Lidiane Dutra
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Reflexões

Quando o lúdico é um problema

Bey rainha, o resto nadinha. Imagem via.
Se você não estava procurando água em Marte, deve saber que Beyoncé lançou Lemonade, um trabalho extremamente maduro, influenciado pela cultura negra e pela jornada da própria cantora. Até aí, tudo bem. Acontece que, rolando meu feed do Twitter, encontrei uma crítica ao álbum que, dentre outras coisas, ressaltava o caráter lúdico da narrativa. Putz.

Já não é de hoje que percebo um fenômeno se abater sobre arte feita por mulheres. Por mais forte, referenciado e bem executado que seja, muitas vezes o trabalho produzido pelas minas é taxado apenas como lúdico. E isso se repete nas artes visuais, música, dança, literatura, dentre outros. Já vi até pesquisa acadêmica receber este "elogio".

Lúdico, para quem não sabe, se refere ao ato de brincar.  Uma atividade lúdica é aquela que envolve brincadeiras, jogos; algo capaz de facilitar a aprendizagem (dentro do discurso educacional) e de entreter, divertir.

Certa vez recebi uma mensagem, através do Facebook, de um ilustrador que conheceu meu trabalho a partir das lojas virtuais. No meio da conversa, o camarada me solta um: achei que seu trabalho é mais lúdico (que o dele). Numa outra ocasião, um cara também teceu comentário semelhante a respeito de um pequeno estudo, dizendo que admirava muito essa coisa lúdica.

É bem complicado encarar um feedback tão enviesado, afinal, meus trabalhos são reflexo das minhas próprias experiências, um espelho da mulher que sou, que fui e que desejo ser. Sem brincadeira. Explorar elementos fantásticos e referentes ao sagrado feminino não significa querer colocá-los de forma lúdica, existem n interpretações.


Diante disso, eu paro e penso: as pessoas realmente sabem do que estão falando ou apenas querem desqualificar o meu trabalho, dizendo que ele não é sério ou importante o suficiente para se igualar ao delas? Achei que era um problema isolado, até ver que acontecia com várias mulheres. 

Se até o álbum mais politicamente engajado da Beyoncé recebeu a alcunha de lúdico, temos um problema. Quando insistimos na ideia de que a arte produzida por mulheres é apenas uma brincadeira, um simples divertimento entre uma coisa mais importante e outra, não estamos levando essas produções a sério. Dizemos, nas entrelinhas, que os frutos daquela pesquisa não são suficientemente bons para estarem entre a arte de verdade. E o que é arte de verdade?


Claro que muitas artistas optam conscientemente por utilizar o lúdico em suas obras, principalmente as que têm o público infantil como foco. A grande questão é o nivelamento das produções, mesmo sem conhecer a trajetória da mulher. Isso reforça estereótipos muito problemáticos como, por exemplo, que a arte é só um hobby, que existem trabalhos "de mulherzinha" (um exemplo literário que cabe aqui é o chick lit).

Eu nem ia escrever esse post, porque: 1. não era uma pauta com a qual gostaria de lidar tão cedo; 2. da última vez que escrevi um texto reflexivo aqui, teve anônimo magoadíssimo, chorando nos comentários. Mas achei necessário trazer a questão à tona e gostaria que outras minas se juntassem ao debate, para que a gente possa trocar experiências.

Vocês já passaram por situações parecidas? Como reagiram?
Contem aí nos comentários e vamos fazer as ideais circularem.
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Portfólio Projetos

#ilustraday abril: unicórnio


O ilustra day é um projeto criado pela Camila Rech no qual, todo mês, os participantes escolhem, através de votação, a temática a ser ilustrada. O tema de abril é unicórnio e eu resolvi sair da minha zona de conforto, que é representar mulheres, e ilustrar um homem. 

Meu unicórnio não é um cavalo, mas um rapaz com um lindo chifre lilás e coroa de flores. Lembra bastante a figura do próprio fauno (ou sátiro, se preferir) que eu tanto gosto de usar com as minhas meninas. Algumas imagens do processo - e já aviso que não tenho fotografado tantas etapas para não me desconcentrar:


Gostei bastante do resultado do rosto e cabelos, porque consegui atingir o mesmo ar despojado do ilustraday passado. Pensei que tão cedo não tornaria a me sentir satisfeita com um trabalho, talvez todos os estudos que tenho realizado estão dando resultado.

Materiais utilizados

- papel Canson Montval 300g;
- aquarelas da Sennelier e da Cotman;
- lápis Staedtler Mars Lumograph 4B;
- pincel pelo sintético número 4.


Quem quiser participar, ainda dá tempo! O tema fica ao ar até o dia 14 de maio e você pode mandar sua ilustração através da página do ilustra day no Facebook (via inbox).

E de hoje até o dia 1/5 a minha loja no Colab55 está em promoção: na compra casada de duas canecas ou dois pôsters o frete é grátis para todo o Brasil! 
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Materiais

Resenha: fita crepe azul


Muitas pessoas têm dificuldades em utilizar a fita crepe comum para fixar seus trabalhos na hora da pintura. Algumas técnicas ajudam a tirar um pouco de cola, impedindo que o papel rasgue ao puxar. Passar a fita numa superfície áspera, várias vezes, é uma alternativa. 

Porém, o que pouca gente sabe, é que existe um tipo de fita crepe específico para trabalhos artísticos, manuais e reformas: é a maravilhosa fita azul! Quem acompanha canais artísticos gringos e programas de makeover do TLC sabe do que estou falando.

A fita crepe azul é especial para pintura e não deixa a tinta ou excesso de água vazar para a área protegida.
A fita crepe azul, de acordo com esta fabricante é especial, cujo tempo de aplicação pode prolongar-se por até 14 dias sem deixar colas ou resíduos. Aplicável em alumínio, madeira, tinta, látex, plásticos, vidros e outras superfícies. Mais resistente ao rasgamento, solventes, sol, chuva. Pode ser aplicada em ambientes internos e externos.

Na prática, a azulzinha além de ser fácil de colar e descolar, não rasga o papel. Caso ele seja muito sensível, as marcas deixadas são bem menos evidentes. Ela também não vaza água e tinta para a borda que está colada. Eu, por exemplo, gosto de deixar essa margem como uma espécie de moldura e, quando a tinta passa, preciso cortar ou maquiar com caneta branca. É bem chato.

O papel da imagem é para aquarela, 185g e, geralmente, rasga. Repare que, apesar de retirar um pouco de fibra, a fita azul não danifica a folha, e também não deixa resquício de vazamento.
Estado do papel após retirada total da fita azul.
O preço médio desse produto é de R$ 13, e pode ser encontrada em ferragens e lojas de material artístico e de construção. Apesar de ser muito mais cara que uma fita crepe comum, recomendo o seu uso por não machucar tanto o papel, principalmente o de aquarela, e também por ser larga o suficiente para cortar ao meio e economizar na aplicação. Dependendo do caso, você também pode reutilizá-la várias vezes, basta deixar colada na prancheta ou em qualquer superfície lisa.

*Este post não foi patrocinado por loja ou empresa.
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