[Download] Desenhos para colorir! ♥
Quatro desenhos bonitinhos para imprimir e colorir conforme o gosto do freguês. São trabalhos que estiveram presentes na Oficina de Desenho Antiestresse e que os participantes amaram. Dá pra brincar bastante com as cores e fazer inúmeras combinações. O legal é sair do óbvio, ou seja, das cores que eu escolhi para as ilustras originais, e se permitir coisas novas.
É sempre um privilégio ver minha arte tomando forma nas mãos de outras pessoas, por isso disponibilizar esses desenhos vai ao encontro do que acredito: que a arte deve ser acessível ao maior número de pessoas possível. Mas chega de falar, vamos ao que interessa: segurem todo esse amor em forma de linhas:
Para baixar:
Para baixar:
Imagens ideais para impressão em A4 (e em qualquer papel que sua impressora permita). Favor não retirar os créditos e usar somente para fins pessoais. Proibido o uso comercial dos desenhos, inclusive para replicação em oficinas e atividades pagas. Todos os direitos reservados.
Quem postar fotos dos desenhos coloridos lá no Instagram ou no Facebook, me marque para que eu possa fazer uma galeria e mostrar seu talento e criatividade para todo mundo. Além do mais, ficarei super feliz em saber por onde andam as minhas artes.
E esses são só os primeiros, em breve, tem mais!
E esses são só os primeiros, em breve, tem mais!
Abraços,
Lidiane :-)
Another witch (resultado do retrato lilás)
Olá pessoal,
Aqui está o resultado do meu experimento com lilás na coloração da pele. Vocês puderam acompanhar o comecinho desse trabalho aqui e também através do meu Instagram e Snapchat (lidydutra). Demorei bastante nessa ilustração por ser um estudo, algo que eu realmente não sabia muito bem para onde estava indo. Então me permiti prolongar o tempo de execução.
Nenhum mistério quanto aos lápis que usei, indiquei os tons de lilás lá naquele primeiro post, e no restante da figura trabalhei em tons de salmão, marrom, amarelo e vermelho. Se for de interesse de vocês, posso fazer uma resenha sobre os lápis de cor da Polycolor, que são de longe os melhores lápis que eu tenho, indico de olhos fechados, de verdade!
Eu já estava desacostumada a trabalhar com lápis de cor, isso é um lembrete para que sempre dediquemos um pouco do nosso tempo a aperfeiçoar as técnicas que já dominamos. Senti a mão pesada no começo e vi que muito da demora no avanço não se tratava só de descompromisso, era dificuldade em manter o traço contínuo e não sair daquele jeito apressado.
Mas, cá entre nós, a textura do lápis de cor é inigualável, né? Como sou uma admiradora da técnica desde sempre, esses detalhes, volumes e granulados formados no papel são um charme irresistível.
Materiais utilizados:
- papel Canson 200g;
- lápis de cor Polycolor e Derwent (Colour Soft);
- marcadores Copic e Stabilo para detalhes da face;
- marcador Magic Color para o fundo e Poscas.
Minha avaliação sobre o uso de lilás: mais do que aprovado! No detalhe é possível perceber que a cor se une às outras de uma maneira muito elegante, proporcionando uma sombra não tão marcada como quando usamos preto ou marrom. É uma maneira de suavizar a figura, conferindo a ela um ar mais suntuoso. Para quem gosta de desenhar retratos, é uma excelente alternativa. Vou usar muito daqui para frente, e meu próximo estudo será em aquarela.
Quem aí já testou cores fora da sua zona de conforto? Quais dicas dão? Compartilhem nos comentários!
Abraços,
Lidiane ;-)
Perdendo o medo de fazer tudo "errado"
Acredito que existem três situações que atrapalham a produtividade de um artista: a primeira é o bloqueio criativo, que pode ser exemplificado pelo pavor da página ou da tela em branco; a apatia, (diferente do bloqueio) que consiste na falta de vontade em fazer algo, mesmo com mil ideias na cabeça; e, por último, o medo de fazer tudo errado. É sobre ele que gostaria de conversar um pouco, mais para frente posso fazer um post específico para os outros dois (recomendo esta leitura também).
Desde minha primeira experiência bem sucedida com o efeito galáxia, tenho parado para pensar no quanto o medo nos limita, pois focamos sempre no resultado, e não no processo, que é onde reside a aprendizagem. Temos medo de estragar o papel, de gastar material, de fazer sujeira, de não ficar do jeito como imaginamos, de que as pessoas não vão gostar, enfim, são muitos contras martelando na nossa cabeça.
Quando eu estava trabalhando em Arabesque, a situação foi um pouco diferente: mesmo achando que o resultado poderia não sair como eu imaginei, estava tão envolvida no processo, que o produto final tal qual eu havia pensado, não importava. E não é que ficou muito melhor? Quando se trata de um trabalho artístico em andamento, a primeira impressão não deve ser a que vai ficar, e aqui venho eu com a história da cebola novamente: são muitas, mas muitas camadas de estudo até chegar lá (e esse lá nem precisa ser o final do trabalho em si, mas o real desejo do artista com aquilo, não sei se me fiz entender, estou prolixa hoje...).
Mas como superar esse medo? Aqui vão sete dicas preciosas, com base na minha experiência pessoal:
1. Não economize: se você não quer experimentar algo novo por medo de jogar material fora, nunca vai conseguir se aprimorar numa técnica. Se o trabalho exige que se use muitas tintas, ou um papel maior, não pense pelo lado da perda, mas sim do ganho: a partir daquela experiência muitas outras podem dar certo;
2. Não use material caro no começo: esse é um aviso principalmente para iniciantes em aquarela. Não compre artigos com preços exorbitantes logo de cara, geralmente as marcas possuem linhas estudantis e universitárias com valores bem mais acessíveis e com uma qualidade tão boa quanto as profissionais. Depois que se sentir seguro, invista em materiais top;
3. Faça sujeira: arte sem sujeira não é arte. Se o seu grande medo é ter que varrer o chão, limpar a bancada ou tirar as manchas da roupa, você está na profissão errada;
4. Pesquise antes de começar: há dez anos atrás, quando eu entrei na faculdade, a probabilidade de encontrar um bom tutorial sobre qualquer coisa relacionada à arte era praticamente nula. Hoje, o YouTube está recheado de vídeos de artistas profissionais e amadores ensinando truques e macetes legais. Tenha em mente o que você quer estudar e procure um guia. Às vezes quebramos a cabeça com coisas simples, que poderiam ser facilmente entendidas através de uma imagem ou vídeo;
5. Confie na durabilidade do seu material: acreditem em mim, um tubo de 5ml de aquarela dura uma eternidade, pois rende muito. Lápis grafite também. E o lápis de cor preto não vai ser o primeiro a virar cotoco assim que você aprender a usar outras cores nos seus trabalhos. Se você ainda tem algum tipo de receio, pense que os produtos têm certa durabilidade, basta cuidar deles com carinho;
6. Seja autocrítico, mas nem tanto: não force os seus limites. Se não ficou bom, tente de novo, mas tire da mente qualquer ideia de perfeição que possa atrapalhar o seu desenvolvimento. Nós geralmente sabemos aonde nosso calo aperta, então precisamos trabalhar primeiramente para minimizar as dificuldades e, em seguida, evoluir naquilo que desejamos aprender;
7. Não use os outros como parâmetro: tá certo que é interessante pesquisar e estudar, mas não podemos enxergar o produto final do outro como o nosso parâmetro. Até mesmo porque, ao fazermos isso, estamos desconsiderando todo o processo criativo daquela pessoa e as decisões que ela tomou. É legal acompanhar, principalmente no Instagram, o passo a passo que alguns ilustradores colocam, assim dá para perceber a evolução do trabalho sem ficar com a falsa ilusão de que é fácil alcançar aquele nível em que o artista está. Nunca é fácil, mas também não é um bicho de sete cabeças, por isso precisamos partir do nosso saber e das nossas necessidades.
Desde minha primeira experiência bem sucedida com o efeito galáxia, tenho parado para pensar no quanto o medo nos limita, pois focamos sempre no resultado, e não no processo, que é onde reside a aprendizagem. Temos medo de estragar o papel, de gastar material, de fazer sujeira, de não ficar do jeito como imaginamos, de que as pessoas não vão gostar, enfim, são muitos contras martelando na nossa cabeça.
Quando eu estava trabalhando em Arabesque, a situação foi um pouco diferente: mesmo achando que o resultado poderia não sair como eu imaginei, estava tão envolvida no processo, que o produto final tal qual eu havia pensado, não importava. E não é que ficou muito melhor? Quando se trata de um trabalho artístico em andamento, a primeira impressão não deve ser a que vai ficar, e aqui venho eu com a história da cebola novamente: são muitas, mas muitas camadas de estudo até chegar lá (e esse lá nem precisa ser o final do trabalho em si, mas o real desejo do artista com aquilo, não sei se me fiz entender, estou prolixa hoje...).
Mas como superar esse medo? Aqui vão sete dicas preciosas, com base na minha experiência pessoal:
1. Não economize: se você não quer experimentar algo novo por medo de jogar material fora, nunca vai conseguir se aprimorar numa técnica. Se o trabalho exige que se use muitas tintas, ou um papel maior, não pense pelo lado da perda, mas sim do ganho: a partir daquela experiência muitas outras podem dar certo;
2. Não use material caro no começo: esse é um aviso principalmente para iniciantes em aquarela. Não compre artigos com preços exorbitantes logo de cara, geralmente as marcas possuem linhas estudantis e universitárias com valores bem mais acessíveis e com uma qualidade tão boa quanto as profissionais. Depois que se sentir seguro, invista em materiais top;
3. Faça sujeira: arte sem sujeira não é arte. Se o seu grande medo é ter que varrer o chão, limpar a bancada ou tirar as manchas da roupa, você está na profissão errada;
4. Pesquise antes de começar: há dez anos atrás, quando eu entrei na faculdade, a probabilidade de encontrar um bom tutorial sobre qualquer coisa relacionada à arte era praticamente nula. Hoje, o YouTube está recheado de vídeos de artistas profissionais e amadores ensinando truques e macetes legais. Tenha em mente o que você quer estudar e procure um guia. Às vezes quebramos a cabeça com coisas simples, que poderiam ser facilmente entendidas através de uma imagem ou vídeo;
5. Confie na durabilidade do seu material: acreditem em mim, um tubo de 5ml de aquarela dura uma eternidade, pois rende muito. Lápis grafite também. E o lápis de cor preto não vai ser o primeiro a virar cotoco assim que você aprender a usar outras cores nos seus trabalhos. Se você ainda tem algum tipo de receio, pense que os produtos têm certa durabilidade, basta cuidar deles com carinho;
6. Seja autocrítico, mas nem tanto: não force os seus limites. Se não ficou bom, tente de novo, mas tire da mente qualquer ideia de perfeição que possa atrapalhar o seu desenvolvimento. Nós geralmente sabemos aonde nosso calo aperta, então precisamos trabalhar primeiramente para minimizar as dificuldades e, em seguida, evoluir naquilo que desejamos aprender;
7. Não use os outros como parâmetro: tá certo que é interessante pesquisar e estudar, mas não podemos enxergar o produto final do outro como o nosso parâmetro. Até mesmo porque, ao fazermos isso, estamos desconsiderando todo o processo criativo daquela pessoa e as decisões que ela tomou. É legal acompanhar, principalmente no Instagram, o passo a passo que alguns ilustradores colocam, assim dá para perceber a evolução do trabalho sem ficar com a falsa ilusão de que é fácil alcançar aquele nível em que o artista está. Nunca é fácil, mas também não é um bicho de sete cabeças, por isso precisamos partir do nosso saber e das nossas necessidades.
Uma última dica: para quem ainda está inseguro, procure se cercar de pessoas que incentivem o seu aprendizado e não façam aquela crítica vazia só por maldade. Muitas vezes o problema não está em nós, mas em quem não tem sensibilidade suficiente para nos entender.
Abraços,
Lidiane :-)
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