Fauno
Fauno é uma ilustração na qual comecei a trabalhar sem um modelo pré-definido. Como em alguns dos últimos trabalhos, a ideia de fazer um ser mágico da floresta surgiu naturalmente, primeiro pensei nos chifres e depois decidi como seriam os demais elementos. Acho que foi minha leitura d'A Senhora da Magia que contribuiu para que eu embarcasse para uma terra encantada e deixasse esse bichinho vir à tona.
Somente quando eu já estava com o cabelo pronto, fui parar para pensar em todas as referências de fauno que eu tinha e me surpreendi, por lembrar somente do personagem do filme O Labirinto do Fauno e das Crônicas de Nárnia. Talvez por isso minha figura careça de elementos mais sólidos. Mesmo assim, gostei da delicadeza do rosto, do focinho e da expressão facial como um todo. Os cabelos curtinhos com a franja também foram um recurso para ressaltar os chifres e fugir do meu padrão cabelão. Para completar, sardas e orelhas pontudas.
Para esta ilustração utilizei as canetas nanquim de sempre, Posca dourada, marcadores Magic Color e um conjunto de lápis bem diferente que comprei recentemente, da Royal & Langnickel. Nunca havia testado nada da marca, mas me arrisquei numa latinha para aquarela com lápis HB, 2B, 4B, dois lápis grafite aquareláveis, pincel e limpa-tipo. Gostei bastante da precisão dos lápis sobre o papel Layout 180g da Canson.
Tenho dado preferência por mostrar detalhes, ao invés do passo-a-passo da ilustra, por dois motivos: o primeiro, é que posto quase tudo no Instagram e ainda faço um apanhado geral toda semana no blog. Segundo, porque acabo me dispersando a cada clique, procurando uma luz adequada, além de ter que tratar todas as imagens, posteriormente. Mas nada impede que volte a fazer isso, um dia.
Abraços,
Lidiane :-)
Como andam as metas para 2014?
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| Um pequeno projetinho. |
Infinite
Pense numa pessoa feliz por ter feito uma boa ilustração, digitalizado e tratado a imagem, feito upload na loxinha e que, depois disso tudo, PERDEU todos os arquivos em alta resolução. Sim, esta pessoa sou eu. Consegui este feito incrível, com a ajuda do meu computador maluquinho, que remove arquivos sem minha permissão. Mas, são coisas que acontecem e nada impede de eu digitalizar o original novamente, um dia.
A ilustração de hoje veio naquela maré que, seguidamente, tem batido nas minhas praias: a inspiração instantânea. Rabisco feito, já fui colocando as ideias no papel sem muita dificuldade.
Infinite é uma ilustração que fala sobre o onírico. Os cabelos representam o céu noturno coberto por estrelas, numa alusão às múltiplas possibilidades de realização dos nossos sonhos. Os detalhes em azul ecoam nas palavras de Pedrosa (2010): "a mais profunda das cores, o olhar o penetra, sem encontrar obstáculo e se perde no infinito. É a própria cor do infinito e dos mistérios da alma". (Da cor à cor inexistente, p. 126) Vamos aos detalhes?
Pela primeira vez, utilizei o bloco de papel kraft da Canson, linha XL 90g, apesar de fininho, segurou bem a tinta acrílica sem enrugar muito. Para os detalhes do cabelo/céu, usei caneta gel prata e caneta Posca dourada (estou amando). O restante foi feito com caneta nanquim, lápis grafite e lápis de cor aquarelável. Prevejo muito amor daqui por diante com esse bloco fantástico (reparem nos detalhes da textura). Ah, também foi a primeira vez que usei o scanner novo, muito amor por essa imagem 1000 vezes melhor.
Para ler: Da cor à cor inexistente, de Israel Pedrosa
Para ouvir: We are all conected, Symphony of Science
Abraços e bons sonhos (dormindo ou acordado),
Lidiane :-)
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