Tumblr Girl 💚
Depois de alguns dias parada, voltei a produzir, e aproveitei para testar o papel Nostalgie, da Hahnemühle, que tem uma textura satinada e alta alvura, ideal para trabalhar com técnicas secas. Já tinha testado com o grafite (vou colocar a foto mais abaixo), mas quis usar também lápis de cor, para ver como se comportava, e achei o resultado parecido com o Layout 180, da Canson.
A imagem de referência veio de uma revista gringa, a modelo estava usando uma blusa verde muito linda, que eu quis reproduzir. O trabalho com lápis de cor segue a mesma ordem que a aquarela: primeiro, marco os valores e sombras com roxo, para depois construir com os marrons, laranjas e rosados o tom de pele que desejo. Para os cabelos, ao invés do efeito "fio-a-fio" que costumo usar, preferi uma massa de cor com bastante textura marcada. O legal desse papel é que como ele é muito liso, todas as texturas produzidas são do material e da força que aplicamos, e não da superfície.
Aqui em cima, o resultado do estudo que fiz com grafite, no mesmo papel. Usei lápis 4B, se não me engano. O esfumado fica totalmente uniforme, sem marcas de ranhuras que papéis mais texturados costumam deixar (como o Canson 200g - veja aqui uma ilustração feita nesse papel). E o resultado da minha Tumblr Girl:
Materiais utilizados
- Papel Nostalgie 190g Hahnemühle;
- Lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
- Marcadores Copic;
- Canetinha com glitter da Giotto para os corações.
- Lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
- Marcadores Copic;
- Canetinha com glitter da Giotto para os corações.
Um Pinterest analógico para chamar de meu
Lá em 2010 ou 2011 lembro de ter visto numa postagem no extinto blog da Fernanda Guedes (que eu visitava todo dia, pois era uma fonte inesgotável de inspiração) uma coisa até então desconhecida pela minha pessoa: um lookbook. Basicamente, um pequeno caderno cheio de recortes de revista com imagens de modelos, vestidos, bijouterias... achei aquilo incrível e, como eu consumia muitas revistas na época, montei os meus, que tenho até hoje.
O tempo passou, criei uma conta no Pinterest (minha rede social mais bem sucedida, diga-se de passagem) e não vi mais necessidade em ter um suporte físico para as imagens que estavam facilmente à disposição na web, organizadas em pastas por categoria. Só que, em 2014, vi que novamente tinha acumulado certo número de revistas, por razões que a própria razão desconhece, e decidi recortar as imagens mais interessantes e organizá-las num caderno.
Corta para 2018, quando estou fazendo uma faxina nas caixas nas quais guardo meus sketchbooks, e encontro o tal lookbook de 2014! Com algumas páginas preenchidas e outras vazias, acredito que minha ideia era intercalar desenhos com as imagens. Porém, por algum motivo, deixei isso de lado e simplesmente esqueci da existência desse caderno.
Como a vida de uma acumuladora é f*da, adivinhe só o que aconteceu? Não comprei mais nenhuma revista mas, em compensação, IMPRIMI várias imagens do Pinterest para usar como referência em meus trabalhos, presas por um enorme clipes de metal, que já dava sinais de ferrugem. Decidi tomar uma decisão: ao invés de jogar tudo fora, colei as imagens impressas nas folhas em branco do caderno e montei um grande Pinterest analógico, que faz uma ponte entre 2014 e o tempo presente.
A partir disso, tomei a decisão de não comprar nem imprimir imagens e tentar usar tudo o que está neste caderno, pelo menos para rascunhar e ter um banco de ideias. Ando em falta com meus sketchbooks, meus estudos têm sido em folhas soltas, e vi nesse movimento todo a oportunidade de voltar a produzir em série, num caderno, observando minha evolução, e me distrair menos na internet com coisas aleatórias (mas é óbvio que vou continuar pinando muito). Deu um gostinho de nostalgia e também de fisicalidade que há muito precisava experimentar.
Se você está na mesma situação de acumulação de imagens, recomendo este exercício: pegue um caderno antiguinho, separe o que é mais interessante e solte a imaginação!
Conheça meu portfólio profissional
Brígida (Hibisco) 🌺
Ano passado comecei uma série de ilustrações chamada Botânicas que, até o momento, contava com três mocinhas que gosto muitíssimo, mas estava completamente sem tempo para dar continuidade ao projeto. Alguns meses atrás dei início ao rascunho da próxima Botânica, e desta vez queria que a planta homenageada fosse o hibisco. No meio do caminho, acabei comprando um oráculo novo, chamado O Oráculo da Deusa, e achei na carta da deusa Brígida, a carta da inspiração, um nome e um motivo bastante apropriados para batizar essa ilustra.
O início das ilustrações é sempre o mesmo, principalmente quando vou trabalhar com aquarela: rascunho, que depois é passado a limpo para o papel definitivo via mesa de luz; marcação dos valores com grafite - aqui usei lápis 4B sobre papel para aquarela satinado; em seguida, marco os valores novamente com payne's grey e só depois começo a construir a cor de fundo para a pele, cabelos e demais áreas que levarão uma maior quantidade de tinta. Depois de terminar essa etapa, parto para os detalhes:
A finalização fica por conta dos meus amados lápis Polycolor para retrato, até gostaria de testar outros, mas esses aqui cumprem tão bem sua função que não penso em gastar com materiais tão cedo. E para o rosto, principalmente os cílios enormes, escolho sempre cantas multiliner bem fininhas, para fazer o efeito fio a fio. O resultado:
Materiais utilizados
- papel para aquarela Moulin DuRoy satinado;
- lápis grafite Lyra 4B;
- aquarelas Van Gogh;
- pinceis Keramik linha 411;
- lápis de cor Polycolor Koh-I-Noor;
- Multiliner Copic e marcador Stabilo;
- Caneta gel branca e dourada para os detalhes.
Sempre finalizo com uma camada de spray fixador e trato a imagem digitalmente no Photoshop.
Deixe que eu me aproxime de vocêatravés da brumaatravés do fogoatravés das plantasatravés das fontes profundas e abundantescom ideiasvisõespalavrasmúsica que penetra os ouvidosdeixe que eu a comovaanimeestimuleaté que suas perspectivas mudeme sua mente/corpo/espírito explodae você seja deixada em péno rastro do que foi reveladoe a vida pareça muito doce
O poema acima foi extraído d'O Oráculo da Deusa. Feliz com o resultado dessa ilustra e por estar me adaptando cada vez melhor ao scanner. Feliz também por conseguir, de alguma forma, seguir ilustrando, mesmo com tanto trabalho pela frente.
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