já havia se instalado e, nesse meio tempo, comprei uns lápis novos para ver se me animava. E não é que esse incentivo funcionou? Desencantei o Paperblanks e pus a mão na massa nessa simpática menina com o cabelo trançado e sardas no rosto.
A arte fluiu como há muito tempo não acontecia. Me senti viva trabalhando nos detalhes que mais gosto: cabelos e olhos. Tentei não me afobar, fiz tudo com calma, no tempo certo, ponderando, tomando decisões e estudando o espaço do papel, a interação entre o lápis e a textura da folha, perdida nos meus devaneios. Curti muito!!!
Junto com o retorno da criatividade, veio a vontade de voltar a dar aulas de desenho, principalmente para quem não tem contato com a linguagem, pois é uma surpresa atrás da outra. Já montei um "plano de aula mental" e estou estudando lugares, datas, quem sabe vem um curso de desenho por aí?
Semana que vem, vou falar um pouquinho mais sobre os lápis que utilizei e mostrar alguns detalhes dessa arte. Na primeira imagem do post e nas prints, tratei no Photoshop e deixei tudo num tom vermelho, pois acredito que sardas combinam com uma garota ruiva. Já a imagem acima é a que mais gosto, dentre todas que fiz durante o processo.
Abraços,
Lidiane :-)
Maria Sibylla Merian
Olá pessoal!
Já abriram o Google hoje? Se sim, devem ter notado o lindo doodle feito de insetos e plantas. Trata-se de uma homenagem a uma mulher pioneira em todos os sentidos: Maria Sibylla Merian.
Maria Sibylla Merian (1647-1717) foi uma naturalista e ilustradora científica alemã. Seus estudos detalhados sobre insetos foram importantes para o desenvolvimento da entomologia. Com influências artísticas na família (pai e padrasto), publicou em 1675 sua primeira obra, com ilustrações de flores. Em 1678, publica novo trabalho, no qual detalha o ciclo de metamorfose das borboletas.
Aos 52 anos de idade, após separar-se do marido, parte para uma viagem ao Suriname, então colônia holandesa. Além de retratar ricamente a fauna e flora locais, fez uma dura crítica ao tratamento dado a nativos e escravos. De volta à Europa, começa seu mais importante livro, Metamorfose dos Insetos do Suriname, publicado em 1705. Maria Sibylla morreu em 1717, vítima de um derrame.
Seu trabalho permaneceu desconhecido por um longo tempo, tanto pelos tabus relacionados à mulher, quanto pela ousadia de suas pesquisas. Eu descobri as ilustrações de Maria Sibylla na graduação e me encantei pela riqueza de detalhes e, principalmente, pelo teor artístico contido nelas. Não são simples desenhos de plantas e insetos: são composições, preocupadas com a disposição dos elementos, as cores, o preenchimento do espaço no papel. É uma aula de ilustração e tanto!
Seu trabalho permaneceu desconhecido por um longo tempo, tanto pelos tabus relacionados à mulher, quanto pela ousadia de suas pesquisas. Eu descobri as ilustrações de Maria Sibylla na graduação e me encantei pela riqueza de detalhes e, principalmente, pelo teor artístico contido nelas. Não são simples desenhos de plantas e insetos: são composições, preocupadas com a disposição dos elementos, as cores, o preenchimento do espaço no papel. É uma aula de ilustração e tanto!
Fonte: Rainha Vermelha
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