Lidiane Dutra
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Aquarela Portfólio Processo criativo Técnica Mista

You hold the key

 


You only see what your eyes want to see
How can life be what you want it to be?
You're frozen
When your heart's not open

Eu comecei 2023 com a figura azul de Kali e sua fúria e, para 2024, resgatei um estudo antigo da minha pasta de projetos (ainda quero falar mais sobre essa pasta por aqui) para dar forma à uma figura híbrida, misto de várias referências, numa tentativa de juntar fragmentos e dar sentido a eles. A referência principal é a cantora Madonna no clipe da música Frozen, uma das que mais gosto dela. Peguei um frame do videoclipe e printei para poder desenhar.

E embora Madonna tenha sido a referência principal, essa ilustração também mescla um pouco o arcano regente do ano, A Justiça, e um pouco dois epítetos de Hekate: Kalliste (a justa) e Einalian (do mar). Esse mix de significados vêm num momento em que sempre desejo coisas boas para o meu trabalho artístico, e que eu possa vê-lo também como algo que me fortalece e que é bom e bonito. Depois de um ano inteiro jorrando fogo pelas ventas, tal qual Kali, quero paz e justiça. "Só".




Estou adorando todas as fotos da nova organização do ateliê, fico me perguntando por quê não virei a mesa para a janela antes, pois a sensação é muito gostosa na hora de criar. Embora eu tenha me programado para fazer todo o trabalho somente com aquarela, senti necessidade de usar também o lápis de cor, por isso, optei por técnica mista (uma camada de aquarela e o restante no lápis).


É uma figura que representa a concentração das energias que quero para esse ano: profundas, justas, corretas, pacificadoras, que atraiam o bom, a harmonia e o entendimento através do mergulho profundo em tudo o que já aconteceu, a fim de colher bons frutos ao longo do ano. Se do caos de Kali nasceu a compreensão das nossas sombras, que da sabedoria daquela que é Justa, possa emergir a maturidade para seguir adiante e escolher quais batalhas valem a pena nosso esforço. Que nada nos tire a paz de sermos nós mesmas. O resultado:


Os materiais utilizados foram os meus favoritos aqui deste post. A edição fiz no Photoshop.

Tem uma estrofe de Frozen que utilizei como título do post e que acho muito significativa: You hold the key (você tem a chave), como 2024 é ano de Bará, o senhor dos portões, chaves e caminhos (tal qual Hekate), não deixa de ser um lembrete de que tudo está na nossa mão, e o que é para ser nosso, será.


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Portfólio Processo criativo

Dicionário Mor n. 01

 



Depois de muitas ilustrações digitais, retornei ao meu amado lápis de cor para o último trabalho de 2023 e primeira postagem de 2024. Para este ano, quero utilizar minhas técnicas favoritas, que são o lápis de cor, a aquarela e agora também o digital, para expressar diferentes tempos e espaços da minha vida e arte. Quero tirar mais projetos guardados do papel, e seguir com meus estudos, dentro do possível que posso estabelecer na minha rotina docente.


No início do ano passado, fizemos uma faxina na escola, e um dos materiais que seriam descartados era um antigo dicionário, acredito que da década de 1970, daqueles volumes que também são ilustrados e com verbetes mais extensos do que um dicionário comum, desses pequenos que costumamos usar. Só que vi uma possibilidade de criação naquelas páginas e peguei algumas, inspirada por artistas que ilustram sobre livros antigos e partituras musicais. Demorou, mas consegui dar o pontapé inicial, e pretendo dar sequência até completar as páginas que peguei.





Para este trabalho, usei somente lápis de cor (Staedtler e Faber-Castell). Fiz a figura da moça segurando costelas-de-adão sobre a página com o verbete "selva". Quero tomar esse cuidado, de sempre ilustrar algo que está relacionado a algum verbete da página em questão.


Na foto acima, a nova visão da minha área de trabalho, aproveitei a limpeza de final de ano para virar completamente minha mesa de frente para a janela. Agora, posso olhar para o pôr do sol, sinto meus pensamentos voando para fora da casa e tomando forma em outros lugares.




Que 2024 seja cheio de bons momentos. Que eles sejam regra no dia-a-dia e não um pequeno respiro em meio à uma rotina que tratora os nossos sonhos. Que seja um ano de arte, dignidade e respeito ao sensível, ao que nos torna humanos. ✨
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Arte Digital Portfólio Projetos

Calendário do Advento: Krampus

 

Dia 01

A cada ano que passa, a tradição alemã do calendário do advento cresce mais em terras brasileiras. Basicamente, é um calendário para contagem regressiva até o Natal. Os mais tradicionais são 24 dias, e a cada dia é "revelado" um presente (pode ser uma mensagem, uma foto, um produto de beleza, um doce, etc.). Algumas pessoas fazem calendários de 12 dias, 10 dias... o que vale é esse fator surpresa de ir revelando algo até a noite de Natal.


Eu conheci essa tradição através dos calendários de beleza, que as blogueiras gringas gostam de mostrar. Ao longo do ano, fui acompanhando alguns vídeos sobre o assunto e, assim que acabei o Inktober, fiquei com vontade de fazer o meu próprio calendário do advento. Essa ideia surgiu pelo meu interesse em desenvolver um projeto de final de ano que gerasse engajamento nas redes sociais, através do compartilhamento diário de ilustrações, e também como uma forma de aprimorar minha técnica em desenho digital, criando uma rotina de trabalho que me permitiu explorar vários recursos do Infinite Painter, programa que estou usando para desenhar digitalmente. Estudar digital tem sido meu foco desde agosto, e após outubro senti que poderia melhorar ainda mais, para finalmente me sentir segura para abraçar trabalhos comissionados.


Sobre a escolha do tema, também foi algo que surgiu lá em outubro. No folclore de vários países, Krampus é um ser mitológico que acompanha São Nicolau durante as festividades de Yule/Natal. Ele pune as crianças que não se comportaram e as leva consigo em seu cesto. Como muitas outras figuras pagãs, Krampus tem sido revivido, ressignificado e abraçado por adeptos de religiões neo-pagãs, que celebram as datas que deram origem e/ou foram absorvidas às festividades cristãs. Abrindo este post, está a ilustração do 1° dia. Abaixo, seguem as ilustrações dos dias 2 a 9, na sequência:










Escolhi um calendário de nove dias pois era o que eu tinha condições de fazer, visto que era final de ano letivo e eu estava sobrecarregada de trabalho escolar. A princípio, eu começaria no dia 8/12 e postaria dia sim, dia não. Porém, achei melhor começar direto no dia 16/12, sem parar até a véspera de Natal. Foi uma pequena loucura, pois somente os três primeiros consegui fazer com, em média, dois dias de antecedência, os demais foram feitos e postados no mesmo dia.


Fiquei muito orgulhosa dos saltos que dei em relação ao desenho e ao domínio do programa. A luminosidade da primeira ilustra, o efeito da madeira na segunda, os contornos faciais a partir da terceira, o efeito de algodão na máscara de Mamãe Noel da quinta, a sétima, tão linda quanto demoníaca, os pelinhos do capuz da oitava e o cabelo etéreo da última foram conquistas não só no que diz respeito à descoberta de novos pincéis (até mesmo porque trabalho quase sempre com os mesmos), mas de uma segurança em ousar, em me permitir experimentar coisas novas, em ser confiante para explorar meu trabalho em outros níveis. Agora já sei que posso personalizar os pincéis que mais curto, e assim que montar minha paleta básica, vou compartilhar por aqui, assim como gosto de compartilhar meus materiais tradicionais favoritos. O layout final do meu calendário do advento ficou assim:




Referências trabalhadas

Busquei referências não só em imagens clássicas do Krampus, principalmente de cartões vintage, ou em cosplayers e artes específicas da figura. Claro que essas imagens me auxiliaram muito, principalmente na elaboração da paleta de cores, mas o que me motivou a trabalhar o tema foi a cultura pop, os tutoriais de maquiagem, os personagens como Ele, do desenho Meninas Super Poderosas, a moda e toda uma cultura a estética sombria que eu já vinha trazendo desde o Inktober, e que permeia demais meu trabalho.


Algumas pessoas me perguntam porque eu opto por esses temas "demoníacos" (tudo o que não entendemos ou não está em nosso sistema de crenças automaticamente vira demônio rsrsrsrs) ao invés de algo fofo, que vai deixar as pessoas felizes, e que as estimule a comprar meu trabalho, e a resposta pessoal que tenho elaborado para isso é que eu gosto de tudo que está à margem;  gosto de ir na contramão do que agrada, do que seria facilmente colocado na sala de estar ao lado do sofá e combinando com o tapete; gosto de estudar culturas diferentes; gosto de fazer com que o processo de encontro da minha espiritualidade faça parte da minha arte, mostrando que há beleza no caos, no que muitos consideram sujo, mórbido ou bestial. Há beleza em encarar nossos desafios - e nossos demônios - de frente; abraçá-los e entendê-los como parte de nós, e não varrê-los para debaixo do tapete.


GRUSS VOM KRAMPUS!

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Reflexões

Blogar é envelhecer?


Foto de Marissa Lewis na Unsplash


Esses dias vi o vídeo de uma psicóloga no TikTok, falando que as mulheres millennials na casa dos 35-40 anos estão desaparecendo das redes sociais. Elas já não postam mais selfies, ou suas comidas favoritas, os lugares que frequentam, sua rotina. Parece ser um impulso low profile, um cansaço das redes, mas um olhar mais atendo mostra outro dado: essas mulheres podem simplesmente não querer mostrar seu envelhecimento para a audiência. Para uma geração que cresceu acompanhando o surgimento de todas as redes sociais, admitir que está se tornando velha, principalmente em relação à gen z, é assustador. Então essas mulheres estão simplesmente sumindo, evitando que perguntas sobre a aparência ou "deslizes geracionais" (uso de gírias, gostos, moda...) sejam analisados pela opinião pública. 

Não existe nada de errado em postar uma selfie, um prato bonito ou um lugar legal, e se mulheres mais velhas ficam constrangidas em postar suas rotinas em suas próprias redes sociais, só reforça o fato de que a pressão estética e a mercantilização em cima dos corpos femininos está a todo vapor, disfarçada de autocuidado ou outro nome mais adequado ao mercado. Em contrapartida, as gerações mais novas também parecem estar abandonando determinadas redes sociais "formatadas" por algo mais livre e personalizável. E é aí que a roda do tempo gira novamente, com muitas adolescentes voltando para o Tumblr e para a estética dos blogs, espaços que você pode customizar, explorar a quantidade de imagens, textos e vídeos que convém e manter uma conversa mais intimista.

A realidade é que os blogs nunca acabaram. O fato de não serem usados mais como até um tempo atrás não quer dizer que o formato morreu ou se esgotou, apenas voltou a ser mais nichado, como no começo. Ainda acompanho muitos blogs, como o Momentum Saga, o Hello Lolla e o da Melina Souza. Aliás, ela postou um desabafo esses dias em seu blog, falando sobre como o ambiente das redes está cada vez mais hostil (e eu complemento falando que essa hostilidade não vem só das pessoas, mas de políticas e de algoritmos cada vez mais agressivos, que empurram todos para a vala comum dos criadores de conteúdo, sendo que muitas das pessoas só quer postar pra se sentir bem!).

Me pergunto se ainda blogar em 2023 é um sinal de envelhecimento, amadurecimento, nostalgia ou um grande e sonoro dane-se para tudo o que especialistas em marketing digital e tendências ditam, seguindo apenas o fluxo afetivo de estar num lugar fazendo algo que me deixa feliz, ou apenas em paz comigo mesma.

Não canso de dizer o quanto o blog é um espaço seguro (retomei a caixa de comentários após um tempo fechada), onde sistematizo o meu trabalho, meu processo criativo e posso compreender minha arte e minha profissão. Mesmo que eu não poste com frequência ou fale sobre todo o tipo de assunto como há 7 anos atrás, ainda é aqui que está minha essência: uma artista e professora que gosta de coisas místicas, como boa cria dos anos 80 e 90. 

Esperar que os blogs voltem a ter seu auge é um pouco demais, acredito que esse tipo de espaço ficará cada vez mais nichado, cada vez mais intimista e cada vez mais voltado à resistência para quem curte slow content e quer ir contra à agressividade que os algoritmos impõe à vida digital.

Blogs que leio e amo

  • Momentum Saga
  • Melina Souza
  • Mulher Vitrola
  • Hello Lolla
  • Valkirias
  • Delirium Nerd (colaborei lá por um tempo)
  • Aline Valek
  • Zine Marítimas
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Arte Digital Portfólio

A Noite de Hekate


Mais uma representação de Hekate, dessa vez alusiva ao dia 16 de novembro, no qual temos a celebração moderna da Noite de Hekate. Essa semana ainda teremos, no dia 30 de novembro, a celebração de Hekate das Encruzilhadas, também moderna. Eu sigo o calendário Hekatino disponibilizado pela Márcia C. Silva para me guiar nas datas. 


Para essa ilustração, usei algumas fotos minhas como referência, pois queria poses muito específicas. As posições dos rostos são bem peculiares, cada figura olha para uma direção e com uma intenção diferentes. Aproveitei, também, para testar alguns pincéis para cabelo confesso que não curti muito) e também me arriscar em outras texturas, como a da lua cheia, por exemplo.



Também aproveitei para brincar mais com a paleta de cores, optando pelo tom verde no cabelo, em contraste com o vinho do fundo. Eu sinto que estou transitando entre um estilo próprio de pintura e outro totalmente genérico e plastificado; em alguns momentos consigo transportar um pouco do meu traço no lápis para a tela, em outros ainda me sinto muito perdida. Mas esse é o movimento do estudo, e a busca eterna pelo equilíbrio entre percepção e técnica (spoiler: nunca alcançamos hehehe).


Para o próximo mês, estou planejando um calendário do advento bastante diferente: não terá nada a ver com bruxaria, mas também não com o lado fofinho do Natal. Será um calendário de 9 ilustrações bastante sombrio e bizarro. Se o Papai Noel presenteia as crianças que se comportaram ao longo do ano, o que acontece com aquelas que não se comportam? Quem vem visitá-las? Esse será o tema explorado!

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Arte Digital Portfólio

DTIYS e fanarts

 


Trago aqui dois exemplos de estudos que estão me ajudando muito a melhorar cada dia mais no digital - embora eu ainda tenha muito chão pela frente. O primeiro deles é um draw this in your style (DTIYS). Esses desafios de desenhe no seu estilo são maravilhosos para treinar, principalmente paletas e testar novos pincéis. Escolhi o da Hai Anh, que achei super fofo, e também estou seguindo um perfil diretório de desafios (Draw this challenge). Também aproveitei para testar novos brushes e descobri que gosto mais dos que imitam giz e lápis, além dos sprays de preenchimento.



As fanarts também são ótimas para treinar, pois as pessoas ou personagens já possuem uma construção visual sólida, então podemos focar em desenvolver nosso estilo e aprimorar paleta de cores e domínio da ferramenta. Essa Britney Spears vestida no clipe de Toxic veio de um rascunho que fiz em 2020 e deixei de molho, dia desses acabei o fotografando e comecei a trabalhar em cima dele. Aproveitei para aprimorar a organização das camadas e detalhes finos, como brilhos, subtons e degradês sutis.


O importante, tanto no digital quanto no tradicional é sempre desenhar com constância, mantendo um ritmo de produção que te possibilite crescer, e não somente fazer coisas aleatórias para postar nas redes sociais. Aliás, o postar nas redes deve ser a última preocupação... sempre!

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Arte Digital Portfólio Projetos

Lidytober 2023: 15 dias de desenho

 


Depois de 4 anos, me senti à vontade para fazer novamente um desafio ao estilo Inktober. Da última vez, em 2019, fiz 31 desenhos num caderninho, de maneira bem simples, utilizando marcadores coloridos, separando as cores por semanas (veja aqui todos os trabalhos). Para este ano, segui minha tradição pessoal de não acompanhar nenhuma lista, e ir fazendo os desenhos de maneira quase intuitiva. Só que desta vez eu queria MUITO treinar digital. Desde agosto estou estudando quase diariamente, mas senti que se não me desafiasse a desenhar mais, com mais foco, jamais conseguiria chegar aos resultados pretendidos. Foi assim que dei o start para o Lidytober 2023.



Optei por fazer desenhos dia sim, dia não, totalizando 15 trabalhos. Achei melhor, pois me deu mais tempo caso perdesse algum dia (e perdi vários), podendo recuperar com calma. Mesmo assim, a grande maioria dos desenhos foi feita no mesmo dia que postei, o que me deu um orgulho imenso. Esses dois primeiros trabalhos ficaram bem ruinzinhos, confesso. Mas precisamos começar, não é mesmo?




Já a partir do terceiro, senti um estalo criativo, algo como: opa, é por esse caminho aqui que quero seguir. Um das minhas maiores dificuldades foi encontrar brushes dentro do app que correspondessem às minhas necessidades. Sei que o Photoshop e o Procreate possuem pacotes de brushes incríveis, mas o Infinite Painter não digo nem que é mais limitado, pois existe uma grande variedade, só acho um pouco desorganizado. Acabo utilizando mais os pincéis nativos, principalmente o Proko Pencil.







Outro estalo criativo foi o uso de texturas nativas do programa como plano de fundo. As texturas dão uma cara de papel para o desenho e ficam muito bonitas, adicionam vida e tridimensionalidade ao trabalho. Outra coisa que procurei trabalhar foi a questão da luminosidade e valores. Nessa figura azul, procurei explorar subtons dentro da cartela até chegar num degradê interessante.



Esse trabalho foi um Draw this in your style, da Tania Soler. Adorei fazer, pois é o primeiro DTIYS que faço no digital. Esse também foi o desenho mais curtido de todo o desafio.




Depois de adicionar texturas, comecei também a dar atenção aos detalhes finos, principalmente aos fios de cabelo. Para a vampira acima, dediquei bastante tempo à joalheria, adicionando detalhes, sombras e volumes ao colar e aos brincos.




Cada desenho carrega um elemento de horror, em alusão ao mês de outubro. Queria que pelo menos algum detalhe, por menor que fosse, remetesse ao Halloween, como é o caso do brinco com dentes de vampiro, ou a máscara branca de O Fantasma da Ópera. Este é meu trabalho favorito do desafio, fiquei orgulhosa do resultado obtido no sombreamento e volumes da máscara.



Fechando o desafio, uma Catrina. Depois de 31 dias, com o saldo de 15 trabalhos concluídos, é a primeira vez que termino um Inktober com vontade de seguir desenhando. Geralmente, acabo o desafio grata pela quantidade de desenhos que consegui fazer, mas exausta. Dessa vez não, eu queria continuar... mesmo estando afastada do desenho tradicional há dois meses, o trabalho digital me fez recuperar uma vontade criativa que eu havia estranhamente perdido lá pela metade do ano. Agora, mal vejo a hora de pegar meu tablet e desenhar por algumas horas.


Por que vale a pena fazer um desafio de desenho?

  • Constância: ter uma frequência programada de desenhos para fazer, seja de 15, 20 ou 30 trabalhos, possibilita um ritmo de produção que nos faz adquirir constância no ato de desenhar.
  • Prática: a prática pode até não levar à perfeição, mas ajuda muito no estudo e compreensão de uma ferramenta, seja ela digital ou tradicional. Quanto mais praticamos, melhor ficamos.
  • Sair (ou permanecer) na zona de conforto: um desafio pode te levar a explorar coisas novas, ou a intensificar a prática de coisas que já curtimos, mas que deixamos de lado no dia-a-dia.
  • Bom pontapé para novos projetos: quer começar um projeto e não sabe por onde? Um desafio de desenho pode dar aquele empurrão que faltava, nos auxiliando a definir uma temática, materiais e técnicas para utilizar.

Para novembro e dezembro, estou preparando algumas coisas para seguir nessa pegada de desafio. Me senti motivada a ter um foco e trabalhar nisso o mês todo.

Me contem qual foi o desenho favorito de vocês. Se quiserem acompanhar em tempo real, é só me seguir no Instagram. Para vídeos aleatórios de gatos e memes, estou também no TikTok.
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Arte Digital Portfólio

Banho-maria


Até agora, tenho feito desenhos com uma textura bastante chapada, com uma massa de cor sem nada além do degradé que alguns pincéis proporcionam, mas estou começando a me aventurar por outros pincéis com texturas de lápis, grafite, giz, carvão, spray de tinta... e o primeiro trabalho que curti bastante foi essa bruxinha, uma releitura (de outra releitura) desse trabalho aqui.


E dessa vez o que mais gostei foi esse efeito do fogo, que além de transmitir a sensação da chama, também ficou com essa textura de lápis, como se eu realmente tivesse pego um lápis aquarelável e esfumado uma cor à outra.



Mais alguns detalhes, no final me arrependi de não ter feito isso em todo o desenho, teria ficado muito mais rico.



E aqui um outro estudo, essa Gaia/Mandrágora que fiz anteriormente à bruxa, para explorar algumas texturas. 


Esse mês estou fazendo novamente o Lidytober, meu desafio de desenho no mês de outubro, com estudos digitais postados dia sim, dia não. Serão 16 trabalhos até o dia 31, acompanhem pelo meu Instagram.

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